poema lilás número três (nós dois, apenas um)

como disse carolina libério (link ao lado), “(…)então, vou escoando a produção…”; seguindo conselhos de manu maia (link ao lado). poema cometido em cinco de março do ano passado. bregão, né?

meu estômago arde, mas não é de fome
mãos e pernas tremem, não de cansaço
meus documentos não trazem meu nome
por apenas te ver em tudo o que faço

e não há motivo para eu viver assim
entregue a você, tão completamente
se nem mesmo sei o que pensas de mim
se apenas um poeta tolo, chato, indecente

ou um poeta que te ama tão profundamente
e enfrenta qualquer meio para te ter no fim
de mãos dadas, braços entrelaçados num

abraço tão apertado que só me dê prazer
para que então, enfim eu possa perceber
que amar não dói se nos tornamos apenas um

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