outro poema para a minha nova musa. há coisas por resolver, eu sei, isso a gente vê. o sentimento é esse aí. o título é inspirado em reuben (link ao lado). a epígrafe é do joão antonio, descoberto via outro bom joão, o paulo cuenca (link ao lado).
gavetas da alma
“mas você me sorri, mulher, e a vida vive”
(em “dedo duro”, 1982)
eu preciso arrumar as gavetas de minh’alma
esvaziá-las, jogar fora tudo o que não presta
ficar feliz por saber que tu és tudo o que resta
e eu poderei viver meus dias com a tua calma
preciso fazer uma faxina, dar uma geral
limpar, jogar fora tudo o que me feriu
lembrar de mim só depois que você sorriu
e apagou de mim todo o resto de qualquer mal
acho que já não preciso fazer uma faxina
pois já não há nada mais para jogar fora
tudo o que não prestava, foi-se embora
desde o dia em que você me sorriu, menina.
ilha, onze de outubro de dois mil e cinco
