[dois poemas: o primeiro, do blogueiro que vos incomoda, já publicado diversas vezes (às vezes em e-mails de final de ano para diversos amigos); o segundo, letra de chico césar (a música também é dele), incluída em seu belo disco novo, o primeiro pela biscoito fino, sobre o qual escrevo aqui em breve]
instante de paz
quero libertar-me
de todas as garras
ficando preso
apenas ao teu amor
quero todas as noites
todas as farras
saindo ileso
quero nada de dor
quero dar-te flores
nelas perfumes e cores
melaço que adoce
o nosso amargor
quero que o mundo
pare por um segundo
sendo para todo o sempre
esse instante de paz
por que você não vem morar comigo?
por que você não vem morar comigo
alimentar meu cão, meu ego
cansei de ser assim, colega
não sei mais ser só seu amigo
eu quero agora ser o seu amado
você me deixa a perigo
o amor me corta feito adaga
mas vem você e afaga
com afeto tão antigo
você não leva a sério o que eu digo
e enche a taça que me embriaga
me prega em cruz feito jesus de praga
mas sempre me defende e compra minhas brigas
não ligo
se é amor ou amizade vaga
dizem que o amor a amizade estraga
e esta a este tira-lhe o vigor
não ligo
se é caretice ou romantismo brega
um dia em mim essa aflição sossoga
more comigo e traga o seu amor
adoro o jeito que você me pega
me chama de meu nego, minha nega
e quando me abraça e eu me entrego
vem você e diz cuidado com esse apego
