agônico canto pela agonia dela

pr’ocê, amor

por tudo; embora você mereça – sempre – bem mais que um poema

olho pra teu rosto
e vejo nele uma agonia
– cansaço, stress, sono –
e sinto nele um abandono
– de mim –
à míngua
dum dia
sem graça.

quero a tua língua,
passa ela em mim
feito faca quente
me fere!

olho pra teu rosto
e não vejo sorriso.
é impossível ser feliz o tempo todo.

pingos de chuva me tomam
as lentes dos óculos.

nossas mãos nos levam
ao posto de táxi,
onde embarcas para um ciao que,
apesar de corriqueiro,
sempre me entristece.

água de chuva e a fétida água que transborda dos esgotos estourados
tomam conta de meus pés, numa sandália de couro, aberta.

tomo tua boca num beijo de breve despedida
– intervalo máximo: 24h –
e, sôfrego, te beijo já sentindo saudades.

é agüentar até mais,
enquanto te perturbo a paciência com mensagens ao celular e telefonemas.
é esperar que amanhã seja somente alegria.
é esperar o dia de ser feliz pra sempre.

zema ribeiro
são luís do maranhão, último dia de março de dois mil e seis

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