1.
no check in, do diário de bordo de vanessa serra, em itálico, abaixo:
Tião Carvalho veio a São Luís para lançar “Tião Canta João” (Por do Som, Atração, 2006, R$ 20,00). Zema Ribeiro aproveitou a ocasião e o entrevistou, registrando para o Overmundo. Leia entrevista clicando no link: http://www.overmundo.com.br/overblog/tiao-na-praia-de-joao.
2.
texto nosso [finalmente ilustrado], na primeira classe, jp turismo. sobre o novo disco da “melhor cantora do mundo em todos os tempos”, coisa que eu não digo lá:
Um grande achado da música brasileira
“Quem estiver atrás de um grande amor, achou!”, afirma corretamente, a faixa-título do novo disco de Ceumar e Dante Ozzetti. “Quem estiver atrás de um grande disco de música popular brasileira, achou!”, afirma/avisa o colunista.
por Zema Ribeiro*
A mineira Ceumar chegou à São Paulo em 1995. Lá, encontrou o maranhense Zeca Baleiro, que quatro anos depois viria a produzir seu disco de estréia, “Dindinha” (nome da música do compositor-produtor-padrinho que abria o disco). Talentosa e sensível, ali estava uma real novidade no cenário feminino da música popular brasileira, acercou-se de gente boa – o próprio Zeca, Chico César e Itamar Assumpção, entre outros, além da banda que a acompanha – e ganhou o país.
Com poucas aparições televisivas e reduzido fã-clube – não que não tenha qualidade para isso, muito ao contrário – Ceumar era tida como a melhor intérprete do último festival de música popular produzido pela TV Cultura; ficou em segundo lugar, o que revoltou os poucos, mas fiéis, fãs. Dante Ozzetti, o compositor da música – em parceria com Luiz Tatit – acompanhava a mineira ao violão. “Achou!” – a canção – batizou o terceiro disco da musa de Itanhandu, todo composto por Dante e parceiros: dele e Tatit são sete, e há ainda as letras de Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Chico César, Alzira Espíndola e Kléber Albuquerque.
Com exceção da faixa-título, todas as músicas de “Achou!” [MCD, 2006, R$ 20,00] foram compostas por Dante Ozzetti entre janeiro e fevereiro de 2006, especialmente para o disco, o que lhe garante unidade, mas nunca mesmice ou chatice. As características acústicas de discos anteriores dos dois – antes deste “casamento” musical – permanecem vivíssimas aqui, linda e ludicamente ilustradas por Jaime Prades.
Pela capa colorida, não se engane: não se trata de um disco para crianças, como os tons podem/parecem sugerir. Mas é muito provável que você vire criança, deslumbrada com um brinquedo novo, ao ouvir este novo disco de Ceumar e Dante Ozzetti. É pra acionar o repeat do cd-player, sem preocupações: ao contrário dos brinquedos infantis, este prazer aqui não envelhece. Nem enfeia.
*correspondente para o Maranhão do site Overmundo

