de ontem

não sei por que diabos, nossa modest(íssim)a colaboração ao jornal pequeno de ontem saiu sem a assinatura “por zema ribeiro”, embora os créditos de quem sou eu tenham aparecido ao final do texto. abaixo, a primeira classe, jp turismo, ontem.

Mpb etc.

A mais que batida sigla MPB assume outro significado: música preta branca.

por Zema Ribeiro*

“Agora a cozinha quer falar”. Eis o mote de “Música preta branca …e etc…[Elo Music, 2006, R$ 16,90], de Paulo Lepetit e Gigante Brazil, com patrocínio da Petrobrás, através da Lei de Incentivo à Cultura do MinC.

Músicos geralmente confinados à cozinha, Lepetit (contrabaixo, produção musical, gravação, mixagem, arranjos de base) e Gigante (bateria, percussão, voz) vêm para frente, neste registro multicolorido da música (im)popular brasileira, contando com o apoio luxuoso – “na cozinha” – de músicos como Adriano Magoo (sanfona, teclados), Hugo Hori (saxofone), Webster Santos (guitarra, violão), Bocato (trombone) e Edgar Scandurra (guitarra), entre outros. Estes, juntos aos (aqui) protagonistas, podem ser nomes estranhos aos menos atentos a “detalhes”; injustiça (que, parece, começa a ser corrigida), já que são “peças” importantíssimas de diversos discos da música brasileira contemporânea/atemporal: Marisa Monte, Itamar Assumpção, Ceumar, Ná Ozzetti, entre outros.

No encarte – colorido – os porquês. “Por que música preta, branca etc.? Porque música não tem cor. São os músicos quem tem”. Estão lá os compositores – coloridos – Paulo Lepetit (a “Indignação” que abre o disco, de versos de duplo sentido como “Agora a cozinha quer falar / tira a bunda daí / quer tomar café / vai tomar na cozinha”), Cartola (“Ensaboa”, já gravada anteriormente por Gigante Brazil, em participação especial no disco “Mais” [1990] de Marisa Monte), André Bedurê e Zeca Baleiro (a parceria inédita “Na quitanda”), Gigante Brazil (“Vento de amor”), Milton Nascimento e Caetano Veloso (“Paula e Bebeto”) e Itamar Assumpção (“Luzia”), a quem remetem os vocais firmes e execuções inspiradas do disco.

Lepetit e Gigante assinam ainda o “Anexo”, parceria de três versos com Luiz Waack: “Eu e meu anexo / só penso em grana / ele só pensa em sexo”. No fundo, todos só pensam em música. Boa.

*correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com

7 respostas para “de ontem”

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