Gildomar Marinho ficou de fora do disco, mas às vésperas de completar 40 anos de idade – hoje, parabéns!, um brinde, amigo! – abriu brilhantemente o show “Canção de Vida” (Teatro Alcione Nazaré, Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande, ontem), comemorativo dos 50 anos da Cáritas Brasileira, organizado pelo Regional Maranhão da Entidade. Sozinho, ao violão, Gildomar interpretou músicas de sua lavra: “Tocantins”, “Olho de boi” (que deverá batizar seu tão esperado primeiro disco), “Panderê”, “O mano” (esta, composta após o show que celebrou os 26 anos da SMDH, e que integra o disco comemorativo dos 20 anos do MST/MA) e “Ladainha da remissão”.
Depois era hora de Ricarte Almeida Santos, o embaixador do choro no Maranhão e mestre de cerimônias da noite, apresentar Lena Machado e banda para a emocionante apresentação das canções de Canção de Vida. Era tudo um primor: o cenário, idealizado por Ruber, Lena entrando pela platéia até atingir o palco entoando a eterna “Oração latina” de Cesar Teixeira, sob o novo arranjo de Luiz Jr., diretor musical do disco e do show. No palco, com ela, Luiz Jr. (direção musical, violões), Carlos Pial (percussão), Marcelo Braga (saxofone, clarinete), Oliveira Neto (bateria), Renato Serra (teclado), Mauro Sérgio (contrabaixo) e Rui Mário (sanfona), além da participação especial de Carlinhos Carvalho (teclado).
O repertório do show limitou-se – não na mesma ordem – ao do disco, o que não é pouco: a já citada “Oração latina”, “Flanelinha de avião” (Cesar Teixeira), “Terra, vida e esperança” (Jurandy Ferreira), “Milhões de uns” (Joãozinho Ribeiro), “Carcará” (João do Vale e José Cândido), “Pense n’eu” (Gonzaguinha), “Sem resposta” (Chico Canhoto), “Minha história” (João do Vale e Raimundo Evangelista), “Sobradinho” (Sá e Guarabira) e “O que é o que é” (Gonzaguinha), esta, cantada de pé por todos os que trocaram dois quilos de alimentos não-perecíveis (doados à Casa Sonho de Criança, Grupo Solidariedade é Vida, que cuida de crianças e adultos soropositivos de todo o Maranhão e estados vizinhos) por ver as belas performances daquela noite em que a Praia Grande estava mais cheia que o normal.
Chico Canhoto, Cesar Teixeira e Joãozinho Ribeiro – compositores maranhenses que cederam os direitos autorais de suas músicas para este projeto – foram homenageados pela Cáritas Brasileira Regional Maranhão. Por motivos de força maior, os dois últimos não puderam estar presentes ao acontecimento e receberão, em outra oportunidade, as placas com o reconhecimento da Entidade por suas importâncias para o fortalecimento da identidade cultural do povo maranhense.
Com todos os seus gestos e canções de vida, a Cáritas reafirma cada vez mais o seu compromisso com a incansável luta por um mundo melhor e mais justo. Como está escrito numa das capas de “Canção de Vida”: “Os recursos arrecadados com a venda deste CD serão destinados aos projetos sociais desenvolvidos pela Cáritas Brasileira Regional Maranhão”. É hora de você, leitor, fazer parte dessa história.
[Aniceto Neto, fotógrafo “oficial” da noite, registrou o show em imagens; noutro post este blogueiro pendura alguns retratos aqui]

blz, zema.
outra: se precisar de alguém na s. de cultura, me dá um toque. sei de gente que tá precisando.
bj.
na hora. abraço!