“tu não conhece zema? é esse aí!”
assim raimundo garrone me apresentou ao poeta antonio rezende quando cheguei ao bar do léo na noite de ontem. comentei rapidamente do texto (e das falhas do texto) publicado no jp, convidando a turma para o lançamento de “acerto de contas”. acabei não dividindo a mesa – ou melhor, o balcão – com eles, acompanhado que estava da namorada e do amigo glauco barreto, paraibano radicado em brasília que havia aproveitado o feriado para conhecer a ilha. a glauco fiquei devendo uma melhor atenção, mas o contratempo de ter que trabalhar na sexta-feira pós-feriado, além do trabalho do período (pré-)junino atrapalharam-me um bocado.
antes de gildomar chegar e juntar-se a nós, trocamos de mesa procurando um lugar mais ventilado, entre uma cerveja e outra e a adorável intransigência musical de glauco – léo, o proprietário do bar havia saído e coisas como “não está sendo fácil viver assim, você está grudado em mim”, na voz de kátia, que desagradam bastante o visitante, saiam de suas caixas de som. depois acabaram rolando luiz-gonzagas, elomares e outros sons simpáticos a nós.
histórias engraçadas, piadas, discussões políticas e “apostas” sobre uma música ser de um ou outro compositor e estar em um ou outro disco ocuparam nosso tempo. além, é claro, da sincera análise dele (compartilhada por todos na mesa) sobre o mau gosto instalado, de modo geral, em qualquer canto ilhéu: bares na praia ou em qualquer lugar. nem lhe fez tanta diferença, a não ser a visão de uma aglomeração no caminho do bar do léo, mas, porca coincidência, glauco visitou são luís durante os dias de maranhão forró fest.
nota engraçadinha: quarta-feira, começo da noite, passo na rua grande e ouço cambistas gritando, repetidamente, “ingressos para o maranhão forró fashion!, ingressos para o maranhão forró fashion!…”
