Recebi alguns e-mails elogiando, outros criticando, os comentários que fiz, recentemente, aqui no JC, sobre a produção atual do forró dito pé-de-serra. Os que criticaram, sugeriram que eu fizesse o mesmo com os discos das bandas, ditas de forró eletrônico. Do forró, dito pé-de-serra me ocupo, porque gosto, foi a música com a qual cresci. O forró dito eletrônico, assim como disco de Zezé di Camargo & Luciano, Leonardo, sertanejos em geral, Calypso e bregas em geral estão acima da crítica. Saia Rodada, Cavaleiros do Forró, Forrozão Chacal, Mulheres Perdidas, Aviões do Forró, etc. etc., não é forró. Pelo contrário, prejudica o forró, porque tem público. E tem o mesmo público que teve o gosto musical embotado pela axé music. Para este o que vale é a multidão, a turba. Podem botar um poste em cima de um caminhão, em silêncio que eles vão atrás.
Estas bandas são mais um fenômeno sociológico* do que musical. Aliás, a música é uma mistura de lambada com a coreografia aeróbica da axé, letras de música sertaneja, no início – e hoje de um erotismo grosseiro, com trocadilhos infames e de mau gosto.
Embora se digam de forró, a sanfona está ali apenas para justificar o “forró” no nome do grupo, o que sustenta as melodias pobres e repetitivas, são os sopros e metais, estes muito bons, tocados por músicos calejados. Como elas são as preferidas das prefeituras onde há grandes arraiais, a tendência é o forró continuar perdendo espaço para as bandas.
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o texto acima é do sempre lúcido josé teles, de sua coluna “toques”, no jornal do commercio, de pernambuco. quem me enviou, por e-mail, foi o amigo glauco barreto, que recentemente passou pela ilha.
os poucos-mas-fiéis leitores deste blogue sabem o que penso sobre o assunto. e preferia que músicas (?) como esses pseudo-forrós não tocassem em ambientes que freqüento. mas é quase impossível escapar disso: ônibus, bares, lares, é uma praga.
que não me contagie! amém!
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[*escatológico, eu diria.]

Partilho deste seu entendimento (e do autor) a respeito do que temos por “forró de plástico” ou “oxente music”. >>Discordo plenamente do enquadramento desse lixo sonoro junto ao forró.>>Se puder, tenho um artigo a respeito no meu blog:>>http://criticando.blog.br/2007/07/24/forro-de-plastico-lixo-made-in-nordeste/>>Abraço.
fui lá, kleber, e concordamos. obrigado pela visita. abraço!