d’a tarde d’ontem

relendo o texto abaixo, achei-o meio confuso. tipo, eu não disse (nele) se o disco é bom ou não. é bom, sim. eu gostei bastante da idéia e do resultado. quando digo que é “incompleto”, é simplesmente por ser um recorte de 15 faixas num universo de mais de 70.

nem tudo que tenho publicado na tarde tem vindo reproduzido cá pro blogue.

de ontem (27), o texto abaixo, particularmente, perde uma foto de zeca (que, no impresso, junta-se à reprodução da capa do cd) e ganha detalhes (entre colchetes e em itálico).

leiam o texto, ouçam o disco. não necessariamente nessa ordem.

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Os lados zês do Baleiro

Inusitada coletânea é o novo lançamento do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro.

por Zema Ribeiro
da Editoria de Cultura

A graça de “Lado Z” [MZA, 2007, R$ 32,90, em média] reside em não se tratar de mera coletânea de grandes sucessos. Zeca Baleiro, sem dúvidas um dos maiores trabalhadores da música popular brasileira contemporânea, repesca em seu “baú de alheios”, diversas faixas que nunca entraram em discos seus, mas que contam com sua interpretação única.

São 15 faixas [veja listagem completa aqui] tiradas de discos de terceiros, parceiros, tributos, songbooks e lados-b (ou z?) que acabaram por não entrar em discos seus [ops, o vacilo da repetição]. O cd lembra um antigo disco de vinil, inclusive na cor preta. Um luxo!

Reúne, entre os compositores, nomes como Odair José [Eu, Você e a Praça], Waldick Soriano [Meu Coração Está de Luto], Lobão [Uma Delicada Forma de Calor], Martinho da Vila [Salve a Mulatada Brasileira], Vanessa Bumagny [Radiografia], João Bosco [Das Dores de Oratório], Moreira da Silva [Na Subida do Morro, parceria com Ribeiro Cunha], Sérgios Sampaio e Natureza [Roda Morta], Rolando Boldrin [Onde Anda Iolanda], Tom Zé [Menina Jesus], o português Sérgio Godinho [Coro das Velhas], além do próprio Zeca Baleiro [Não Tenho Tempo e Forró no Malagueta]. Lobão [na faixa de sua autoria], Jards Macalé [em Na Subida do Morro], Martinho da Vila [na faixa de sua autoria], Fagner [em Não Tenho Tempo], Tião Carvalho [em De Teresina a São Luís, parceria de João do Vale e Helena Gonzaga], Rolando Boldrin [na faixa de sua autoria], Vanessa Bumagny [idem], Forroçacana [em Forró no Malagueta] e Sérgio Godinho [na faixa de sua autoria] são os intérpretes que participam do disco, em que Zeca Baleiro é o convidado especial, se é que vocês me entendem. Baladas bregas (das antigas e atuais), música eletrônica, samba (inclusive de breque) e forró estão entre as vertentes por que Zeca e seu(s) time(s) passeiam com desenvoltura.

Como toda coletânea, “Lado Z” é incompleta [vide “explicação” pré-textual]. A seleção de repertório, assinada por Marco Mazzola, Rossana Decelso e pelo próprio Zeca, não deve ter sido fácil. Em dez anos de carreira (aqui contados a partir do lançamento de seu primeiro trabalho, “Por onde andará Stephen Fry?” em 1997), o maranhense já fez mais de 70 gravações fora de seus discos de carreira. Tomara que isso prenuncie o lançamento de um “Volume 2” num futuro breve.

2 respostas para “d’a tarde d’ontem”

  1. O Zeca veio aqui antes do feriado passado. A equipe de um programa de música aqui da TV o entrevistou. Ficaram encantadas com a sua simpatia.Eu acho que ele é um dos melhores da MPB da década de 2000.Fui ao show, pena que estava muito lotado e tive que me contentar com o telão. Ele realmente é ótimo!bjoO bjoO

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