dia dos namorados

hoje é 12 de junho, dia dos namorados, véspera do dia do santo casamenteiro, ele, antonio. gravei minha terceira participação no “etc. e tal”, comandado por zina nicácio para a rádio univima. deve ir ao ar dia 15. aviso por aqui.

no primeiro programa, ataquei de lenine. no segundo, de caetano veloso. no terceiro, outro nordestino. alguém adivinha quem? disse lá umas breguices, umas pieguices (que sem isso não é amor) e toquei a música.

a pessoa é para o que nasce

acredito que não, mas não lembro (e não fui pesquisar) se “a pessoa é para o que nasce” chegou aos cinemas ludovicenses (mesmo que através de algum festival, a exemplo do guarnicê).

achei o belo documentário numa daquelas bandejas nas lojas americanas, por módicos 12 reais e 99 centavos (ou 13 e 99?).

assisti ontem e gostei bastante. é cru, às vezes parece até exagerado em alguns depoimentos. mas é, antes de tudo, sincero.

nas bandejas há outros bons dvds e cds. corra! pode valer a pe(r)na(da)!

enquanto isso, longe do maranhão forró fest…

“tu não conhece zema? é esse aí!”

assim raimundo garrone me apresentou ao poeta antonio rezende quando cheguei ao bar do léo na noite de ontem. comentei rapidamente do texto (e das falhas do texto) publicado no jp, convidando a turma para o lançamento de “acerto de contas”. acabei não dividindo a mesa – ou melhor, o balcão – com eles, acompanhado que estava da namorada e do amigo glauco barreto, paraibano radicado em brasília que havia aproveitado o feriado para conhecer a ilha. a glauco fiquei devendo uma melhor atenção, mas o contratempo de ter que trabalhar na sexta-feira pós-feriado, além do trabalho do período (pré-)junino atrapalharam-me um bocado.

antes de gildomar chegar e juntar-se a nós, trocamos de mesa procurando um lugar mais ventilado, entre uma cerveja e outra e a adorável intransigência musical de glauco – léo, o proprietário do bar havia saído e coisas como “não está sendo fácil viver assim, você está grudado em mim”, na voz de kátia, que desagradam bastante o visitante, saiam de suas caixas de som. depois acabaram rolando luiz-gonzagas, elomares e outros sons simpáticos a nós.

histórias engraçadas, piadas, discussões políticas e “apostas” sobre uma música ser de um ou outro compositor e estar em um ou outro disco ocuparam nosso tempo. além, é claro, da sincera análise dele (compartilhada por todos na mesa) sobre o mau gosto instalado, de modo geral, em qualquer canto ilhéu: bares na praia ou em qualquer lugar. nem lhe fez tanta diferença, a não ser a visão de uma aglomeração no caminho do bar do léo, mas, porca coincidência, glauco visitou são luís durante os dias de maranhão forró fest.

nota engraçadinha: quarta-feira, começo da noite, passo na rua grande e ouço cambistas gritando, repetidamente, “ingressos para o maranhão forró fashion!, ingressos para o maranhão forró fashion!…”

pago agora!

[rezende exibe a obra que lançará em são luís; divulgação]
Rezende estréia em livro e acerta contas poéticas com público ludovicense.

por Zema Ribeiro

Dia 13 de outubro de 2006, usei este canto inferior direito de página para escrever sobre “Música”, livro-disco do poeta Celso Borges, com mais de cinqüenta poetas-músicos-artistas. No último dia 19 de maio [errata: na verdade, foi dia 25 de maio], em Brasília, ele e o poeta Antonio Rezende estiveram lançando suas obras, este, “Acerto de contas” [Editora Kelps, 109 páginas, R$ 15,00], . No próximo dia 14 de junho, é a vez do segundo chegar à capital maranhense para o lançamento de sua coletânea de poemas.

“Acerto de contas” reúne poemas que vão do quarentão Rezende ao homem de vinte e poucos anos, membro da Akademia dos Párias que bradava seus poemas em noites boêmias e esquinas insones ludovicenses – e vice-versa – na década de 80.

O livro é endossado – como se se aprovassem as contas, é o que acontece – por nomes como Celso Borges, Fernando Abreu e Zeca Baleiro, para ficar apenas nos maranhenses: Rezende nasceu em Araguaína e hoje mora em Palmas/TO, onde exerce os ofícios de jornalista – apesar de não ter concluído o curso superior –, fotógrafo – algumas belas imagens em p&b ilustram a obra – e poeta. [outra errata: faltou eu colocar o endereço do blogue do moço no texto, agora linkado aí ao lado]

Em “Acerto de contas”, encontramos a “palavra de ordem”, “Poeme-se!”, poema de uma linha que acabou por batizar o famoso misto de livraria e sebo mantido por Ribamar Filho, o conhecido Riba do Poeme-se. É lá, na loja da Praia Grande (Rua João Gualberto, 52), que Antonio Rezende declamará poemas e autografará este volume de poemas, que escrito e publicado sem pressa, nos chega em boa hora.

Serviço

O quê: noite de autógrafos de “Acerto de contas” (poemas)
Quem: o poeta Antonio Rezende
Quando: dia 14 de junho (quinta-feira), às 19h
Onde: Livraria Poeme-se (Rua João Gualberto, 52, Praia Grande)Quanto: entrada franca. O livro estará sendo vendido e autografado na ocasião.

[jornal pequeno, jp turismo, primeira classe, hoje; o jp não circula pós-feriados]

ressaca

em feriados o jornal pequeno limpa as máquinas e não circula no dia seguinte. portanto, nosso texto sobre o lançamento de acerto de contas, de antonio rezende, em são luís, circulará na edição de amanhã (sábado, 9/6)

pirata

miopia e astigmatismo aumentam enquanto uso demais o computador, em vez de enquanto leio demais. é claro que a maioria das coisas que leio hoje, feliz ou infelizmente, saem desse monitor (ok, entre casa e trabalhos acabo usando mais de um micro) que ora me encara, em vez de livros (de papel, se é que vocês me entendem). é claro que vocês, que do outro lado me lêem sem ter que me encarar (sorte a vossa), entende(ra)m.

entre o reclamar pel(a obrigação d)o excesso de uso de computadores no corre-corre de cada dia de todos nós, acabei por achar engraçado a xícara me servir de tapa-olho enquanto eu lia algo (aqui na tela, mas não aqui no blogue, noutro) e tentava (com sucesso, diga-se) tomar o chocolate.

onde andará meu patrocinador?

devo confessar: não leio todos os colunistas de nominimo. mas o anúncio da possibilidade de seu fechamento me assusta: há coisas de que gosto muito, ali. a agência carta maior se saiu bem (?) depois de um anúncio de “crise” parecido. que o nominimo tenha, no mínimo, a mesma sorte.

na internet, a única coisa que não ameaça fechar por falta de patrocínio é este modestíssimo blogue. ao menos não por enquanto.

mas se você quiser fazer uma boa ação, fineza fazer contato. obrigado!

também no blogue da suely mesquita

[o texto abaixo foi publicado no jornal pequeno, jp turismo, primeira classe, hoje; está, também, republicado no blogue da suely mesquita e pode ser lido aqui]

Casa brasileiríssima

Mário Sève reúne bons músicos-amigos em disco festivo e plural.

por Zema Ribeiro*

No céu azul, uma nuvem branca tem formato de mapa do Brasil. A capa, de Elifas Andreato, desde sempre um clássico das artes visuais de diversos registros fonográficos brasileiros, parece traduzir perfeitamente a pluralidade desse “Casa de todo mundo” [Núcleo Contemporâneo, 2007, R$ 21,00], registro (não podemos falar em “solo”) de Mário Sève, integrante do grupo Nó em Pingo d’Água, que participa da festa.

“Casa de todo mundo”, como diz o título, é festiva reunião de músicos fazendo o que sabem de melhor. As músicas, todas de autoria do anfitrião, alternam-se entre temas cantados e instrumentais, algumas ganhando letras de parceiros como Suely Mesquita, Pedro Luís, Nelson Ângelo e Sérgio Natureza.

Entre os diversos gêneros que o disco traz, diversos artistas e grupos passeiam – cada faixa traz pelo menos um convidado: Mônica Salmaso em “Toada”; Zé da Velha, Silvério Pontes e Jorginho do Pandeiro em “Samba no pé”; Suely Mesquita e Quarteto Maogani em “Imaginária”, belo choro com letra da primeira; o grupo Mestre Ambrósio em “O cabra”, forró que traz versos de Siba na abertura; Rosa Emília e Nelson Ângelo em “Da antiga”, com letra do segundo; o Conjunto Época de Ouro na valsa que leva o mesmo nome do tradicionalíssimo grupo instrumental.

“”Casa de todo mundo”, como uma acolhedora casa brasileira, é meu “Plano Habitacional””, afirma Mário Sève, no encarte do disco. Ele, que bem sabe receber, ficará feliz com sua presença. Entre e deixe-se invadir pela rica variedade que sairá de seu aparelho de som, da primeira à última faixa.

*correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com