
José Celso Martinez Corrêa, nas Páginas Negras da Trip #204, de outubro/2011.

ainda compra discos, livros e jornais. Blogue de Zema Ribeiro. Afiliado ao Farofafá
Ontem fui ao Chorinhos & Chorões, como entrega a foto acima, em que apareço com o titular do programa Ricarte Almeida Santos e os compositores Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho e Chico Saldanha. A tríade foi entrevistada pelo primeiro, divulgando o show Rosa Secular II, que apresentam sábado que vem (10), às 21h, no Bar Daquele Jeito (Vinhais).
O show é mais ou menos uma reprise de Noel, Rosa Secular, que apresentaram ano passado e, a pedidos, no comecinho deste ano – e que está concorrendo na categoria “melhor show” no Prêmio Universidade FM, a maior premiação da música produzida no Maranhão.
Digo mais ou menos por que, desta feita, além de Noel Rosa também serão homenageados outros bambas centenários, Assis Valente, Ataulfo Alves, Cartola, Mário Lago e Nelson Cavaquinho, além dos saudosos e eternos maranhenses Antonio Vieira, Cristóvão Alô Brasil, Dilu Mello, João Carlos Nazaré e Lopes Bogéa. O show contará com as participações especiais de Célia Maria, Lena Machado, Lenita Pinheiro e Léo Spirro, como eu já disse aqui.
Mas não é disso que quero falar: ao adentrar o estúdio da Rádio Universidade FM ontem, a primeira notícia que recebi foi bastante triste: a subida (ontem, 4) de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, vulgo Dr. Sócrates (1954-2011) – avesso a computadores em fim de semana, salvo raras exceções, não fui atrás de ler uma linha sobre o assunto e escrever isto aqui é a primeira coisa que faço nesta manhã de segunda-feira, após o Corinthians ter conquistado seu quinto título nacional (também ontem, 4).
Um jogador cerebral. Um dos fundadores, em plena ditadura brasileira, da Democracia Corintiana, que levou também para dentro das quatro linhas a luta pela redemocratização do país. Em campo ou fora dele, Sócrates nunca deixou de pensar.
Participou de duas copas do mundo, em 1982 e 86, sem ter vencido nenhuma. Azar das copas! Sócrates era a tradução humana da frase-pergunta que abre Catatau, o romance-ideia de Paulo Leminski: “que flecha é aquela no calcanhar daquilo?” Quem o viu jogar ou viu videotapes – dá um google aí no youtube agora! – sabe do que estou falando.
Colunista da CartaCapital, comentarista da TV Cultura, apresentador do Canal Brasil, o paraense era do tempo em que o esporte bretão e a mídia não fabricavam ídolos milionários da noite para o dia. Talvez por isso – ou não – ele tenha se dividido entre o futebol e a medicina. E depois ocupado os meios de comunicação de forma crítica – no último canal, nem sei se seu programa chegou a ir ao ar, gestado já em meio às complicações de saúde que o matariam ontem (4).
Em meio à geral, em geral acrítica, de torcedores, jogadores, dirigentes, cartolas e outros, Sócrates era voz dissidente, que despejava críticas e elogios a quem os merecesse, sendo ácido ou doce, conforme a necessidade. Não erraram seus pais quando batizaram-no com nome de filósofo.
Uma grande perda para o futebol e a inteligência nacionais, num dos raros casos em que essas duas categorias conseguem se conciliar. Descanse em paz, Doutor Sócrates! E que seu exemplo – necessário – possa ser seguido por mais gente por aqui.
Em sua memória e homenagem deixo a sinfonia de pardais abaixo, que ouvi e fotografei hoje pela manhã, antes de sair de casa.
P.S.: atualizo o post às 13h23min para recomendar, sobre o assunto, a subida do doutor, três belos textos: dois de Ronaldo Bressane e um de Xico Sá.
P.S.2: e às 8h55min do dia 6, este de Marcelo Montenegro.
A exposição fotográfica Vida de Quilombo, da turismóloga mineira Gabriela Barros Rodrigues, será aberta amanhã (1º.), na Galeria Zaque Pedro. Na ocasião será lançado também um livro de bolso homônimo, composto de fotografias colhidas na experiência que ela teve com as comunidades de São Sebastião dos Pretos e Catucá, ambas em Bacabal/MA. Foram mais de 2 mil imagens e 30 horas de gravação. Estas geraram um dvd com duração de 1h20min, com vários temas do cotidiano dessas comunidades quilombolas.
Maiores informações no Odeon.
O técnico em agropecuária José Sousa Andrade fotografou um “monumento” no mínimo inusitado no povoado Brejinho da Siquel, distante 60km da sede de Buriticupu/MA, a 418km da capital São Luís.
Assim ele descreveu a criatividade do povo de lá: “cansados de ficar sem sinal de telefonia móvel, resolveram construir uma plataforma/torre com mais ou menos 20 metros de altura em um morro a 500 metros do povoado. De lá é possível utilizar os serviços de telefonia das operadoras Tim e Vivo”.



Fiz a foto acima hoje (25) à tarde, por volta das 15h30min. Os dois veículos em destaque colidiram sobre a faixa de pedestres em que a Avenida Castelo Branco cruza com a Rua das Paparaúbas, no São Francisco.
O veículo da frente é do INSS, como indicam dois adesivos amarelos pregados em suas portas dianteiras. O detalhe: pela manhã, por volta de 9h, quando ia deixar minha esposa no trabalho, ambos já estavam colididos, represando o fluxo do tráfego.
Ou seja: cerca de seis horas e meia sem que os agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de João Castelo ou os policiais da Polícia Militar de Roseana Sarney aparecessem para a marcação do asfalto e/ou perícia e consequente liberação da via.
É apenas um exemplo, pequena amostra do descaso a que está relegada esta capital.
Em tempo, devo dizer: apenas fiz a foto. Não desci para conversar com ninguém. Este post não é, portanto, uma “matéria de cidade” ou coisa que o valha. Isto é: se a PM e/ou a SMTT e/ou ainda algum dos condutores quiser dizer o porquê da demora na desobstrução da via, a caixa de comentários deste blogue está às ordens.

Fotógrafo, cineasta e professor, Murilo Santos (foto) é o convidado de hoje (20) do Papoético, que acontece a partir das 19h30min no Chico Discos (esquina das ruas Treze de Maio e Afogados, entrada pela primeira, sobre o banco Bonsucesso), de graça.
Sob mediação do poeta Paulo Melo Sousa, vulgo Paulão, Murilo conversará com o público presente sobre seus ofícios e exibirá o documentário francês Le bonheur est là-bas, en face, de Jean-Pierre Beaurenaut, cujo estilo influenciou o trabalho do maranhense.
O doc foi filmado no Maranhão (na capital São Luís e na comunidade quilombola de Ariquipá, Bequimão), na década de 70, e discute temas como comunidades quilombolas, migrações, cidade e urbanização, entre outros.

Logo mais às 19h meus amigos Bruno Azevêdo e Celso Borges participam de debate-papo em que relançam o número 2 da revista Pitomba!, editada por ambos mais Reuben da Cunha Rocha, ora em SP.
O relançamento acontece no Papoético, organizado semanalmente, sempre às quintas-feiras, pelo poeta Paulo Melo Sousa, vulgo Paulão.
Acontece no Chico Discos, sebo charmoso que ocupa o segundo piso do prédio em cujo primeiro está o Banco Bonsucesso, na esquina das ruas Treze de Maio e Afogados, no centro da capital maranhense.
Em tempo: tristeza ver, esquinas antes, um banco, uma “loja de crédito” ocupando a casa em que outrora funcionou a saudosa Livraria Athenas.
Ingressos para o Papoético grátis. A Pitomba! sai por apenas R$ 5.

8 de dezembro de 2007. Véspera do aniversário de 40 anos de Ricarte Almeida Santos. Na ocasião, o produtor e mestre de cerimônias oficial do saudoso Clube do Choro Recebe, seria homenageado com a primeira audição pública de Chorinho de herança (letra dele musicada por Chico Nô): Lena Machado havia gravado a música às pressas, na casa de Paulo Trabulsi, em uma primeira versão que alcançou relativo sucesso, chegando inclusive a tocar na Rádio Universidade FM.
Anos depois, a música ganharia nova roupagem na gravação que a cantora faria em seu festejado Samba de Minha Aldeia (2010): “É de vinil/ é de vinil/ este chorinho que herdei de pai”, diz o início da letra.
A edição em que a imagem acima foi captada (cujos créditos do fotógrafo não dou por não ter: Pedro Araújo? Ivo Segura? a própria Lena Machado?) é de uma das raras do longevo projeto que perdi. Tinha como grupo anfitrião o Urubu Malandro e como convidado seu ilustre integrante: Mestre Antonio Vieira (voz, percussão).
Uma imagem vale mais que mil palavras e só postar essa foto histórica aí bastaria, sem carecer explicá-la ou mesmo tentar adivinhar o que Maranhão dizia a Saldanha (ou Ricarte ou um deles lembra ou a curiosidade permanecerá), mas uma coisa puxa a outra e, ó a ligação: Trabulsi, então com apenas 17 anos, Vieira e Saldanha, então integrantes do Regional Tira-Teima (outro grupo que muito desfilou talentos no palco do Bar Chico Canhoto, que abrigava o Clube do Choro Recebe), tocaram em Lances de Agora (1978), um disco fundamental de Chico Maranhão.
Achei a foto cascavilhando uns arquivos, à procura de um retrato de Léo Spirro, um dos artistas que deram canja naquela noite, para o material de divulgação da próxima edição de Outros 400, de Joãozinho Ribeiro.
Enviei-a por e-mail aos retratados e a mais alguns poucos amigos, incluindo o professor Flávio Reis, que recentemente escreveu o artigo-fagulha Antes da MPM, publicado no Vias de Fato e orgulhosamente reproduzido por este blogue.
O texto tem dado alguns nós na cabeça de muita “gente boa, gente doida”, entre os quais os dissertandos Ricarte e Alberto Jr. e o monografando que vos bafeja (é, vêm aí alguns trabalhos para jogar lenha na fogueira das discussões sobre música, cultura popular, Maranhão e outros lances, de agora e sempre). Achados e perdidos, outros virão.


Achei a foto acima ao aproveitar parte de meu feriadão para revirar jornais, revistas e papéis velhos em geral, lá em casa. A imagem tem uns três anos, Celso Borges ainda morava em São Paulo, e nos capta em uma saudável cervejinha na Feira da Praia Grande quando de uma das visitas que o poeta me fazia sempre que baixava em São Luís.
CB é um amigo-irmão, daqueles que te deixam pra cima com um simples telefonema, um papinho com ele e toda sua tristeza (quando/se existe) vai embora. Não à toa é chamado por alguns amigos, inclusive este que vos bafeja, de homem-poesia.
No próximo dia 22 (quinta-feira), ele apresenta, ao lado de Beto Ehongue, o show A palavra voando, abrindo mais um espetáculo da série Outros 400, capitaneada por Joãozinho Ribeiro, que na ocasião, além da dupla, terá como convidados Chico Saldanha e Lenita Pinheiro. A partir das 21h, no Novo Armazém (Rua da Estrela, Praia Grande). Ingressos: R$ 10,00.
Os bróders Bruno Azevêdo, Celso Borges e Reuben da Cunha Rocha editam a revista Pitomba, cujo segundo número será lançado hoje, às 19h, no Bar do Porto (Praia Grande), com entrada franca (a revista será vendida por R$ 5,00).
Aos editores (os dois primeiros estarão no lançamento, Reuben está em SP), que assinam quadrinhos, poemas, traduções e manifestos, juntam-se bons nomes como Marilia de la Roche (fotos), Rafael Rosa (quadrinhos), Flávio Reis (artigo), Luís Inácio, Micheliny Verunschk, Carlos Loria, Tazio Zambi e Dyl Pires (poemas), entre outros.
Este blogue fica bastante contente com a chegada do segundo número da Pitomba às paradas e lhe deseja vida longa!
Há tempos com a revista em mãos, eu já devia ter escrito algo sobre. Voltaremos a ela, que motivos não faltam. Por enquanto, deixo vocês com o material de divulgação que recebi por e-mail. Roam!:
Mais no Overmundo.
Em homenagem ao Dia Mundial da Fotografia, celebrado ontem