Carnaval

Fotos e vídeo do blogueiro (para ampliar, clique sobre as imagens).

Registros da passagem da alegoria de rua Tapera, comandada pelo músico Erivaldo Gomes (no tambor grande das fotos 6 a 12), pela Vila Passos no carnaval passado. Tarde de 6 de março. Revezam-se ainda, nos tambores, o artista plástico Edson Mondego (ao meião em 3) e o geólogo Bruno Gueiros (ao crivador em 3), entre outros.

Também faziam a festa Aimoré (de camisa interna preta, atrás do pai, em 7) e Mirassol (“pungando” com o tambor do pai em 10), filhos de Erivaldo.


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De interesse público

“Eu sempre acreditei no jornalismo independente, apartidário e de interesse público. Eu acho que no Brasil, como na América Latina, há um problema sério de partidarização dos veículos. A cobertura fica muito atrelada a interesses, tanto na mídia mais tradicional como na mais alternativa. O que a Pública pretende fazer e estimular é um jornalismo puramente de interesse público, doa a quem doer.”

A jornalista Natalia Viana, em entrevista à xará de sobrenome Mazotte no blogue Jornalismo nas Américas. A primeira fala da Pública, primeira agência brasileira de jornalismo investigativo, em fase de implantação, mas já atuando. Viana é colaboradora do Wikileaks e já passou por diversos veículos brasileiros e interacionais.

Leia aqui a entrevista completa.

Via Marcelo Amorim.

Quem escreveu e quem pagou?

Que analistas políticos, historiadores, jornalistas e outros profissionais que necessitarem recorrer às fontes jornalísticas do Maranhão num futuro breve terão dificuldades para estudar a realidade do Maranhão de hoje não é novidade.

Os critérios de publicação de notícias atendem, em último lugar, ao interesse público, à noticiabilidade. Primeiro o interesse dos patrões (políticos, empresários etc.), depois o interesse dos bolsos dos proprietários dos meios de comunicação (quando estes não são patrões de si mesmos), por último, mas ainda assim antes do interesse público, a movimentação de peças carcomidas num velho tabuleiro de xadrez – sinônimo, aliás, de onde alguns deveriam passar uma temporada.

Um “Manifesto estudantil pela volta às aulas”, publicado na capa de diversos jornais ludovicenses hoje, é prova inconteste destes citados critérios – ou da falta de. Sobre a greve dos professores da rede pública estadual de ensino, dezenas de entidades do movimento estudantil maranhense “vêm a público externar indignação com a intransigência do Sinproesemma”, conforme texto da nota, que dado o alinhamento ideológico com os interesses do governo de Roseana Sarney bem poderia ter tido a Secretaria de Comunicação de ghost writer.

Um parêntese: até bem pouco tempo, “estudante” era sinônimo de “liso”, este o falar popular para “sem grana”. Cabe perguntar: de onde saiu o dinheiro para veicular anúncio em capas de jornal? Só eu vi em três, mas a nota deve ter sido publicada em mais. Fecha.

A nota – como “o melhor governo da vida de Roseana Sarney” – é uma soma de equívocos, entre aspas trechos da nota: “O Sindicato teve os meses de dezembro, janeiro e fevereiro para negociar com o governo”; alguém aí já viu greve em férias? Ou a greve impacta a prestação do(s) serviço(s) ou não tem sentido; “Mas, para tristeza dos estudantes, que após oito anos teriam o período letivo respeitado”; quem garante? De promessas e boas intenções o inferno e o governo Roseana Sarney estão cheios – ou alguém aí acredita que Ricardo Murad entregará mais de 70 hospitais dia 1º. de abril? Aliás, alguém aí lembra de quê 1º. de abril é dia?

Recordemos que a governadora não é marinheira de primeira viagem. Professores e professoras também não: em outros governos de Roseana Sarney, a classe amargou gestões inteiras sem um centavo de reajuste. “A imprensa noticiou que o governo se comprometeu com o aumento salarial de 10% a partir de outubro e a implantar, ainda este ano, o Estatuto do Educador”, diz outro trecho da nota. Os “compromissos” deste governo somam-se às citadas promessas e boas intenções.

Um movimento estudantil que bate continência a governo, seja municipal, estadual ou federal, nem merece ser assim chamado. Aquele deveria somar ao pleito do sindicato, reivindicações por melhorias na infraestrutura, na qualidade do ensino etc., para que se melhorem os índices do Maranhão no quesito educação – base para que melhorem outros índices.

Com a nota datada de ontem e publicada hoje nO Estado do Maranhão, O Imparcial e Jornal Pequeno, o movimento estudantil maranhense – exceções há, certamente – contribui para tentar jogar a opinião pública contra trabalhadores que reivindicam direitos legítimos. São peões no medíocre jogo político provinciano, na guerrilha midiática travada sobretudo pelo Sistema Mirante contra pais e mães de família que desejam ver amordaçados.

Lembrei de Caetano, noutra ocasião: “É esta a juventude que quer tomar o poder?” Este blogue apoia a greve, legítima.

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EM TEMPO (ou o outro lado do Movimento Estudantil maranhense): Nota de apoio à greve dos professores da rede pública estadual de ensino, da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL).

Ilha beat

O ensaísta e tradutor Claudio Willer (foto) está em São Luís, onde ministra, desde segunda-feira (21), curso sobre Surrealismo na Literatura (Palácio Cristo Rei, às tardes, até amanhã, 24).


Lucien Carr, Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William S. Burroughs (não tenho o crédito da foto, que peguei do blogue do Ronaldo Bressane)

Amanhã (24), Willer participa do Papoético, sob comando de Paulo Melo Sousa, no Chico Discos (Rua dos Afogados, 384-A, Altos, esquina com São João, sobre a ótica Pupila, Centro), às 19h, com entrada franca. O debate terá poesia e geração beat como temas.

Na sexta-feira (25), Claudio Willer profere palestra sobre Geração beat e lança seu livro homônimo (L&PM Pocket). Grátis, às 18h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande. Na ocasião haverá leituras de poemas com Celso Borges, Eduardo Júlio, Fernando Abreu, Josoaldo Rego e Paulo Melo Sousa.

Gatos e os destinos da poesia

SUJEITO DE APARÊNCIA DUVIDOSA

o cantor Bob Dylan
foi detido pelos policiais de Nova Jersey
no fim de julho
tudo não passou de um engano
já que o cantor estava sem documentos
e não foi reconhecido pelos policiais

moradores chamaram a polícia
ao observar um “sujeito de aparência duvidosa”
rondando a área tarde da noite

na verdade
o cantor estaria interessado
em uma casa à venda
que viu por acaso
ao sair para caminhar perto do hotel
onde se hospedava

“eu perguntei qual seu nome
e ele me disse ‘Bob Dylan'”
relatou Kristie Buble
oficial de polícia
“mas para mim ele não se parecia com Bob Dylan
achei que ele podia ser fugitivo de algum hospital”
confessou Buble
“estava usando calças de agasalho pretas
enfiadas em botas de cano longo
e capa de chuva com o capuz cobrindo a cabeça”

a confusão só foi desfeita
quando os policiais levaram o cantor até o hotel
e um integrante da equipe do astro
apresentou seu passaporte

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NÃO TE ESQUEÇAS QUE ÉS UM PALHAÇO

não quero chegar aos cem anos
com saúde
tal qual o adolescente
feliz que nunca fui


só me sinto à vontade
enquanto faço a barba
ouvindo Nelson Cavaquinho

sem camisa e descalço
o barrigão à mostra
e viajando
nos sambas de Nelson Cavaquinho

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Acima, dois poemas de Fabrício Corsaletti, publicados no caderno Ilustríssima, da Folha de São Paulo, no domingo 17 de outubro de 2010.

Reli ontem os poemas, de que já nem lembrava. E gosto dos poemas, talvez por retratarem dois artistas mui distintos entre si, que admiro muito. No segundo poema, então, me vejo: “sem camisa e descalço/ o barrigão à mostra/ e viajando/ nos sambas de Nelson Cavaquinho“.

Manoel de Barros, certeiro, já afirmou: “tudo que é bom para o lixo é bom para a poesia”. Lembrei dessa frase quando, ontem, por acaso, quase boto o jornal para forrar o chão onde Pagu, minha gata, haveria de deixar urina e fezes.

A página anterior (7) do citado caderno, traria ainda essa foto, clássica, tabelinha de dois dos maiores gênios do jornalismo brasileiro: o flamenguista roxo Ruy Castro e o tricolor idem Nelson Rodrigues, o primeiro relatando um encontro de 1977, quando o fla entrevistou o flu, o que viria a dar, muitos anos depois, em O anjo pornográfico – a vida de Nelson Rodrigues (Cia. das Letras).

Passaporte para São Paulo, o texto assinado por Castro, também é poesia pura. E quase botar poesia para a gata deitar seus restos também me fez pensar em Ferreira Gullar e Lourenço Mutarelli, outros que como eu criam gatos.

Nas bancas

O Vias de Fato de março:

Este blogueiro entrevistou Frederico Machado, que desde o último dia 10, administra novamente o Cine Praia Grande, via Lume Produções. Participo também da entrevista do mês, com o também cineasta Silvio Tendler. Outros destaques da edição: a “overdose de bigodes” de Lobão, por Eduardo Júlio, os recentes escândalos na Fapema e no Incra e a covarde guerra midiátia empreendida pelo governo do Maranhão contra os educadores maranhenses, em greve legítima por direitos idem.

Fim de semana

Produção da Cia. MiraMundo, História de todos os dias está em cartaz no Teatro Alcione Nazaré (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande) hoje (19) e amanhã, às 20h. Os ingressos custam R$ 10,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro.

O espetáculo conta histórias que gostaríamos de esquecer, abordando a violência cotidiana, disfarçada de rotina. História de todos os dias tem Fátima di Franco, Heriverto Nunes e Ricardo Torres no elenco; texto e direção de Michelle Cabral.

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COLUNA SOCIAL

Hoje (19):

Joilson José e Maria do Céu se casam. Felicidades ao casal!

Gisele Brasil e Raimundo Nonato aniversariam; ela na capital federal, ele na capital maranhense. Parabéns e tudo de bom!

Natimorto, o teaser

Baseado no livro homônimo. Espero ver este filme muito em breve em São Luís (na tela do Cine Praia Grande?). Nunca é demais lembrar: é a primeira vez na história que o autor de um livro é protagonista de um filme baseado em sua obra. Vivas ao a(u)tor Lourenço Mutarelli, um dos grandes escritores brasileiros em plena e intensa atividade.

Sigam o tuiter oficial dO Natimorto!

Top, Top, Top, uh!

Finalmente penduro acá texto meu que saiu na Top de dezembro/2010-janeiro/2011, caprichosamente editada por Roberta Gomes. As fotos abaixo, que digitalizei da revista, são de Veruska Oliveira e mostram este blogueiro de Cartola no peito batendo um papo com seu Marçal (à esquerda) no Mercado Central e seu Clodomir, vulgo Mimi, pesando uma farinha, em seu box, no mesmo mercado.

Percorremos ainda a Feira da Praia Grande e o Hortomercado do Vinhais e não digo mais, ao texto, pois!

SÃO LUÍS DOS MERCADOS, ILHA CERCADA DE BRASIL

Alguns cofos com camarões secos expostos no balcão, um feirante oferece almoço a outro: se dispõe a repartir o peixe cozido, cujas espinhas retira com facilidade, apenas a boca e a colher, sem sujar as mãos. São José das Laranjeiras, padroeiro dos feirantes dali, observa tudo de seu altar, postado no anel central do mercado: algumas velas acesas a seus pés, sua celebração é em outubro.

1861 é o ano de fundação anunciado no arco superior do portão principal de entrada da Casa das Tulhas, que dá para a Rua da Estrela – embora sua construção tenha se iniciado seis anos antes. A Feira da Praia Grande – nome pelo qual é mais conhecida – ocupa o quarteirão formado por Rua da Alfândega, Beco Catarina Mina, Rua Portugal (ou do Trapiche) e Rua da Estrela, cercado de bares, lojas de artesanato e confecções, ateliers e um comércio de ferragens que resiste, lembrança da época em que o Largo do Comércio – o trecho em frente –, no bairro que lhe dá nome, era o principal centro comercial de São Luís.

Ponto turístico, na Feira da Praia Grande é possível comprar tiquira – cachaça tipicamente maranhense, a base de mandioca –, doces, gêneros alimentícios, artesanato, ervas naturais, além de fazer as três refeições diárias, fora a merenda, em qualquer quiosque, quase a qualquer hora: após as oito da noite os portões se fecham e o lugar, “bom demais”, parece materializar a letra do forró: “quem ‘tá fora quer entrar, mas quem ‘tá dentro não sai”. A feira também ganha preferência por questões práticas: tem a cerveja mais barata de toda a Praia Grande, um dos três bairros do Centro Histórico ludovicense.

Ora subindo, ora descendo a pé, atravessando o Desterro e o Portinho – os outros dois bairros do Centro Histórico, mais maltratados que a Praia Grande –, a antiga Zona do Baixo Meretrício, ou ZBM, para os íntimos, chega-se ao Mercado Central, localizado nos arredores do outrora suntuoso Oscar Frota, grande comércio em um tempo em que São Luís ainda não respirava os ares climatizados dos shopping centers. Oscar Frota, aliás, também viraria, de uns tempos pra cá, gíria para designar a então decadente zona do baixo meretrício, dada a sua proximidade com as ruas da Palma e 28 de Julho – que atravessam o centro histórico – onde estavam localizadas as principais “casas do ramo”.

Quadrilátero decrépito, labirinto de frutas, verduras, secos e molhados, ervas, carnes, peixes, camarões, jornais (para embrulhar ou ainda para ler), embalagens plásticas, animais vivos, cerâmicas, artesanato, barbearias, bares e um sem fim de restaurantes popularíssimos, alcunhados de “come-em-pé”, que atendem tanto passantes como os que trabalham no mercado. Caso de Marçal Ferreira, 58, há 30 no ofício, entre limões, cheiros verdes e pimentinhas.

“Quem trabalha para si, em feira, é todo tempo. Ou trabalha ou não tem nada, morre de fome. Quem não trabalha não come”, diz, rima involuntária, ele que nasceu em São Luís e não conhece nenhuma cidade fora da ilha – formada ainda pelos municípios de Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. Fora o Mercado Central, Marçal só trabalhou em roça – outrora vendia o que plantava; hoje, compra e revende. Um sorriso, por baixo de um bigode e um chapéu que só lhe conferem estilo, já que “aqui é que é bom, pois eu trabalho na sombra”.

Quem concorda com ele é Clodomir Mota Aires, o seu Mimi, 60 anos de idade e 35 de mercado, sua segunda casa, onde está de segunda a segunda. “Folga, só quando fico doente”, diz ele, cuja diversão, quando não está em seu box no Mercado Central, é descansar – e ver futebol na tevê. No trabalho, o máximo de lazer que o vianense se permite é ouvir rádio durante o expediente. “Preciso comprar um novo, esses do Paraguai são uma droga”, aponta um aparelho desligado. Chegou a instalar uma TV 14 polegadas, mas “enchia muito na hora do esporte e atrapalhava o trabalho”.

Quem também não quer ouvir falar em TV no ambiente de trabalho é Leonildo Peixoto Martins, o Léo, proprietário do Bar do Léo, encravado no Hortomercado do Vinhais, bairro localizado a meia hora de distância do centro da cidade. “Ficava chato, as pessoas gritavam, mandavam palavrão”, lembra dos tempos em que abria mão de tocar seu nada pequeno acervo para transmitir um futebolzinho. Algumas placas dão boas vindas a um ou outro frequentador desavisado: “não aceitamos cheques”, “não fazemos música ao vivo” e “é proibido dançar”.

Têm razão: o bar é também um museu vivo e dinâmico da música e cultura brasileiras. Entre CDs, fitas k7 e vinis, são mais de 15 mil títulos de música brasileira e internacional. “Já perdi as contas”, afirma, modesto. Decoram o teto e as paredes capas de vinis e objetos antigos: ferros de passar a carvão, telefones, instrumentos musicais e de pesca, máquinas de escrever e somar, televisores (que já não funcionam), rádios (alguns ainda em funcionamento), gramofones (idem), cachos de coco, pilões, pinturas, uma pequena biblioteca, incontáveis fotografias de ídolos de Léo e visitantes ilustres de seu bar e um sem fim de quinquilharias outras, garantindo ao lugar um charme único.

Com a feira, durante o dia, funcionando ao lado, com suas frutas, verduras, aves, peixes e carnes à venda. Léo pega cedo no batente e até as dez da manhã só se ouve ali música instrumental. O homem tem tudo e adora mostrar: é comum se ouvir a mesma música em não sei quantas gravações. Como é comum a plateia aplaudir a seleção musical como se estivesse diante de um palco com instrumentistas e/ou cantores executando-a ao vivo.

No palco, o interior do balcão, apenas Léo e as garçonetes – nunca se viu um garçom por ali. Elas no vai-e-vem do servir as mesas, cervejas geladas e tripinha de porco frita, especialidade da casa, mas não a única opção do cardápio. Ele, entre o receber pedidos, decidir se vai atendê-los ou não (depende de seu humor), procurar os discos e tocá-los. E tocar corações e almas de quem está por ali. Ao menos até as duas da manhã, horário em que os bares têm que fechar em São Luís – que falta fazem legisladores boêmios –, hora em que Léo cerra as portas e põe uma versão instrumental do Hino do Maranhão para tocar. Encerramento solene, nem adianta pedir a saideira, que não vem nem com reza.

Buracos verdes "resolvem" dois problemas ludovicenses

Uma boa ideia que vi ontem alia tapar buracos e arborizar a cidade. Abaixo, dois cliques de Francisco Colombo, feitos em seu celular, quando flanávamos pelo centro de nossa querida capital, tão maltratada pelas autoridades.

Já pensou se a moda pega e antes dos gestores de obras (o verbo “obrar”, aliás, é sinônimo de “defecar”) chegarem com seu asfalto-sal de frutas, populares “plantassem” árvores em cada buraco ilhéu? Rapidamente seríamos, no mínimo, a cidade mais arborizada do mundo.


Largo do Carmo


Esquina das ruas do Passeio e Santiago

Buracos verdes “resolvem” dois problemas ludovicenses

Uma boa ideia que vi ontem alia tapar buracos e arborizar a cidade. Abaixo, dois cliques de Francisco Colombo, feitos em seu celular, quando flanávamos pelo centro de nossa querida capital, tão maltratada pelas autoridades.

Já pensou se a moda pega e antes dos gestores de obras (o verbo “obrar”, aliás, é sinônimo de “defecar”) chegarem com seu asfalto-sal de frutas, populares “plantassem” árvores em cada buraco ilhéu? Rapidamente seríamos, no mínimo, a cidade mais arborizada do mundo.


Largo do Carmo


Esquina das ruas do Passeio e Santiago

A mesma lenda, a mesma lengalenga

Vendo as cenas no Japão e antevendo possíveis piadinhas com a lenda da serpente ludovicense, em verdade vos digo: a Ilha não afundará de causas naturais. Vem afundando, há tempos, por conta da ganância de uns poucos homens e mulheres de má-vontade. E não é só São Luís que afunda, a começar pelo sem-número de buracos mal-tapados com asfalto-sonrisal: é o Maranhão inteiro que vai mal.

Ano após ano, enchentes desabrigam milhares de maranhenses. Ano após ano nossos ilustres governantes desobrigam-se de suas responsabilidades para com esta gente sofrida – e com outras gentes que de outros males padecem.

Josué de Castro dizia que haveria de chegar o dia em que metade da população do mundo não dormiria, com fome, e a outra metade com medo dos que não comem (cito de memória).

A cidade afunda das chuvas que caem, dos prédios que sobem, dos vidros que sobem fugindo dos pedintes a cada sinal.

Como diriam Celso Borges, Ramiro Musotto e Zeca Baleiro: “eu quero ver a serpente acordar/ pra nunca mais a cidade dormir”.

Achados e perdidos

Encontrei ontem, no estacionamento da Praia Grande, por volta de 21h30min (após ver Tetro no Cine Praia Grande, sobre o que escrevo depois), a CNH (permissão) de Paulo Ricardo Farias Fernandes. Caso me leia, é só fazer contato: (98) 8888-3722. Trouxe o documento por achar que era o melhor a fazer na ocasião. Acaso algum/a leitor/a conheça-o, fineza avisar.

Voltando…

Quem passou por aqui durante o carnaval e viu o blogue jogado às traças deve ter pensado que eu tou pulando até hoje. Quem pensou assim não se enganou, ao menos não de todo. Mas dosei a folia com o descanso e problemas, não sei se em meu computador ou se em minha internet, me impediram de blogar qualquer coisa, ler e-mails, enfim, de fazer qualquer coisa que combinasse o uso de computador e internet.

Em resumo, o carnaval foi bem bacana, como espero que tenha sido o de vocês, pulando ou não.

Voltando aos poucos, ainda atualizando a leitura de e-mails e essa coisa toda. Dos primeiros que li, deixo aí o anexo, anunciando a reestreia da administração Frederico Machado no Cine Praia Grande:


Clique para ampliar

Sobre este e outros assuntos, entrevistei Frederico Machado para o Vias de Fato de março, que chega às bancas e assinantes por estes dias. Aguardem e confiram!