Pouco, quase nada ou nada entendo de arquitetura. Mas não é preciso muito para achar Niemeyer um gênio e achar bonita essa maquete do Museu de Arte Contemporânea de São Luís, que será anexado à beleza do pássaro-memorial da Praça Maria Aragão.
BLOGUEIRO NA MIRA
O texto Benedito Lacerda resgatado em quatro cds, publicado na edição de 29 de julho em O Estado do Maranhão, foi reproduzido no Portal IMirante. (Re-)Leia aqui.
SOLIDARIEDARTE
Quando uma pá de gente boa se junta por uma boa causa, o resultado só pode ser bom. Por isso ‘tou apostando. Mais aqui ou clicando no cartaz pra ampliar.
PROPAGANDA, SERVIÇO, "BICO"
Nunca ganhei dinheiro com campanha política. Nem com política partidária de forma nenhuma. Nas últimas eleições, fui procurado por um candidato para um trabalho. Fiquei de pensar e dar a resposta no dia seguinte. Dei meu preço. E não fiz o serviço, acho que ele achou caro, sei lá, nunca me disse (ele não foi eleito).
Declaro votos de acordo com convicções. E só. No mais, procuro manter-me afastado. O quanto posso, se é que vocês me entendem. A música que ouço em casa é interrompida constantemente por foguetes ao longe. Carros de som. Ao sair de casa, deparo-me com a sujeira de muros e vias entupidas com panfletos.
Eu, particularmente, preferiria um tempo de campanha menor (assim como um intervalo menor entre o resultado das eleições e a posse dos eleitos). Prefiro não acreditar que alguém vote em fulano ou beltrano por conta da carreata ou caminhada deste ou daquele ser mais bonita ou organizada ou ter mais carros e pessoas. Ou pela música deste ou daquele ser uma paródia do sucesso do momento. Ou por combinarem uma com a outra as cores da bandeira do partido deste ou daquele candidato.
Aguardo ansiosamente o início do horário eleitoral gratuito. Quer programa de humor melhor? Nem bem a propaganda (ainda não a de rádio e tevê) começou e já vemos aberrações por aí (talvez este blogue traga algumas, em breve): declarações em entrevistas, erros grotescos no material de campanha, o escambau.
Ontem, após ler panfleto que recebi enquanto caminhava rumo à merecida cerveja de fim de expediente de sexta-feira, pensei em colocar meus serviços de revisão à disposição de candidatos. É honesto e os créditos do trabalho não apareceriam na folhetaria. E nossas risadas ficariam guardadas para as sessões diárias via rádio e televisão – em tese, já que eu revisaria apenas o texto, não o “conteúdo” do mesmo e, para além, há coisas que o photoshop não resolve.
É isso. Se alguém precisar/quiser (ou conhecer alguém que precisa/quer), é só escrever ou ligar: zemaribeiro@gmail.com, (98) 9153-5194. Em tempo: meu lance é só com a redação – nada mudarei de sua “ideologia”, mesmo quando discorde completamente dela. Adianto que não sei usar photoshop (que, aliás, nem sei se se escreve assim, palavra que você certamente não usará em seu texto “publicitário”). Ah, e só mais uma coisinha: nada de fiado ou “quando eu for eleito a gente acerta”.
PROPAGANDA, SERVIÇO, “BICO”
Nunca ganhei dinheiro com campanha política. Nem com política partidária de forma nenhuma. Nas últimas eleições, fui procurado por um candidato para um trabalho. Fiquei de pensar e dar a resposta no dia seguinte. Dei meu preço. E não fiz o serviço, acho que ele achou caro, sei lá, nunca me disse (ele não foi eleito).
Declaro votos de acordo com convicções. E só. No mais, procuro manter-me afastado. O quanto posso, se é que vocês me entendem. A música que ouço em casa é interrompida constantemente por foguetes ao longe. Carros de som. Ao sair de casa, deparo-me com a sujeira de muros e vias entupidas com panfletos.
Eu, particularmente, preferiria um tempo de campanha menor (assim como um intervalo menor entre o resultado das eleições e a posse dos eleitos). Prefiro não acreditar que alguém vote em fulano ou beltrano por conta da carreata ou caminhada deste ou daquele ser mais bonita ou organizada ou ter mais carros e pessoas. Ou pela música deste ou daquele ser uma paródia do sucesso do momento. Ou por combinarem uma com a outra as cores da bandeira do partido deste ou daquele candidato.
Aguardo ansiosamente o início do horário eleitoral gratuito. Quer programa de humor melhor? Nem bem a propaganda (ainda não a de rádio e tevê) começou e já vemos aberrações por aí (talvez este blogue traga algumas, em breve): declarações em entrevistas, erros grotescos no material de campanha, o escambau.
Ontem, após ler panfleto que recebi enquanto caminhava rumo à merecida cerveja de fim de expediente de sexta-feira, pensei em colocar meus serviços de revisão à disposição de candidatos. É honesto e os créditos do trabalho não apareceriam na folhetaria. E nossas risadas ficariam guardadas para as sessões diárias via rádio e televisão – em tese, já que eu revisaria apenas o texto, não o “conteúdo” do mesmo e, para além, há coisas que o photoshop não resolve.
É isso. Se alguém precisar/quiser (ou conhecer alguém que precisa/quer), é só escrever ou ligar: zemaribeiro@gmail.com, (98) 9153-5194. Em tempo: meu lance é só com a redação – nada mudarei de sua “ideologia”, mesmo quando discorde completamente dela. Adianto que não sei usar photoshop (que, aliás, nem sei se se escreve assim, palavra que você certamente não usará em seu texto “publicitário”). Ah, e só mais uma coisinha: nada de fiado ou “quando eu for eleito a gente acerta”.
AGOSTO (E SETEMBRO) DOS CHORÕES
Choro sábado e domingo, a gosto dos caros leitores. Sobre domingo, mais e melhor aqui.
Tento explicar. “Eu tô te explicando pra te confundir” (como escreve Tom Zé). João Pedro Borges fará participação especial durante a apresentação de Eudes da Madre Deus, na primeira edição de agosto do Projeto Clube do Choro Recebe, sábado. Ainda este mês, já estão confirmadas apresentações de Criolina (Alê Muniz e Luciana Simões), Joãozinho Ribeiro, Lena Machado e Léo Spirro (que comemorará seus 70 anos de vida presenteando-nos com seu belo canto). E mais não digo, ao menos por enquanto, para não estragar-lhes as surpresas.
Domingo, o Chorinhos e Chorões (Rádio Universidade FM, 106,9MHz, 9h) traz gravação inédita de concerto apresentado por João Pedro Borges há sete anos no Teatro Arthur Azevedo, com participação especialíssima de Célia Maria, além do regional formado por Celson Mendes (violão), Paulo Trabulsi (cavaquinho) e Lazico (percussão).
Há um desejo enorme de reapresentar algo parecido, ao vivo: em setembro, mês de aniversário da cidade e do Projeto, o Clube do Choro do Maranhão está buscando viabilizar uma programação especial, de comemoração, durante todo o mês. Num dos sábados reeditará o encontro de um gênio do violão com uma diva do canto (maranhense que gravou um belíssimo disco e nunca fez um show de lançamento. E já se vão cinco anos, se o juízo não me falha…). E mais, vamos dizendo por aqui, “devagar, miudinho, devagarinho” (como canta Paulinho da Viola). E sempre.
FODA(M-SE)!
BENEDITO LACERDA RESGATADO EM QUATRO CDS
POR ZEMA RIBEIRO
ESPECIAL PARA O ESTADO
“Atenção, pois, ouvintes, procurem entender o que vão conversar, por meio de seus instrumentos, o Benedito e o Pixinguinha através deste choro que se chama Cochichando”. A voz de Almirante, entre chiados, apresenta a dupla Benedito Lacerda (flauta) e Pixinguinha (saxofone), em seu programa, Pessoal da Velha Guarda de Almirante, em gravação de 8 de outubro de 1947. “Este choro não teve gravação comercial”, anuncia o rico libreto que acompanha os quatro discos da primeira caixa de Será o Benedito?!? [Maritaca, 2006], “trilogia musical da obra do polêmico (e genial) Benedito Lacerda”.

[Reprodução capa caixa Benê, o flautista, primeira da trilogia Será o Benedito?!?]
Divididos cronologicamente, por assunto, os quatro discos desta primeira caixa – Benê, o flautista – são Grupo Gente do Morro, Benê & Pixinga e o Regional de Benedito Lacerda (partes I e II) e apresentam várias facetas da obra do “flautista, cantor, chorão, compositor, sambista, carnavalesco, arranjador, polêmico, político, empresário, fazedor, idealista, criador, financista, patrão, letrista, fumante, sindicalista, o branco d’alma preta”.

[Benedito Lacerda (com a flauta na mão) e Pixinguinha (o mais alto, à direita): talvez a mais frutífera parceria da música brasileira]
Benedito Lacerda está para Pixinguinha como Vadico está para Noel Rosa. A primeira relação é injusta: foi Benê – a intimidade que a caixa nos dá – quem tirou Pixinguinha do ostracismo, num dos vários episódios que o luxuoso libreto de 90 páginas traz: Pixinguinha, alcoólatra e com as mãos trêmulas, já não tinha embocadura para a flauta, seu instrumento de origem. Foi tocar saxofone e um “contrato” com Benedito Lacerda os levou a assinarem juntos todas as músicas compostas por um ou outro dali em diante. A Benê restou a fama de “ladrão” de músicas, quando eles inauguraram um modelo que se tornaria comum com outros nomes importantes da música como Lennon e McCartney ou Roberto e Erasmo Carlos.
Tendo vivido apenas 55 anos, Benedito Lacerda (1903-1958) é, sem dúvidas, importantíssima figura resgatada neste projeto patrocinado pela Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Gravou com todas as grandes estrelas da música popular brasileira da época e tocou em mais de mil gravações, entre autor e intérprete. 83 faixas integram os quatro discos desta primeira caixa.
Tendo sido provavelmente o primeiro empresário da música brasileira, enxergando a música como profissão e acabando, por exemplo, com a figura do bêbado no regional, do músico desalinhado ao se apresentar em programas de rádio ou shows – como bem gostava de frisar Jacob do Bandolim –, Benedito Lacerda tem sua obra reeditada de forma pouco preocupada com o mercado: para os produtores, há a necessidade de despertar o interesse dos jovens pela música brasileira, independentemente da idade desta, mas há, antes, o interesse em preservar essa obra. Homero Lolito, engenheiro de som que conduziu o tratamento técnico das gravações que compõem Benê, o flautista, explica que “optou-se por manter a máxima integridade da sonoridade dos instrumentos e das vozes originais. […] Então optamos pelo chiado”.
O projeto de resgate da obra musical de Benedito Lacerda deve ter continuidade em breve, com o lançamento das outras duas caixas, Benê, o criador e Benê, o fazedor, abordando outras facetas deste importante, curioso e polêmico personagem da música brasileira.
[Texto publicado (sem as imagens) na edição de hoje (29 de julho) de O Estado do Maranhão, Caderno Alternativo, página 6]
FELIPE NERES FIGUEIREDO (1924-2008)
Mestre da toada no tambor de crioula
WILLIAN VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Um tambor ficou mudo no Maranhão e foi o de mestre Felipe, pioneiro dos coreiros que percorriam o Estado a animar as festas do povo, fosse pagamento de promessa a são Benedito ou festejos de são João; fosse no Carnaval ou no quintal do vizinho – lá estava o negro pequeno de óculos e boina tamborilando as toadas da “tradição genuinamente afro-maranhense”.
Em São Luís, Felipe Figueiredo era o “mestre” da arte há pouco alçada a patrimônio cultural imaterial graças ao esforço de gente como ele, que aos três já tocava tambor, introduzido por pais e avós na brincadeira inventada por escravos e que hoje continua nas saias, toques de umbigo e gritos de alegria de mulheres que seguem o compasso da música dos homens.
Nascido em São Vicente Férrer (MA) e crescido entre a roça e a construção de casas de taipa, tinha “o tambor como devoção ao santo”, diz o filho. “Fazia só por amor.”
Criou a associação folclórica do tambor de crioula de são Benedito e viajou o mundo para divulgar os três CDs que gravou com toadas cantadas nas ruas, como “Chorei Coro”. Mas Felipe não era só mestre de tocar e compor. Era professor dos meninos que pegavam seu jeito em oficinas que dava havia mais de 20 anos.
Ao morrer na sexta, aos 84, de parada cardíaca, mestre Felipe deixou sete filhos, 57 netos, cinco bisnetos e gerações de discípulos, que, diz o filho, “jamais deixarão o som de seu tambor morrer”.
[Da seção Obituário, Folha de São Paulo, 23/7/2008]
CAGARTE
EM BOAS COMPANHIAS

Aqui, Mayara com Beatles, Itamar Assumpção, Police, Alceu Valença, Quinteto Violado, Sá Grama, Smiths, Cure, Lenine, Mundo Livre S/A, Trio Nordestino, Os Ostras, Comadre Florzinha, Blues Etílicos, Zé Ramalho, Guinga, Ná Ozzetti, Lobão e mais uma pá de gente boa.

E aqui, Mayara, mascote do Clube do Choro Recebe, com o nada menos que genial violonista João Pedro Borges.
BILHETE PREGADO NA PORTA DA GELADEIRA
HOJE
A mídia, provavelmente, só vai se ligar que hoje é dia do motorista e fazer matérias sobre o assunto, certamente apelando para essa baboseira da lei seca.
O MST realiza ato público celebrando o Dia do Trabalhador Rural, hoje, a partir das 16h, na Praça Deodoro. Participação da Banda Filhos de Jah e artistas convidados. Maiores informações: mstma@veloxmail.com.br
AGORA VAI!
O REI DE HAVANA
Para mim, Franz Kafka e Julio Cortázar são os dois maiores escritores do mundo. Além deles, comparo minha condição de escritor censurado em meu país com a de Fiódor Dostoiévski de Crime e Castigo. Ele escreveu esse romance sob a dominação do czar e vivendo no subúrbio de Moscou. Mesmo assim, em vez de fazer um panfleto político, criou uma novela policial, como eu, que em vez de fazer os personagens sofrerem, os boto para trepar.
O escritor cubano Pedro Juan Gutierrez, em entrevista a Ferdinando Martins, na Revista da Cultura. Leia a íntegra aqui.








