CAROS AMIGOS,

meu telefone celular (9112-1959) está com um “pequeno” problema: quando abro o aparelho (de flip, eu acho que é assim que se escreve) para atender a uma ligação, o visor pisca uma ou duas vezes e, quase sempre, a ligação cai. Peço que, caso aconteça quando algum/a amigo/a ligar, tente novamente ou ligue para o 8843-0183, outro celular que também atendo. Espero resolver o problema em breve.

Obrigado!

POESIANIMAÇÃO

Em terreno imaginário, quem diria ver letrinhas assim tão juntinhas rimando com dor, flor e lápis de cor. O tempo apressado das horas que a gente não entende. Em cabeça de poeta, criança deveria ter as chaves da porta da frente. Porque lá dentro, vejam só pequenos (e crescidos) leitores, lá na cabeça dos poetas tudo é diferente. Tem explicação dando cambalhota e verdade alugando fantasia.

O Eduardo Rodrigues, que é o dono dessa cabeça cheia de surpresas coloridas, resolveu, um dia, escrever o livro “30 poemas para ler e 20 para escrever” (Editora Alaúde). E alguns deles (e outros novos) viraram poemas animados, desses que descobrem que podem dançar e correr. Para isso chamou o Diogo Pace, que de tanto fazer arte, acabou mesmo ganhando a vida com isso. Adulto é um bicho esquisito. E bacana.

Juntos, eles prepararam cinco novas animações que você pode ver logo mais abaixo. O resultado é a simplicidade brincando com as palavras e as coisas. Todo o tempo. As pequenas ações do dia-a-dia tornam-se matéria-prima para esses clipes–poemas produzidos para a TV Rá Tim Bum e TV Cultura: mídias da modernidade carregadas de delicadezas, provando que a poesia e o universo infanto-juvenil devem, sim, falar a mesma língua. Porque, acreditem, algumas pétalas podem brotar do chão.

*

Gabriela Kimura, escritora, mulher do meu amigo Paulo Stocker, escreveu o texto acima para apresentar cinco poemas animados de Eduardo Rodrigues, que faz o Tulípio com o Stocker. Diogo Pace animou os delicados hai-kais que você lê aqui.

TAMBORES DE LUTO


[A imagem de Mestre Felipe estampa painel gigante quando do tombamento do tambor de crioula como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo IPHAN, 18/6/2007. Foto: Zema Ribeiro]

Tambores são corações. E como tal podem sofrer uma parada cardíaca. O silêncio fazendo mais barulho que a soma de grande, meião e crivador. Ainda bem que o silêncio não tem cor e as saias das coreiras continuam mais bonitas que ele. O silêncio é triste. Tirando o sono dos recém-nascidos, o silêncio é triste. “Na Vila de São Vicente, o rádio fala toda hora”. Tem hora que o rádio sai do ar.

Uma parelha parada aqui no canto, enfeitando a sala de estar de minha alma. Eu, que já tinha motivos de sobra para estar triste. Órfão, solteiro e gripado no final de semana, ninguém merece. Mas como reza a lei de Murphy: nada está tão ruim que não possa piorar. E o jornal me entra pela janela, agourento.

A foto só mostra o rosto, a indefectível e inseparável boina por sobre a cabeça. Penso no seu corpo encurvado, soma da idade – tinha 84 anos – e lesão por esforço repetitivo, explico: de tanto amarrar o tambor grande na cintura, por entre as pernas, pendia para frente.

A velha da foice, insaciável, já nos deu um bocado de notícia ruim este ano. E não está satisfeita: desta vez levou Mestre Felipe, um dos grandes gênios de nossa cultura popular. Ele ainda viu o tambor de crioula – eram quase sinônimos – ser reconhecido patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo IPHAN. Ele ainda recebeu flores em vida, como queria/cantava outro mestre, o Prêmio Orilaxé de Cultura Popular. Mas ainda era cedo.

Mestre Felipe faleceu ontem (18), por volta de 20h30min, vítima de parada cardíaca e insuficiência renal; estava internado há quinze dias. Seu corpo será sepultado amanhã (20) em sua São Vicente de Férrer natal, pedido que deixou. “Na Vila de São Vicente, o rádio fala toda hora”. Tem hora que traz péssimas notícias.

GOOGLADA IRRESPONSÁVEL

Eu pensei que São Luís tivesse a exclusividade de contaminar peixes com merda. Explico: antes de embrulhar peixes em feiras, jornais trazem merda na mancha gráfica.

Eu estava enganado. Vejam isso.

Aí eu fui no Google. Digitei “daniel dantas” (em minúsculas e sem aspas) e encontrei esta imagem, logo na primeira referência aos homônimos. Quem é homônimo de quem?

Ah, ‘tá… então ‘tá explicado…

HOJE É SEXTA!


[reprodução arte Convite. Escultura: Wilson Bozó]

Ei, você aí que tanto reclama que São Luís é parada, provinciana, que não tem nada pra se fazer e não sei o que que tem mais. Ó, mais uma para o seu leque de opções, hoje (entre as tantas que já pendurei aqui, ao longo da semana): shows de Cesar Teixeira e Josias Sobrinho no Largo do Teatro Itapicuraíba, no Anjo da Guarda, dentro das comemorações do aniversário de 33 anos do Grupo GRITA, grátis, sobre o que você lê mais aqui.

MAIS SEXTA

(OU: QUANDO UMA NOTA VIRA UM POST)

Não chego a chorar, mas casamento é coisa que sempre me emociona. Sábado passado fui no do amigo Anderson, que casava com Suely. Ele, na genealogia básica para o entendimento do leitor deste blogue, vem a ser irmão de Andréia, que namora Salim e por aí segue a quadrilha drummondiana, no caso, com finais (mais no caso ainda, inícios) mais felizes.

Entre cervejas, salgados, comida (ou vocês queriam ler buffet aqui?), bom papo e tudo o mais que rola num jantar de casamento, fiz umas fotos para consumo do casal e de seus familiares. E para um dia mostrarem ao guri (bruguelinho, como Anderson chamou em emocionante discurso antes de cortar o bolo), já encomendado à cegonha.

O natural, em qualquer lugar (e ocasião) onde estejamos bebendo, é este blogueiro ficar aporrinhando Salim. Minha namorada costuma contar a história de um careca amigo do pai dela, que de tanto ser aporrinhado (biscas na cabeça, entre outros “carinhos”, como os que faço em nosso personagem), um dia se vingou: desengatou o carro e o empurrou até uma rua próxima, onde meu sogro não via o veículo. Após muita procura, e já quase decidido a ligar para a polícia, o susto foi explicado e a aporrinhação continuou comendo solta.

Depois de paulinhos-da-viola, marisa-montes e outros discos que levei, Salim resolveu lembrar-se de seus tempos de dj e botou pra rodar um disco com aqueles clássicos de pista que eu nunca sei o nome nem quem canta (vá lá, um I will survive aqui, um It’s raining men acolá, além das coisas do Bee Gees d’Os embalos de sábado à noite), revelando os john-travoltas ali presentes (eles sempre estão presentes quando esse som rola). Uma música emendava na outra e eu mandava, minuto a minuto, um “Dj Salim”, carregando nas últimas sílabas, imitando a voz de djs de radiolas de reggae ou vocalistas de grupos de forró, que chateiam festas a noite inteira anunciando o “dj fulano de tal” ou “a radiola não sei das quantas” ou o “caralho de asas do forró”.

Depois, botei outra alcunha em Milas (o nome de Salim ao contrário) e anunciava para ele e quem mais estava na mesa: “dj Careca!” E nos fotografávamos fazendo caras e bocas e caretas e… epa!… e o papo continuava, divertido.

A semana em que já anunciei várias coisas para amanhã (aqui e no Rio, vide posts abaixo) começou e Salim me ligou: “dá um toque na galera que sou o dj convidado de uma festa sexta-feira [dia 18, amanhã, galera!] na Flamingo (Rio Poty Hotel) e vou botar uns sons good-times, anos 70 e 80. 23h“.

Fiz uma notinha e encaminhei aos amigos, imprensa e mais uma pá de e-mails. Então, o blá-blá-blá todo aí em cima, é só para avisá-los disso. Detalhes: 9969-6984.

TIÃO CHORÃO


[Tião incorporará João e outras facetas, sábado]

[…]

O capitalismo, principalmente quando se trata da relação da música, da arte, ele sai destruindo com muita força, com muita arrogância, é isso que eu sinto, quando tratamos do lado musical, social, cultural. É algo pesado. Por exemplo: é muito comum, esse ano eu não sei, mas eu já observei muitas vezes, por exemplo, em Cururupu, um [grupo de bumba-meu-]boi tradicional fazendo a festa dele, e ao lado, uma “radiola” de reggae com o som altíssimo. E o pessoal do boi cantando, fazendo um som sem microfone e a “vitrola” ali do lado. E as pessoas já não têm mais sensibilidade de pensar “ah!, hoje é dia de São Pedro, dia de São João, dia de São Marçal, dia de Santo Antonio…”, uma festa religiosa que as pessoas têm ali. Se não quisermos entrar no contexto religioso, poderíamos pensar que ainda assim, há ali uma manifestação cultural que deve ser respeitada.

[…]

Cantar João do Vale já é uma denúncia social. É uma coisa muito comum do brasileiro e do nordestino que tende a se perder também com a globalização. O pai Francisco, ele é isso aí, o quê que é o pai Francisco? É uma tragédia, né? É o cara que pega toda essa coisa trágica e traz alegria, brinca com a perda do filho, trapaceia daqui, trapaceia dali e faz a gente rir, mas no fundo o cara tá perdendo um filho.

[…]

*

Sobre capitalismo x arte/cultura e João do Vale, trechos de entrevista que fiz com Tião Carvalho em setembro de 2006. Você lê a íntegra no Overmundo e um bonus track neste modesto blogue. Recebido pelo Urubu Malandro [Antonio Vieira (percussão), Arlindo Carvalho (percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), João Neto (flauta), Juca do Cavaco e Osmar do Trombone], o cantor e compositor, autor de Nós [já gravada por nomes como Ná Ozzetti e Cássia Eller] é o convidado da 41ª. edição do Projeto Clube do Choro Recebe, este sábado.

CANCELADO

Eduardo: mano o show foi cancelado ok?
eu: putamerda
bom, vou deixar o cartaz lá e dar um toque na turma
Eduardo: é foda
eu: o q houve?
Eduardo: o nélson alugou o bar para uma outra festa
sacanagem
eu: ahah, posso botar isso no blogue?
Eduardo: e o bar já estava arrendado para a festa que iríamos tocar
foda mesmo
rapaz só confirma a história toda com pedro
pq ele sabe a parada toda
ele tá online
cutuca ele aí
eu: num tá não
Eduardo: tá sim
eu: rapá, fui ao msn, tá não
Eduardo: só tá amarelo o link dele
no gtalk
eu: não o vejo
Eduardo: eu to vendo link amarelo
eu: eu não tou
diz pra ele me chamar então
Eduardo: de qualqer forma manda um email que ele responde
ok
já mandei o recado mano
daqui a pouco ele responde
vou indo agora
eu: mandei um e-mail pra ele também
Eduardo: beijunda e valeu pela força

Enviado às 12:35 de quarta-feira

Eduardo está off-line. As mensagens enviadas serão entregues quando Eduardo estiver on-line.

*

Bate-papo via gtalk com Eduardo Monteiro, baixista da Pedra Polida, sobre o cancelamento do show que a banda faria sexta-feira no Bar do Nélson. Não aguardei resposta do guitarrista e vocalista Pedro Venâncio. Não tentei contato com o baterista André Grolli, nem com o proprietário do bar. Pedro, Grolli, Nélson e quem mais quiser dizer algo sobre, a caixa de comentários é vossa.

Comentário infame deste blogueiro: a Pedra Polida entra na galeria de ilustres bandas como, entre outras, a Nação Zumbi, que já teve diversos shows cancelados em São Luís, capital brasileira que deve ser recordista nisso.

SEXTA-FEIRA

Ouça antes, aqui, e chegue lá cantando os hits. Ou eu ‘tou desinformado ou tem um tempinho já que a Pedra Polida não se apresenta. Sua chance, caro leitor! Não sei quem fez o cartaz. Mas ‘tá um charme.

SAIBA, RAPAZ

Eu já não sonho com demônios. Melhor trilhar outros caminhos, trilha sanfoneira, por vezes tortuosos, por vezes com espinhos, circo dos horrores. Se a cidade fosse belo, amor, nascia flor no meio do calçadão. Não vou tirar meu chapéu pra qualquer vagabundo, tiro para saudar quem merece, bato palmas enquanto canto parabéns: abraço aqui Josias Sobrinho, irmão de copo e alma, que hoje (15), celebra mais uma primavera.

Aproveito o presente espaço, pois, para prestar-lhe pequena homenagem, certamente menor do que ele merece, que às vezes o corre-corre diário não nos permite dizer o que também é importante, imersos que estamos nos sempre muitos afazeres, o tempo da cultura, sempre apressado, chamando pra trabalhar.

Um de nossos grandes criadores, na constelação de gênios maranhenses. De Cajari pra capital, o Brasil conheceu o talento e tem reconhecido a importância de seu Engenho de flores, engenho e arte, de nossas mais representativas maranhensidades: um estado de alegria, mote que ele cravou para o nosso mais recente carnaval, que suas criações não se limitam às belas composições de seus discos e de discos alheios.

À frente da Superintendência de Ação e Difusão Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão, o aniversariante tem feito um belo trabalho, vide o São João 2008, que ainda não acabou, prorrogado com o Raízes da Maranhensidade, projeto bem sucedido que tem ocupado belamente a Casa do Maranhão e seguirá até o dia 2 de agosto, sempre às quintas-feiras, sextas e sábados, às 19h, gratuito.

Mas voltemos à Josias, embora não nos tenhamos distanciado dele neste texto que é tão somente para homenageá-lo, merecidamente. É preciso preparar o dia de findar a nossa dor. Se a dor não finda, certamente os dias ficam mais leves com sua poesia, o cheiro da pimenta de cheiro e a flor do maracujá. Som do Mará, autêntico, sem se preocupar com purismos ou rótulos: tradicional sem soar ultrapassado, moderno sem ser “só” da moda, atemporal como as grandes obras, estas se confundindo com seus mestres criadores.

A propósito, com as obras deste grande mestre criador ilustrei a paisagem deste artigo. Os trechos em itálico acima são pequenos pedaços do universo de Josias Sobrinho, verdadeiras pérolas de um artista e tanto. O título é de música minha, gravada por ele. Saiba, rapaz, de minha admiração, carinho e eterna amizade. Saúde, sucesso e tudo o que você merece. Um fraterno abraço e um brinde!

[Texto de Joãozinho Ribeiro, publicado ontem no Jornal Pequeno. Mexi no trecho em negrito para efeito de publicação neste blogue. É como também presto homenagem a este grande amigo. Um abraço, Josias! E um brinde!]

SEM FRESCURA

[…]

CINTHIA PASCUETO Como você encara o fato de ser artista, celebridade? Artista é uma coisa, celebridade é outra. Celebridade era uma coisa diferente antigamente. Acho que ser uma celebridade é um pouco além do nada. Não precisa ter nada, talento para nada. Imagino que uma pessoa que desenvolve alguma coisa dentro do espectro cultural de um país tem o que oferecer. Vejo essa síndrome de BBB [Big Brother Brasil], não oferecem nada, nem como pessoas. Mas se exige muito pouco delas também. É um princípio que me desagrada profundamente, tanto que não vejo. Não me interessa esse conceito de “tenho que me juntar com você pra fazer uma coisinha pra derrubar o outro”, não quero derrubar ninguém, não me interessa isso na vida. Viver dessa maneira, derrubando alguém.

[…]

THIAGO DOMENICI E o que você aprendeu com a leitura? Principalmente que estamos num mau caminho, jogando todo o futuro numas tecnologiazinhas sem importância e sem ligar para o nosso planeta. Outro dia, estava vendo um programa sobre o Sol. Em 1800 e tal, houve determinada explosão solar que botou fogo na tecnologia mais avançada que existia no planeta, o telégrafo. Todos os fios telegráficos pegaram fogo, é uma coisa que acontece de tempos em tempos com o Sol. Há uma previsão de que deve acontecer novamente, essa explosão em nossa direção. Estão prevendo para até 2012 essa nova tempestade solar que faria toda essa grande tecnologia ruir. Nós voltaríamos à estaca zero. E aí? Que se diz disso?

ROBERTO MANERA Isso não é catastrofismo? Isso é uma informação científica, não é um papo de louco.

SÉRGIO KALILI Mas o que você quer dizer com isso? É que a gente está achando que, tendo alcançado essa tecnologia, demos um salto. A evolução tem que ser humana, e essa não foi alcançada. Temos uma evolução tecnológica que uma explosão solar pode desativar e nós voltaremos a ter que plantar com as mãos. Então não estamos seguros de nada. Só estaríamos seguros se houvesse acontecido uma evolução humana, todos em prol de todos. Aí sim, estaríamos seguros, respeitando nosso planeta, a natureza que é nossa possibilidade de vida no planeta Terra. Enquanto não existir isso, não estaremos seguros de nada e nossa tecnologia, diante dessa possibilidade, uma possibilidade científica… não é coisa de louco. Quando li, fiquei chocado. E 2012 está aí.

THIAGO DOMENICI Por que você acha que não se avançou nesse sentido? Porque tomamos outro rumo.

THIAGO DOMENICI O capitalismo? É, o capitalismo. A preocupação humana é a economia, é o dinheiro, não é o bem-estar humano. O dinheiro está em primeiro plano, os seres humanos estão em terceiro ou quarto plano. É isso que digo: a evolução nos levaria a isso, uma evolução individual para eu me preocupar por vocês, vocês se preocuparem comigo. Não poluindo nosso planeta, não vivendo na loucura que a gente vive de ignorância total do rumo da vida, sabe?

[…]

@

Acima, trechos da entrevista “sem frescura” (conforme anuncia a capa da edição nº. 135, de junho/2008) de Ney Matogrosso à revista Caros Amigos. Vale muito a pena conferir a íntegra. O cantor “abre armários que nunca abriu em público: política, sexo, amor entre homens, drogas, velhas brigas, tratamento com a mídia — o artista que figura entre os maiores e mais queridos show-men do país não se recusou a falar de nada para nós”, anuncia a cabeça da entrevista. Vou voltar a assinar a revista, por essas e outras.

SÁBADO QUE VEM

Aos amigos do Rio. A amiga Márcia Torres, uma das meninas do Xaxados e Perdidos (Chico Nô e cia.), tá morando lá e vai fazer um som. Quem puder, apareça!

BALANÇOU NO CONGÁ

Um certo nervosismo, desespero, ou coisa que o valha, tomou conta da galera que tornou pequena a Rua de Nazaré, instantes antes do lançamento de Balançou no congá, disco póstumo de Lopes Bogéa produzido por Zeca Baleiro e lançado por seu selo Saravá Discos. O motivo: os meios de comunicação maranhenses, este blogue inclusive, noticiaram que a roda informal, onde alguns amigos se reuniriam para tocar canções do disco, teria entrada franca. Na verdade, houve a distribuição de convites para um seleto público. No fim das contas, a produção acabou liberando a entrada de todos os que perambulavam por ali e tomavam uma cerveja, antes, no 31, em frente ao pátio da Casa de Nhozinho.

Nesta primeira foto, parte do público e o cenário de céu e casario ludovicense, bonita soma.

Na foto acima, escura, Vandico do conforto de seu camarote. O homem-sorriso (Vandico é só alegria!) assistiu a tudo da janela de sua casa, vizinha à de Nhozinho.

Aqui, Josias Sobrinho e Cesar Teixeira dividem os vocais em Balaio de Guarimã, acompanhados por Luiz Jr. (violão), Robertinho Chinês (bandolim) e, ao fundo, e meio encobertos, Erivaldo Gomes e Luiz Cláudio (percussões).

Aqui, um dos grandes momentos da noite: dona Marieta, sobrinha do saudoso Lopes Bogéa, explica a origem dos versos de Marieta, vinheta que ele canta no disco, uma bela marcha: “vocês conhecem a dona Marieta?/ que sai de casa pra dar volta de lambreta/ a Marieta tem passeio diferente/ que faz coçar a língua dessa gente/ quando ela passa, a turma faz fiu-fiu/ lá vai a Marieta de lambreta pro Anil…” “Na década de 50, mulher não andava nem de bicicleta e eu, guerreira, já me mandava pro Anil de lambreta e titio ficava preocupado”, ela disse. Zeca Baleiro, às gargalhadas, como todo o público presente, mandou: “Mas a reputação de dona Marieta continua intacta”. Na foto, Luiz Jr., dona Marieta, Zeca Baleiro e o casal Criolina, Alê Muniz e Luciana Simões.

Ao final, o blogueiro convida Alê Muniz para o Clube do Choro Recebe. O Criolina subirá ao palco do Canhoto em breve. Hoje tem tributo a Cartola.

As fotos deste post são de Francisco Colombo, que operou o milagre com minha pessimáquina.