a semana santa começou. com são pedro mandando água. ele, responsável por minha não-ida ao canhoto, sábado. ‘tava arrumado, pronto para sair, água desabou. literalmente. segunda-feira santa, mais chuva. e o povo rezando para não ter expediente na quinta. e minha memória estranha (ou a falta dela) sem lembrar como foi ano passado, como são todos os anos. mais que nunca, vale a máxima: em feriado de santo, até ateu comemora. ossos doendo, preguiça e cansaço se somando, numa matemática maluca, de resultado inesperado. eu me lembro de itamar assumpção, cantando com tom zé, “é tanta água despencando lá do céu, meu deus do céu, meu deus do céu, o que é que ‘tá acontecendo?, é são pedro que ficou pinel, com raiva de são paulo? é primavera, só que só fica chovendo”. chove em são luís, no maranhão. o dia começa triste. meu inferno particular. um telefonema matutino, só pra desejar bom dia, se não tem o poder de fazer parar de chover, pra eu não molhar meu chinelo e a barra da calça, me põe um sorriso no rosto e, de repente, já estou no paraíso, que para ficar completo, me lembro de rita lee: “agora só falta você”.
angelicalanche
“salta um rilke shake/ com amor & ovomaltine/ […]/ eu peço um rilke shake/ e como um toasted blake”, pediu ele à garçonete, no misto de lanchonete e livraria. depois que farmácias começaram a vender coca-cola, e isso não era tão recente, o comércio de modo geral havia começado a inovar. ali mesmo, naquele salão onde entrou há pouco, era possível ver um velhinho segurando um ás de colete, prestes a anunciar sua vitória em mais uma rodada de um jogo de baralho (literário), sem cartas marcadas. isso mesmo: lanchonete, livraria e salão de jogos. já era o tempo em que “os velhos jogavam damas na praça, professores de tudo que é dor” [léo jaime].
o jovem começou, enquanto encarava seu lanche: “dentadura perfeita, ouve-me bem:/ não chegarás a lugar algum./ são tomates e cebolas que nos sustentam,/ e ervilhas e cenouras, dentadura perfeita./ ah, sim, shakespeare é muito bom,/ mas e beterrabas, chicória e agrião?/ e arroz, couve e feijão?/ dentinhos lindos, o boi que comes/ ontem pastava no campo. e te queixaste/ que a carne estava dura demais./ dura demais é a vida, dentadura perfeita./ mas come, come tudo que puderes,/ e esquece este papo,/ e me enfia os talheres”.
enquanto fartava-se com seu lanche (refeição?) naquela manhã de ressaca e fome conseqüente, corria os olhos por lombadas e deparou-se com um anúncio fixado em uma das paredes: “família vende tudo/ um avô com muito uso/ um limoeiro/ um cachorro cego de um olho/ família vende tudo/ por bem pouco dinheiro/ um sofá de três lugares/ três molduras circulares/ família vende tudo/ um pai engravatado/ depois desempregado/ e uma mãe cada vez mais gorda/ do seu lado/ família vende tudo/ um número de telefone/ tantas vezes cortado/ um carrinho de supermercado/ família vende tudo/ uma empregada batista/ uma prima surrealista/ uma ascendência italiana & golpista/ família vende tudo/ trinta carcaças de peru (do natal)/ e a fitinha que amarraram no pé do júnior/ no hospital/ família vende tudo/ as crianças se formaram/ o pai faliu/ deve grana para o banco do brasil/ vai ser uma grande desova/ a casa era do avô/ mas o avô tá com o pé na cova/ família vende tudo/ então já viu/ no fim dá quinhentos contos/ pra cada um/ o júnior vai reformar a piscina/ o pai vai abrir um negócio escuso/ e pagar a vila alpina/ pro seu pai com muito uso/ família vende tudo/ preços abaixo do mercado”.
anotou o site da editora contido no anúncio – http://www.cosacnaify.com.br/ – e mandou buscar o livro da angélica freitas, lançado há um ano (março, 2007), para comemorar o dia da poesia, ontem (14).
*
este não é um post autobiográfico. os itálicos acima são (trechos de) poemas de rilke shake, estréia em livro da poeta gaúcha.
você é um "cu-de-boi"?
Guiado pelas lembranças de quando era criança e o pai levou-lhe ao cinema para ver um filme de Mazzaropi, Quinzinho (Mateus Nachtergaele) deseja fazer o mesmo com Neco (Vinícius Miranda), seu filho. Assim, sai da casa tranqüila, do cotidiano pacato da roça onde mora, no interior de Minas Gerais, acompanhado de sua mulher, Zulmira (Gorete Milagres), a quem ele carinhosamente chama de Zuri, e do burro Policarpo. Enfrentam uma verdadeira aventura, como peregrinos devotados em romaria: chuva, comida por quilo, gozações de vendedores e o completo desprezo de donos de cinema, que pouco se lixam para os desejos de Quinzinho. Ou que pouco se importam com a qualidade daquilo que exibem em suas salas, enxergando apenas cifras. Ficção? Não.
“O cinema virou igreja evangélica. Não dava lucro, vivia vazio. A igreja só vive cheia, o povo paga para entrar”, afirma um personagem – fictício? –, enquanto Quinzinho avança rumo a mais uma “cidade grande” procurando realizar o sonho de mostrar Mazzaropi ao menino.
São fortes cenas como a execução de Mané Charreteiro num acampamento do MST – ficção? – e o reencontro de Quinzinho e Neco, após um desencontro provocado pela truculência de policiais no citado acampamento. “Tapete Vermelho” [Comédia, 100 minutos, Brasil, 2006. Direção: Luiz Alberto Pereira], o filme, é belo e engraçado – mas não engraçadinho – o tempo todo. Nachtergaele em mais um show de interpretação apropria-se dos trejeitos do ídolo, seja para cantar [Renato Teixeira assina a música do filme], seja no andar, mas não faz de si mera caricatura ou cópia de Mazzaropi. Saga de fã em busca de ídolo pouco provável de ser vista hoje em dia, tempos de cada vez mais efemeridade nas “artes”, o próprio filme indo na contramão disso.
Quem ainda não viu, é um “cu-de-boi”, apenas para citar um xingamento que aprendi vendo Quinzinho bradar contra aqueles que não queriam ver seu sonho realizado.
você é um “cu-de-boi”?
Guiado pelas lembranças de quando era criança e o pai levou-lhe ao cinema para ver um filme de Mazzaropi, Quinzinho (Mateus Nachtergaele) deseja fazer o mesmo com Neco (Vinícius Miranda), seu filho. Assim, sai da casa tranqüila, do cotidiano pacato da roça onde mora, no interior de Minas Gerais, acompanhado de sua mulher, Zulmira (Gorete Milagres), a quem ele carinhosamente chama de Zuri, e do burro Policarpo. Enfrentam uma verdadeira aventura, como peregrinos devotados em romaria: chuva, comida por quilo, gozações de vendedores e o completo desprezo de donos de cinema, que pouco se lixam para os desejos de Quinzinho. Ou que pouco se importam com a qualidade daquilo que exibem em suas salas, enxergando apenas cifras. Ficção? Não.
“O cinema virou igreja evangélica. Não dava lucro, vivia vazio. A igreja só vive cheia, o povo paga para entrar”, afirma um personagem – fictício? –, enquanto Quinzinho avança rumo a mais uma “cidade grande” procurando realizar o sonho de mostrar Mazzaropi ao menino.
São fortes cenas como a execução de Mané Charreteiro num acampamento do MST – ficção? – e o reencontro de Quinzinho e Neco, após um desencontro provocado pela truculência de policiais no citado acampamento. “Tapete Vermelho” [Comédia, 100 minutos, Brasil, 2006. Direção: Luiz Alberto Pereira], o filme, é belo e engraçado – mas não engraçadinho – o tempo todo. Nachtergaele em mais um show de interpretação apropria-se dos trejeitos do ídolo, seja para cantar [Renato Teixeira assina a música do filme], seja no andar, mas não faz de si mera caricatura ou cópia de Mazzaropi. Saga de fã em busca de ídolo pouco provável de ser vista hoje em dia, tempos de cada vez mais efemeridade nas “artes”, o próprio filme indo na contramão disso.
Quem ainda não viu, é um “cu-de-boi”, apenas para citar um xingamento que aprendi vendo Quinzinho bradar contra aqueles que não queriam ver seu sonho realizado.
sangue
a queridamiga luciana brandão, jornalista, está com a mãe internada, carecendo de sangue. já doei. quem puder doar também (qualquer tipo de sangue), deve se dirigir à hemomar (rua 5 de janeiro, s/nº, jordoa), dando o nome de maria de lourdes frazão brandão, hospital são domingos, quarto 222. contatos com luciana, para maiores informações e/ou entrega dos créditos de sangue, pelo telefone (98) 3227-3644. fineza multiplicar esta mensagem. obrigado!
um convite do professor
tenho andado meio sem tempo para postar. mas, também, quando não se tem o que dizer, o melhor é calar. quando pintam as coisas, vou dizendo. dias corridos, fodidos, doidos, doídos. penduro abaixo o convite do professor wilson marques para o lançamento de seu novo livro. e mais não digo. ao menos não por enquanto. em breve, espero normalizar a atenção dada a este importante espaço (importante ao menos para mim).
nome sagrado
mesa de bar, acalorada discussão sobre meu texto em homenagem às mulheres (posts abaixo). houve quem achasse lindo, houve quem (me) achasse machista ou um mero reprodutor de estereótipos. no fundo, eu não sei de nada. quem sabia era nelson cavaquinho. e cristina buarque, que lhe cantava, com o próprio ao violão, aquele violão doido e doído. e lindo.
às mulheres, mais esta homenagem.
*
nome sagrado
(josé ribeiro/ josé alcides/ nelson cavaquinho)
o nome de mulher é tão sagrado
mulher é nome pra ser respeitado
a cobra não morde uma mulher gestante
por que respeita seu estado interessante
minha mãe também tem nome de mulher
tenho que defender
eu choro quando vejo ela sofrer
deus, nosso senhor, devia castigar
o infeliz que faz uma mulher chorar
inventando gero
desde que ouvi “esteio” e surpreendi-me com, entre outras coisas, as composições de gero camilo (por exemplo, “calendário“, interpretada por ana leite, irmã de zé modesto), passei a indagar-me (e já se vai um tempinho aí) sobre quando poderíamos ouvir gero em disco e/ou onde ouvir mais coisas suas.
ano passado participei do mecenato pós-modernoso, nome carinhoso que o próprio zé inventou para uma compra antecipada, por alguns amigos, que lhe garantiria algum recurso para tocar (literalmente) o segundo disco. “xiló” saiu e é belíssimo (isso de “íssimo” não é exagero!), sob todos os aspectos: musical, plástico.
na boa: quando, em alguns e-mails trocados, modesto (literalmente modesto, meus caros) me dizia que o trabalho ‘tava ficando “bonitinho”, ele só podia estar brincando. na verdade, ao abrir o disco, deparei-me com algo tão bonito, lindo de chorar. arrepiei-me com toda aquela belezura e meu nome em último lugar (ordem alfabética) na lista de agradecimentos. eu é que agradeço, zé! abraço!
além de tudo isso, nos e-mails, sempre lhe perguntava sobre “o disco de gero camilo”. “‘tá fazendo, ‘tá saindo”, eram suas respostas, sempre.
bom, “xiló” merece outro post e, dada a importância e beleza deste disco, eu preferiria que fosse a reprodução de um texto meu publicado em algum veículo de comunicação, ilhéu ou não, mais lido que este blogue, vamos ver o que acontece, alguém aí se interessa, caros editores? por enquanto, resumo dizendo que lá pude ouvir, de novo e mais, outras coisas de gero. (isso de chamar as coisas de coisas é um viva a são moacir santos).
além de, noutros discos, ouvir coisas como “astrolábios” (com o precioso rubi em preciosíssima, deixem-me redundar, interpretação, em seu “infinito portátil”), “prenda minha” e “são genésio” (com ceumar, sem adjetivos, apenas para evitarmos novas redundâncias e exageros, em seu “sempreviva!”).
e como diria um jargão publicitário dos tempos de minha infância, o tempo passa, o tempo voa, e eis que numa recente edição impressa da cartacapital, deparo-me com este texto, do sempre ótimo pedro alexandre sanches.
então o disco havia saído. “canções de invento“. são google me ajudou e, não tão facilmente assim, caí no myspace do ator. ah, vocês até aqui não sabiam quem é gero camilo? ó ele aí, ó!:
[a foto é da olga vlahou e eu pesquei no site da cartacapital]
bom, finalmente havia achado e-mail e telefone [(11) 3641 6471] de sua produção e estou aqui, esperando os dados bancários para proceder a compra.
mulheres
Ontem foi aniversário da Bruna Beber. E do Zara. Dia 8 é o de mamãe. E é Dia Internacional das Mulheres. Feriado. Sábado. Hoje, no trabalho, fizeram uma festinha para as mulheres. E a Cristina Leite pediu para eu escrever um texto que as homenageasse. Deixei para a última hora, como sempre. E cometi o ligeiro, abaixo. Mulheres, vocês merecem. Mais. Em especial, você, mulher que eu amo. Beijão!
*
ÀS MULHERES, POR SEU DIA, POR TODOS OS DIAS
Leio nos jornais, diariamente, notícias que trazem mulheres vítimas de violência. Os algozes, na maioria das vezes, dividem com elas o mesmo teto. O há muito esquecido dito de que “em mulher não se bate nem com pétala de flor” parece hoje só valer para comerciais. Falando em comerciais, é ridícula a exposição de mulheres “beldades” em propagandas de cerveja. Primeiro, o consumo de álcool não é exclusividade masculina; segundo, nós, homens, não gostaríamos de ver propagandas com homens semi-nus direcionadas às nossas mulheres.
“Por trás de todo grande homem, há sempre uma grande mulher”. Este, outro dito que parece esquecido, infelizmente. Eu, que o corrigiria, permitam-me: “por trás de todo homem, há sempre uma grande mulher”. Sim, tanto faz o homem, grande ou pequeno, é preciso rever nossos conceitos e admirar as mulheres – a começar por nossas mães –, por tudo o que elas têm de melhor: as olheiras, por noites de sono perdidas acalentando-nos ou tratando de nossas piores dores; os cabelos brancos, em grande parte adquiridos por preocupações às vezes desnecessárias que lhes propiciamos; as varizes, por tanto tempo em pé, cozinhando, lavando, passando.
É preciso respeitar as mulheres. Silêncio na hora da novela, paciência enquanto co-pilotos, lealdade e fidelidade, características que não deviam ser exclusivamente femininas. É preciso tornar os homens mais femininos: experimentar as tarefas domésticas mantendo a elegância e a calma, uma tensão pré-menstrual e a própria menstruação agüentando nossas aporrinhações e, perdão do trocadilho, encheções de saco.
Nem seria necessário um oito de março, um dia internacional: todo dia é dia da mulher, das mulheres. Todo dia é dia de devotarmos nossos amores em seus variados graus: amor de filho, de marido, de pai, de irmão, de amigo, de colega de trabalho.
Já que existe, uma data especial, façamos dela um marco importante e celebremos juntos, homens e mulheres, o dia delas. E, amor, me perdoe a pressa, mas na correria acabei não te comprando um presente, me perdoa? Só sendo mulher para entender e aceitar uma desculpa esfarrapada como esta.
notícias de lá e cá
além de todos os motivos que já tinha/tenho para admirar reuben, mais um: sua coragem, que nem ele mesmo sabe (ainda) se tem. meteu o pé na estrada e foi cursar um mestrado em literatura inglesa em santa catarina. “porra, eu cruzei o brasil”, ele me disse, meio apavorado, via msn, instantes antes deste post, na primeira vez em que nos falamos desde sua partida. minha tristezalegria é um sentimento contraditório/confuso que eu não sei se sei e não sei se quero e não sei se tenho que explicar. reuben: meu abraço forte! fica bem. e manda notícias. sempre.
cristina, de fato
“são raridades, né? hoje só tem na pirataria. só um saiu em cd, o segundo, prato e faca. o resto é pirataria que a gente faz mesmo, as pessoas perguntam… já vi camelô vendendo meus discos, camelôs especializados em raridades. é um jeito, vai fazer o quê? não tem, as gravadoras não se interessam”.

[cristina, a irmã menos famosa de chico. foto: cartacapital]
menos famosa, como digo na legenda, mas nem por isso menos importante. abrimos o post com uma resposta de cristina buarque ao jornalista pedro alexandre sanches sobre a importância de seus primeiros discos para a música brasileira, que descamba para um comentário sobre a pirataria. ela que, com o grupo samba de fato, está lançando disco novo.
tenho em casa, cópias de seu primeiro disco, de prato e faca (que trazia uma belíssima jovem cristina na capa) e de arrebém (1979, que termina com “ponto de fuga”, de chico maranhão). ouço direto. e agora, com menos dor na consciência.
a entrevista, em duas partes, você lê aqui e aqui, no site da revista cartacapital.
açougue free
recebi do próprio marcelo sahea, o e-mail abaixo, que não poderia deixar de pendurar por aqui (como carne em açougue). aqui, há tempos, escrevi sobre “leve“, outra obra do cabra. já tirei a carne viva e crua do espeto-virtual. e recomendo que façam o mesmo. e logo!
CARNE DE GRAÇA
Caros amigos: como sabem, meu livro carne viva está esgotado. Quer dizer, você até pode encontrar alguns exemplares no Sebo do Bac (em Sampa), na Livraria da Mente (em Santa Maria), em Belo Horizonte e nas boas casas do ramo em Brasília, mas esses são, certamente, os últimos.
Sendo assim, resolvi disponibilizar novamente (pra quem ainda não tem) a versão digital deste livro, que eu lancei na rede em 2003. De graça.
Por tempo indeterminado.
Basta clicar aqui e baixar o arquivo, que tem uns 2 mb e está zipado.
Quem não tem o livro, taí. Quem já tem, pode baixar e mandar de presente. Pra ler o livro, você vai precisar do programa Adobe Acrobat Reader, que é gratuito e você pode baixar aqui.
marcelo sahea
*
blog: poesilha.blogspot.com
site: www.sahea.net
declarações de amor
enfim, após grazêmicas cupidadas, andréia e salim “finalmente” “oficializaram” o namoro. saímos juntos, os quatro, sexta-feira passada. destino: bar do léo. entre cervejas, tira-gosto e o corre-corre de um forte léo carregando pés de máquinas de costura (leia-se: mesas) para atender a demanda do bar lotado, conversávamos sobre um monte de assuntos, desordenadamente.
primeiro era algo sobre a genialidade de um roberto carlos das antigas (que invadia nossos ouvidos apesar do burburinho provocado pela lotação do lugar), depois era eu vendo um disco qualquer na prateleira e tecendo algum comentário sobre (por exemplo, já estava lá o “xiló”, de zé modesto, que eu havia enviado por ricarte). havia espaço ainda para piadas e para as mulheres conversarem algo sobre a profissão-paixão comum: o serviço social.
depois foi a vez das declarações de amor. salim lembrou que, um tempo morando em belém, um amigo mandou uma carta para a namorada distante, com a pérola romântica:
3) “assim como as baratas nasceram para roer roupas, eu nasci para te amar”.
depois, eu e graziela falávamos de preferências sobre a idade certa para morrer (engraçado, apesar de mórbido): eu dizia preferir morrer com alguma idade ímpar; ela, par. soltei:
2) “meu amor, o único par que me interessa, além do apartamento, é você”.
fechando a noite e o top-3 love declarations, salim, que mora no renascença e depois iria nos deixar em nossas casas, mandou a melhor da noite para andréia:
1) “a cidade operária não é longe”.
mais bressane de graça
mais duas boas notícias.
depois da estréia, “os infernos possíveis“, ronaldo bressane já disponibilizou dois outros livros seus para quem quiser lê-los, de graça, na internet: “10 presídios de bolso” e “céu de lúcifer“.
em 10 presídios de bolso há dois contos que estão entre os melhores que já li em toda minha vida: “o fim do mundo do fim” e “o país dos sonhos“.
com os três volumes de prosa na rede, só falta bressane pendurar os poemas de “o impostor“, volume lançado pela ciência do acidente que acabaria por batizar-lhe o blogue atual.
blogues novos
não, não estou mudando de endereço. poucos mas fiéis leitores continuarão me achando por aqui. o lance é outro: que a grande maioria dos jornais ludovicenses não passa de verdadeiros varais de releases, disso já sabemos e eu já ando, em ordem alfabética, cansado, careca e chato de falar. para facilitar-nos (s) as vidas (a minha e a daqueles que recebem constantemente e-mails meus, jornalistas ou não), criei o (queriam nome mais apropriado?) varal de releases, que atende no endereço http://releaszema.wordpress.com e será destinado à publicação desta parte de minha produção.
a idéia da linha de endereço, ‘tá, eu não precisava ser chato e explicar e estragar tudo, é brincar com a palavra release, juntando-a ao nome com que assino (deixa eu deixar isso claro, mais uma vez, antes que apareça, mais uma vez, algum sem nada melhor para fazer dizendo que eu não me chamo zema), além de (quase-)criar o (quase-)trocadilho reles zema, do que eu não passo.
é isso: um reles zema. é o que sou.
*
também estreou na blogosfera o professor-querido-amigo ed wilson araújo, já devidamente linkado aí ao lado. bem vindo ao clube, rapá! já não era sem tempo.



