jornalismo policial com classe

2008 mal começou (vejam bem: mal começar não significa começar mal, certo?) e este blogueiro já quase encheu seu saco de tanto bater na mediocridade do jornalismo local (vide alguns posts abaixo). “passar sabão em cara de cavalo”, diria a sabedoria popular.

o circo de horrores de péssimo gosto inclui foto colorida e grande de gente mergulhada em poça de sangue, mulher sentada com faca cravada no peito, “história em quadrinho” sem graça nenhuma e, mais recentemente, corpo de tatuador assassinado sendo “periciado” por transeuntes. isso, só para citar alguns exemplos. e, claro, tudo em primeira página.

ontem, assistindo a um telejornal na tv brasil, gostei muito da dinâmica de preservação dos vários brasis, observada num quesito aparentemente bastante simples: a diversidade de sotaques dos repórteres fazendo matérias. o padrão bobo de jornalismo (trocadilho infame) “engarrafaria” tudo apenas na voz de alguém do eixo rio-são paulo e ponto.

no mesmo telejornal, vi a notícia de um homem que estava em liberdade condicional e, após lanchar (ou almoçar ou jantar, não lembro), pulou o balcão e fez um caixa (ou garçon ou cozinheiro) de refém (lembro aqui de memória e, se falho, perdão). a polícia chegou e tentou negociar e, não demorou muito, o homem de revólver em punho liberou o funcionário da lanchonete (ou restaurante ou lembro lá o quê). resumo da ópera sinistra: levantou a camisa e deu um tiro no próprio peito. levado às pressas para um hospital numa ambulância, não resistiu e morreu.

pergunto-me, se isso fosse no maranhão, como teria “reagido” a imprensa local. e leio a “cobertura” de jotabê medeiros em seu blogue. jornalistas (fazendo jornalismo policial ou não) têm muito o que aprender com este moço.

(sons e poemas) para um dia de domingo

é domingo. entre o acordar (ainda a tempo de ouvir “chorinhos e chorões” completo) e o ir à missa (às 18h, em são pantaleão), passo o dia a vasculhar uma parte de minha (desorganizada) estante, buscando uns documentos e organizando alguns textos xerocados ao longo do curso de comunicação social (jornalismo): serão encadernados para (alg)uma (possível) revisão durante a elaboração da monografia.

perdidos eu não diria, mas no meio da bagunça, encontrei uns poemas inéditos do marcelo montenegro, que ele me enviou junto do orfanato portátil (autografado), tempos atrás.

posto aqui (“agora mesmo algum maluco / deve estar postando qualquer treco / genial na internet“), um dos poemas, ao qual não acrescerei nenhum adjetivo, pois qualquer elogio (“genial”, por exemplo) torna-se redundância em se tratando da obra do homem.

@

velhas variações sobre a produção contemporânea

marcelo montenegro (, inédito)

agora mesmo algum maluco
deve estar postando qualquer treco
genial na internet,
alguém deve estar pensando
em como melhorar aquele
texto enquanto lota o especial
de vinagrete, perseguindo
obstinadamente um acorde
voltando da padaria.

agora mesmo alguém
pode estar pensando
que guardamos só pra gente
o lado ruim das coisas lindas —
assim, trancafiado a sete chaves
de carinho — alguém
pode estar sentindo tudo ao mesmo tempo
sozinho, assim brutalmente
sentimental, feito coubesse
toda a dignidade humana
num abraço tímido.

agora mesmo alguém deve estar limpando
cuidadosamente o cd com a camisa,
pulando a ponta do pão pullman,
sentindo o baque da privada gelada,
perguntando quanto está o metro
daquela corda de nylon, trepando
no carro, empurrando o filho
no balanço com uma mão
e na outra equilibrando
a lata e o cigarro, agora mesmo
alguém deve estar voltando,
alguém deve estar indo,
alguém deve estar gritando feito um louco
para um outro alguém
que não deve estar ouvindo.

agora mesmo alguém
pode estar encontrando
sem querer o que há muito
já nem era procurado, alguém que no quinto sono
deve estar virando para o outro lado,
alguém, agora mesmo, no café da manhã
deve estar pensando em outras coisas
enquanto a vista displicentemente lê
os ingredientes do toddy.

@

após o dia entre a poeira, velhos textos, avaliações, o caralho a quatro e a catorze, sons, deixo-os com este poema.

sons: trio madeira brasil, luiz tatit, yamandu costa, arnaldo antunes, rubi, elizeth cardoso, jacob do bandolim etc., etc., etc.

felicidade

ando a pé e apesar das chuvas que agora caem sobre meu corpo (ainda não gastei meu orçamento anual destinado à compra de guarda-chuvas) e de alguns motoristas ******* (coloque aí o palavrão que você julgar melhor), tenho me sentido bem feliz. o bolso ainda sem grana, mil coisas por fazer, por resolver, pendências, cobranças, trabalhos e trabalhos. e eu feliz, sem reclamar. fico feliz com a felicidade dos outros, que no fundo, é a minha também: graziela aprovada para o mestrado, laura e luís (casal de amigos de quem fomos padrinhos de casamento) de volta à ilha, as amigas milena reis e kamila mesquita defendendo suas monografias e obtendo excelentes notas para obtenção do grau de bacharel e blá blá blá; também o samir aranha, que eu não conheço pessoalmente mas, tal qual este que vos perturba com umas linhas sobre seu próprio estado de felicidade atual, teve colombo como orientador; paula brito, a estagiária-chefinha, já com a dela pronta (defenderá em março); moara, irmã, correndo com os últimos detalhes e trocando e-mails e telefonemas vez em quando para tirar uma ou outra dúvida (às vezes consigo ajudar, às vezes, deixo-a ainda mais confusa, risos, “é apêndice ou anexo?”), defenderá em breve também. eu já fazendo algumas leituras para começar a escrever a minha (depois do carnaval, dessa vez é pra valer!). de uma forma ou de outra, uns mais outros menos, acompanhei (e acompanho e continuarei) as trajetórias de cada um, de cada uma, e sei que são merecedores, cada qual à sua maneira, dos ótimos resultados obtidos. e 2008 apenas começou. ainda teremos muito o que comemorar. felicidade, no fundo, é ter amigos que nos façam felizes. e, claro, ter alguém para amar.

"vamo criolá"

só digo uma coisa: o casal mereceu cada troféu que arrebatou no prêmio universidade fm 2007 (melhor disco, melhor música [veneno], entre outros). mais, vocês descobrem hoje à noite. depois, eles voltam pra çampaulo. aí, sabe-se lá quando por aqui de novo…

“vamo criolá”

só digo uma coisa: o casal mereceu cada troféu que arrebatou no prêmio universidade fm 2007 (melhor disco, melhor música [veneno], entre outros). mais, vocês descobrem hoje à noite. depois, eles voltam pra çampaulo. aí, sabe-se lá quando por aqui de novo…

resultados

aqui, aqui, aqui e/ou aqui, você pode conferir o resultado do plano editorial secma 2007prêmio gonçalves dias de literatura.

duas segundas-feiras

Maranhensidade: um estado de alegria

por Joãozinho Ribeiro

Neste primeiro contato do ano com os leitores desta coluna, aproveito para fazer uma oportuna e respeitosa retificação de autoria, e atribuir os créditos do irretocável artigo da semana anterior (07/01), intitulado “Nossa Singela Homenagem aos Serelepes”, ao camarada da vida & da arte – ZEMA RIBEIRO. Pois, em virtude de momentânea ausência da Ilha, não tive meios materiais para elaborar a respectiva redação e solicitei a valiosa colaboração do parceiro, no que fui prontamente atendido.

Feitos os devidos reparos e reconhecimentos dos direitos morais, após a realização de um Natal recheado de programações artísticas por todos os cantos da cidade, e de um Reveillon ecumênico e multicultural, 2008 se anuncia como um ano de singulares celebrações de datas altamente significantes para a história do nosso Estado, do País e do Planeta:

– 40 anos do “68” (passeata dos 100 mil, tropicalismo e roda viva, censura e AI-5, barricadas de Paris, Primavera de Praga, protestos contra a Guerra do Vietnam, assassinatos de Luther King e Robert Kennedy, Apollo 8 em órbita da Lua…)

– 50 anos da Bossa-Nova

– 200 anos da vinda da Corte Portuguesa ao Brasil

– 400 anos do nascimento do Padre Antonio Vieira

– 170 anos da revolta da Balaiada

– 100 anos da Academia Maranhense de Letras

Motivos não faltarão para afirmação da nossa maranhensidade e sua conexão com o Brasil e o Mundo. Por falar nisso, sei que esta expressão ainda incomoda muitos ouvidos, principalmente quando se torna alvo de interpretações obtusas, desprovidas do mínimo de observância ao conteúdo dos ensinamentos do professor Milton Santos: “no global está a aparência; no local, a essência”. Ou nos versos do poeta e compositor Josias Sobrinho: “Com o rumo voltado pra dentro e aberto pro mundo todinho!”.

Maranhensidade é carnaval e academia; são joão e literatura; educação e cultura; turismo e tecnologia; intercâmbio e identidade; pertencimento e trocas; tolerância e diversidade; música e magia; conhecimento e universalidades; saberes e fazeres; direitos e liberdade para exercê-los: à livre expressão e manifestação artística, jornalística, do pensamento; enfim, do engenho e arte daquilo que temos de melhor para contribuir com a cultura da paz e com o reencantamento da Humanidade.

Bandeira branca! Para que o Carnaval da Maranhensidade 2008, a exemplo de 2007, seja um “Estado de Alegria”, transbordante de paz e solidariedade entre os empolgados foliões, e também entre aqueles que preferem a tranqüilidade e a meditação dos retiros religiosos e espirituais.

Abram alas! Para que a negritude da nossa maranhensidade possa se espraiar por todos os cantos e cânticos, e revelar a percussividade da a nossa alma criadora e hospitaleira a todos que vierem compartilhar conosco da primeira grande festa popular do ano; e que tudo isso possa também se traduzir em trabalho, tributos, alegria, renda e cumplicidade cultural.

Nas cidades que cultivam estes tradicionais festejos, que a festa seja pública e democrática, sem aproveitamento das circunstâncias para beneficiar as conveniências político-eleitorais de quem quer que seja. Pois este é o principal fundamento do Edital Público do Carnaval da Maranhensidade 2008; forma legal e legítima de celebração de convênios com os Municípios de todo o Estado, visando o repasse de recursos para apoio às suas respectivas programações.

Este ano, com a novidade da introdução de dois requisitos básicos para habilitação dos proponentes para inscrição no Edital:

a) Eleição de uma Comissão Organizadora do Carnaval, por cada município, com um máximo de 12 componentes, escolhidos entre os representantes das agremiações carnavalescas e personalidades da cultura local, devidamente registrada em cartório;

b) Destinação dos recursos repassados pela SECMA, única e exclusivamente, para a contratação de bandas, blocos, brincadeiras e artistas maranhenses.

Além destes requisitos, uma expressa recomendação para a inclusão na programação de segmentos merecedores de especial atenção: crianças, idosos, portadores de deficiência. No detalhamento do Plano de Trabalho, integrante do Formulário de Inscrição, a exigência de uma discriminação minuciosa dos nomes de todas as brincadeiras e artistas contratados e os valores dos seus respectivos cachês.

Com este elenco de medidas, a parceria dos municípios e a fiscalização da sociedade, através das respectivas Comissões Organizadoras do Carnaval (além dos atentos olhares do Ministério Público), tenho certeza que estaremos dando acertados passos para a transformação destas nossas grandes festas populares em momentos propiciadores de geração de trabalho, renda e alegria para a nossa população; ao invés do patrocínio a um dantesco espetáculo de evasão de recursos públicos e o desprezo pela nossa produção cultural, portadora da maior diversidade do Brasil.

Confirmando a tese exposta neste artigo, gostaria de finalizá-lo com uma reflexão do colega e atual Secretário de Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meirelles, que em 2007 iniciou uma duríssima campanha para acabar com a hegemonia da “cultura do espetáculo” do carnaval baiano e com a desvalorização da cultura dos municípios:

É uma situação viciada. É complicado mudar a cultura da Cultura. Já existe a cultura de dependência e sabemos que existem blocos que não têm representatividade, que apenas vêm atrás dessa pequena verba, assim como existem outros sérios que trabalham o ano inteiro. Vamos incentivar cada município que tenha carnaval tradicional para que a festa não caia nessa homogeneização”.

P. S.: Registro aqui, com sincera satisfação, as elogiosas palavras do cantor Gargamel (ex-Banda Ilha) aos critérios adotados para a contratação de artistas; mais ainda, por me revelar, em breve conversa no Aeroporto Cunha Machado (dia 10/01), que já se encontra com a agenda para o Carnaval 2008 totalmente preenchida, fato que confirma o acerto da atual política do Governo do Estado do Maranhão. Oxalá, um dia possamos ter depoimentos semelhantes do maior número de segmentos culturais espalhados por todos os municípios do nosso querido Maranhão.

*

acima, o texto de joãozinho ribeiro, no jornal pequeno de hoje; abaixo, o texto cujos créditos ele nos dá, publicado em sua coluna de segunda-feira passada, no mesmo jp.

*

Nossa singela homenagem aos serelepes

por Zema Ribeiro

Sanfoneiros são alegres
Tocam Mahler, Mozart, Liszt
Wagner, Schubert, Weber e Verdi
Brahms, Strauss, tocam Tchaikovsky

Músicas de faroeste
Tocam sax fazem chiste
Verás casos apliques teste
Sanfoneiros se divertem
Só poetas seguem tristes

Levantam o pó no Nordeste
Desfilam todos os hits
No balet, no baile os foles
Rasgam mambo, blues, maxixes

Dominguinhos manda um rap
Já Sivuca Stravinsky
Oswaldinho vai de rock
O Hermeto de suíte
E a máxima persiste
Sanfoneiros serelepes
Só poetas seguem tristes

A letra acima, de “Sanfoneiros Serelepes”, parceria de Ná Ozzetti com o genial Itamar Assumpção, é nossa singela homenagem ao grande José Nunes de Sousa, o Nunes do Acordeom, que subiu para tocar no forró de Januário, Luiz Gonzaga, Sivuca e tantos outros mestres.

Certeira a letra, a ida do sanfoneiro desta para outra, deixa triste este poeta e, certamente, todos aqueles que lhe conheceram. Mas seguimos.

Ná e Itamar já citam um lote de gênios na composição, aos quais juntamos uns poucos outros neste texto feito de tinta e lágrimas, cometido com a dor da surpresa desagradável para um começo de ano que queremos melhor do que o passado.

Preferíamos que a notícia de um acidente de trânsito na última página do Jornal Pequeno dominical fosse uma ficção de Valêncio Xavier – que fez de crimes e de suas respectivas coberturas jornalísticas, literatura da melhor qualidade.

Antes, um pesadelo, do qual acordaríamos a qualquer hora, que a realidade nua e crua a nos esbofetear: conduzindo sua Kombi, retornando de sua Pirapemas natal à São Luís que o acolheu, Nunes do Acordeom, por volta do meio-dia de sábado, foi ver “Lua”.

Sua querida figura era facilmente vista em debates culturais diversos – seminários, fóruns, conferências etc. Foi Nunes do Acordeom um dos que levou o poeta-músico Zé Maria Medeiros a iniciar o hoje mais que consolidado movimento cultural conhecido de todos nós batizado “A vida é uma festa!”.

“Zé, por que não te apresentas?”, foi a pergunta-intimação do sanfoneiro que, reza a lenda, serviu de pontapé inicial para a festança semanal que caminha, em 2008, para seis anos de existência ininterrupta, sempre às quintas-feiras, na Praia Grande.

Por tudo isso, e apesar do vasto leque de assuntos que temos por tratar – sempre, presto esta, como já disse, singela homenagem a Nunes do Acordeom, que certamente merece muito mais.

Hora dessas, depois de saudar e tocar com velhos e grandes mestres, Nunes do Acordeom empunha sua sanfona e manda ver um belo “Parabéns a você” para o parceiro Gerô, certamente acompanhado por um coro angelical. Estivesse por aqui, nosso querido “língua-afiada” teria completado mais um ano de vida, ontem. A ele, também, nossas sinceras e singelas homenagens.

hq sem graça

(ou: qual é a graça, desgraça?)


[capa d’o imparcial d’ontem]

continuando a “série” de infelicidades do jornalismo maranhense, aquele que ao fazer a cobertura de crimes, comete outros.

mestre


[não, este não é o marcelo montenegro. é o mário quintana em foto “pescada” do orfanato portátil, o blogue]

buquê de presságios

de tudo, talvez, permaneça
o que significa. o que
não interessa. de tudo,
quem sabe, fique aquilo
que passa. um gerânio
de aflição. um gosto
de obturação na boca.
você de cabelo molhado
saindo do banho.
uma piada. um provérbio.
um buquê de presságios.
sons de gotas na torneira da pia.
tranqueiras líricas
na velha caixa de sapato.
de tudo, talvez, restem
bêbadas anotações
no guardanapo.
e aquela música linda
que nunca toca no rádio.

marcelo montenegro (in orfanato portátil)

*

desde outubro do ano passado, quando re-estreou (para o chato aqui, uma estréia) na blogosfera, fiquei de re-visitar o (livro) orfanato portátil de marcelo montenegro (que autografou meu exemplar) e escrever algo sobre, recomendando, além do blogue, a leitura do livro, hoje raro. sorte a de vocês e, dentre vocês, sorte a de quem se interessar (corram, pois vale muitíssimo a pena): bactéria comprou 20 exemplares do livro e está re-vendendo. já comprei no sebo do moço e garanto o bom estado de conservação do material, além da atenção toda especial que ele dá aos clientes, por e-mail, msn e/ou telefone, a gosto do freguês.

marcelo montenegro tem sido ótima companhia quase diária. ótimo para a mente, o espírito e o coração. péssimo para o bolso, mas não reclamo: hoje, via estante virtual, comprei o “da preguiça como método de trabalho”, após ler isso aqui.

abre parênteses: o título e a imagem deste post foram surrupiados do de hoje do blogue do mestre, termo que lá faz referência ao simpático velhinho da foto, o grande mario quintana; termo que aqui faz referência ao grande marcelo montenegro. fecha parênteses.

**

anteontem e ontem temos comentado o péssimo comportamento dos jornais ilhéus. hoje, novamente pelas capas de o estado do maranhão e o imparcial, poderíamos continuar com esta pauta/ladainha/lenga-lenga. mas, creio, nem (o m)eu, nem (o estômago d)os poucos-mas-fiéis leitores deste espaço agüentam mais tanto sangue e barbaridade.

a chuva nas bancas de revista me enche de tristeza e preguiça. quem lê tanta desgraça? quem quiser ver: as edições de hoje trazem (as mesmas) foto(s) de toda uma família chacinada em zé doca/ma.

lei de murphy

(ou: nada está tão ruim que não possa piorar)

sério: isso que está aí dentro dos parênteses é a mais pura verdade.

ao ler, ontem, a edição de sexta-feira passada do jornal extra (vide post anterior), pensei que tínhamos atingido o grau máximo da escatologia jornalística. nada…

abaixo, capa de hoje (8) do jornal o estado do maranhão. isso é foto para capa de jornal? impublicável, mesmo no miolo. “é o que vende!”. sem essa, meus caros.

confesso: eu mesmo fiquei em dúvida se devia ou não (re-)publicar isso aqui no blogue.

(acho que) famílias de gente exposta assim deveriam procurar as vias legais para serem indenizadas. nem mortas as pessoas podem ter (um pouco de) dignidade? pelamordedeus, caros colegas jornalistas!

fazendo (mais) jus aos parênteses, vi, por coincidência pura, o imparcial (capa de hoje, abaixo) depois de ter visto o estado. realmente: nada está tão ruim que não possa piorar.

tiro no coco e outras "tosquices"


sobre o nome do jornal, o slogan inventado pela prefeitura de são luís para combater a poluição com que a cidade sofre via panfletos de propaganda, parece avisar/implorar: “não jogue o jornal no lixo”. mas é lá que ele cabe.

abaixo, exemplos de um tosco jornalismo. é, não dá para negar: a turma tem estilo.


acho que comentários são desnecessários, não é? sim, você já viu isso por aqui. essa do “coco” é chamada de capa da edição de sexta-feira, 4. todos os outros exemplos do post são da mesma edição. extra: o “jornal” que não espera pelas sextas-feiras 13 para um show de horror. todo dia é dia, toda hora é hora…


juliana paes na capa não é nada. aguardem!


sem comentários.


“rebentador”, pasmem, no caso, é o namorado da atriz, isto é, “o que rebenta”, vocês entenderam (?). mais à direita na foto (vocês não vêem), em pedaço editado (cortado) por este blogue, seus peitos e pêlos (vocês entenderam).


na última página, “a” coco “da” empresário anunciado “no” primeira página.


notem o destacado: eram os objetivos gerais ou os específicos?

*

dedico este post a valêncio xavier (que sabe o que fazer com “cagadas jornalísticas”) e bruno azevedo (que, salvo melhor juízo, estuda-as).

*

2008: tente! invente! faça um jornalismo diferente!

tiro no coco e outras “tosquices”


sobre o nome do jornal, o slogan inventado pela prefeitura de são luís para combater a poluição com que a cidade sofre via panfletos de propaganda, parece avisar/implorar: “não jogue o jornal no lixo”. mas é lá que ele cabe.

abaixo, exemplos de um tosco jornalismo. é, não dá para negar: a turma tem estilo.


acho que comentários são desnecessários, não é? sim, você já viu isso por aqui. essa do “coco” é chamada de capa da edição de sexta-feira, 4. todos os outros exemplos do post são da mesma edição. extra: o “jornal” que não espera pelas sextas-feiras 13 para um show de horror. todo dia é dia, toda hora é hora…


juliana paes na capa não é nada. aguardem!


sem comentários.


“rebentador”, pasmem, no caso, é o namorado da atriz, isto é, “o que rebenta”, vocês entenderam (?). mais à direita na foto (vocês não vêem), em pedaço editado (cortado) por este blogue, seus peitos e pêlos (vocês entenderam).


na última página, “a” coco “da” empresário anunciado “no” primeira página.


notem o destacado: eram os objetivos gerais ou os específicos?

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dedico este post a valêncio xavier (que sabe o que fazer com “cagadas jornalísticas”) e bruno azevedo (que, salvo melhor juízo, estuda-as).

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2008: tente! invente! faça um jornalismo diferente!

risos, músicas e mais


mazzaropi em imagem “pescada” do link que deixo abaixo.

ele é o cara!

tenho rido um bocado vendo seus filmes, reeditados em dvd e comprados por, em média, r$ 9,99 (entre as lojas americanas e o hiper bom preço). é recomendável um pouco de paciência para procurar os títulos em meio ao caos generalizado que são as bandejas de promoções dessas lojas.

vale a pena: é belíssima a música de radamés gnattali em “sai da frente” (1952); é impagável ouvir (e ver) elza soares, pery ribeiro e miltinho soltando as vozes em “o vendedor de lingüiça” (1962); são hilárias as falas do professor pancrácio (adoniran barbosa) em “candinho” (1953): quando queria dizer “com certeza” (ou algo que o valha) o professor dizia “sem-duvidamente”. o próprio mazzaropi também cantava, além de fazer rir: “o lamparina” (1964) é um ótimo exemplo.

ainda há mazzaropis por ver. vou nessa! por enquanto deixo este link, onde vocês podem sacar um pouco mais sobre “o cara” e saber de toda sua filmografia, em parte restaurada em dvd, em parte disponível nas lojas acima pelos preços acima.

boas risadas!

amanhã, 3 (tá, eu sei que amanhã é 4)

sempre acho que aqui pode ser melhor. aqui, são luís, aqui, o maranhão. procuro fazer minha parte. se tenho tido sucesso, sinceramente não sei. nem acho que eu mesmo seja a melhor pessoa para avaliar.

não gosto de ver pessoas chorando. não gosto de ver pessoas chorando pelos cantos dizendo que não acontece nada aqui, que aqui é o fim do mundo, que aqui é o cu do mundo, que aqui é isso ou aquilo. também não gosto da agressividade gratuita dos que pensam isso e não respeitam quem pensa o contrário. gente assim devia ir embora de vez. ruim aqui? procura outro canto, porra!

confesso: vendo gente querida como paulo scott, ronaldo bressane, marcelo montenegro, xico sá, joca terron e outros, fazendo os populares, os ruídos, enfim, zoadas com música & poesia, penso que isso também podia acontecer por aqui.

nem por isso saio por aí, são luís não presta, os poetas daqui são mortos e o blá blá blá todo, ao longo deste post e além, que tanto se ouve por aí. ao contrário: bato palmas e aperto as mãos (ao menos virtualmente) da turma do sul-maravilha, esperando que (ess)as coisas façam eco por aqui.

não: isso não é um elogio ou tributo ao chinfrim. ou à longa espera que, por vezes, temos que amargar até que aquele filme da hora chegue por aqui. ou aquele disco, ou aquele livro…

bom, amanhã tem zoada: o queridamigo cb, lúcia santos (amanhã a gente se acerta, querida!) e rafael agra (músico paulista que eu ainda não conheço) fazem uma orgia (conforme indica o cartaz, abaixo) poético-musical n’o 31.

é tudo o que sei e tudo que tenho. não tenho mais detalhes, nem sei o que vai rolar, de fato. vou lá descobrir. ‘bóra?