feliz dois mil e oito!

[…]

tarso [de castro] – você não precisa se preocupar com esse negócio de se identificar ou não que todo mundo sabe que você é bicha, rogério.

rogério [sganzerla] – a única coisa que não me chamaram até hoje foi de bicha porque o resto tudo já me chamaram. mau-caráter, pichador.

tarso – eu digo por experiência própria, rogério, que você chega lá. porque eu entrei nessa firme.

jaguar – rogério, e esta cabeleira parecida com a do tarso, como é que é?

rogério – essa cabeleira é o lado da concessão voluntária. é o lado sórdido da recauchutagem. eu fui uma pessoa recauchutada pela helena. eu acho uma falta de personalidade total e ao mesmo tempo de uma grande grandeza.

jaguar – quer dizer que quando ela te conheceu você tinha um cabelo príncipe danilo e tal.

helena [ignez] – tinha um cabelo maracanã, se vestia muito mal. então nós fomos a nova york, compramos roupas fantásticas no greenwich village. penteei rogério. eu acho fantástico. um homem inteiramente sem personalidade na vida familiar e aquela pessoa ótima jogada pra fora. acho genial.

[…]

tarso – você não tem certo domínio sobre o rogério?

helena – domínio nessas coisas que eu acho maravilhosas. a roupa, o cabelo, a paginação total. isso é uma graça enorme pra mim e pra ele. acho maravilhoso o rogério perguntar no restaurante: “o que é que eu vou comer?” isso é maravilhoso, porque é ele que está dizendo isso. é um cara que rompeu com todos os esquemas que eu conheço e me pergunta o que vai comer. pergunta à mulher amada o que vai comer. eu acho fantástico ele perguntar: “helena, que camisa eu vou botar?” “eu quero comer carne ou peixe?” essa dependência total que rogério tem de mim é absolutamente maravilhosa. porque é radical e total.

[…]

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acima, capa do volume de “encontros” dedicado ao cineasta rogério sganzerla (1946-2004), de “o bandido da luz vermelha” e “a mulher de todos”, entre outros. um pouco abaixo, mas ainda acima, trecho da entrevista que ele e a atriz helena ignez (sua esposa) deram ao pasquim (um timaço: sérgio cabral, millôr fernandes, jaguar, fortuna, paulo francis e tarso de castro) em 5 de fevereiro de 1970 (informações do volume).

encontros – rogério sganzerla” [205 páginas, r$ 19,90, no site da editora] tem organização de roberta canuto e foi publicado pela azougue editorial.

duas coisas me motivaram a escolher este trecho da entrevista: primeiro, a “agressiva” intimidade entre entrevistadores e entrevistados; segundo, parece comigo, tanto do lado dos primeiros (é, por exemplo, o tipo de entrevista que eu gostaria de fazer, mas que, fora do blogue, não tem espaço) como do dos segundos.

há muito mais no simpático volume, cujo retrato que ilustra este post foi feito por mim, com um marca-página da athenas dentro, embora eu tenha comprado o livro pelo site da editora.

confesso: apesar do “cenas marginais“, do flávio reis, nunca tinha lido (nem visto) nada do sganzerla. depois da volta do marcelo montenegro à blogosfera (para mim, no caso, uma estréia), foi que li algum comentário dele sobre o cineasta, o volume de entrevistas etc., e comprei. e pelo trato que a azougue dá aos trabalhos que publica, já desejo outros, entre lançados (além de sganzerla, já estão disponíveis os volumes de darcy ribeiro, jorge mautner, milton santos e vinicius de moraes) e por lançar (antonio risério, florestan fernandes, gilberto gil, roberto piva, ruy guerra e zé celso martinez corrêa, entre outros).

l(v)endo a metralhadora verbal de sganzerla apontando para tudo e todos, com vinte, 20 e poucos anos, impossível não lembrar também de reuben, que em breve parte para a terra do autor de “por um cinema sem limite“, publicado pela mesma editora em 2001.

2008 começou agora, portanto há muito pela frente. um feliz ano novo pra todos!

adeus, jingle goebbels

por Cesar Teixeira*

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Essa legenda, atribuída ao ministro de Propaganda nazista Joseph Goebbels, há muito serve de inspiração aos políticos ladinos que infestam o País, geralmente depositários de concessões públicas de rádios e TVs, por onde veiculam suas mentiras, visando à perpetuação dos seus feudos.

Mesmo esconjurada pelo Pe. Antonio Vieira no séc. XVII, a mentira evoluiu no Maranhão. A técnica nazista, por exemplo, foi habilmente adotada por José Sarney, governador eleito em 1965, desde quando discursou sob a mira da câmera de Glauber Rocha ao tomar posse no ano seguinte:

“O Maranhão não quer mais a coletoria como uma caixa privada, a angariar dízimos inexistentes para inexistentes arcas reais, que não são inexistentes porque se pode pronunciar os nomes dos beneficiários e identificá-los ao longo destes anos de corrupção”, dizia Sarney.

Com o tempo, as máscaras caíram e a própria mentira com cara de verdade foi se tornando obsoleta. Goebbels aos poucos foi sendo substituído por um novo paradigma. A moda agora é mentir de cara-limpa, sob os holofotes da imunidade. Quanto mais deslavada for, maior será o lucro político de cada mentira.

Praticada com profissionalismo e elegância, a mentira hoje dá muito mais prestígio que diploma da Sorbone. Pernas curtas? Não mais. Durante 2007 pudemos vê-la desfilar no Congresso Nacional travestida de CPI, processo por quebra de Decoro Parlamentar e outras fantasias com suas longas pernas de modelo da Daslu.

Se o PIB e o programa Fome Zero foram aplaudidos, sem dúvida ela estava por perto, metamorfoseada, como as juras do presidente Lula em defesa da reforma agrária e do meio ambiente, ou do combate à corrupção e ao desemprego. Os pobres ficaram mais visíveis, com direito a cartão eletrônico e estatística do IBGE.

Fantasiada de Papai Noel, visitou multinacionais, casas de bingo e factoring, deu uma breve parada no Pólo de Confecções de Rosário e depois sumiu com sua limusine nas nuvens, não sem antes jogar lá de cima restos de banquetes, brinquedos chineses rejeitados e até mesmo camisinhas para os mais encarquilhados.

Depois do Natal, empresários e legisladores agitariam seus lenços brancos, com mais saudades do velhinho que as criancinhas.

Porém, a fraude laureada não contagia só bordéis republicanos, Bush e assembléias da ONU, mas também partidos, instituições públicas, ONG’s e sindicatos camaleões. Mesmo nas feiras, quitandas e barzinhos sempre há uma criatura que cultiva a mentira recriada, novo aperitivo da inveja e da calúnia.

Falar a verdade é caretice insossa, saudosismo cristão, discurso de amador. É um gesto arriscado nos tribunais da velhacaria explícita e de juízes corrompidos.

Os hipócritas sempre rezam na cartilha dos falsos apóstolos da democracia, agem e imitam seus desvarios. Quando baterem as botas e estiverem rastejando em torno dos próprios sepulcros irão perceber o grande buraco que abriram em suas almas.

Não haverá câmera de TV diante da qual possam ludibriar os incautos. Seus dólares não terão valor algum, e o ouro da mentira não lhes garantirá nenhum palácio celestial. Estarão solitários, e seus espíritos serão como laranjas podres extraviadas pelo universo.

Culpa de Goebbels? Absolutamente. O amante nazista das letras, que matou os filhos e suicidou-se junto com a esposa, está novamente morto. Suas teorias viraram cinza. Depois dele, outros destruiriam filhos e descendentes transformando-os em cópias piratas, e condenariam populações inteiras à fome e ao analfabetismo.

Mas, solidarizemo-nos, o Ano Novo bate à porta!

É hora de vomitar o strogonoff azedo com vinho São Braz remanescentes do Natal, saltar o lamaçal do ano moribundo e seguir desconfiados rumo a 2008, carregando nos ombros os mesmos cadáveres insepultos, até sumirem de vez os acordes do Jingle Bells. Ou melhor, Jingle Goebbels.

*embora dispense apresentações, Cesar Teixeira é jornalista e compositor. Lançou o disco “Shopping Brazil” em 2004.

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o texto acima foi publicado na edição de hoje (28) do jornal pequeno.

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ao lado do regional tira-teima e do violonista joão pedro borges, cesar teixeira é convidado da edição de amanhã (29) do projeto clube do choro recebe.

baú de diversos

mal eu subo no palco
um mala um maluco já grita de lá
“toca raul!”
a vontade que me dá é de mandar
o cara tomar naquele lugar
mas aí eu paro penso reflito
como é poderoso esse raulzito
puxa vida esse cara é mesmo um mito

em todo canto que eu vou
tem sempre algum grande fã do cara
é quase uma tara
jovens velhos e crianças
malucos e caretas
parece uma seita
por isso eu paro penso reflito
como é poderoso esse raulzito
puxa vida esse cara é mesmo um mito

agora toda vez que algum maluco beleza gritar:
“toca raul!”
eu saco esse ás da manga
esse coelho da cartola essa carta da tanga
essa balada-quase-rock com pitadas de forró
e nenhum sentimento blue
pra nunca mais ter que ouvir
alguém gritar e pedir:
“toca raul!”

*

acima, presente de natal de zeca baleiro aos fãs: a música (e a capa para quem quiser fazer um cd com essa faixa) está disponível no site do cantor e compositor.

*

abaixo, o release prometido ontem (já devidamente distribuído por e-mail). o problema com o overmundo de que falo também no post anterior já está solucionado e a nota sobre, pendurada por lá. confira!

*

Monstros sagrados encerram projeto em 2007


O compositor Cesar Teixeira mostrará choros e sambas de sua lavra [foto: paulo eduardo neves, http://www.samba-choro.com.br; a foto aí foi feita quando da passagem dos amigos paulo eduardo neves e esposa por são luís, em janeiro de 2005; na ocasião eles assistiram ao show “brincadeiras de viola”, com cesar teixeira, chico maranhão e zeca baleiro; a foto acima mostra o compositor de “flor do mal” em momento do citado show]

Cesar Teixeira e João Pedro Borges são os convidados da última edição do Projeto Clube do Choro Recebe em 2007. Na ocasião, serão recepcionados pelo Regional Tira-Teima.

Sem patrocínios e/ou apoios institucionais até aqui, o projeto Clube do Choro Recebe firmou-se na cena cultural ludovicense como um dos grandes acontecimentos do ano que se encerra. E que acontecimentos! Diversos artistas, do mais alto quilate, já deram o ar de sua graça no palco do Bar e Restaurante Chico Canhoto, novo templo sagrado do choro em São Luís.

Idealizado e produzido por Ricarte Almeida Santos, o projeto chega sábado à sua 18ª. edição, que será uma espécie de grande confraternização entre todos aqueles que tornaram o Clube do Choro Recebe um sucesso: músicos, garçons, os proprietários do bar, a equipe de produção e, é claro, o público presente, sempre fiel, você incluso, caro leitor.

Para a grande festa, dois monstros sagrados são os convidados: o compositor Cesar Teixeira e o violonista João Pedro Borges. Suas geniais figuras terão como anfitriões o mais antigo grupamento de choro ilhéu: o Regional Tira-Teima.

A apresentação terá, do repertório de Cesar Teixeira, diversos choros e sambas, entre já consagrados e inéditos, surpresas ao público presente; já João Pedro Borges, além de acompanhá-lo, mostrará peças clássicas de nomes como Villa-Lobos, Bach, João Pernambuco e Radamés Gnattali, com quem o maranhense integrou a Camerata Carioca, importante grupo que mudou a cara do mais brasileiro de todos os gêneros musicais: o choro.

Após esta última edição em 2007, o Projeto Clube do Choro Recebe “tirará férias”. Mas o público não precisa ficar triste, já que no Bar e Restaurante Chico Canhoto, choro é sinônimo de alegria. Novidades acontecerão naquele palco, mas isso, a gente conta depois.

Serviço

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe – 18ª. edição.
Quem: o Regional Tira-Teima recebe o compositor Cesar Teixeira e o violonista João Pedro Borges.
Quando: dia 29 de dezembro (sábado), às 18h30min.
Onde: Bar e Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama, por trás do Supermercado Mateus).
Quanto: R$ 3,00 ( couvert artístico individual).
Maiores informações: pelo telefone (98) 3252-1219 e/ou e-mail ricochoro@hotmail.com

entre sábados

essa foto, em que apareço abraçando dois caras que amo, tá aqui. é do ivo segura, que faz o fotologue do clube do choro (é, meus caros, informalmente, assessoria de comunicação integrada é isso aí!).

ricarte almeida santos, joãozinho ribeiro e este blogueiro que vos importuna, confabulando durante a edição de sábado passado (22) do projeto clube do choro recebe.

não estou conseguindo postar no overmundo. um erro já devidamente enviado por e-mail à turma da técnica do site está me impedindo (só por lá, é claro) de avisar que na última edição de 2007 do projeto os convidados são os monstros sagrados cesar teixeira e joão pedro borges, anfitrionados pelo regional tira-teima, o mais antigo grupamento de choro ilhéu.

amanhã, os meios de comunicação e a galera cadastrada no mailing do clube do choro recebem o release com mais informações. a quem interessar possa, basta escrever para clubedochorodomaranhao@gmail.com

obrigados

ZEMA

Ele nasceu José
e foi batizado Maria
no seio da divina mãe
para a alegria de todos
dia e noite, noite e dia
observador perspicaz
faz de si seu próprio tema
pregador pacífico da paz
batizou Zema

Ama a comunicação
sem querer jogar confete
seu trabalho e distração
é navegar na internet

Para ele não há melhor saudação
que um e-mail gigantesco
cheio de carinho, poesia e emoção!

Seu amor por ela é tanto
já passando do limite
que o resultado disso
foi uma bela tendinite

Mas isso não é pretexto
para a sua criação
ainda tem os nove dedos
e as idéias de montão
é só lhe dar o tema
que ele arrasa na expressão

Enviamos pro teu messenger
teu e-mail e iorkut
esse texto internético
em forma de REPoema
extraído da internet
pro coração do grande Zema.

*

os “amigos nautas” da cultura (assim eles assinaram o poema acima, risos) aprontaram essa comigo, ontem (não fui trabalhar dia 19). capitaneados por regina e emanuel “dijé”, adentraram minha sala cantando uma marchinha de carnaval, devidamente caracterizados (depois posto fotos aqui).

agradeço imensamente todos os gestos de carinho recebidos: telefonemas, recados no orkut, e-mails, presenças em meu quintal. sem palavras.

*

o amigo paulo stocker, genial, fez o desenho abaixo, eu e graziela, minha namorada. coloquei-o num porta-retrato, presenteando-me. interessados podem encomendar o trabalho do rapaz, preço camarada, pelo e-mail hqstock@hotmail.com.

a todos, mais uma vez, meu muitíssimo obrigado! grande abraço!

dando os créditos

fazendo justiça. que os jornais de são luís, em sua grande maioria, não passam de varais de releases, todos sabemos. a edição d’a tarde de 15 de dezembro passado, no entanto, publicou o texto abaixo, de lena machado (estudante de comunicação e cantora com diversas passagens pelo projeto clube do choro recebe), sem dar os créditos. como não se trata de um release, este blogue faz, agora, o que o jornal deveria ter feito.

*

Clube do Choro do Maranhão: os encontros semanais entre a tradição e a inovação

por Lena Machado*

Já virou tradição na Ilha. Todos os sábados os grupos chorões se reúnem para um sarau onde a ordem é tocar a música instrumental brasileira por excelência: o chorinho. E a Ilha cabocla, historicamente embalada pelos sons percussivos do bumba-meu-boi, do tambor-de-crioula e do coco, entre outros, rende-se faceira aos acordes de cavaquinhos, flautas, bandolins e sete cordas.

O movimento musical já está na sua 15ª edição e tem conquistado novos adeptos. Isso desmente os boatos de que choro é coisa da antiga. Quem ainda pensa assim, está desatualizado. Em São Luís, o movimento conta atualmente com cinco grupamentos instrumentais: Regional Tira-Teima, Instrumental Pixinguinha, Chorando Calado, Um a Zero e Toque Brasileiro. Dentre estes, três grupos têm em sua formação músicos de idade entre 18 a 26 anos. E a adesão das novas gerações se percebe também entre os apreciadores desse gênero. O clima família vivido no Chico Canhoto favorece a participação de todos, daí que não é difícil encontrar por lá dos netos aos avós.

Segundo Ricarte Almeida Santos, produtor do projeto, a proposta é bem informal: a casa é um espaço aberto e simples e lá se valoriza, sobretudo, a produção instrumental brasileira e maranhense. “Além disso, é ponto de intercâmbio entre a antiga e a nova geração de chorões. Sem dizer que grande parte do que se produz na música maranhense está recheada de elementos do samba e do choro. É preciso que todos percebam que não dá prá repetir as receitas do que é feito no sudeste do país. O choro e o samba no Maranhão têm que ser influenciados pelo coco, lelê, tambor-de-crioula, têm que beber da fonte da cultura popular. É isso que lhe é peculiar ”, afirma.

O projeto funciona assim: a cada sábado, um grupo instrumental assume a responsabilidade de ser o anfitrião da noite. Os grupos apresentam um repertório variado executando criações consagradas de grandes mestres da cena-choro nacional como Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Joaquim Callado, Ernesto Nazareth, João Pernambuco, Waldir Azevedo, Radamés Gnattali, dentre outros.

Como a idéia é também valorizar a produção musical maranhense, é aí que acontece o intercâmbio musicultural entre os grandes nomes do cenário nacional e as criações locais. Mestres como Antonio Vieira, Cesar Teixeira, Joãozinho Ribeiro, Chico Maranhão e Chico Saldanha também são devidamente reconhecidos pelos músicos que se apresentam no Clube do Choro. E, muitas vezes, são os próprios compositores a dar o ar da graça na qualidade de convidados.

A cada edição, além do grupo anfitrião, também se apresenta um convidado especial. Geralmente intérpretes e compositores que têm uma carreira artística pautada e/ou influenciada por esse gênero. Ao longo destas quinze edições já passaram pelo palco artistas maranhenses como Léo Capiba, Fátima Passarinho, Chico Nô, Chico Saldanha, Léo Spirro, Chico Maranhão, Sávio Araújo e Flávia Bittencourt, além dos paraenses Pedrão e Marcelinho Ramos, e do piauiense Naeno (que tem apresentação agendada para 15 de dezembro). Não é por acaso que a experiência se tornou referência para o encontro de músicos e compositores e já recebeu o título de “templo sagrado do choro”.

Para Zema Ribeiro, freqüentador assíduo do projeto, o chorinho prima pela versatilidade, pela variedade nas harmonias. “É música para alma, fonte que faz aflorar a criatividade e a originalidade dos músicos. Elementos tão esquecidos nos gêneros hoje favorecidos pela indústria fonográfica que mercantiliza a cultura brasileira. O Chico Canhoto é esse espaço para onde se foge dos porta-malas de carros que fazem ressoar, em volumes altíssimos, produções pouco recomendáveis para os ouvidos”, ele acrescenta.

Na simplicidade e profundidade, o projeto Clube do Choro Recebe encontrou sua receita de sucesso e permanência. Afinal, ele retoma as animadas rodas de conversa entre amigos embaladas por uma boa música, e isso nunca poderá ser considerado coisa da antiga.

Serviço

O quê: Projeto Clube do Choro Recebe
Quem: a cada edição um grupo instrumental recebe um/a convidado/a especial
Quando: todo sábado, a partir das 18h30min até às 23h
Quanto: R$ 3,00 o couvert por pessoa

* Lena Machado é estudante de Comunicação Social (Jornalismo) e é a voz do cd “Canção de Vida”, que celebrou os 50 anos da Cáritas Brasileira.

voltei!

e satisfacionando (de dar satisfação) aos poucos-mas-fiéis leitores deste blogue devo dizer que nada de extraordinário aconteceu, ao menos nada que mereça comemoração, para que eu me afastasse assim, sem mais nem menos e sem aviso. passei uns dias afastados por conta de uma tendinite e volto de maneira moderada. agora sim, depois de dores terríveis e um horrível inchaço em minha mão direita (principalmente o dedo indicador), devo aprender a parar de digitar dez minutos por hora e fazer exercícios de alongamento, aquecimento e aquilo tudo que comumente achamos que é e chamamos de frescura. pouca é bobagem!

por isso aí meu silêncio e meu sumiço, que em nada me agradaram. para quem tem o(s) computador(es) como extensão(ões) do próprio corpo (juro que é difícil pensar com uma caneta em punho e mesmo assim, nos dias mais terríveis das dores agudas, nem uma caneta eu podia segurar sem sentir dor), é um tanto quanto difícil (impossível não foi: eu consegui) passar (aproximadamente) cinco dias longe desses males necessários, os computadores.

agora é tomar o remédio direito e criar respeito por si próprio (as tais “frescuras” já faladas por aqui). pelo anti-inflamatório estou impossibilitado de beber e ficar mais velho “a seco” será ainda mais triste.

a semana passada foi bastante movimentada e este blogue, como não lhe é comum, ficou em branco. em breve, posto umas mal-traçadas sobre o lançamento do e o disco novo do amigo chico saldanha, noite para entrar na história, adianto-lhes. adianto-lhes? com’assim? o que passou, passou, é, tem nada não, bateu um branco e eu toco choro até o dia clarear. depois, o prêmio universidade fm, com a literatura-música de nando cordel e, antes, o brilhante show dirigido por luiz jr., coisa fina. muito nos honrou nosso nome entre os consultores desta edição, ao lado da queridamiga bruna castelo branco (ex-estagiária da rádio, como bem fez questão de frisar o professoramigo adalberto melo, locutor daquela ocasião e de muitas outras), jonathas nascimento (suplemento galera d’o estado do maranhão) e carlão (bagasound estúdio).

não fui ao lançamento do guesa (alberico: não recebi convite, talvez meu sumiço explique, mas de meu exemplar do anuário faço questão), mas reconheço desde sempre a importância do suplemento, a imensa lacuna que ele tenta preencher ao longo desta curta e longa meia década de existência e onde, modéstia à parte, já pendurei dois ou três textos.

perdi também o fórum estadual de cultura, sexta, sábado e domingo. ou eu parava ou a tendinite me parava e nos primeiros dias, o remédio me causava (agora em menor grau) fortes ardores no estômago.

bom, como disse no início, isso aqui era só para “satisfacionar” àqueles que, mesmo sem novidades, batiam por aqui, talvez esperando palavras nossas sobre estes e outros acontecimentos que movimentaram a cena cultural na ilha. ainda não estou plenamente recuperado e não posso (me) (es)forçar muito. vamos voltando aos poucos à normalidade. normalidade? isto é possível aqui?

doizabraços…

este blogueiro deixa, hoje, dois abraços por aqui:

um para ricarte almeida santos, que completa hoje quarentinha bem vividos. tudo de bom, rapá! você merece!

outro para chico saldanha, que quarta-feira (12) lança “emaranhado“, seu novo disco, às 19h, no museu histórico e artístico do maranhão (rua do sol), sobre o que voltamos a falar por aqui, em breve.

aos nossos poucos-mas-fiéis leitores, um ótimo domingo!

a voz do povo

confira o resultado do plano fonográfico da secretaria de estado da cultura clicando aqui. o do plano editorial deve sair até o dia 20.

tudo "digrassa"*



*como diria a querida bruna beber.

clica aí, vê a programação (“digrassa”, repito), vai lá!

o casulo

é só para dizer o seguinte: nesta sétima edição do jornal de poesia o casulo, meu amigo-irmão reuben traduz poemas de bill knott. isso, por si só, me enche de alegria. fora ver a continuidade do jornal etc. um abraço, elisa! reuben é daqueles caras que têm o que dizer e sabem como fazê-lo, mesmo usando palavras alheias. é isso! mais, vocês pegam aí, nos links do título, do post e na figura (clicando nela para ampliar).

flávia afinada


[divulgação. http://www.tvebrasil.com.br]

a cantora flávia bittencourt, atração de sábado passado do projeto clube do choro recebe, é a convidada desta semana do programa conversa afinada, com patrícia palumbo, na tve brasil. para quem está em são luís, o programa vai ao ar às 22h30min (por conta do horário de verão), a partir de hoje, até o dia 1º. de dezembro.

correndo, não tenho como dar mais detalhes, além de dizer que são imperdíveis: o anunciado acima e o show que flávia faz logo mais, no centro de convenções (ao lado do multicenter sebrae), antes de luiz melodia apresentar seu “estação melodia” ao público ludovicense. ‘cês vão perder?

fotoblogue do choro

esse aí é o filho de seu raimundinho, o sanfoneiro rui mário (do quinteto calibrado), em bela foto do ivo segura, figura sempre presente aos saraus de sábado do projeto clube do choro recebe.

abro o “álbum de família” para fazer mais uma propaganda do projeto, sempre propagado por aqui: para ajudar na divulgação, o ivo abriu um fotoblogue, onde está disponibilizando diversas imagens (a deste post é de lá) dos sempre agradáveis encontros musicais dos sábados.

neste, não esqueça: choro elétrico, flávia bittencourt e as já tradicionais canjas-surpresa.

vendo as fotos, os caros leitores podem ter uma idéia do que se apronta por lá. para ouvir, só mesmo se fazendo presente. estamos esperando vocês!

clicando aqui você acessa o fotoblogue. mais clube do choro nos links deste post.

joão neto e os monstrinhos amestrados

o grande flautista joão neto (que não tem a cabeça quadrada como a foto nos faz crer: por trás há uma caixa de som), assídua figura nos saraus de sábado do projeto clube do choro recebe faz show autoral hoje, às 19h, no projeto terça cultural, no auditório do memorial maria aragão, na praça homônima. a entrada é gratuita, bastando chegar meia hora antes para a retirada de senhas no local.

e a queridamiga zina nicácio manda avisar: com textos dela e ilustrações do jonilson bruzaca, a partir de quinta-feira estarão expostos “monstros” maranhenses na galeria do sesc (av. gomes de castro, 132, centro). para maiores detalhes, cliquem abaixo: frente e verso do convite para a vernissage.