zé modesto, colombo etc. e tal

abaixo, “transcrição” de nossa mais recente fala (foi ao ar dia 14) no programa etc. e tal, revista eletrônica comandada por zina nicácio na rádio univima.

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alô, ouvintes da rádio univima! é um prazer imenso estar com vocês, mais uma vez! abraço, zina!

no último dia cinco de novembro comemoramos o dia do cinema brasileiro.

eis aí uma data digna de comemoração. é inegável o crescimento da sétima arte aqui no país.

no maranhão, não é diferente: temos um dos festivais de audiovisual mais antigos do brasil, em plena atividade, o festival guarnicê de cine-vídeo, que caminha para sua trigésima primeira edição, ano que vem.

e quando falamos em cinema, é inevitável falarmos de astros e estrelas.

a música que a gente vai ouvir, não fala, tão diretamente de cinema, mas pede para olharmos estrelas no céu, e cita o ator norte-americano clarck gable.

um belo choro, de ernesto cardenal e zé modesto, com ele e sua irmã, ana leite, nos vocais.

zé modesto que agora em dezembro, lança seu segundo disco, “xiló”. a que ouvimos agora, tá no seu trabalho de estréia, “esteio”, de 2004.

a gente oferece ao professor e amigo colombo o belo choro “estrelas”. aquele abraço e até a próxima!

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aqui a letra do choro:

estrelas
(ernesto cardenal e zé modesto)

olha as estrelas no céu,
olha as estrelas
olha as estrelas do céu,
olha as estrelas

o céu estrelado é feito uma cidade de noite,
uma cidade de noite vista de um avião:
as estrelas são como ruas,
são mercados iluminados,
anúncios de neon, motéis, nigth-clubs, cinemas e luzes–
brancas e vermelhas dos carros que vão e vêm
dos carros que vêm e vão
pelas estradas escuras…
e se queimam por nada… para nada

o céu estrelado é um desperdício de energia
um esbanjamento de energia na perpétua noite
como a energia daqui perdida no vazio
nas avenidas, lojas, cafés, nigth-clubs, motéis, cinemas
com uma superprodução de clark gable

*

mais:

a quem interessar possa adquirir “esteio” ou “xiló” (pré-venda), basta escrever ao zé modesto e acertar detalhes.

extra! extra!

além de ser o grito dos vendedores de jornais, ao menos em histórias em quadrinhos, que eu mesmo nunca vi jornaleiro nenhum gritando assim, “extra” é o nome de um dos mais de dez jornais que circulam pela ilha (paço do lumiar, sede do jornal em questão, raposa, são josé de ribamar e são luís). este post também poderia ter o título de “observatório da imprensa (maranhense)”, “isto não é jornalismo”, “a(s) cagada(s)”, “o jogo das quatro cagadas” etc., etc., etc. aqui o leitor fica à vontade para voltar, após rir um bocado (ao menos foi o que me ocorreu) e dar seu(s) batismo(s), para ampliá-las nem preciso dizer, não é?

abaixo, quatro “recortes”, tirados de, pasmem!, apenas duas páginas (7 e 8) da edição de hoje (16) do jornal (o link leva apenas a uma página em construção).


manchete número um, cagada número um, página oito, sobre o atropelamento do secretário de estado da indústria e comércio, júlio noronha, ocorrido na madrugada de ontem. isso lá é jeito de falar de alguém? caberia, e olhe lá, numa conversa informal, num botequim: “rapá, é muita moleza!” e blá blá blá e tal…


manchete número dois, cagada número dois, página oito: não há erro, mas vejam a “graça” da notícia. puta que pariu!


cagada número três, página oito. perceba, caro leitor: a capa da edição que faz a propaganda da assinatura do jornal, diz o seguinte: “sem vaselina” (no chapéu) e “polícia mete tarado aidético no xilindró” (na manchete). sem comentários…


como se não bastassem as cagadas do próprio jornal, em matérias e publicidade, os anunciantes também fazem merda (página sete): olhem só o anúncio “erótico” de uma “loja de parafusos”. com esse “apelo sensual” todo, só resta passar a vaselina que não passaram para “enfiar o tarado no xilindró” para “meter o parafuso na porca ou na arruela”.

tributo a edmilson


[chico nô, edmilson, wilson zara e o blogueiro nos tempos de cavanhaque, cabelos “maizomenos” compridos e pochete. foto: éder blues]

se você foi ao circo da cidade nos últimos anos, certamente já se deparou com o segundo da esquerda para a direita, sempre alegre, correndo de um lado para o outro e falando com todos, conforme escrevi aqui.

a foto acima, mais uma homenagem nossa ao queridamigo edmilson, que, infelizmente, subiu recentemente, foi tirada após a 11ª. edição do tributo a raul seixas, apresentado por wilson zara, no circo da cidade, em 21 de agosto de 2003.

na ocasião, chico nô fez participação especial, tocando berimbau e cantando em “mosca na sopa” e eu, que cuidava da assessoria de imprensa, usava uma camisa “exclusiva”, dando conta daquela edição do tributo, com o desenho de zara feito por nuna gomes.

amanhã etc. e tal

amanhã (14), véspera de feriad(ã?)o, às 10h20min (com reprise às 16h20min), eu mando um chorinho prum amigo, den’do etc. e tal, comandado por zina nicácio. para ouvir o programa, é só ir à página da rádio univima.

[post editado às 17h57min, corrigindo os horários acima.]

saudades

não lembro ao certo como conheci edmilson, de quem fiquei amigo mesmo sem saber seu sobrenome. não que saber o sobrenome de alguém seja importante para qualquer amizade, mas o que quero dizer é que nos topávamos vez em quando, sempre em seu local de trabalho: o circo da cidade, onde ele mexia com som.

não lembro a data certinha, mas edmilson, ao saber quem eu era, comentou algum texto meu, de forma elogiosa. disse que me lia assiduamente e todas as vezes em que nos encontramos, a partir dali, ele sempre tinha algo a dizer sobre algum texto que eu tinha escrito. se era um disco ou artista que ele conhecia, geralmente concordava; se desconhecia, ficava curioso.

tinha uma simpatia especial por wilson zara, traduzida em sua devoção ao tributo anual que o maranhense presta a raul seixas. falava com intimidade de diversos artistas da música popular brasileira que passaram pelo palco do circo da cidade: elomar, jorge mautner, macalé, tom zé e outros. fez amizades com vários deles, tinha bom gosto o moço forte e careca.

a figura sempre risonha, mesmo nos dias dos maiores estresses e correrias, sempre vinha me cumprimentar, um abraço e perguntava se o som mecânico (antes dos shows) estava me agradando e, às vezes, mandava eu me preparar para alguma surpresa, quando mostrava algum disco raro, a transcrição de um vinil difícil de encontrar ou mesmo a gravação de algum show que já tivesse rolado (foi ele quem me presenteou com uma cópia de “papel de seda”, show de antonio vieira e cesar teixeira, a quem até hoje devo passar cópia dessa gravação: edmilson, vou fazê-la).

não tenho e não busquei maiores detalhes, mas edmilson subiu. foi enterrado hoje. não quis acreditar. não li os jornais de hoje com a atenção devida, talvez com medo de encontrar alguma notícia sobre. covardia de amigo, se é que vocês entendem.

fica em minha memória, a lembrança dos sorrisos largos, daquela figura caminhante, para lá e para cá em noites de espetáculos, para que tudo desse certo. e tudo dava certo. e tudo vai dar certo, edmilson. fica bem, amigo!

um primor de capa

durei pouco mais de quinze dias no jornal a tarde: entre 13 de junho (data em que circulou a primeira edição do jornal, outrora vespertino) e o comecinho de julho. um corte de gastos atingiu a página de cultura (e depois diversas outras) e o (hoje) matutino acabou por transformar-se em mais um “varal de releases“. ontem (somente ontem) “terminaram” de me pagar: dos míseros r$ 69,00 restantes, o proprietário do jornal entregou-me míseros r$ 60,00 e me fez assinar um recibo; na verdade, um vale; creio que seja assim que (sobre)vivam os funcionários do mais novo diário de são luís. não volto lá para receber o restante: não valerá a pena novo chá de batente (só fui convidado a entrar para assinar o vale, após mais de duas horas de espera, na porta) por valor tão pequeno. seu pinto rego, pode tomar três cervejas lá no chico canhoto, com esse troco aí. aliás, o que realmente importa é avisar aqui da edição de hoje (que a maioria dos pouco-mas-fiéis leitores deste blogue já deve estar sabendo) do projeto clube do choro recebe. abaixo, a chamada de capa (cliquem nela pra ampliar) do jornal a tarde de ontem, (não) dando conta do recado. um primor: o nome do grupo, a inversão (na verdade, é o projeto que recebe o grupo, ‘cês sabem, né?), a foto… tudo!

as informações certinhas, você lê nos links deste post. até a noite!

o bispo ataca novamente

acima, destaque da loja do bispo na new york times style magazine (clique na figura para ampliá-la). por aqui, digo, pelo brasil, a editora do bispo põe na praça, mais um livro do grande xico sá, do qual você lê o prólogo clicando aqui. ilhéus leitores do cabra poderão ter boas surpresas em breve, mas mais este blogueiro não diz, por enquanto.

depois e amanhã

marla silveira e vanessa serra certamente estarão no bar e restaurante chico canhoto, sábado. antes, amanhã, irão à miranda do norte, conforme o release abaixo.

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“conversas literárias” tem segunda edição realizada em miranda do norte

o projeto “conversas literárias”, apoiado pelo governo do estado do maranhão, através da secretaria de estado da cultura, realizará sua segunda edição na cidade de miranda do norte nesta sexta-feira (9), às 19h, na praça do viva, naquele município.

desenvolvido pela biblioteca pública benedito leite, através do serviço de informação e municipalização, o “conversas literárias” é um projeto idealizado pela bibliotecária marla silveira que afirma que “o seu caráter essencial é contribuir para a cidadania através do incentivo à leitura, à produção literária e à valorização das bibliotecas públicas no estado do maranhão”. a proposta é levá-lo para vários municípios maranhenses.

o escritor wilson marquez, é um dos convidados desta segunda edição do projeto. ele é autor de obras literárias infantis como “touchê: uma aventura pela cidade dos azulejos”, “touchê: uma aventura em noite de são luís”, “quem tem medo de ana jansen?”, “touchê e o segredo da serpente encantada”, “o mistério no reino de valdívia” e “a menina levada e a serpente encantada”, este último lançado na i feira de livros de são luís, dia 23 de novembro passado; a outra convidada é a professora marinalva soares, poeta da cidade de miranda do norte.

o debate-papo literário será mediado pela jornalista vanessa serra, produtora e assessora de imprensa do “conversas literárias”.

a programação artística terá o brilho do teatro do ator lauande ayres (secma), marcos ronilson (diretor de cultura do município de miranda do norte) e a companhia em cena ação, também de miranda do norte.

serviço

o quê: “conversas literárias”, segunda edição.
quando: 9 de novembro (sexta-feira), às 19h.
onde: praça do viva, miranda do norte.
gratuito. maiores informações e entrevistas: marla silveira, serviço de informação da bpbl – (98) 8147-8448, 3218-9960, 3218-9961, marlasilveira@yahoo.com.br

maria madalena na vila dos preás (hic… hic…)

no primeiro dia útil deste mês de todos os santos, endiabrados escritores tomaram conta de um famoso bar na vila madalena para lançar coletivamente diversos libros escritos em portunhol selvagem: douglas diegues, joca reiners terron, ronaldo bressane e xico sá, entre outros. ontem, rolou relançamento. o bar em questão, a mercearia são pedro, é espaço que desperta as vontades etílicas deste blogueiro das plagas do bar do léo.

‘tou em são luís, sábado vou pro chico canhoto. mas aos amigos que estiverem em sampa, aviso: a banda maria preá se apresenta na vila madalena, conforme cartaz abaixo (clica nele pr’ampliar). s’embora!

eu juro que tento ser um cara legal…

… mas quando vejo uma not(íci)a como essa, minhas maiores (e piores) cargas de preconceito vêm à tona.

abaixo, algumas colocações (emocionadas, risos de deboche) sobre os três parágrafos do text(ícul)o. aos possíveis zêmicos detratores, um avisinho, quiçá desnecessário: são observações minhas e somente minhas.

1) tomara que wagner moura não aceite. grande ator que é, pode colocar a carreira a perder representando um personagem “menor”.

2) “esse cara é o melhor desta geração”, afirma belo, den’do texto. não sei se o melhor, mas certamente um dos grandes, um dos maiores desta geração. por isso, reforço o dito no item anterior.

3) a cine-biografia de belo, segundo o próprio, novamente den’da nota, “será algo tão tocante quanto 2 filhos de francisco“. de novo, minha velha carga de preconceito: taí um filme que eu não vi e não gostei, este sobre zezé di camargo e luciano. outro do tipo será este que ainda será gravado, sobre o pagodeiro.

sandi(ni)ce

“eu acho e tenho certeza que só uma pessoa tem o direito de ser contra ou a favor, que é deus

da deputada federal nice lobão (dem), em depoimento ao bom dia maranhão (tv difusora, a dos lobão) de hoje sobre ser contra ou a favor (ela se disse contra, noutro trecho que não anotei) da legalização da prática do aborto no país.

a repercussão do choro

embora apartidário, o projeto “clube do choro recebe” ganhou repercussão (nacional) nos sites do deputado federal flávio dino e de seu partido, o pc do b. e você? aparece lá este sábado?

o caralho do anão

de quinta a domingo, até o próximo dia 2 de dezembro (para maiores detalhes, cliquem no caralho do anão), fica em cartaz, no auditório apolônia pinto (museu histórico e artístico do maranhão – mham, rua do sol, nº. 302, centro), a peça “o assassinato do anão do caralho grande“, de plínio marcos, com a coteatro, direção de tácito borralho.

resolva este segundo mistério: quem matou o anão? o primeiro, já resolvemos aqui: o “c…” do título da peça. alguns pensaram em coturno, outros em cabelo, outros em chapéu. é caralho, porra! acho que eu ainda ‘tou sob o efeito da estética do palavrão gratuito de “baixio das bestas“, que tá em cartaz no cine praia grande, mas essa é uma outra história.

notas

a i feira de livros de são luís (felis) tem como patrono o escritor maranhense josué montello. entre os diversos homenageados está o poeta e fotógrafo josé maria nascimento, com sua série de fotografias dos mirantes ludovicenses. duas do adirson veloso, presidente da fundação municipal de cultura de são luís, em entrevista a um jornal na tve, anteontem (cito de memória, o bloquinho não estava à mão): “este é um evento cosmopolita, não é um evento chinfrim”. “essa feira, inclusive, servirá para que os que pensam que mirante é só um canal de televisão e rádio saberem o que é realmente um mirante”. só faltou falar dos banheiros que atendem não sei quantos homens por minuto.

a felis é, certamente, um evento que merece destaque, por sua grandiosidade, ineditismo etc. sem dúvidas é importante termos contato com um ariano suassuna, um ignácio de loyola brandão, uma nélida piñon. mas por que não foram convidados nomes da (nem tão) nova literatura brasileira: joca reiners terron, ronaldo bressane, daniel galera, paulo scott, joão paulo cuenca, ivana arruda leite, cecília giannetti, ademir assunção e outros e outros e outros?

a feira começou ontem (18) e vai até o dia 27 de outubro na praça maria aragão e arredores (praça gonçalves dias, antigo espaço cultural, circo para aulas-show etc.).

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reuben avisou-me tardiamente (só ontem, nunca é tarde): desde sábado passado escreve no suplemento galera, de o estado do maranhão. sobre cinema. seu texto de estréia versou sobre o já retirado de cartaz (provavelmente pouco público para os padrões e exigências do box) “saneamento básico”, de jorge furtado. começou bem o moço que recentemente defendeu monografia cujo título é “o pesadelo no espelho: reflexos da escrita de william s. burroughs no cinema de david cronenberg”.

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a banda pedra polida faria show amanhã (20) no chez moi (praia grande). faria. por motivo de força maior – o baterista andré grolli está impossibilitado de tocar após ter fraturado uma mão; pedro venâncio (guitarrista) não me disse se a direita ou esquerda e esta informação realmente não importa – o trio, que se completa com o baixista eduardo duduca monteiro, fica com as atividades suspensas por um – espera-se – curto intervalo – bastante longo, certamente, para os fãs da banda.

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aos que não leram o post de ontem, não deixem de fazê-lo.