sem violência e sem detalhes

menos de um ano depois da última vez em que me roubaram um celular, aconteceu novamente: fui assaltado e fico, temporariamente, sem o número que consta aí ao lado (contatos: [98] 9112-1959).

estou atendendo ao [98] 8125-6556.

assim que resolver os problemas de b. o., compra/troca de aparelho etc., aviso por aqui.

um kafka crumbiano (ou: um crumb kafkiano)

Com texto de David Zane Mairowitz e ilustrações de Robert Crumb, “Kafka de Crumb” dá uma geral na vida e obra kafkiana.

por Zema Ribeiro*

Quem já leu pelo menos uma obra [um livro] de Franz Kafka (1883-1924), conhece o grau de perturbação que povoava o imaginário do mais famoso escritor tcheco de todos os tempos. Em “Kafka de Crumb[Relume Dumará, 2006, 176 páginas, R$ 34,90], a coisa ganha os traços do famoso desenhista [Robert Crumb], pai de Mr. Natural e Fritz the cat, entre outros.

O texto, de David Zane Mairowitz, em tradução de José Gradel, mergulha profundamente no universo kafkiano, às vezes até, tentando explicar o adjetivo surgido a partir da obra do autor de “A metamorfose” e hoje usado para além disso, a exemplo de outro adjetivo famoso surgido a partir de um texto não menos, “maquiavélico”.

O título original da obra é “Introducing Kafka” – “Introduzindo Kafka”, ao pé da letra. E é isso o que o volume, competentemente faz, podendo ser lido mesmo por aqueles que não têm nenhuma intimidade com a literatura do autor de “O processo”. Não há aqui, no entanto, espaço para didatismos baratos. O livro é tão perturbador – para não dizer “kafkiano” – quanto a própria obra do “homenageado”.

Ao longo do texto e das ilustrações – em perfeita sintonia, (quase) uma coisa só – busca-se a compreensão para as inspirações de Kafka: o comportamento agressivo de seu pai – que lhe achava (e à sua literatura) um mero inútil –, sua formação em Direito, seu desprezo por sexo, a tuberculose que o mataria e outros elementos que ajudaram a compor cenários absurdos, fantásticos, kafkianos, redunde-se.

*correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com

[texto publicado na primeira classe, jp turismo, jornal pequeno, ontem, dia 16/3]

núcleo discutirá mesas do reviver

este post tem título homônimo à matéria assinada por mieko wada, na página 7 d’o imparcial de hoje (com fotos e chamada na capa: “bares fora-da-lei”, que tratava também de bares na av. litorânea).

o texto de mieko dá conta de problemas entre faustina (tradicional comerciante do ramo de bares, na praia grande) e uma moradora do local, que alega que “a partir das 16h, horário em que o sol cessa e é possível que as crianças brinquem na praça […], a obstrução da área impede o lazer dos pequenos”.

este blogueiro, particularmente, acha que o problema maior não reside aí, no que relata deusarina moraes (a moradora insatisfeita). o problema está, como sempre, no uso de dois pesos e duas medidas: se faustina deve tirar as mesas da praça (cuja boemia que freqüenta o lugar já rebatizou de praça da faustina), o antigamente e bares vizinhos devem também tirar suas mesas do meio da rua.

ontem, amanhã

ok, ontem foi o dia nacional da poesia. apesar de eu já ter dito que abandonei a homenageada do 14/3, ainda recebi alguns parabéns, agradecendo por todos. simplesmente agradecia, em vez de dizer que já não escrevia poemas e despertar uma série de indagações posteriores. passei o dia todo, ontem, repetindo, como a um mantra, de mim para mim, em pensamento, o título de um texto de ronaldo bressane sobre uma coletânea de poesia de bukovski: poesia, fezes és. sim, eu gosto de poesia, só não escrevo mais. simples, assim. e sim, eu concordo com o marcelo sahea: “a gente não precisa de um dia da poesia, precisa é de poesia todo dia!”

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o próximo post deste blogue será o de nº. 200 (neste blogue, repito, desconsiderando postagens em endereços anteriores mantidos por este blogueiro). algo de especial nisso? não creio.

corre pra lá!

este blogueiro não se fará presente por conta de obrigações na faculdade (leia-se: preciso ir à aula de vez em quando, né?). mas acontece hoje, às 19h30min, na galeria maggiorasca (av. litorânea, calhau), a abertura da mostra maranhão, moda, música e movimento, com camisas customizadas pela estilista ana tsuji. as peças ficam expostas até 9 de abril (das 16h às 23h). hoje, na vernissage, grupo g4 (direção musical do chileno francisco jara), performance de manequins (em contraposição à indústria anoréxica da moda) e vitrine viva.

em tempo: vi as peças. coisa fina! vale a pena, vai lá!

de volta!

após um longo hiato, é hora de saudar com entusiasmo a volta do colunão de papel. pegou-me de surpresa, ontem, em casa. anunciado como “semanário independente” (havia virado quinzenário, quando de sua investida anterior), espero que o jornal capitaneado por walter rodrigues tenha vida longa.

interessados em assinar devem fazer contato com o jornalista: wr.walter@uol.com.br

boa leitura!

jp, ontem

abaixo, o mesmo texto que ficou de fora da edição do jp turismo de 2/3. saiu ontem (9/3), sem uma vírgula a mais ou a menos (não sei se isso é bom ou ruim).

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no mesmo dia em que mandei o texto para o jornal, encaminhei também meu “quintal poético” para o próximo número do almanaque jp turismo. parece que sai ainda em março. vamos ver. aviso por aqui.

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Lenine desplugado

Artista pernambucano revisa carreira em inspirado disco acústico.

por Zema Ribeiro*

Reconhecido como um dos nomes da nova emepebê, surgida em meados da década de 90 – apesar de ter estreado em disco ainda em 1983 –, ao lado de nomes como Zeca Baleiro, Chico César e Pedro Luís, Lenine é um dos grandes trabalhadores da música brasileira contemporânea.

Cantor, compositor, arranjador e produtor incansável, é homem de vasto currículo. Produziu discos de Chico César e Elba Ramalho, trilha para balé do Grupo Corpo (ainda sem título e em fase de ensaios), participou de trilhas de cinema (“O diabo a quatro”), novela (“Vila Madalena”, Rede Globo) e carnaval (“Monobloco ao vivo”, o mais recente registro do time de batuqueiros capitaneado por Pedro Luís e Sérgio Loroza), entre outras.

23 anos após sua estréia em disco [Baque Solto, dividido com Lula Queiroga], o pernambucano Lenine chega ao sétimo álbum: “Acústico MTV[Sony-BMG, 2006, R$ 32,90]. Sua carreira inclui, entre outros, o hoje raro “Olho de Peixe” [1993], dividido com o percussionista Marcos Suzano e o trabalho anterior, “In Cité”, gravado ao vivo na França em 2004.

Em seu “Acústico”, Lenine passeia por grandes sucessos de carreira – “Hoje eu quero sair só”, “Dois olhos negros” e “Jack soul brasileiro”, entre outros – e participações especiais: Richard Boná (baixista camaronês que canta, em francês, trechos de “A medida da paixão”), Julieta Venegas (voz e acordeom mexicanos em “Miedo”), Gog (voz e força do rap brasiliense em “A ponte”) e Iggor Cavalera (bateria em “Dois olhos negros”).

A música traduzindo o artista e vice-versa, ponte para o mundo, já conquistado. Pegada plural e de fôlego, este “Acústico MTV” de Lenine.

*correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com

um alô para eduardo, em frente ao centro

perto da sessão de 20h30min do dia internacional das mulheres, topo com eduardo júlio, em frente ao centro de criatividade odylo costa, filho (praia grande). cumprimento-o, a caminho da praça maria aragão, onde iria ver/ouvir as “mulheres de upaon-açu“, e ele diz que vai ver o último filme da mostra de humor francesa, em cartaz no cine praia grande até ontem, quando se encerrava o (mini-)festival de cinema francês. eduardo ainda não tinha visto nenhum filme da mostra e eu aproveitei para elogiar-lhe “uma cama para três“, que eu havia assistido na segunda-feira. dou ainda a informação (extra-oficial) de que a direção do centro iria (tentar negociar para) deixá-lo em cartaz até domingo, após a mostra.

mas é o filme que eduardo júlio viu ontem que segue, até o dia 11: “asterix e obelix: missão cleópatra” (“astérix e obélix: mission cléopâtre”, frança, 2001), com gérard depardieu e monica bellucci. sessões: 18h e 20h30min. ingressos: r$ 4,00, r$ 2,00 (meia) e r$ 1,00 (domingo, para todos).

o blogueiro no "etc. e tal"

gravei uma participação no programa “etc. e tal“, com zina nicácio. o programa será mensal e, a cada edição, trará um tema diferente. estréia amanhã, dia internacional da mulher, levando este tema ao ar. fui convidado para fazer comentários sobre música. então, amanhã, ofereço uma canção às mulheres, pelo seu dia, embora eu acredite que todos os dias sejam dias das mulheres. alôs especiais, já gravados, para minha mãe (que aniversaria 8 de março) e para minha namorada. na rádio univima, por volta de 11h, com reprise à tarde, em horário a confirmar (vide, depois, caixa de comentários). qual a canção oferecida por este blogueiro? só ouvindo o programa. clica aqui!

o blogueiro no “etc. e tal”

gravei uma participação no programa “etc. e tal“, com zina nicácio. o programa será mensal e, a cada edição, trará um tema diferente. estréia amanhã, dia internacional da mulher, levando este tema ao ar. fui convidado para fazer comentários sobre música. então, amanhã, ofereço uma canção às mulheres, pelo seu dia, embora eu acredite que todos os dias sejam dias das mulheres. alôs especiais, já gravados, para minha mãe (que aniversaria 8 de março) e para minha namorada. na rádio univima, por volta de 11h, com reprise à tarde, em horário a confirmar (vide, depois, caixa de comentários). qual a canção oferecida por este blogueiro? só ouvindo o programa. clica aqui!

cômico triângulo amoroso

Apesar do Cine Praia Grande ser o cinema que eu mais gosto nessa cidade – e nisso não pesa o fato de eu, hoje, estar trabalhando na Secretaria de Estado da Cultura; a opinião é mais velha que isso – tenho grandes hiatos dele. Passo semanas, meses, às vezes, sem assistir um filme sequer, na sala do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho.

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela atual gestão e anteriores, é, ainda, o cinema mais charmoso da cidade, onde ainda é pequeno – e espero que neste aspecto o cenário não mude tão cedo – o número de “engraçadinhos” que riem de coisas “engraçadinhas” como dois homens ou duas mulheres trocando beijos, e/ou dos que vão ao cinema envoltos em pesadas jaquetas, celulares nos bolsos, a tocar, incomodando os que realmente estão interessados em ver o que se passa ali, diante de seus narizes, digo, na tela do cinema.


O triângulo protagonista de “Uma cama para três”

Ontem, fui ver “Uma cama para três[“Gazon Maudit”, França, 1994], filme exibido dentro do Cine France, mostra de comédias francesas ora em cartaz no Cine Praia Grande. Com bom humor, o filme de Josiane Balasko toca em temas “engraçadinhos” – olha as aspas, aí, gente!, sorri, cavaco! – como os supracitados. “Laurent e Loli formam um casal feliz que vive de modo burguês em uma pequena cidade do Sul da França. Até o dia em que o trailer de Marijo quebra bem diante da casa deles. Laurent e Marijo têm apenas uma coisa em comum: ambos amam as mulheres…”, no resumo obtido na página da mostra na internet.


Cartaz da mostra, em cartaz (parece redundância, mas não é!) no Cine Praia Grande até a próxima quinta-feira.

O filme é engraçadíssimo e garante boas risadas do início ao fim. “Humor à francesa!” – a mostra – segue em cartaz até quinta-feira, 8, sempre às 18h e 20h30min, com ingressos a R$ 4,00 (metade para estudantes). A julgar por este “Uma cama para três”, os leitores deste blogue que seguirem a indicação (sem contra-indicação), irão rir bastante.

Nota desafinada: espero que o público visto por este blogueiro ontem no Cine Praia Grande – razoável para a “sessão das seis” – não estivesse lá apenas pelo “modismo” que se cria sempre que se realiza um “festival” de cinema (ou de qualquer outra “coisa”) na Ilha.

um avisinho

1/3, 15h05min. falo, pelo msn, com gutemberg bogéa, diretor do suplemento jp turismo. a edição de amanhã (2/3) já estava fechada. meu micro em casa, deu pau. amanhã não tem zema ribeiro no jornal pequeno. o texto fica para a próxima sexta (9/3).

uma visão tridimensional

pois ainda bem que contamos, em nossos dias, com aquele que pode salvar a poesia da degradação pela qual vem ela passando. poucos são hoje os poetas capazes dessa difícil missão. difícil, porque, como já disse o próprio nauro, ser poeta é duro e dura a vida inteira, enquanto a grande maioria dos fazedores de versos parece achar que ser poeta é mole e por isso mesmo não dura nada o que fazem.

acima, em itálico, com minúsculas e grifos por minha conta, um trecho do que josé chagas escreveu sobre “pátria do exílio”, o novo livro do poeta nauro machado. o texto, cujo título repete-se neste post, foi publicado ontem (25) no jornal o estado do maranhão, caderno alternativo, página 3.

(talvez) este trech(inh)o traduz(a) (em parte) o porquê deste blogueiro ter abandonado a poesia.

o encontro de bruna beber e suely mesquita no msn

conforme prometido no post anterior, o texto em que conto o encontro que batiza este, já está no ar, com o título acima, no blogue da suely mesquita (link ao lado). é curtinho, curtam!

amor = brega = lindo

dedico os três parágrafos abaixo aos amigos sadoquenn (que me deu o disco de presente de aniversário), bruna beber e suely mesquita. tive o prazer de re-apresentar essas duas cariocas, ontem, via msn, em história que contarei (de forma breve, como a resenha abaixo), ainda este fim de semana, no blogue da segunda (já linkado ao lado). sem mais, nossa modesta colaboração ao jornal pequeno de ontem. (o texto saiu fora do lugar habitual, salvo engano na página 2 do jp turismo).

No “Compasso” de Ro Ro

Compositora carioca lança álbum de inéditas após seis anos sem gravar.

por Zema Ribeiro*

Versos como “Estou deixando o ar me respirar”, “Meu alvo é a paz” e “Amo a vida a cada segundo / pois pra viver eu transformei meu mundo” são encontrados em “Compasso”, faixa que abre e batiza o novo trabalho de Angela Ro Ro [R$ 32,00, Indie Records, 2006], e traduzem o espírito do disco: positivo, otimista, vibrante.

Ro Ro esbanja alegria, feliz com a volta por cima: um bem sucedido álbum de inéditas após seis anos sem gravar. Quem esperar novos “clássicos”, do quilate de “Fogueira” ou “Amor meu grande amor” poderá não encontrar, embora a faixa-título seja, já, hit chiclete radiofônico – merecidamente.

Ricardo Mac Cord (teclado e arranjos) assina, em parceria com Ro Ro, sete das 13 faixas de “Compasso”, incluindo esta. Ana Terra [“Paixão”] e Antonio Adolfo [“Chance de amor”] também dividem composições em um disco que passeia por reggae [“Dá pé!”, parceria com Mac Cord], forró [“Não adianta!”] e baladas dignas de manhãs (e tardes e noites e madrugadas) de fossas e ressacas, que só mostram o quanto o amor é brega e, por isso mesmo, lindo.

*correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com