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de ontem
não sei por que diabos, nossa modest(íssim)a colaboração ao jornal pequeno de ontem saiu sem a assinatura “por zema ribeiro”, embora os créditos de quem sou eu tenham aparecido ao final do texto. abaixo, a primeira classe, jp turismo, ontem.
Mpb etc.
A mais que batida sigla MPB assume outro significado: música preta branca.
por Zema Ribeiro*
“Agora a cozinha quer falar”. Eis o mote de “Música preta branca …e etc…” [Elo Music, 2006, R$ 16,90], de Paulo Lepetit e Gigante Brazil, com patrocínio da Petrobrás, através da Lei de Incentivo à Cultura do MinC.
Músicos geralmente confinados à cozinha, Lepetit (contrabaixo, produção musical, gravação, mixagem, arranjos de base) e Gigante (bateria, percussão, voz) vêm para frente, neste registro multicolorido da música (im)popular brasileira, contando com o apoio luxuoso – “na cozinha” – de músicos como Adriano Magoo (sanfona, teclados), Hugo Hori (saxofone), Webster Santos (guitarra, violão), Bocato (trombone) e Edgar Scandurra (guitarra), entre outros. Estes, juntos aos (aqui) protagonistas, podem ser nomes estranhos aos menos atentos a “detalhes”; injustiça (que, parece, começa a ser corrigida), já que são “peças” importantíssimas de diversos discos da música brasileira contemporânea/atemporal: Marisa Monte, Itamar Assumpção, Ceumar, Ná Ozzetti, entre outros.
No encarte – colorido – os porquês. “Por que música preta, branca etc.? Porque música não tem cor. São os músicos quem tem”. Estão lá os compositores – coloridos – Paulo Lepetit (a “Indignação” que abre o disco, de versos de duplo sentido como “Agora a cozinha quer falar / tira a bunda daí / quer tomar café / vai tomar na cozinha”), Cartola (“Ensaboa”, já gravada anteriormente por Gigante Brazil, em participação especial no disco “Mais” [1990] de Marisa Monte), André Bedurê e Zeca Baleiro (a parceria inédita “Na quitanda”), Gigante Brazil (“Vento de amor”), Milton Nascimento e Caetano Veloso (“Paula e Bebeto”) e Itamar Assumpção (“Luzia”), a quem remetem os vocais firmes e execuções inspiradas do disco.
Lepetit e Gigante assinam ainda o “Anexo”, parceria de três versos com Luiz Waack: “Eu e meu anexo / só penso em grana / ele só pensa em sexo”. No fundo, todos só pensam em música. Boa.
*correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com
o boêmio voltou novamente…
valho-me deste verso de adelino moreira em “a volta do bôemio” para anunciar a volta de reuben, em o trompetista gago, blogue já (re-)linkado ao lado.
para quem acha que o título do post nada tem a ver com o assunto: o gago nelson gonçalves fez, se não a melhor, a mais conhecida gravação da canção.
ditas e interditadas
há pouco tempo, em sua página “ação e planejamento” (jp turismo, jornal pequeno), o jornalista cunha santos tinha uma coluna em que “pescava” tiradas geniais (hilárias, em sua maioria, trágicas se não fossem cômicas, como se diz) cometidas na prática diária do jornalismo maranhense. salvo melhor juízo (ou falta dele), a coluna chamava-se “datas ditas e datas interditadas“. quando inaugurei a ponte aérea sl, para atividade da disciplina jornalismo cultural (6º. período de jornalismo, faculdade são luís), ministrada pela professoramiga ana patrícia choairy, pensei em fazer o mesmo.
não o fiz.
eis que lendo a edição de hoje do jornal o imparcial, deparo-me, à página 7, com a matéria “proprietários abandonam prédios no centro de sl“, assinada por adriano martins, da equipe de o imparcial.
abaixo, em itálico, trechos da matéria:
“apesar de os atos de vandalismo e depredação terem diminuído muito, o que mais vem preocupando as autoridades responsáveis é a falta de descaso com os logradouros”.
“o promotor público do meio ambiente, fernando barreto, explicou os donos dos prédios os abandonam”.
“o secretário de municipal foi procurado pela reportagem, mas não foi encontrado”.
antes do "vôos", o prisma
(ou: depois do prisma, o “vôos”)
então, antes de eu colocar aqui o nosso texto de hoje no jornal pequeno deixa eu dizer-lhes uma coisa. ou melhor, em vez de eu dizer que a qualidade é garantida e o agito, tanto mental (o debate em si) quanto físico (dançar ao som de sambas, bois e baiões), idem, deixa o release (recebido por e-mail) falar. divulguem e compareçam. aí, ó:
Prisma Cultural
Iniciativa fomenta discussões e intercâmbio na esfera cultural
A primeira turma do Curso de Pós-Graduação em Gestão Cultural da Faculdade São Luís, através do projeto de extensão, lança neste sábado, dia 13, o Prisma Cultural. Trata-se de um espaço voltado para a troca de experiências e conhecimento tendo como interlocutores profissionais das mais diversas áreas de atuação na esfera cultural.
O projeto acontecerá quinzenalmente, como atividade catalizadora ao final de cada módulo do curso. Neste primeiro sábado, o tema discutido será “Mercado, produção cultural e consumo”, com a apresentação de Fábio Kobol (Mestre em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas, professor da Universidade Metodista de São Paulo). Nesta edição inicial do Prisma Cultural, ele debaterá com Joãozinho Ribeiro (secretário de Cultura do Estado do Maranhão e coordenador do Curso), Ester Marques (professora Doutora da Universidade Federal do Maranhão e diretora do SESC/MA) e Nelson Brito (ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura de São Luís).
Aberto a classe acadêmica, artistas, produtores culturais e comunidade em geral, a participação é gratuita. Neste sábado, o encerramento das atividades contará com apresentação musical de Chico Nô e Banda.
Serviço
O quê: Lançamento do projeto de extensão do Curso de Pós-Graduação em Gestão Cultural da Faculdade São Luís, Prisma Cultural
Quando: sábado, dia 13, às 14h
Onde: Brisamar Hotel (Ponta d’Areia)
Entrada franca
*
e abaixo, primeira classe, jp turismo, hoje:
Voa, Passarinho!
Fátima Passarinho finalmente estréia em disco. O produto – finíssimo repertório em belo canto – merecia embalagem melhor.
Por Zema Ribeiro *
Maria de Fátima Andrade Almeida ganhou o nome artístico de Fátima Passarinho depois de interpretar a música “Canto de Passarinho” (Gerô e Domingos Santos) no Festival Viva de Música Popular Maranhense em 1985. Após participar de várias coletâneas e projetos coletivos – “Cristóvão Alô Brasil” e “Fuzarca”, entre outros – estréia, 21 anos depois, em disco solo: “Vôos” [2006, Plano Fonográfico da Secretaria de Estado da Cultura, R$ 15,00].
Consta nos burburinhos ouvidos ao longo dos longos ares trilhados pelos vôos de Passarinho até este belo resultado musical que a idéia da cantora era fazer um disco todo com composições de Giordano Mochel – de quem regrava aqui as já clássicas “Santa Luzia, Santa Rita e Santa Fé”, “Madre Deus” e “Biana”. A ele, somou Chico Maranhão (“Cheguei garota”), Josias Sobrinho (“Porco espinho”), Sérgio Habibe e Raíque Mackáu (“Do jeito que o diabo gosta” e “Vestido bordeaux”, ambas em parceria) e Cesar Teixeira (as inéditas “Doidinho”, “Nau Catarineta” e “Essas mal traçadas linhas”).
Metade das faixas traz, direta ou indiretamente, referência aos batismos do disco e da cantora – passarinho, vôos – sem que o disco se torne cansativo e/ou repetitivo. Toada, samba, choro, xote e mais, numa bela estréia que merecia capa melhor.
* Correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com
antes do “vôos”, o prisma
(ou: depois do prisma, o “vôos”)
então, antes de eu colocar aqui o nosso texto de hoje no jornal pequeno deixa eu dizer-lhes uma coisa. ou melhor, em vez de eu dizer que a qualidade é garantida e o agito, tanto mental (o debate em si) quanto físico (dançar ao som de sambas, bois e baiões), idem, deixa o release (recebido por e-mail) falar. divulguem e compareçam. aí, ó:
Prisma Cultural
Iniciativa fomenta discussões e intercâmbio na esfera cultural
A primeira turma do Curso de Pós-Graduação em Gestão Cultural da Faculdade São Luís, através do projeto de extensão, lança neste sábado, dia 13, o Prisma Cultural. Trata-se de um espaço voltado para a troca de experiências e conhecimento tendo como interlocutores profissionais das mais diversas áreas de atuação na esfera cultural.
O projeto acontecerá quinzenalmente, como atividade catalizadora ao final de cada módulo do curso. Neste primeiro sábado, o tema discutido será “Mercado, produção cultural e consumo”, com a apresentação de Fábio Kobol (Mestre em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas, professor da Universidade Metodista de São Paulo). Nesta edição inicial do Prisma Cultural, ele debaterá com Joãozinho Ribeiro (secretário de Cultura do Estado do Maranhão e coordenador do Curso), Ester Marques (professora Doutora da Universidade Federal do Maranhão e diretora do SESC/MA) e Nelson Brito (ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura de São Luís).
Aberto a classe acadêmica, artistas, produtores culturais e comunidade em geral, a participação é gratuita. Neste sábado, o encerramento das atividades contará com apresentação musical de Chico Nô e Banda.
Serviço
O quê: Lançamento do projeto de extensão do Curso de Pós-Graduação em Gestão Cultural da Faculdade São Luís, Prisma Cultural
Quando: sábado, dia 13, às 14h
Onde: Brisamar Hotel (Ponta d’Areia)
Entrada franca
*
e abaixo, primeira classe, jp turismo, hoje:
Voa, Passarinho!
Fátima Passarinho finalmente estréia em disco. O produto – finíssimo repertório em belo canto – merecia embalagem melhor.
Por Zema Ribeiro *
Maria de Fátima Andrade Almeida ganhou o nome artístico de Fátima Passarinho depois de interpretar a música “Canto de Passarinho” (Gerô e Domingos Santos) no Festival Viva de Música Popular Maranhense em 1985. Após participar de várias coletâneas e projetos coletivos – “Cristóvão Alô Brasil” e “Fuzarca”, entre outros – estréia, 21 anos depois, em disco solo: “Vôos” [2006, Plano Fonográfico da Secretaria de Estado da Cultura, R$ 15,00].
Consta nos burburinhos ouvidos ao longo dos longos ares trilhados pelos vôos de Passarinho até este belo resultado musical que a idéia da cantora era fazer um disco todo com composições de Giordano Mochel – de quem regrava aqui as já clássicas “Santa Luzia, Santa Rita e Santa Fé”, “Madre Deus” e “Biana”. A ele, somou Chico Maranhão (“Cheguei garota”), Josias Sobrinho (“Porco espinho”), Sérgio Habibe e Raíque Mackáu (“Do jeito que o diabo gosta” e “Vestido bordeaux”, ambas em parceria) e Cesar Teixeira (as inéditas “Doidinho”, “Nau Catarineta” e “Essas mal traçadas linhas”).
Metade das faixas traz, direta ou indiretamente, referência aos batismos do disco e da cantora – passarinho, vôos – sem que o disco se torne cansativo e/ou repetitivo. Toada, samba, choro, xote e mais, numa bela estréia que merecia capa melhor.
* Correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com
procuro
1. preciso organizar (parte d)a bagunça do meu quarto. falta pouca coisa e careço agora comprar uma estante como a da ilustração. alguém aí tem uma dica de onde eu acho um “expositor” (assim é também chamada a estante modular) desses?
2. procuro também um apartamento para comprar. financiamento pela caixa econômica federal. dois quartos (ap pequeno, para casal), perto do centro (de preferência).
aguardo, agradecendo antecipadamente.
fonte nova
É surpreendente o nível de inércia no surgimento de valores novos no campo da música popular brasileira, novos no sentido íntegro da palavra. Em 1967, Maranhão fez o Teatro Record dançar seu frevo “Gabriela”, no Festival de Música Popular. Depois de uma curta carreira como arquiteto – Maranhão é da turma que Chico Buarque abandonou e juntos começaram a compor – voltou para sua terra. Lá está. Lá envolveu-se com as manifestações populares mais legítimas, lá lidera e alimenta um movimento cultural que, consideradas as limitações do Estado pobre do Maranhão e da paupérrima cidade de São Luís, é incrível e heróico. Este é o seu quarto disco – o segundo de distribuição comercial (antes gravei com ele discos que distribui como brinde). O primeiro foi “Lances de Agora”, o mais surpreendente e belo disco jamais ouvido pelos que a ele tiveram acesso, nesta selva do mercado brasileiro onde, em 95% das lojas, encontram-se apenas 100 títulos de 20.000 possíveis. Esses 100 discos privilegiados todo mundo sabe quais são. Este “Fonte Nova” é um passo além de “Lances de Agora”. Quem duvidar, que ouça os dois. Mas seus quatro discos são de um nível poético e musical que, no meu entender, não encontra paralelo na música brasileira.
Marcus Pereira
*
*
Marcus Pereira sabia das coisas. O texto acima está na contracapa do vinil “Fonte Nova” (1980), de Chico Maranhão, que eu, após muita “luta”, consegui comprar ontem no Chico Discos. Infelizmente quase toda a obra do compositor está fora de catálogo, sem sequer ter merecido – ao menos até aqui – reedição em cd. Alô, Gavin!
Atenção para os grifos (meus) no texto do produtor: pouca coisa mudou, infelizmente.
*
Nota ligeira: Francisco Fuzzetti de Viveiros Filho (Chico Maranhão) lançou recentemente em São Paulo, o livro “Urbanidade do Sobrado: um estudo sobre a arquitetura do sobrado de São Luís“. O(s) lançamento(s) na capital maranhense e em outras capitais brasileiras, acontece(m) ao longo de 2007.
*
Ilustrações do post: capa de “Fonte Nova” , foto de Rômulo Fialdini (re)fotografada por este blogueiro e reprodução da capa do recém lançado “Urbanidade do Sobrado“.
Trilha sonora do post: gravação de Cristina Buarque para “Ponto de Fuga” (Chico Maranhão) em seu disco “Arrebém” (1979).
linguagens
“vozes da democracia” será relançado hoje em são luís: às 19h na livraria athenas (sobreloja do monumental shopping).
*
em junho de 2005, quando estive em brasília, o amigo glauco barreto organizou uma roda de violão para receber-me. entre vários amigos estava nelson luiz de oliveira, jornalista que eu já tinha ouvido em gravações caseiras enviadas por glauco, a quem conheci (primeiro virtualmente) por intermédio de gildomar marinho. quando topei com nelson, disparei: “reconheça e abrace seu herói / ou esqueça e veja como dói”, versos de sua “cabeça de nego” (que está no disco e traz, no registro, o violão de glauco).
abaixo, a primeira classe de hoje, jp turismo, jornal pequeno.
A múltipla linguagem de Nelson Oliveira
Jornalista mineiro radicado em Brasília estréia em disco carregado de influências literárias – o que não dificulta sua audição.
por Zema Ribeiro *
“Linguagens” [Independente, 2006, R$ 20,00 pelo e-mail oliveiranelson.musica@gmail.com e/ou telefone (61) 3362-7428] é um disco amador, e eis aí um elogio. Nelson Oliveira, 45, jornalista (graduou-se na UnB e é funcionário do Senado Federal), poeta e compositor mineiro (nascido em Itapagipe) radicado em Brasília desde 1969, reúne um punhado de canções e amigos, sem compromissos com os estresses do showbusiness.
Homem pacato, cidadão cordial, Nelson já havia publicado livro [“O velho testamento”, 1988, Editora Thesaurus] e agora chega ao disco, onde continua dando mostras de ser um homem atento, antenado, um grande leitor. Se de “Linguagens” ficou de fora “Alba” (poema de Ezra Pound musicado por Nelson Oliveira, que tive oportunidade de ouvir em demo), a faixa “Os Lusíadas” traz trecho (fragmento do Canto Primeiro) do poema homônimo, obra maior do poeta português Luiz Vaz de Camões, em roupagem de belo fado, sem enfado. E as referências literárias não param por aí: estão lá Shakespeare, Pessoa e Nicholas Berh (que declama um poema seu em “A gente fala”, faixa bônus do disco), entre outros tra(du)zidos na bagagem das linguagens de Nelson.
“Linguagens” passeia por diversos ritmos e diante de tantas influências e “funções”, pergunto-lhe se o músico não compete com o jornalista e vice-versa ou se os dois convivem harmoniosamente em Nelson Oliveira: “São esferas de um mesmo espectro de interesse cultural, que tem na palavra o seu elo. Só há competição quando estou muito preso ao mundo verbal e a música, cuja linguagem, vinda de outra fonte de sensibilidade, não encontra espaço para fluir. Sou, na origem e na essência, um poeta que “musica”, embora já tenha criado peças instrumentais, uma das quais [Obstinado] foi incluída no CD”, responde ele por e-mail.
* Correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com
ligeira (nem tanto assim)
ok, passaram-se as eleições, passou o reveião. é 2007, meu povo! viva!
o negócio é o seguinte: gilberto gil permanece à frente do ministério da cultura, “fico” que merece aplausos deste blogue(iro).
sabe-se lá o porquê (ao menos é o que chegou aos ouvidos/olhos deste que vos perturba), está pedindo os cargos de márcio meira (secretário de articulação institucional do minc) e antonio grassi (presidente da funarte).
sabedores que somos da importância destes/as dois/duas homens/peças para o bom funcionamento do minc, como bem frisa a carta que segue publicada ao fim do post, engrossamos o coro dos descontentes e bradamos: gil, deixa os moços!
a carta, a propósito, é (ao que nos consta) o primeiro “pronunciamento” de joãozinho ribeiro à frente da secretaria de cultura do estado do maranhão (este blogue dá antes e gosta, alô, trip!).
*
momento coluna social (blogue de celebridades e/ou fofocas e/ou coisa que o valha) deste post desordenado: gisele brasil e marcos ramon (vulgo ramon de gisele) casam amanhã. a coluna, digo, o blogue(iro) faz votos de felicidades mil ao belo par.
e via msn este blogue de fofocas (ao menos neste brevíssimo instante) descobriu que, no rio grande do sul, jana campos lobo e alexandre vieira também oficializaram a união. para eles, idem: votos de felicidades mil. para os quatro e todos os que nos lêem, felicidades mil e um ótimo 2007!
voltemos, pois.
*
a carta:
São Luís, 3 de janeiro de 2007
Prezados camaradas da vida e da arte de todo o Brasil,
O espaço da cultura permanecerá sendo o espaço das trocas por excelência, graças as nossas diferenças e não apesar delas. Assim, a generosidade dos seres e a harmonia entre cultura e natureza neutralizarão qualquer tentativa de condução à barbárie e ao desencantamento do mundo. Não pode nem deve ser diferente para a equipe do Ministério da Cultura, que, apesar de permanecer pobre em termos de orçamento, tem enriquecido com o árduo trabalho de todos os seus integrantes – do Ministro Gilberto Gil ao mais modesto servidor – a luta dos pensadores e fazedores da Cultura deste País, que têm no MinC, e em camaradas da vida e da arte, como MÁRCIO MEIRA e ANTONIO GRASSI, verdadeiros paladinos da instituição, que hoje serve de referência e orgulho para todos nós que contribuimos com todas as nossas melhores intenções e gestos para a construção de uma Política Pública participativa, plural e descentralizada.
Em 2004, compartilhei uma mesa com o Ministro Gilberto Gil, num seminário realizado na cidade de Rio Claro/SP, onde ele transmitia a todos um ensinamento de um filósofo americano (se não me engano), que assim dizia: “O silêncio é a linguagem dos Deuses; o resto é má tradução”. Como não somos deuses, apenas homens, continuamos andando com fé, “pois a fé não costuma faiar”; traduzindo, em boas novas, palavras de solidariedade aos companheiros MEIRA e GRASSI, que tanto têm honrado a vida pública deste país com seus exemplos de cidadãos do mundo. Merecedores de um reconhecimento decente e a altura dos seus feitos, que aqui não carecem de enumeração, pois fazem parte de um trabalho de equipe, tocado pela batuta do afinado Ministro maestro.
Hoje, na condição de Secretário de Estado da Cultura do Maranhão, um dos estados mais pobres da Federação, sinto-me um verdadeiro exemplo de comunhão e tolerância, indicado por segmentos culturais das mais diversas estirpes para ocupar o cargo: hip hop, quilombolas, sem-terra, professores, estudantes, artistas, produtores culturais, sem-teto, partidos, enfim, um conjunto de sujeitos da história, com suas diferenças, que acreditam ser através da mudança da cultura política que se mudará definitivamente a política cultural deste imenso território humano chamado Brasil.
Deste território devemos extirpar os mais elementares resquícios de intolerância, e fazer com que, no segundo mandato do Presidente Lula, o Ministério da Cultura sirva de exemplo para o Brasil e o mundo do equilíbrio e da capacidade dos homens de conviverem e contribuir para a justificação de suas presenças na terra, onde a natureza para ser comandada precisa, simplesmente, ser obedecida.
Assim traduzo meu apoio ao novo mandato do Presidente Lula, do Ministro Gil e à permanência dos valorosos companheiros ANTONIO GRASSI e MÁRCIO MEIRA a frente das suas respectivas pastas no Ministério da Cultura, por tudo que já fizeram e que podem fazer muito mais.
Joãozinho Ribeiro
Poeta e compositor
Secretário de Estado da Cultura do Maranhão
Fundador do Partido dos Trabalhadores
ainda em ritmo de começo de ano
(à guisa de anti-propaganda ou) um estresse em três atos:
1. foto sombra do colonial shopping. eu era o terceiro numa fila para revelar fotos digitais. pen drive na mão, o papel da máquina acaba na vez do cidadão exatamente à minha frente. não reclamo, não xingo, não esbravejo. simplesmente saio (sem despedir-me das atendentes sorridentes e desculposas) e me dirijo a um
2. outro foto sombra na rua grande. uma pessoa na vez, eu seria o próximo. a sorridente atendente pede-me, terminados os trabalhos do cliente anterior, que eu ponha o pen drive na porta usb da máquina e vai atender ao telefone. fala, fala e fala. a tela da máquina me avisa que “o dispositivo não está conectado”, pedindo-me que eu tente novamente, o que ainda faço por duas vezes, até reclamar que não estava dando certo. uma outra senhorita avisa-me que “não tá prestando, o rapaz só vem amanhã consertar. mas você pode ir ao foto sombra do colonial…”. ainda respondo que “lá não tem papel” e pareço ouvir algo, já não dou tanta importância e parto sem mais.
3. o terceiro ato (estresse) é saber – ao menos até onde sei – que só o foto sombra faz este serviço na ilha. e que eu vou ter que revelar lá as tais fotografias.
um post (desnecessário, talvez) para começar o ano aqui no blogue…
Enfim, 2006 foi um ano bom. Saldo positivo, eu diria (digo, na verdade), apesar de tudo, seja lá o que tudo for. Aqui dá para usar essa metáfora, embora não possa fazê-lo com relação a bancos e similares. Prestações a vencer e um monte de coisa continua na mesma. Eu poderia fazer uma avaliação minuciosa do ano que passou, mas sem retrospectiva, por favor!: não vou torrar a paciência dos caros leitores. Melhor dizendo: não vou iniciar o ano – primeiro post – torrando a paciência dos caros leitores (nem a minha, é verdade). Mas aguardem: 2007 promete. Ao menos, esper(am)o(s).
Há planos, é claro. Alguns impublicáveis, não por serem pornográficos ou coisa parecida. Quando forem dando certo, aviso (o que for necessário) por aqui. Eu nem vou dizer que quero/vou beber menos e estudar mais (entre outras coisas): todas as vezes em que “prometi” isso, não deu certo. Mas, para não fugir à regra: eu prometo!
Provavelmente minha miopia (literalmente ou não) e meu astigmatismo aumentaram. Infelizmente, mais por uso de computadores que por excesso de leitura. Nesse aspecto – e em vários outros, é verdade –, espero que 2007 seja melhor que o ano que terminou. Não que eu use menos computadores, mas que eu leia mais, se é que vocês me entendem. E isso é apenas parte das mudanças que esper(am)o(s). 7º e 8º períodos vêm aí, eis um ano decisivo.
No mais, é aquilo que alguém já disse: depende de nós. Não adianta querer consertar o mundo se não mexermos em nós mesmos.
A verdade é que não dá para resumir num post (e eu não vou fazer um segundo sobre o assunto).
Bom, feliz 2007 pra todo mundo!
a última "primeira classe" do ano
mais uma vez, decepção com o concurso literário e artístico cidade de são luís. não que eu ache que eu devesse vencer (concorri, este ano, à categoria jornalismo, prêmio bandeira tribuzzi). mas saber que há gente boa concorrendo e as comissões dizerem que em algumas categorias trabalhos não obtiveram um mínimo de qualidade é, no mínimo, um exagero. ou falta de conhecimento, pseudoconhecimento, sabe-se lá…
abaixo, a última modesta colaboração deste blogueiro para a primeira classe, jp turismo, jornal pequeno. em 2006, é claro. quando digo, aí no texto, que o livro deveria ser lido por colunistas sociais, não enganem-se, caros leitores: o livro é bom e deve ser lido por vocês também.
antes, uma ampliação do trecho do livro que usei em meu texto. acrescente-se aos que devem ler o livro, além de colunistas sociais e seus pares, alguns membros da comissão julgadora do concurso cidade de são luís:
“A nossa era é, cada vez mais, a era do pseudoconhecimento, o modo pelo qual tentamos tolamente nos diferenciar da maioria medíocre. Sentar-se ao redor de uma garrafa de suco de uva azedo, falando de toques delicados de groselha-preta, fumaça de carvalho, trufas ou de qualquer outro absurdo refinado que a natureza teria usado para enriquecer o seu sabor é ser um cafone de primeira grandeza. Porque, se há algum toque delicado a ser percebido em qualquer vinho, é provável que seja o de pesticida e esterco. Sobre um Château Margaux 1978, um connaisseur pronuncia: “Após uma hora exposto ao ar, este vinho desabrocha, revelando aromas de cassis doce, chocolate, violetas, tabaco e doce baunilha acarvalhada. Em cerca de dez anos, este vinho pode evoluir para a clássica mistura Margaux de cassis, trufas negras, violetas e baunilha”. Como se isso não fosse absurdo o bastante, “um traço de pimentão se esconde no cassis”.
Como um nariz tão sofisticado pode não ter detectado a merda de vaca com a qual essa celebrada propriedade de Bordeaux fertiliza suas videiras? Um verdadeiro conhecedor de vinhos, se tal coisa existisse, detectaria o pesticida e o esterco antes de tudo: ele não seria um goûter de vin, e sim um goûter de merde. Mas não existe conhecimento real de vinho sem ser o daqueles que sabem que a verdadeira alma do vinho, l’âme du vin, é o vinagre. Só saboreia realmente maravilhas quem bebe, puros, aqueles raros vinagres envelhecidos, denominados da bere: a coisa pra valer, um néctar bem distante do suco glorificado dessa indústria de adjetivos e falsidade, que já foi bebida simples e nobre de camponeses simples e nobres – bem mais nobres e conhecedores que os otários endinheirados de hoje em dia, engambelados a acreditar que a degustação de vinho pede mais palavras do que “bom”, “ruim” ou “cala essa boca e bebe logo”.” (p. 13-15)
Um conhecedor da verdade
Sem escrever meramente um elogio ao ópio – ou tão somente fazer-lhe apologia – Nick Tosches alia temas como pseudoconhecimento e o vício. Com conhecimento de causa.
por Zema Ribeiro*
A alucinada – porém lúcida, diga-se – busca de um viciado por uma casa de ópio onde a droga já (quase) não existe. Eis o mote – e isso não é pouco – de “A última casa de ópio” [“The last opium den”, tradução de Michele de Aguiar Vartuli, Conrad Editora, 2006, 93 páginas, R$ 25,00], de Nick Tosches, jornalista, poeta e romancista de quem este aspirante – confesso – ainda não tinha ouvido falar.
O autor está, na orelha do livro, colocado ao lado de gente grande, dos naipes de Truman Capote, Hunter Thompson e Lester Bangs. Antes de mergulhar em busca da última casa de ópio, o livro inicia-se com uma crítica ao pseudoconhecimento, tão em voga e tão celebrado hoje em dia. Tivesse este livro sido escrito no Brasil, certamente os exemplos sobre o assunto seriam outros, abundantes. Por lá, um deles é pagar-se algo como 25 ou 35 dólares por meia cebola.
Um trecho, certeiro: “A nossa era é, cada vez mais, a era do pseudoconhecimento, o modo pelo qual tentamos tolamente nos diferenciar da maioria medíocre. (…) Foda-se este mundo de otários pseudo-sofisticados, incapazes de reconhecer as melhores coisas da vida – desde uma dose daquele vinagre até os primeiros sinais do outono numa árvore –, quanto mais apreciá-las”.
O livro foi escrito em 1985 e falava de um século XXI que já chegou, infelizmente sem erros nas “previsões” do autor.
Talvez alguns preconceitos ainda não expurgados me atirem à vala comum dos pseudoconhecedores de que fala Tosches. Mas, sem dúvidas, eis um livro que deveria ser lido – urgentemente – por colunistas sociais e seus pares.
* Zema Ribeiro é correspondente para o Maranhão do site Overmundo e escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com
a última “primeira classe” do ano
mais uma vez, decepção com o concurso literário e artístico cidade de são luís. não que eu ache que eu devesse vencer (concorri, este ano, à categoria jornalismo, prêmio bandeira tribuzzi). mas saber que há gente boa concorrendo e as comissões dizerem que em algumas categorias trabalhos não obtiveram um mínimo de qualidade é, no mínimo, um exagero. ou falta de conhecimento, pseudoconhecimento, sabe-se lá…
abaixo, a última modesta colaboração deste blogueiro para a primeira classe, jp turismo, jornal pequeno. em 2006, é claro. quando digo, aí no texto, que o livro deveria ser lido por colunistas sociais, não enganem-se, caros leitores: o livro é bom e deve ser lido por vocês também.
antes, uma ampliação do trecho do livro que usei em meu texto. acrescente-se aos que devem ler o livro, além de colunistas sociais e seus pares, alguns membros da comissão julgadora do concurso cidade de são luís:
“A nossa era é, cada vez mais, a era do pseudoconhecimento, o modo pelo qual tentamos tolamente nos diferenciar da maioria medíocre. Sentar-se ao redor de uma garrafa de suco de uva azedo, falando de toques delicados de groselha-preta, fumaça de carvalho, trufas ou de qualquer outro absurdo refinado que a natureza teria usado para enriquecer o seu sabor é ser um cafone de primeira grandeza. Porque, se há algum toque delicado a ser percebido em qualquer vinho, é provável que seja o de pesticida e esterco. Sobre um Château Margaux 1978, um connaisseur pronuncia: “Após uma hora exposto ao ar, este vinho desabrocha, revelando aromas de cassis doce, chocolate, violetas, tabaco e doce baunilha acarvalhada. Em cerca de dez anos, este vinho pode evoluir para a clássica mistura Margaux de cassis, trufas negras, violetas e baunilha”. Como se isso não fosse absurdo o bastante, “um traço de pimentão se esconde no cassis”.
Como um nariz tão sofisticado pode não ter detectado a merda de vaca com a qual essa celebrada propriedade de Bordeaux fertiliza suas videiras? Um verdadeiro conhecedor de vinhos, se tal coisa existisse, detectaria o pesticida e o esterco antes de tudo: ele não seria um goûter de vin, e sim um goûter de merde. Mas não existe conhecimento real de vinho sem ser o daqueles que sabem que a verdadeira alma do vinho, l’âme du vin, é o vinagre. Só saboreia realmente maravilhas quem bebe, puros, aqueles raros vinagres envelhecidos, denominados da bere: a coisa pra valer, um néctar bem distante do suco glorificado dessa indústria de adjetivos e falsidade, que já foi bebida simples e nobre de camponeses simples e nobres – bem mais nobres e conhecedores que os otários endinheirados de hoje em dia, engambelados a acreditar que a degustação de vinho pede mais palavras do que “bom”, “ruim” ou “cala essa boca e bebe logo”.” (p. 13-15)
Um conhecedor da verdade
Sem escrever meramente um elogio ao ópio – ou tão somente fazer-lhe apologia – Nick Tosches alia temas como pseudoconhecimento e o vício. Com conhecimento de causa.
por Zema Ribeiro*
A alucinada – porém lúcida, diga-se – busca de um viciado por uma casa de ópio onde a droga já (quase) não existe. Eis o mote – e isso não é pouco – de “A última casa de ópio” [“The last opium den”, tradução de Michele de Aguiar Vartuli, Conrad Editora, 2006, 93 páginas, R$ 25,00], de Nick Tosches, jornalista, poeta e romancista de quem este aspirante – confesso – ainda não tinha ouvido falar.
O autor está, na orelha do livro, colocado ao lado de gente grande, dos naipes de Truman Capote, Hunter Thompson e Lester Bangs. Antes de mergulhar em busca da última casa de ópio, o livro inicia-se com uma crítica ao pseudoconhecimento, tão em voga e tão celebrado hoje em dia. Tivesse este livro sido escrito no Brasil, certamente os exemplos sobre o assunto seriam outros, abundantes. Por lá, um deles é pagar-se algo como 25 ou 35 dólares por meia cebola.
Um trecho, certeiro: “A nossa era é, cada vez mais, a era do pseudoconhecimento, o modo pelo qual tentamos tolamente nos diferenciar da maioria medíocre. (…) Foda-se este mundo de otários pseudo-sofisticados, incapazes de reconhecer as melhores coisas da vida – desde uma dose daquele vinagre até os primeiros sinais do outono numa árvore –, quanto mais apreciá-las”.
O livro foi escrito em 1985 e falava de um século XXI que já chegou, infelizmente sem erros nas “previsões” do autor.
Talvez alguns preconceitos ainda não expurgados me atirem à vala comum dos pseudoconhecedores de que fala Tosches. Mas, sem dúvidas, eis um livro que deveria ser lido – urgentemente – por colunistas sociais e seus pares.
* Zema Ribeiro é correspondente para o Maranhão do site Overmundo e escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com
míope e torpe top5
um postzinho “na onda”, da hora. coisa que todo mundo faz. e confesso: ler listas é (bem) melhor que fazê-las. sempre vai ficar alguém de fora, (quase) sempre vai entrar alguém que deveria ter ficado de fora.
não listarei os melhores livros e filmes de 2006. devo confessar: li e vi pouco este ano. e a maioria das coisas que li e vi, não foram lançadas este ano.
atrevo-me pois, somente, a listar os melhores discos de 2006, obviamente entre os que ouvi. é, como sempre, uma lista apaixonada e defeituosa. aberta a contestações/indagações/etc. na caixa de comentários. em tempo e sinceramente: também ouvi pouco em 2006.
o maranhense zeca baleiro (que este blogue bem poderia eleger “artista do ano”, dada a sua carga de trabalho) pescou 14 músicas (quase todas inéditas) deixadas em fita (voz e violão) pelo capixaba sérgio sampaio (para ficar num lugar-comum, o autor de “eu quero é botar meu bloco na rua”). o resultado é esta belíssima bolachinha, que marcou a estréia do selo saravá discos, que pôs ainda no mercado outro belo trabalho, “ode descontínua e remota para flauta e oboé – de ariana para dionísio“, com dez poemas de hilda hilst musicados por zeca baleiro e interpretados por dez vozes femininas.

música, celso borges
“música” não é um disco. é um livro. um livro-disco na verdade. celso borges, o jornalista e poeta maranhense que cometeu esta obra, confessa pensar sempre no texto em papel (livro) antes do suporte sonoro (disco). mais de 50 artistas (músicos, poetas) em 25 faixas. um passeio interessantíssimo por músicas e poemas.

transfiguração, cordel do fogo encantado
versos como “vou pregar na parede / um pedaço de céu / que você me mandou” garantem ao terceiro disco do cordel o título de disco mais lírico de sua consistente carreira. é, ao lado dos outros quatro da lista, um dos discos que mais ouvi em 2006. este e o “homem-espuma” são os dois únicos discos que não resenhei (em 2006).

tião canta joão, tião carvalho
no ano em que joão do vale completou dez anos de falecido, tião carvalho, maranhense radicado em são paulo, prestou-lhe este “tributo”, que vai além desta alcunha aspeada. fugindo de um repertório óbvio, há músicas belas e raras como “os óio de ana bela”.
com participações de céu (um dos muitos discos que este blogueiro (ainda) não ouviu em 2006) e tom zé (cujo disco novo também ainda não ouvi), praticamente nada de novo era apresentado no disco novo do mombojó, cuja estréia se chama nadadenovo. se “em time que está ganhando não se mexe” (termo óbvio para um ano de copa do mundo, não?), o mombojó acertou no ângulo (de novo?) ao repetir as boas fórmulas para se fazer boas músicas.








