(ao lado dela) na arquibancada

antes, um aviso: isso não é jornalismo!

josé ribamar tocantins, clara de fátima martins e francisca lima, professores do luís viana, no bairro da alemanha, são luís, maranhão, brasil, escreveram o projeto aprender a ler e ler para aprender. o ensino da matemática centrado na inclusão social pelo domínio da língua, inscrito no prêmio viva leitura, a maior premiação individual para fomento à leitura produzida no brasil, iniciativa inédita dos ministérios da educação (mec), cultura (minc) e organização dos estados íbero-americanos para educação, a ciência e a cultura (oei).

o prêmio selecionou, entre 3.031 inscritos, quinze finalistas, que já estão na capital federal para a solenidade de premiação, amanhã, 13. do maranhão, foram selecionados o projeto supra, além do jegue-livro, de alto alegre do pindaré.

é o seguinte, resumindo: os dois primeiros do primeiro projeto citado são meus sogros, que já estão parabenizados pela seleção. d(n)a ilha, estamos, eu e ela e mais uma turma de parentes e amigos na torcida… sucesso, sogrões!

ponte aérea sl

é o seguinte: vou viver na ponte aérea. ao menos por (quase) dois meses. não, não vou estressar com vôos atrasados em aeroportos lotados, etc. e tal. vou imitar as pontes aéreas rj e sp (xicos, vargas e no no mínimo) e escrever a ponte aérea sl (preferi não chamar de ponte aérea ma, já que raramente sairei da ilha). é pr’uma atividade da faculdade, da disciplina jornalismo cultural, professoramiga ana patrícia choairy. então: entre novembro e dezembro, vida dupla, além de por aqui, a gente se vê por .

[essa foto/link belíssima aí (ao menos eu acho!) é do gilson teixeira (jornal pequeno).]

este blogueiro (de merda), até onde lhe permite(m) a(s) “inguinorança(s)”, internética e d’outras línguas, está aberto a sugestões de/sobre como melhorar (digo, tornar mais bonito, frescura pouca é bobagem, etc. e tal…) a dita/citada ponte

mais detalhes sobre funcionamento, calendário/horário de vôos,

até!

onde tá o coro?

com o título acima, o poeta-músico zémaria medeiros leva hoje (parte de) seu arsenal, da rua para o palco do teatro alcione nazaré (centro de criatividade odylo costa, filho, praia grande), às 21h. ingressos no local. r$ 10,00 (estudantes e idosos pagam metade).

o poeta-músico em ação no espetáculo semanal a vida é uma festa (cia. circense de teatro de bonecos, praia grande, todas as quintas-feiras, 20h30min) [foto: divulgação]

sábado: reprise

antes, um toque: pedro sobrinho, dj que tocaria na fatídica noite de sexta-feira passada, e também lesado pela não-realização do show da nação zumbi (os mangueboys de nada têm culpa), escreveu hoje n’o estado do maranhão sobre o (não-)acontecimento. confiram!

*

ontem, ao pendurar aqui o post anterior, o que eu tinha colocado sábado simplesmente sumiu. segue novamente, abaixo. é meu texto da primeira classe, jp turismo, de 4/11 (o jornal pequeno não circulou sexta-feira).

*

O Maranhão agora só chora assim

Com a derrota sarneysta nas urnas maranhenses, o povo tem muito que comemorar. Motivos para chorar? Só se for de alegria. Ou se “choro” tiver outro sentido que não lembre lágrimas.

por Zema Ribeiro*

O fato de “Chorinhos Maranhenses[independente, R$ 15,00] ser o primeiro registro de choros produzidos no Maranhão – genuinamente maranhense, diga-se e repita-se: composto aqui (em várias épocas), foi todo gravado aqui – poderia permitir aos bambas do Instrumental Pixinguinha alguns deslizes, quiçá perdoáveis, e os mesmos entrariam para a história com um disco ruim, por serem os primeiros.

Não é o que acontece. Nem ruim – ao contrário, excelente disco de (todas as) estréia(s) – nem fácil: em vez de releituras de clássicos do gênero – ainda que se limitassem ao repertório maranhense, que tem clássicos de sobra –, “Chorinhos Maranhenses” é todo composto por músicas jamais gravadas e revela verdadeiros mestres do gênero – Domingos Santos, Zé Hemetério, Francisco de Assis (Six), Nuna Gomes e Cleômenes Teixeira, entre outros – na interpretação descontraída, como o são numa (boêmia) roda de choro, de outros mestres: Zezé Alves (flauta), Raimundo Luiz (bandolim), Juca do Cavaco (cavaquinho), Domingos Santos (violão sete cordas) e Nonatinho (pandeiro), o quinteto Instrumental Pixinguinha.

A paisagem maranhense, além de desfilar pelas composições e execuções de “Chorinhos Maranhenses”, está também no bonito encarte: a Escola de Música Lilah Lisboa, a Ponta d’Areia e a Faustina são alguns cenários naturais por onde passeiam estes chorões, agora só sorrisos nos rostos. O texto de Ricarte Almeida Santos (membro fundador do Clube do Choro do Maranhão e apresentador do programa Chorinhos e Chorões, nas manhãs dominicais da rádio Universidade FM) afirma, orgulhoso, meio pai da criança que é: “Acho que Pixinguinha está orgulhoso do nome que emprestou a esse grupo”. Temos certeza que sim. Ave, Pixinguinha! Vários vivas e muitos brindes!

Em tempo – Domingo (5/11), às 9h, na rádio Universidade FM (106,9MHz), o programa Chorinhos e Chorões apresentará o disco “Choros Maranhenses”. No estúdio, com Ricarte Almeida Santos, para “o seu café da manhã instrumental de domingo”, os componentes do Instrumental Pixinguinha. Boêmios, de pé!

* correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com

coincidência?

com ou sem razão, há quem fale mal de ópera. de ricarte. de vanessa serra. e cito aqui, produtores mais próximos deste que vos escreve. eu mesmo, dando uma de produtor, já armei shows em são luís para platéias de quarenta pessoas. com ou sem razão, há quem fale mal deste blogueiro.

mas, vejamos: dois shows do sepultura (não vou atrás de datas, os dados aqui são de minha pouca e fraca memória), um de marcelo nova (que este blogueiro em contato com a assessoria do líder do camisa de vênus em são paulo, descobriu que nem haviam entrado em contato, quanto mais feito contrato) e, mais recentemente, o segundo show da nação zumbi. todos cancelados.

coincidência? talvez: as cinco promessas de apresentações leva(va)m a assinatura da mesma “produção”.

coincidência? irresponsabilidade? sacanagem? ou o quê?

celso borges no overmundo


[foto: zema ribeiro]

O imponente casarão onde nasceu Celso Borges – “Rua da Paz, 350, Centro de São Luís do Maranhão”, como ele mesmo anuncia/declama em “Celebração”, faixa que encerra seu novo livro-cd – permanece imponente, na esquina de Paz com Antonio Rayol, confluência da Igreja de São João e Faculdade de Farmácia. Hoje, uma clínica odontológica funciona no local.

Celso Borges, poeta e jornalista maranhense (radicado em São Paulo) passou apressadamente por São Luís para lançar “Música[Editora Medusa, R$ 30,00], seu mais recente trabalho. Duas movimentadas, corridas e concorridas noites de autógrafos [19/10 na Escola de Música Lilah Lisboa e 20/10 no Novo Espaço Poeme-se]. “Não sei como o Mick Jagger agüenta vinte shows por mês”, alega cansaço ao citar o stone. E Celso ainda arranjou tempo para um recital informal no Chico Discos (Fonte do Ribeirão) [21/10], com nomes como Hamilton Faria (SP) – de quem descobriu ser quase vizinho em Sampa –, Joãozinho Ribeiro, Moisés Nobre, Eduardo Júlio, Gildomar Marinho e Imira Brito, entre outros.

Os compromissos da agenda de Celso eram os mais diversos: há dezessete anos na capital paulista, é sempre concorrido por familiares, amigos, vento e claridade ludovicenses. Desta vez ele trazia “Música” na bagagem. Bonito livro-disco que com poemas, músicas, um belíssimo projeto gráfico e diversos amigos reunidos, imita um disco compacto de vinil, inclusive furado ao meio.

Vinte e cinco faixas e mais de cinqüenta poetas/músicos/artistas/amigos. Pessoas de várias partes do Brasil, na maioria concentradas em São Paulo, mas com participações também de diversos nascidos/residentes no Maranhão. O disco é, aliás, impregnado de São Luís, cidade que Celso ama/odeia, numa relação nada fácil.

Correndo, o poeta não encontrou tempo de conversar conosco e concedeu a entrevista abaixo por e-mail.

*

Para ler a entrevista e ver mais imagens, vá ao Overmundo. A foto que ilustra o post é o casarão 350 da Rua da Paz.

o choro maranhense revelado

Ao invés de reproduzir uma coletânea de regravações de clássicos do Choro, como é muito comum se fazer por aí, os bambas do Instrumental Pixinguinha trilharam outro caminho.

Talvez fosse mais fácil fazer releituras de Brasileirinho, Tico-Tico no Fubá ou Carinhoso. Seria talvez até mais comercial. Mas a rapaziada do Instrumental Pixinguinha preferiu se debruçar sobre partituras que guardavam as criações dos chorões maranhenses, obras que corriam o risco de continuar desconhecidas do público.

Além de ser o primeiro disco de choro produzido no Maranhão, o que, por si só, já é algo da maior importância, este Choros Maranhenses é, fundamentalmente, o registro e a difusão de um rico material chorístico produzido em nossa terra. E isso é revelador.

Revelador de uma seleção de choros maranhenses ricamente elaborados. São peças sofisticadas, cheias de sentimento, que exigem muito dos executantes, mostrando que nossos compositores podem figurar sem dúvida nenhuma entre os grandes do país.

Revelador de mestres do Choro como Nuna Gomes, Zé Hemetério, Raimundo Padilha, Cleômenes Teixeira, Raimundo Amaral e Francisco de Assis – o Six, personagens de uma história musical ainda pouco conhecida. O Instrumental Pixinguinha apenas destampou o baú, que abriga um rico tesouro pronto para ser explorado por nossos músicos e pesquisadores.

O cd de estréia é revelador também da grande capacidade interpretativa e criativa do Instrumental Pixinguinha. Instrumentistas como Raimundo Luíz (bandolim), Juca do Cavaco, Zezé Alves (flauta), Domingos Santos (sete cordas) e Nonato (pandeiro) estabelecem perfeita sintonia em suas execuções. Maturidade só possível graças aos mais de vinte anos de uma vivência chorística intensa.

Condição que lhes confere também autoridade para compor grandes choros, como o sentimental Miritibano, do sete cordas Domingos Santos; ou o alegre Candiru, do Flautista Zezé Alves em parceria com Omar Cutrim; o belíssimo choro Elegante, do Prof. Raimundo Luíz; ou ainda o chorinho Lembro-me de você assim, composição de Juca do Cavaco em homenagem póstuma ao sogro.

Choros Maranhenses, o cd, surge como uma animadora novidade no árido cenário da música instrumental, por ser de fato o primeiro disco de Choro produzido por aqui. E por assumir, enfaticamente, o Choro, enquanto linguagem instrumental e influência sobre a música produzida no Maranhão. Algo já há muito presente nas criações dos nossos grandes compositores populares, como Chico Maranhão, Cesar Teixeira, Josias Sobrinho, Antonio Vieira, Lopes Bogéa, Cristóvão Alô Brasil, Bibi Silva, Joãozinho Ribeiro e tantos outros.

Acho que Pixinguinha está orgulhoso do nome que emprestou a esse grupo.

[Ricarte Almeida Santos – sociólogo e radialista, produtor e apresentador do programa Chorinhos e Chorões da rádio Universidade FM. Membro fundador do Clube do Choro do Maranhão]

*

o texto acima tá no encarte de choros maranhenses, disco de estréia do instrumental pixinguinha, sobre o qual ainda escreverei por aqui.

hoje

12, jackson aqui!

13, lula lá!

cumpri o dever. fiz jus ao direito. a tv ligada, dá os primeiros resultados com a pesquisa boca de urna. é esperar

festival de besteiras que assola o país

[trilha sonora do post: “ou não” (1973), de walter franco, com direção de gravação do recém-subido rogério duprat, em “reedição conjunta” com “revolver” (1975), 2 lps em 1 cd, viva duprat, viva walter, viva gavin! antes, um aviso: este post, ao contrário do que possa indicar o título do mesmo, nada tem a ver com a campanha política encerrada ontem]

tenho andado feliz, apesar de alguns/umas amigos/as acharem-me rabugento. ou ranzinza, sei lá. outros/as dizem “nossa, você está mais magro!”, quando felicidade (geralmente) combina com carcaças mais rechead(inh)as e bochech(inh)as mais rosad(inh)as.

não estou morto (ainda), e a julgar por minha atual felicidade, isso ainda demora… mas, querem dar-me um presente de dia de finados? uma dica:

a batina de "padre" barnabé: amigo arrigo tributa itamar

Arrigo Barnabé grava missa em latim em homenagem ao amigo-parceiro Itamar Assumpção.

por Zema Ribeiro*

Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção surgiram artisticamente na mesma Londrina, interior do Paraná, ainda na década de setenta, século passado. Além dessa semelhança, outras lhes são guardadas: gênios da música brasileira, pouco toca(ra)m no rádio e fizeram discos tão “difíceis” (para os ouvidos acostumados com o padrão “clichê-chiclete” do que é tocado ali desde sempre) quanto fundamentais (para ouvidos que se apaixona(ra)m pela “vanguarda paulistana” após a primeira audição) da música (im)popular brasileira.

O primeiro, compôs diversas trilhas para cinema e teatro e não tem, ainda, o reconhecimento que merece; o segundo, apesar de autor de diversos sucessos de Zélia Duncan e Cássia Eller, idem. Em “Amigo Arrigo” (música de “Pretobrás”, disco de 1998), Itamar cantava “tenho um amigo chamado Arrigo / o resto, depois eu digo”. Não deu tempo: o músico faleceu em 2003, vítima de câncer no estômago.

Fugindo das obviedades – marca de sua trajetória artística ímpar – Arrigo Barnabé não fez o que poderia parecer (e seria, não?) mais fácil: regravar canções e/ou produzir um tributo ao amigo, ou coisa parecida. Foi além: compôs e gravou uma missa (em latim) tributando o “negão” – como Itamar era carinhosamente chamado pelos amigos. As cinco faixas do disco seguem o ritual católico: kyrie, gloria, credo, sanctus e agnus dei. Citando a obra de Itamar, ouve-se, logo na primeira faixa, “Be-ne-di-to João dos San-tos Sil-va Be-le-léu Ky-ri-ne-go di-to e es-tá no céu”, singelo canto/cântico (dos cânticos) das mais de trinta pessoas – regente, cantores e instrumentistas – que participaram da gravação, realizada entre os últimos 2 e 4 de abril.

Missa in memoriam Itamar Assumpção[Thanx God, 2006, R$ 15,00] não é um disco fácil: é uma bela celebração de amizade, cumplicidade, admiração. Cantado/a em língua morta, homenageia o importante Itamar, vivíssimo, ao menos para o seu fiel séqüito de fãs, quase sempre comum ao do amigo Arrigo.

* correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com

[na primeira classe, jp turismo, jornal pequeno, hoje]

a batina de “padre” barnabé: amigo arrigo tributa itamar

Arrigo Barnabé grava missa em latim em homenagem ao amigo-parceiro Itamar Assumpção.

por Zema Ribeiro*

Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção surgiram artisticamente na mesma Londrina, interior do Paraná, ainda na década de setenta, século passado. Além dessa semelhança, outras lhes são guardadas: gênios da música brasileira, pouco toca(ra)m no rádio e fizeram discos tão “difíceis” (para os ouvidos acostumados com o padrão “clichê-chiclete” do que é tocado ali desde sempre) quanto fundamentais (para ouvidos que se apaixona(ra)m pela “vanguarda paulistana” após a primeira audição) da música (im)popular brasileira.

O primeiro, compôs diversas trilhas para cinema e teatro e não tem, ainda, o reconhecimento que merece; o segundo, apesar de autor de diversos sucessos de Zélia Duncan e Cássia Eller, idem. Em “Amigo Arrigo” (música de “Pretobrás”, disco de 1998), Itamar cantava “tenho um amigo chamado Arrigo / o resto, depois eu digo”. Não deu tempo: o músico faleceu em 2003, vítima de câncer no estômago.

Fugindo das obviedades – marca de sua trajetória artística ímpar – Arrigo Barnabé não fez o que poderia parecer (e seria, não?) mais fácil: regravar canções e/ou produzir um tributo ao amigo, ou coisa parecida. Foi além: compôs e gravou uma missa (em latim) tributando o “negão” – como Itamar era carinhosamente chamado pelos amigos. As cinco faixas do disco seguem o ritual católico: kyrie, gloria, credo, sanctus e agnus dei. Citando a obra de Itamar, ouve-se, logo na primeira faixa, “Be-ne-di-to João dos San-tos Sil-va Be-le-léu Ky-ri-ne-go di-to e es-tá no céu”, singelo canto/cântico (dos cânticos) das mais de trinta pessoas – regente, cantores e instrumentistas – que participaram da gravação, realizada entre os últimos 2 e 4 de abril.

Missa in memoriam Itamar Assumpção[Thanx God, 2006, R$ 15,00] não é um disco fácil: é uma bela celebração de amizade, cumplicidade, admiração. Cantado/a em língua morta, homenageia o importante Itamar, vivíssimo, ao menos para o seu fiel séqüito de fãs, quase sempre comum ao do amigo Arrigo.

* correspondente para o Maranhão do site Overmundo, escreve no blogue http://zemaribeiro.blogspot.com

[na primeira classe, jp turismo, jornal pequeno, hoje]

a práxis de ed wilson araújo no quer dizer

“O beijo é a extensão do ato da mamar no ser humano adulto. Sugar a teta tanto alimenta quanto dá prazer. É por isso que a gente beija com entusiasmo quando ama. Os prazeres que vêm da boca resultam de múltiplos estímulos que escorrem do cérebro, esvaem-se pela língua manifestando-se em fluidos e, principalmente, em palavras. A técnica de articular as palavras em discursos é, desde os gregos, uma forma primorosa de informar e persuadir. O filósofo Sócrates, filho de uma parteira, paria palavras para inquirir seus interlocutores. Na prática, Sócrates era um teórico. Muitas vezes a teoria surge da prática. Uma não pode viver sem a outra. Não há beijo de uma só boca…”

*

lindo, não? ed wilson araújo no quer dizer, novo link aí ao lado. quem tiver o interesse, a curiosidade de ler o(s) texto(s) (dele) completo(s), perceberá que o homem fala de “comunicação”, do que ele entende muito. um texto leve, agradável, que nos (me) prende, como deveriam ser (todos) os textos.

conversamos sempre, eu e ed, e ele insiste que eu sou poeta quando digo-lhe que abandonei as “rimas”. poeta é ele, que, como um manoel de barros, é criança e faz essa prosa de adulto.

uma pequena introdução ou "como assustar seus leitores" (ou: de como não ser original)

“(…)

Uma página sem assunto pré-definido, editor ou pauta. Sem intermediários entre as minhas obsessões, a ponta dos meus dedos no teclado e a tela do computador. Sem nenhuma regra que não seja definida por mim e que não possa ser mudada, pela mesma pessoa, quando quiser. Ainda assim, cheio de vontades, espero ganhar um ou outro leitor no caminho – tampouco gosto de falar com as paredes, embora muitas vezes isso seja inevitável. No mais, não me prestem muita consideração por aqui. As pessoas começaram a levar essa história de blog a sério, inventando umas ligações desconexas entre blog e literatura, ou entre a economia do planeta, o aquecimento global e os blogs, e a coisa toda desandou e perdeu a graça. Quando esse papo de weblog começou a aparecer na segunda parte da década de 90 do século passado, só quem era muito fracassado e/ou desocupado tinha e atualizava um deles.

(…)

Como acredito que escritores deveriam apenas escrever romances e, fora disso, se entregar ao silêncio e ao anonimato, inauguro este blog no Globo Online com o único propósito de destruir a minha própria e incipiente reputação.

(…)”

*

acima, joão paulo cuenca, em texto que inaugura seu novo blogue (com o link já devidamente trocado aí ao lado).

e por que diabos eu dou atenção ao cuenca, e/ou ao fato dele ter inaugurado um novo blogue? por que diabos eu o levo tão “a sério”? simples: por que eu gosto muito de tudo o que esse cabra escreve, seja o corpo presente (2003; seu romance de estréia pela planeta, do qual já distribuí diversos exemplares aproveitando os preços de vez em quando promocionais das lojas americanas), as crônicas do megazine (suplemento d’o globo) e/ou da tpm ou esta falta de pauta (mas nunca de assunto) de seu “desordenado” blogue.

cuenca, seja bem (re-)vindo ao clube! um brinde!

[o título deste post (o que está fora dos parênteses, no caso) é o mesmo do primeiro de cuenca lá no bloglobo (ou “globolog”?) dele; o que está entre, é minha culpa assumida, ao copiá-lo.]

uma pequena introdução ou “como assustar seus leitores” (ou: de como não ser original)

“(…)

Uma página sem assunto pré-definido, editor ou pauta. Sem intermediários entre as minhas obsessões, a ponta dos meus dedos no teclado e a tela do computador. Sem nenhuma regra que não seja definida por mim e que não possa ser mudada, pela mesma pessoa, quando quiser. Ainda assim, cheio de vontades, espero ganhar um ou outro leitor no caminho – tampouco gosto de falar com as paredes, embora muitas vezes isso seja inevitável. No mais, não me prestem muita consideração por aqui. As pessoas começaram a levar essa história de blog a sério, inventando umas ligações desconexas entre blog e literatura, ou entre a economia do planeta, o aquecimento global e os blogs, e a coisa toda desandou e perdeu a graça. Quando esse papo de weblog começou a aparecer na segunda parte da década de 90 do século passado, só quem era muito fracassado e/ou desocupado tinha e atualizava um deles.

(…)

Como acredito que escritores deveriam apenas escrever romances e, fora disso, se entregar ao silêncio e ao anonimato, inauguro este blog no Globo Online com o único propósito de destruir a minha própria e incipiente reputação.

(…)”

*

acima, joão paulo cuenca, em texto que inaugura seu novo blogue (com o link já devidamente trocado aí ao lado).

e por que diabos eu dou atenção ao cuenca, e/ou ao fato dele ter inaugurado um novo blogue? por que diabos eu o levo tão “a sério”? simples: por que eu gosto muito de tudo o que esse cabra escreve, seja o corpo presente (2003; seu romance de estréia pela planeta, do qual já distribuí diversos exemplares aproveitando os preços de vez em quando promocionais das lojas americanas), as crônicas do megazine (suplemento d’o globo) e/ou da tpm ou esta falta de pauta (mas nunca de assunto) de seu “desordenado” blogue.

cuenca, seja bem (re-)vindo ao clube! um brinde!

[o título deste post (o que está fora dos parênteses, no caso) é o mesmo do primeiro de cuenca lá no bloglobo (ou “globolog”?) dele; o que está entre, é minha culpa assumida, ao copiá-lo.]