um aviso para encerrar o sábado…

… antes de ir ao noticiado no post anterior: tem um texto meu no overmundo sobre o aniversário de são luís. ele está esperando a visita dos leitores (e dos amigos dos leitores, e dos amigos dos amigos dos leitores) deste blogue.

sobre vacilos e, em tempo, um convite

tenho dedicado notas como o post anterior (algo mais, digamos assim, “agenda cultural”) ao overmundo. quem me lê aqui, pode me ler por lá também.

por um vacilo, perdi o prazo de postar a nota sobre o excelente show de tião carvalho [gracias, lu!], e por outro vacilo, cheguei atrasado para a apresentação, confiante no (péssimo) hábito maranhense de as coisas (quase) nunca começarem no horário por aqui. mas isso é outra história.

tá no overmundo [lá, com ilustração; procurem na fila de edição da agenda], nota deste blogueiro sobre o projeto “chorando na praça: o choro na comunidade“, que terá início amanhã, às 16h, no largo da igreja do desterro. a iniciativa do clube do choro do maranhão terá edições mensais, em difeferentes bairros da capital maranhense. esta (a de amanhã, no caso), terá como atrações o regional tira-teima, o instrumental pixinguinha e participações especiais dos grupos toque brasileiro e um a zero. ricarte almeida santos [que apresenta o programa “chorinhos & chorões” às 9h das manhãs de domingo, na rádio universidade fm, 106,9] antecipou que o próximo capítulo desta bonita história que continua a ser escrita [foi começada com a serenata dos amores e, antes, com o samba da minha terra, duas ótimas idéias do sempre reverenciado por aqui joãozinho ribeiro, que também fará participação especial, lá, amanhã] acontecerá no bairro do anjo da guarda, em data e local a confirmar.

serviço

o quê: projeto chorando na praça: o choro na comunidade
quando: amanhã (16), às 16h
onde: largo da igreja do desterro
quanto: grátis

tião canta joão no taa, hoje

eis a capa do belíssimo tião (carvalho) canta joão (do vale) [pôr do som, 2006], onde o cidadão paulistano nascido em cururupu/ma, interpreta a obra do pedreirense. não, não se trata de um disco fácil, em se tratando de sua feitura. qualquer um teria selecionado os “clássicos” de joão do vale e feito um belo disco, já que é tão bela a obra de joão. tião carvalho foi além: viveu a poesia do autor de “carcará” (registrada no disco como uma toada de bumba-meu-boi), conheceu seu zezinho (o menino que pode estudar, da autobiográfica “minha história“, que não entrou no disco), selecionou músicas famosas e outras nem tanto, caso da bela (adjetivo repetitivo, mas perfeitamente cabível, só se ouvindo pode crer) “os óio de ana bela“.

bom, depois escrevo mais sobre o disco, sobre tião, sobre joão. por enquanto, este blogue avisa: hoje, às 21h, no teatro arthur azevedo (rua do sol, centro), acontecerá o show de lançamento do disco. ingressos entre r$ 15,00 e r$ 20,00. imperdível!

eu já falei (e ainda vou falar) de "música" aqui

celso borges avisou-me, por e-mail, que a revista cult deste mês deu destaque ao seu “música“. ainda devo um texto sobre. quero ver se consigo juntá-lo com a vinda de cb ao maranhão, para o lançamento do livro-disco (compacto simples? compacto composto?), o que deve acontecer até outubro. tomara! outubro ou nada!

na trip desse mês, li o texto abaixo, de um dos 50 poetas/músicos/artistas da obra(-prima).


para ler e ouvir – música – celso borges (medusa)

a eterna discussão sobre as fronteiras entre música e poesia ganha novo ingrediente com o lançamento de música, livro/cd do poeta celso borges recém-lançado pela editora curitibana medusa. segundo trabalho do maranhense no gênero, música celebra bodas explícitas entre o texto poético e a canção popular, apostando na dissolução de fronteiras defendidas manu militari por gente dos dois lados do front. para esse casamento, o poeta arrolou um grupo cintilante de 50 testemunhas, entre poetas, músicos e letristas, além do jornalista e dj otávio rodrigues, com quem desenvolve projetos similares. zeca baleiro, vanessa bumagny e vitor ramil e os poetas ademir assunção, ricardo corona e micheliny verunschk são alguns deles. para ser degustado sem pressa, música reserva momentos sublimes como o fado “devoluto“, poema de sérgio natureza em homenagem ao poeta, musicado por kleber albuquerque. para comprar ou obter mais informações: cbpoema@uol.com.br

(fernando abreu, jornalista e poeta)

eu já falei (e ainda vou falar) de “música” aqui

celso borges avisou-me, por e-mail, que a revista cult deste mês deu destaque ao seu “música“. ainda devo um texto sobre. quero ver se consigo juntá-lo com a vinda de cb ao maranhão, para o lançamento do livro-disco (compacto simples? compacto composto?), o que deve acontecer até outubro. tomara! outubro ou nada!

na trip desse mês, li o texto abaixo, de um dos 50 poetas/músicos/artistas da obra(-prima).


para ler e ouvir – música – celso borges (medusa)

a eterna discussão sobre as fronteiras entre música e poesia ganha novo ingrediente com o lançamento de música, livro/cd do poeta celso borges recém-lançado pela editora curitibana medusa. segundo trabalho do maranhense no gênero, música celebra bodas explícitas entre o texto poético e a canção popular, apostando na dissolução de fronteiras defendidas manu militari por gente dos dois lados do front. para esse casamento, o poeta arrolou um grupo cintilante de 50 testemunhas, entre poetas, músicos e letristas, além do jornalista e dj otávio rodrigues, com quem desenvolve projetos similares. zeca baleiro, vanessa bumagny e vitor ramil e os poetas ademir assunção, ricardo corona e micheliny verunschk são alguns deles. para ser degustado sem pressa, música reserva momentos sublimes como o fado “devoluto“, poema de sérgio natureza em homenagem ao poeta, musicado por kleber albuquerque. para comprar ou obter mais informações: cbpoema@uol.com.br

(fernando abreu, jornalista e poeta)

semente de tudo

não sei onde ouvi, há tempos, alguém (e devia ser um professor de português ou coisa que o valha) dizer que “detalhes” (roberto carlos & erasmo também) é “a canção mais bonita já escrita em língua portuguesa”. embora eu até faça isso às vezes (de dizer que algo ou alguém é o maior e/ou melhor), e sei que faço bastante, é uma tremenda bobagem. num universo tão grande musicalmente falando (digo, nosso quintal, o país), é praticamente impossível definir se esta ou aquela é a música mais bonita já escrita em língua portuguesa, ou no brasil etc.

bom, acabo de enviar uma resenha de “um pé no mato um pé no rock“, dvd/cd de zé geraldo para um matutino ludovicense, cujo nome não direi (ainda). só mandei o e-mail, sem fazer nenhum contato telefônico e/ou pessoal com alguém de lá. não sei (ainda) se será (ou não) publicado. um aperitivo aos leitores deste blogue, a letra (que, por exemplo, acho bem mais bonita que “detalhes”, se é que é possível comparar) de “semente de tudo“, do mineiro autor de “senhorita“, que como digo em meu texto (e aqui, outro aperitivinho), “canção adotada por onze entre dez seresteiros do país, em discos, shows, botequins e similares espalhados pelo brasil“:

eu sou o atalho de todas as grandes
estradas por onde passei
das vilas pequenas cidades
por onde andei
herança de casos passados
migalhas do pão consumido
eu sou a metade de tudo
que você tem sido

nas ruas num sol de dezembro
eu sou o farol e a contra mão
da flor que carregas no peito
simples botão
sou parte maior desse germe
que prolifera e contamina
querendo construir morada
em você menina
doce menina

eu sou uma parte do pó
que compõe a estrada de terra
você é a água cristalina
lá no pé da serra
retalhos de noites vividas
num albergue, pensão, motel
mostrando caminho seguro
um jeito de céu
eu sou uma parte da noite
que entra no dia
no alvorecer
você é a semente de tudo
eu vivo a partir de você

a ala dos condenados

tenho andado ausente. mas apareço vez em quando, e trago novas. vocês já visitaram a ala dos condenados? reuben no cronópios.

2

eu ia dizer outra coisa que nem lembro e de qualquer forma, direi depois. o certo é que abri meu e-mail e recebi uma boa notícia e lembrei de outra. e multiplico-as, agora.

1. a revista portuguesa storm magazine publicou um conto de reuben: saavedrasauro. é clicar aí no link, depois em contos e achar o cabra.

2. ed wilson araújo anda correndo, que é tanta coisa pra fazer. assim, ainda não tem um blogue (conforme o aporrinha constantemente este blogueiro que vos aporrinha), mas está escrevendo no quer dizer. ele e uma turma. quer ler? então, clica aí.

3

a oficina do programa bnb de cultura acontece nesta segunda-feira, 4/9, às 9h, no auditório da superintendência ma do banco. o endereço é rua de santana, 465, centro. o objetivo é tirar todas as dúvidas de artistas, produtores e interessados em geral sobre os diversos aspectos do programa, que destinará r$ 2,5 milhões em patrocínio direto.

*

o seminário pela reestatização da companhia vale do rio doce segue, na manhã de amanhã, no auditório do sindicato dos bancários (rua do sol, centro). uma iniciativa do mst e cut. a idéia é que outras entidades do movimento social, ongs e sindicatos dêem corpo a este importante movimento que visa reverter um dos maiores crimes já cometidos contra o patrimônio brasileiro em todos os tempos.

*

o blogue de alcinéa cavalcante está fora do ar. alcinéa cumpria as determinações da justiça: seis pedidos de liminar [para a retirada de conteúdo publicado no blogue] da coligação do senador josé sarney (pmdb-ap). o uol, desrespeitosamente, tirou o blogue do ar.

xô, sarney!

deixei o diário da manhã há um tempinho. calma, caro leitor: não voltarei ao lenga-lenga. o papo aqui, agora, é outro. sarney (in-diretamente, motivo de minha saída daquele matutino) acha que é dono de tudo (como se não bastasse o mar, o maranhão, de que ele se auto-intitula dono, in-diretamente) e quis que um blogue retirasse do ar, imagem de caricatura sua, rabiscada num muro amapaense. sarney é amapaense? sarney é maranhense? sarney é o que lhe convém. tanto é que sarney hoje está com (não “é”) lula.

o tiro saiu pela culatra: mais de cem blogues país afora/adentro (isso na contabilidade do jornal pequeno, na manhã de hoje, 31/8) reproduziram a aludida imagem. e sendo uma campanha anti-sarney, este blogue não ficaria de fora.

abaixo, as imagens. copie e cole no seu blogue, distribua por e-mail aos amigos, pinte numa camisa, enfim. passe essa boa idéia adiante.

xô, sarney!

oh!, este imenso teatro a céu aberto (e fechado)

Gilda Lamita chegou à turma em que ainda não me matriculei este semestre. Trocamos umas poucas palavras: literatura, música, jornalismo. Na disciplina Jornalismo Cultural, a professora Ana Patrícia Choairy tem botado os alunos para apresentar trabalhos sobre temas afins ao jornalismo cultural. Ontem a (o) pergunta (tema) era “o que é teatro?” E este blogueiro gostou muito do texto abaixo.

A VIDA EN CENA
por Gilda Lamita

Em “A vida é sonho”, de Pedro Calderón de La Barca, o Príncipe Segismundo diz: “O que é a vida? Um frenesi. O que é a vida? Uma ilusão, uma sombra, uma ficção”.

Também fazemos teatro na vida real, colocamos máscaras em nossos rostos e saímos para a faculdade, para o trabalho, para o supermercado… Passamos boa parte do tempo nos dedicando aos personagens que criamos e tentando nos convencer de que somos eles. Já pensou quantas vezes você já se modificou para se adequar a esta situação ou àquela relação?

Lutamos diariamente contra nossos rivais internos – o orgulho, a inveja, a cobiça – e em todo esse espetáculo medíocre percebemos que alguns de nós envenenamos nossas vidas por conta dessas mazelas humanas.

Esse cenário é estranho. Cordialidade confunde-se com fingimento e sorrisos com ameaças. Acredito que nesse caldeirão de valores distorcidos está a auto-proteção, um dos pilares da nossa hostilidade gratuita.

Quanta tolice…

Muitos encaram a vida como uma grande “olimpíada” de beleza, de sucesso, de dinheiro e vivem reféns das suas atitudes e das suas palavras por que encenam do momento que acordam ao momento em que se deitam.

Shakespeare, na obra “Rei Lear”, já diria: “Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de demência”.

vamos "brincar" de pesquisa eleitoral?

convido-os para brincar (intitulando o post), mas o papo é sério [é?]. é claro que eu não vou querer que ao final disso aqui [isso aqui, o que é?], os caríssimos leitores deste blogue tenham ficado, sintam-se, ou coisa que o valha, mais “conscientes”. longe disso, nem sei se este é (ou deveria) ser o papel deste modestíssimo espaço.

mas vamos lá.

sempre tive seríssimas desconfianças de pesquisas eleitorais. estejam os candidatos de minha simpatia vencendo ou perdendo. e mais: eu [!] não conheço ninguém que já tenha sido “entrevistado” numa pesquisa eleitoral. nem conheço ninguém que conheça alguém. você já foi “pesquisado”? você conhece alguém que já foi? algo que também me incomoda é o seguinte: o universo de eleitores é vastíssimo, seja em âmbito nacional, estadual, municipal e/ou o escambau. e é sempre pequeníssimo, minúsculo, mínimo, o número de entrevistados.

este último erro, vamos cometer.

o negócio é o seguinte (e a coisa é séria! [é?]): henrique, ricardo e eu fizemos, na sala de aula em que estudamos (faculdade são luís, jornalismo, 6º período), uma pesquisa eleitoral, hoje, terça-feira, dia 29/8. foram ouvidas 27 pessoas (os alunos presentes e a professora). eis aí o erro cometido: ô, universo miúdo, 27 pessooas para esse brasilzão de meu deus…

a pergunta era: “se a eleição para presidente fosse hoje, em quem você votaria?”

o resultado foi o seguinte (sem gráficos, maestro!):

lula (pt) – 33,33%
heloísa helena (psol) – 22,22%
geraldo alckmin (psdb) – 11,11%
indecisos – 18,15%
nulos – 11,11%
brancos – 3,70%

outros candidatos não foram citados na “pesquisa”. o presente cenário leva(ria) (ao menos em nossa sala de aula) lula para um segundo turno com heloísa helena.

vamos “brincar” de pesquisa eleitoral?

convido-os para brincar (intitulando o post), mas o papo é sério [é?]. é claro que eu não vou querer que ao final disso aqui [isso aqui, o que é?], os caríssimos leitores deste blogue tenham ficado, sintam-se, ou coisa que o valha, mais “conscientes”. longe disso, nem sei se este é (ou deveria) ser o papel deste modestíssimo espaço.

mas vamos lá.

sempre tive seríssimas desconfianças de pesquisas eleitorais. estejam os candidatos de minha simpatia vencendo ou perdendo. e mais: eu [!] não conheço ninguém que já tenha sido “entrevistado” numa pesquisa eleitoral. nem conheço ninguém que conheça alguém. você já foi “pesquisado”? você conhece alguém que já foi? algo que também me incomoda é o seguinte: o universo de eleitores é vastíssimo, seja em âmbito nacional, estadual, municipal e/ou o escambau. e é sempre pequeníssimo, minúsculo, mínimo, o número de entrevistados.

este último erro, vamos cometer.

o negócio é o seguinte (e a coisa é séria! [é?]): henrique, ricardo e eu fizemos, na sala de aula em que estudamos (faculdade são luís, jornalismo, 6º período), uma pesquisa eleitoral, hoje, terça-feira, dia 29/8. foram ouvidas 27 pessoas (os alunos presentes e a professora). eis aí o erro cometido: ô, universo miúdo, 27 pessooas para esse brasilzão de meu deus…

a pergunta era: “se a eleição para presidente fosse hoje, em quem você votaria?”

o resultado foi o seguinte (sem gráficos, maestro!):

lula (pt) – 33,33%
heloísa helena (psol) – 22,22%
geraldo alckmin (psdb) – 11,11%
indecisos – 18,15%
nulos – 11,11%
brancos – 3,70%

outros candidatos não foram citados na “pesquisa”. o presente cenário leva(ria) (ao menos em nossa sala de aula) lula para um segundo turno com heloísa helena.

Você ainda vai ter um(a) Parada Cardíaca

Assim como a gravidez, a menstruação é uma perfeita representação do (a alma) feminino(a). Talvez por isso, Kali C apareça banhada em sangue – mesmo que seja só catchup – na capa de seu disco de estréia (Independente, 2002). Exagero não, impacto sim. Ecos de Roberto Carlos e Erasmo também, de Adoniran Barbosa, de Jorge Ben e de uma doce e saudável – e às vezes saudosa – malandragem carioca, ao menos no campo musical. De Suely Mesquita não há ecos: há sexo puro, a presença da parceira e conterrânea.

Mas não pensem os desavisados, que Kali C não é original. Compositora competente, cantora firme, sabe escolher os parceiros – sem nenhum feminismo barato, sabe que precisa de homens e faz um disco feminino. Como lhe basta. Como nos basta. O guitarrista Rodrigo Campelo é seu exército de um homem só. Ele assina a produção musical da fina bolacha de uma mulher que sabe bem o que quer.

“Unhas” bem poderia ser um auto-retrato: “o que você tem é mais do que se pode ver”. Quem olha Kali C no encarte do disco, bem poderia pensar que a moça é só (mais) um rostinho bonito. É bem mais que isso. É pop, é rock, é música eletrônica, é tudo isso ao mesmo tempo, e ainda sobra espaço para a qualidade.

Em “Um deus” ela acredita “com todo cuidado / bem devagarinho / que é pra não machucar”. Acreditar em Deus é fácil. Mas será tão fácil assim enxergar beleza na vida? Em “Carla”, ela (se) pergunta: “cadê a pelúcia da vida?”. Não sei ao certo, tá por aí, penso/respondo. Mas ao menos nos pouco mais de quarenta minutos de “Parada Cardíaca” – você ainda vai ter um(a)! – ela está bem aqui, em nossos olhos e ouvidos, Kali C e seu canto.

zara aqui, cb lá (e cá em breve)

ontem:

há coisas que me deixam surpreso. ontem, raul seixas completou 17 anos de falecido. há 14, zara apresenta o seu anual “tributo a raul seixas”. há uns três ou quatro, a festa rolava no circo da cidade, sempre em sábados ou domingos próximos ao aniversário da subida do mito baiano (com modestas participações deste blogueiro na articulação da imprensa). versão 2006, zara resolve fazer a festa no exato dia da morte (física, apenas, meus caros) de raul, uma segunda-feira cinzenta (com chuvas e falta de energia elétrica à tarde), encarecer o ingresso (r$ 10,00, contra r$ 5,00 em edições anteriores, talvez uma forma de selecionar público, já que zara vinha tendo problemas com os chatos fãs de raul que insistiam em tentar subir no palco e exceder no consumo de drogas – lícitas ou não – em edições anteriores do espetáculo) “elitizando” a coisa: a apresentação rolou no tal tdb (tudo de bom), barzinho da moda (com atendimento e cervejas ruins), lagoa da jansen e coisa e tal. deu certo: casa cheia. um zara & banda seguros de si, sabendo o que fazem e fazendo o que sabem. os raulmaníacos estavam lá: balançavam bandeiras, vestiam-se com imagens e letras de músicas do mito, mandavam bilhetinhos pedindo músicas (“você” foi o bilhetinho deste blogueiro). em tempos políticos, “metamorfose ambulante” parece ser o hino ideal, embora raul nem tenha pensado nisso ao criá-la.

hoje:

em breve, escrevo sobre esta obra-prima. finíssima. com “três metades”, cada qual mais apreciável que a outra: gráfica, poética, musical. aos navegantes ludovicenses: já à venda na livraria poeme-se [rua joão gualberto, 52, praia grande. e-mail: poemesse@elo.com.br; fone/fax: (98) 3232-4068]. aos navegantes ludovicenses, idem: outubro ou nada. até outubro celso borges lança seu “música” na ilha.