debate, internet e copa do mundo

[coluna do zema de hoje]

TVs e rádios comunitárias na pauta da Agência Câmara de Notícias: (de)bate-papo hoje, às 15h. Reuben é o novo colunista do site Clara on-line. E mais Copa do Mundo.

Agência Câmara promove debate sobre rádios e tvs comunitárias

A Agência Câmara de Notícias, promove hoje, às 15h, um bate-papo com o Deputado Fernando Ferro (PT-PE), sobre tvs e rádios comunitárias. O deputado é autor de diversos projetos de lei sobre os temas. “Em um País como o nosso, onde há uma grande concentração da comunicação em empresas, a comunicação comunitária é extremamente importante sob o aspecto da democracia”, afirma.

Para participar do bate-papo, os interessados devem acessar o endereço eletrônico http://www.agencia.camara.gov.br e clicar no ícone do chat.

Navegar é preciso!

“Os óculos de Kafka”. Este é o título do texto de Reuben, que assumiu o posto de colunista do site Clara On-line e escreverá por lá quinzenalmente, às sextas-feiras.

Um trecho do “cabra”:

“Foi assim que aprendi a ler, procurando sempre por símbolos e alegorias. Sem fazer distinção entre uma notícia de jornal e um videoclipe. A tudo chamando texto.

É certo que desta forma corro o risco de acabar vendo todas as coisas como ficção, deformando assim meu, digamos, senso de realidade. Mas não posso pedir desculpas por algo que me tem sido tão natural desde que conheci um escritor tcheco de nome Franz Kafka.”

Para mais, acessem o site.

Brasil na Copa

Ok, ok: o Brasil mostrou um futebol melhorzinho (apenas isso), venceu a Austrália por dois gols de diferença (só isso?!) e classificou-se na segunda rodada para a próxima fase da Copa do Mundo (não está fazendo mais que a obrigação, certo?). E ganhou as páginas da imprensa local e nacional (um dedo de culpa para os que a fazem, pois). Mas não passa disso: a seleção brasileira, o melhor time do mundo, essa constelação de craques, ainda está muito abaixo do que se pode esperar de um time com todos os adjetivos desfilados até agora – aqui ou noutro espaço. Que venha o Japão!

jabá, cinema, música e debate

a seleção brasileira deu uma melhora(dinh)a. não apenas pelo gol a mais marcado. os palpites seguem nas caixas de comentários. agora, a coluna do zema de ontem.

Projeto de Lei que criminaliza o jabá pode ser aprovado até o fim do ano; Banco do Nordeste entrega Prêmio BNB de Cinema no encerramento do 29º. Festival Guarnicê; Banda Nova Vida faz duas apresentações em clima de São João; e Projeto Prática & Diálogo terá sua primeira edição na próxima quarta-feira, discutindo “corrupção”. Confira agora na Coluna do Zema.

Prática de jabá será criminalizada

Prática prejudicial à cultura (musical) brasileira, o jabá pode estar com seus dias contados. O famoso esquema onde se paga pela execução de músicas de determinados artistas – sempre ligados a grandes gravadoras – pode ser criminalizado até o fim do ano, com a aprovação de projeto de lei que tramita no Congresso desde 2003.

A criminalização da prática é algo de artigo de Carlos Gustavo Yoda (“Jabá deixa de ser tabu e projeto criminaliza prática em rádio e TV”) na Agência Carta Maior.

O jabá diminui a possibilidade de opção do público ouvinte, que acaba ouvindo o que é do interesse de grandes grupos midiáticos, que selecionam o que irá “fazer sucesso” através de um “acordo comercial”, apelido infame dado ao jabá – jabaculê ou caititu para os mais antigos.

O referido projeto de lei atende ao anseio da classe artística – músicos, produtores e agentes da sociedade civil –, representado principalmente pelo Movimento Pelo Fim do Jabá (JABÁSTA). Para saber mais, acesse: http://movimentopelofimdojaba.blogspot.com

Prêmio BNB de cinema

Amanhã, dia 19/6, encerra-se o 29º. Festival Guarnicê de Cine-Vídeo. Na ocasião, às 19h30min, no Teatro Arthur Azevedo, será entregue o Prêmio BNB de Cinema, que contemplará as duas categorias selecionadas pelo júri oficial do festival: o melhor curta-metragem em cinema receberá R$ 10 mil e o melhor vídeo, R$ 5 mil.

A premiação é realizada nos principais eventos em estados da região nordestina, buscando consolidar e incentivar a produção audiovisual na área de atuação do Banco do Nordeste. Além do prêmio em dinheiro, os vencedores de cada categoria recebem um troféu confeccionado pelo escultor Erickson Britto, consultor da Superintendência de Comunicação e Cultura do BNB.

Banda Nova Vida em clima de São João

A Banda Nova Vida realiza dois show este mês, a saber: dia 20, na festa de São João do Hospital Nina Rodrigues, e dia 21, às 18h, na Casa do Maranhão (Praia Grande). As apresentações trarão o clima dos festejos juninos, com repertório escolhido para convidar o público a dançar.

Os shows fazem parte das atividades do Projeto Banda Nova Vida, que ensina teoria e prática musical a usuários de psiquiatria do Hospital Nina Rodrigues. O projeto conta com o patrocínio da Petrobras através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

A banda fará, até o fim do ano, 12 apresentações, sendo a última em outubro, em praça pública.

Prática e diálogo

“Corrupção no Estado e suas conseqüências para o desenvolvimento”. Este é o primeiro tema a ser debatido pelo Projeto Prática & Diálogo, realizado pelo Instituto Territorium e Fundação Konrad Adenauer, em parceria com diversas outras entidades da sociedade civil. A apresentação/moderação fica a cargo da jornalista Cristiane Moraes e o convidado/debatedor é o professor e advogado Dimas Salustiano.Na ocasião, será lançado o livro “Guia da cidadania para a transparência: prevenção contra a corrupção”, de Alberto Teixeira. E mais informações a coluna dará em breve.

Música

[Coluna do Zema de ontem]

A Coluna do Zema a(i)nda em clima de copa do mundo. Música, sexta-feira, no Armazém da Estrela. Breve comentário sobre o novo disco de Chico Buarque. E a relação D2-Ronaldo. Que o Brasil melhore na competição!

Hilton Assunção no Armazém da Estrela

Hilton Assunção, violonista maranhense radicado no Rio de Janeiro, fará show nesta sexta-feira, dia 16, às 22h, no salão de eventos do Armazém da Estrela. De férias na terra natal, o músico será acompanhado por sua esposa, Ana Luiza, ao piano. No repertório, clássicos da música brasileira e clássica internacional, dos repertórios de Tom Jobim, Pixinguinha, Villa Lobos e Bach, entre outros. O couvert artístico custa R$ 12,00. Reservas e maiores informações pelo telefone (98) 3231-7431.

Uma ligeira impressão de “Carioca”

A crítica está dividida entre gostar e não gostar – ou ainda gostar “mais ou menos” – do novo disco de Chico Buarque, “Carioca” (Biscoito Fino, 2006). Algo natural. É de se esperar que do autor de clássicos da música brasileira – “A Banda”, “Quem Te Viu, Quem Te Vê”, “Apesar de Você”, “Construção” e “O Meu Guri”, entre inúmeros outros – surjam novos “clássicos” a cada disco. Mas Chico já não tem – e nem deve, mesmo – essa obrigação. Dividido entre a música e a literatura, não precisa cumprir prazos, contratos e outras chatices impostas pela burocracia deste mundo veloz. Curte a vida entre o futebol, alguns drinks e a serenidade, típica. Chico Buarque já provou que é muito mais que um “belo homem de olhos verdes oriundo de família intelectual”. Não esperem – fãs, críticos – que Chico vá, quarenta anos depois, escrever “A Banda” novamente. “Carioca” é um belo disco, sem dúvidas. Algo a altura da genialidade de Chico.

Marcelo D2 e Ronaldo

A nova tiragem de “Meu Samba É Assim”, novo disco de Marcelo D2, que chega às lojas, traz uma faixa bônus, em homenagem ao jogador Ronaldo. D2 é dos artistas brasileiros que mais “evoluíram”, se é que assim se pode falar, na música brasileira produzida recentemente. Prova disso é ouvir e comparar seus primeiros trabalhos solos ao bem sucedido Acústico MTV (2004). Já Ronaldo, a julgar pela atuação que teve na estréia brasileira na Copa, caminha, no futebol, no sentido oposto ao tomado por D2 na música. Algo talvez natural. Espero, sinceramente, que o Brasil faça valer as expectativas – não só dos brasileiros, mas mundiais – e que a homenagem de D2 a Ronaldo, “fenômeno”, tenha sido merecida.

Coluna do Zema

Em época de Copa, todo mundo

Lançamento de livro, reunião do Fórum Municipal de Cultura, relançamento de disco e, como não poderia deixar de ser, copa do mundo. Pare o mundo que eu quero ver a copa do mundo.

Livro

Amanhã, dia 14/6, às 8h30min, no Circo Escola do Anel Viário, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) lança o livro “Observatório Criança: acompanhando a situação dos direitos da criança e do adolescente no Maranhão, vol. II – Crianças e Adolescentes em Situação de Rua no Município de São Luís: Nuances e Interfaces do Trabalho Infantil e da Violência Doméstica”. Trata-se da continuidade da sistematização dos trabalhos desenvolvidos pelo conselho. Para maiores informações: (98) 3214-1073, 3214-1088, cmdcasaoluis@ig.com.br

FMC

No mesmo dia, às 19h, o Fórum Municipal de Cultura organiza uma reunião para discutir as Oficinas de Culturas Populares da Região Nordeste, que iniciará o processo preparatório da delegação maranhense que participará do II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares, a ser realizado, este ano, entre os dias 14 e 17 de setembro, em Brasília/DF.
A reunião acontece no Auditório Rosa Mochel, no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho e terá as presenças de Tarciana Portella (Chefe da Representação Regional do Nordeste do Ministério da Cultura) e Américo Córdula (Gerente da Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural do MinC).

Kuarup relança Hélio Contreiras

A Kuarup Discos relançará, em breve, o disco “Esturro da Onça”, do compositor Hélio Contreiras, autor de sucessos na voz de Xangai, o mais conhecido deles “Estampas Eucalol”. Ainda não há data marcada para o disco chegar novamente ao mercado, mas trata-se certamente de um “clássico” da música brasileira, com participações especiais de Jatobá e Elomar, entre outros, além do próprio Xangai – de quem recentemente, a Kuarup recolocou três títulos no mercado.

“Pare o mundo que eu quero descer”

A frase acima batizava um disco de Silvio Brito lançado em 1976. Tornou-se popular com a “resposta” dada pelo compositor baiano Raul Seixas em “Eu Também Vou Reclamar” e bem poderia ser atendida agora. Não dá outra: o mundo para enquanto a bola rola. E todo mundo só fala na copa do mundo. Nem este colunista resistiu e escreveu aqui sobre o assunto, domingo passado. Um giro em revistas, jornais, tevês, rádios, blogues e o mais: só dá copa do mundo. Você já deu seu pitaco para a estréia brasileira hoje?

dilema, decisão e preferência masculina

como já anunciado aqui, o colunão está “temporariamente suspenso”. como todo mundo tá falando de copa do mundo, não resisti, e cometi o fraquinho [fraquíssimo, eu diria] texto abaixo. e minha coluna no diário da manhã de ontem saiu assim, “coluna do zema“, com uma foto minha, risos.

O dilema masculino em plena época de Copa do Mundo: o futebol ou ela? Às vésperas do dia dos namorados, o “ópio” toma conta das mentes e corações dos brasileiros. Por pelo menos um mês, acreditamos – e seguimos à risca – o ensinamento cristão de que “somos todos irmãos”.

“O colunista está assistindo a algum jogo da Copa do Mundo” ou “O colunista foi ao comércio – a esta altura um verdadeiro inferno – comprar o presente da namorada”. Estes bem poderiam ser “avisos” ou “justificativas” que o leitor encontraria aqui, neste domingo, véspera de dia dos namorados, Copa do Mundo rolando, ruas tomadas de verde e amarelo, datas eminentemente comerciais.

Ou talvez por isso, não. O colunista tentaria ser original e mudar de assunto, já que todo mundo só fala disso: “onde você vai ver o jogo do Brasil?”, “onde é que vamos comemorar/bebemorar?”, “já decidiu o que comprar?”, “já comprou o presente da namorada?” etc., etc., etc. Em vez disso, segue o curso e o discurso comum e se faz/refaz, e faz aos leitores a mesma pergunta.

E como conciliar namoro com Copa do Mundo? Ela detesta futebol e não entende como é que um homem pode se devotar a outros – com os bolsos cheios de dinheiro, vida ganha, e você, com a vida por ganhar – correndo atrás de uma bola, ô coisinha idiota. Ela, no fundo certa, sempre certa.

Mas o ópio do povo acontece de quatro em quatro anos e você “passou uma vida” esperando por isso. As ruas ganham bandeirinhas verdes e amarelas que se unem ao azul e branco do céu e parecem anunciar o hexacampeonato. “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!”, “Eu te amo, meu Amor, eu te amo!”.

Arrebenta, Brasil! Entre feijoadas, churrascos e cervejas, por vezes nem lembramos detalhes dos jogos: o importante é saber o placar final – às vezes nem isso, a depender do grau etílico – e comemorar mais uma vitória. Arrebenta, coração! Aqui, a memória precisa funcionar melhor – independentemente do etilírico grau e/ou tempo do que quer que seja, namoro, casamento: experimente esquecer uma data festiva, um aniversário… aí, quem se arrebenta é você.

É hora de esquecer os problemas, ao menos enquanto o Brasil pinta na tela de tantas outras (eternas) ilusões. É hora de criar um novo problema – será?: “eu ou o futebol?!”, beicinho, caras, bocas e decotes provocadores, ela, irresistível, “claro que é você, meu amor!”. Indiscutivelmente.

Independentemente dos prognósticos futebolísticos, aposte sempre no amor. Quem ganha é você. Sempre. Aí é correr pro abraço, pro beijo e pro mais, muito mais, todo o mais…

“os presentes” + diário cultural (de hoje)

[tentei postar isso aqui ontem]

tomei conhecimento de kléber albuquerque quando este cantor e compositor paulista dividiu o palco com o maranhense joãozinho ribeiro, em idos de agosto de dois mil e quatro, sobre o que escrevi aqui. ouvi seu ótimo “o centro está em todas as partes” e gostei bastante.

ele acaba de lançar seu quinto disco, que se (ainda) não recomendo aqui, é só por não ter escutado (ainda).

pois bem: o dia dos namorados se aproxima. e aqui vão

os presentes

que presentes te daria?
uma estrela vã do firmamento
pra iluminar o vão do pensamento

uma tevê na garantia
árvores plantadas no cimento
e meu perfume na rosa-dos-ventos

um novo ritmo da bahia
cartas de amor com frente e verso
e meu percurso nesse universo

nas horas sem fim
em que a dor não tem mais cabimento
é no teu prumo que eu me oriento

catedrais de alvenaria
senhas pra não mais perder a vez
casa, comida e um milhão por mês

bonito, não? dispensável pergunta, não? abaixo, o diário cultural de hoje (o não-publicado ontem, com atraso; o que eu tentei postar ontem foi só a letra da música de kléber albuquerque)

Arraial, festival e o Maranhão lá fora

Arraial do SESI terá bumba-bois, forró pé de serra e concurso para eleição de casal caipira; Festival apresenta oito bandas locais; a turma d‘As Três Marias apresenta espetáculo no Rio e Anna Torres divulga obra de João do Vale na França.

Um arraial industrial

O Serviço Social da Indústria (SESI), em que, numa de suas unidades escolares, tive a honra de cursar – à época – primário e ginásio, convida os leitores do Diário Cultural para o seu arraial junino. Com o lema “O Arraial de Todos os Sotaques” a festa está marcada para o dia 14 de junho, às 19h, no SESI Clube Araçagy, e terá como atrações os bois de Morros e Nina Rodrigues, o forró pé de serra com Nunes do Acordeom e o concurso Casal Caipira da Indústria. Interessados podem se inscrever na hora. A produção não informou o valor dos ingressos. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (98) 3212-1859.

Maranhenses agitam o Rio de Janeiro

A Turma d’As Três Marias – grupo de maranhenses que trabalha a pesquisa de folguedos populares no Rio de Janeiro – estréia, dia 9, o espetáculo “Balaio de Saias”, que fica em cartaz até o dia 11, no Teatro Cacilda Becker. Os ingressos custam R$ 10,00 (estudante com carteira paga metade). Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail as3marias_producao@yahoo.com.br e/ou pelo telefone (21) 9653-5657, com Alina Braga.

Mais Maranhão lá fora

Outra conterrânea que está fazendo sucesso lá fora é Anna Torres, que na França tem divulgado a obra do maranhense do século, ele, o pedreirense João do Vale, autor de clássicos como “Carcará” e “Pisa na Fulo”, registrados por ela em seu disco mais recente, “O Canto da Anna”, uma clara alusão a“O Canto da Ema”, outro “clássico” daquele importante compositor, que há dez anos falecia sem o devido reconhecimento, apesar das amizades de nomes como Chico Buarque, Alcione e Maria Bethânia.

Construção coletiva

Nove bandas se apresentarão no Festival “Construção Coletiva”, na próxima quarta-feira, 14 de junho, a partir das 19h, no Bar do Nelson (Av. Litorânea). Com ingressos a preços populares – apenas R$ 3,00 – estão escaladas RM8, Amnon, Soul Trybal, No Osso, Pinhead, 5ª. Potência, Chaparral, Soturnos e 3 Reis Magros (aqui seguindo a ordem apresentada no cartaz recebido por e-mail, pela coluna). As bandas, de São Luís, mostrarão sua produção autoral.

"os presentes" + diário cultural (de hoje)

[tentei postar isso aqui ontem]

tomei conhecimento de kléber albuquerque quando este cantor e compositor paulista dividiu o palco com o maranhense joãozinho ribeiro, em idos de agosto de dois mil e quatro, sobre o que escrevi aqui. ouvi seu ótimo “o centro está em todas as partes” e gostei bastante.

ele acaba de lançar seu quinto disco, que se (ainda) não recomendo aqui, é só por não ter escutado (ainda).

pois bem: o dia dos namorados se aproxima. e aqui vão

os presentes

que presentes te daria?
uma estrela vã do firmamento
pra iluminar o vão do pensamento

uma tevê na garantia
árvores plantadas no cimento
e meu perfume na rosa-dos-ventos

um novo ritmo da bahia
cartas de amor com frente e verso
e meu percurso nesse universo

nas horas sem fim
em que a dor não tem mais cabimento
é no teu prumo que eu me oriento

catedrais de alvenaria
senhas pra não mais perder a vez
casa, comida e um milhão por mês

bonito, não? dispensável pergunta, não? abaixo, o diário cultural de hoje (o não-publicado ontem, com atraso; o que eu tentei postar ontem foi só a letra da música de kléber albuquerque)

Arraial, festival e o Maranhão lá fora

Arraial do SESI terá bumba-bois, forró pé de serra e concurso para eleição de casal caipira; Festival apresenta oito bandas locais; a turma d‘As Três Marias apresenta espetáculo no Rio e Anna Torres divulga obra de João do Vale na França.

Um arraial industrial

O Serviço Social da Indústria (SESI), em que, numa de suas unidades escolares, tive a honra de cursar – à época – primário e ginásio, convida os leitores do Diário Cultural para o seu arraial junino. Com o lema “O Arraial de Todos os Sotaques” a festa está marcada para o dia 14 de junho, às 19h, no SESI Clube Araçagy, e terá como atrações os bois de Morros e Nina Rodrigues, o forró pé de serra com Nunes do Acordeom e o concurso Casal Caipira da Indústria. Interessados podem se inscrever na hora. A produção não informou o valor dos ingressos. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (98) 3212-1859.

Maranhenses agitam o Rio de Janeiro

A Turma d’As Três Marias – grupo de maranhenses que trabalha a pesquisa de folguedos populares no Rio de Janeiro – estréia, dia 9, o espetáculo “Balaio de Saias”, que fica em cartaz até o dia 11, no Teatro Cacilda Becker. Os ingressos custam R$ 10,00 (estudante com carteira paga metade). Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail as3marias_producao@yahoo.com.br e/ou pelo telefone (21) 9653-5657, com Alina Braga.

Mais Maranhão lá fora

Outra conterrânea que está fazendo sucesso lá fora é Anna Torres, que na França tem divulgado a obra do maranhense do século, ele, o pedreirense João do Vale, autor de clássicos como “Carcará” e “Pisa na Fulo”, registrados por ela em seu disco mais recente, “O Canto da Anna”, uma clara alusão a“O Canto da Ema”, outro “clássico” daquele importante compositor, que há dez anos falecia sem o devido reconhecimento, apesar das amizades de nomes como Chico Buarque, Alcione e Maria Bethânia.

Construção coletiva

Nove bandas se apresentarão no Festival “Construção Coletiva”, na próxima quarta-feira, 14 de junho, a partir das 19h, no Bar do Nelson (Av. Litorânea). Com ingressos a preços populares – apenas R$ 3,00 – estão escaladas RM8, Amnon, Soul Trybal, No Osso, Pinhead, 5ª. Potência, Chaparral, Soturnos e 3 Reis Magros (aqui seguindo a ordem apresentada no cartaz recebido por e-mail, pela coluna). As bandas, de São Luís, mostrarão sua produção autoral.

ontem e hoje

com atraso, reproduzo aqui o publicado terça-feira no diário da manhã e quarta no colunão. no primeiro, a estréia da prometida “resenha fora de época“; no segundo, uma nota que escrevi para o senadinho [que aguarda a colaboração dos leitores deste blogue], a prosa leve de andré resende e a agenda cultural. na primeira página do semanário, walter rodrigues dá um triste aviso, a seguir transcrito:

atenção, assinantes e demais leitores

vamos ter que parar. não ainda de uma vez por todas, mas apenas por uma ou, no máximo, duas semanas. tempo necessário para repensar o projeto, melhorar a administração, inclusive a distribuição, redefinir contratos, reduzir custos, pôr os pés no chão e dar uma trégua à saúde. é absolutamente indispensável. como está – quase uma “escola de samba do eu-sozinho” – acaba virando um suplício, uma coisa que maltrata e diminui a vida.

desculpem a fraqueza momentânea. muito breve estaremos de volta. palavra. (wr)

1.
É um Braseiro, mora!
do Diário da Manhã de 6 de junho

A imprensa funciona (quase) sempre no calor das coisas. É o furo de reportagem, é a notícia quente. Na contramão disso, Diário Cultural fará, de vez em quando, resenhas fora de época, abordando discos e livros que não foram lançados recentemente. Na estréia um “faixa a faixa” de “Braseiro”, de Roberta Sá.

Não acredito em ídolos fabricados. O único lugar em que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário, maldito clichê, talvez desnecessário, maldita rima. Roberta Sá participou do Fama, da TV Globo e não venceu sua edição. Sorte a dela, sorte a nossa. Acercou-se de gente boa a boa moça e pariu “Braseiro” (MP,B, Universal, 2004, preço sob consulta em http://www.robertasa.com.br).

A comparação com Marisa Monte talvez seja inevitável, embora apressada: ambas são bonitas, cantam bem e não são produtos descartáveis de uma mídia eternamente ávida por novidades. Mas já na faixa de abertura – “Eu Sambo Mesmo”, de Janet de Almeida, já gravada pelo “gênio” João Gilberto – Roberta atesta: “há quem sambe por ver os outros sambar / mas eu não sambo para copiar ninguém / eu sambo mesmo com vontade de sambar”. Proposital ou não, está dado o recado.

“Pelas Tabelas”, de Chico Buarque é a segunda. Samba acelerado, animado, com percussão de Marcos Suzano. Samba esquema novo, para citar o clássico de Ben. “Tão vendendo ingresso / pra ver nego morrer no osso” são versos certeiros de “No Braseiro”, da lavra de Pedro Luís, um dos mais importantes compositores brasileiros surgidos ao fim do século passado, antenado com a urbanidade, a batucada de sua Parede, eles que participam da faixa.

Quem aparece na quarta faixa é a melancolia samba (a)lento de Marcelo Camelo (Los Hermanos) em “Casa Pré-Fabricada”. Pedro Amorim e Teresa Cristina – outra sambista muito interessante da geração de Roberta – assinam “Lavoura”, cantada com a participação especial de Ney Matogrosso, que em 2004 – ano de lançamento deste “Braseiro” – gravou, com Pedro Luís e A Parede, o ótimo “Vagabundo”.

Em “Ah, Se Eu Vou”, o samba nordestino de Lula Queiroga, com pitadas de coco, no ritmo e na letra: “Todo santo dia / ela ia / ela ia lá me chamar / prá dançar coco / a beirada da saia querendo rodar”. Aqui, novamente, a batucada da Parede de Pedro Luís, parceiro de Queiroga [não nessa faixa, a parceria]. Em “A Vizinha do Lado”, a beleza do samba de Dorival Caymmi, algo distante das pragas que passaram a “representar” a música baiana em épocas de tchans e similares.

Só duas músicas de “Braseiro” se distanciam do samba. Uma é “Valsa da Solidão”, de Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho. É a tristeza de “toda essa vontade de morrer de amor”. É a beleza disso. Com participação especial do MPB-4, “Cicatrizes”, de Miltinho e Paulo César Pinheiro, é outro samba prova de tristez’alegria: “acho que estou pedindo uma coisa normal / felicidade é um bem natural”.

A outra longe do samba predominante fecha o disco. “Olho de Boi”, de Rodrigo Maranhão – coincidência? – que acaba parecendo, embora não seja, uma “reza” em causa própria: “olho de ajudar boi / rezo pelo popular”. É bem brasileiro o “Braseiro” de Roberta Sá. Ela, de já, uma cantora popular.

2.
O nome da ponte
nota no Senadinho, seção de “idéias & toques sem muita formalidade”, no Colunão de 5 de junho, que só circulou hoje.

A coluna de PH, n’O Estado do Maranhão de quinta-feira 1/6, trata do batismo da nova ponte sobre o Estreito dos Mosquitos. A “disputa” estaria entre Ivar Saldanha e Maria Aragão, o primeiro indicado pelo deputado Pedro Fernandes. PH não diz quem sugeriu a “médica comunista”, mas informa que “a maioria das pessoas consultadas” (onde?) optou por Ivar. Consultadas onde?

3.
Fidelidade a três – ou mais

Tristeza e beleza: carne e osso da literatura de André Resende, que em obra de leitura rápida, toma “o destino exato dos passos aleatórios”, como somos advertidos na orelha do livro.

“Costumam acontecer coisas surpreendentes na sua vida que jamais passaram por suas idéias ou mesmo imaginação? Alô. Acorda. Isso é a vida”. A advertência, mais que verdadeira, está em “Amor Vário” (Editora Altana, 2005, 95 páginas, preço sob consulta em http://www.altanalivros.com.br), de André Resende.

A cor da capa anuncia o nome – inventado, não apenas por tratar-se de obra de ficção – de uma das protagonistas: Violeta, mulher que se diverte com homens vários na casa que herdou do marido e que faz questão que não tenha trinco na porta de entrada; no acordo que faz com aquele que será seu hóspede mais constante, esta é uma das exigências. A outra é que ele nunca se envolva com Rosa, a outra – flor de cheiro estranho, perceberá o leitor – personagem que compõe o trio central da história. Estranhos que dividem o mesmo teto, cada qual com suas reservas.

Num recurso estilístico, o autor não faz uso de travessões para anunciar as falas dos personagens; sem uma divisão anunciada, integram-se ao texto os diálogos, aparentemente sem sentido. Mas só aparentemente, como é, por vezes, a própria vida.

Triste e bonito, como a vida, às vezes, o livro é ligeiro. Proposital, talvez: para que não se perca tempo com literatura e se viva a vida, plenamente, como celebra a pena de André Resende.

Serviço

O quê: “Amor Vário”.
Quem: André Resende, que pela mesma editora lançou “O Mundo Enquadrado”, em 2004.
Onde: Editora Altana (http://www.altanalivros.com.br).
Quanto: sob consulta no site da editora.

4.
Agenda Cultural
(como nada do “agendado” “caducou” ainda, reproduzo aqui).

Teatro
Ballet Roma
– O espetáculo, da Escola de Dança Adágio, será apresentado dias 17 e 18 de junho, às 19h30min, no Teatro Arthur Azevedo. Com roteiro de Tereza Medeiros e direção geral de Ana Cristina Dourado, mais de duzentos bailarinos das mais diversas faixas etárias sobem ao palco para contar a história de Roma. Ingressos à venda na bilheteria do Teatro, com preços entre R$ 10,00 (balcão e galeria) e R$ 15,00 (platéia, frisa e camarote). Maiores informações pelo telefone (98) 3235-8578.

Imprensa
Revista
– Prima distante do Bar do Léo, a Mercearia São Pedro, na Vila Madalena, em São Paulo, lança, no próximo dia 7 de junho, às 20h, a primeira edição de sua revista. Com organização de Joca Reiners Terron, a publicação reúne textos de nomes como Xico Sá [link ao lado], André Sant’anna e João Cabral de Melo Neto, além do próprio organizador, entre outros. Para adquirir: http://www.merceariasaopedro.com.br

Livro
Paisagem feita de tempo – A obra do poeta e compositor Joãozinho Ribeiro já pode ser encontrada em diversos pontos da Ilha: Banca do Dacio (estacionamento, Praia Grande), Banca do “seu” João (Praça João Lisboa), sebo Papiros do Egito (Rua da Cruz, 150, Centro), Chico Discos (Fonte do Ribeirão) entre outros. O livro, recomendado por nomes como Zeca Baleiro, Hamilton Faria e Celso Borges, custa apenas R$ 15,00.

Esta Agenda Cultural é fechada quarta-feira. Notas para o e-mail zemaribeiro@gmail.com

pequeno poema do grande nicolas behr

há um ano estive em brasília participando de um treinamento para desenvolver uma pesquisa sobre corregedorias e ouvidorias de polícia, fruto de parceria entre a secretaria nacional de segurança pública (senasp) e o movimento nacional de direitos humanos (mndh); por conta disso, fiz um estágio de seis meses na sociedade maranhense de direitos humanos (smdh), “braço” do mndh, responsável pela pesquisa no maranhão.

coincidência ou não, recebi hoje, por e-mail, do amigo glauco barreto, paraibano radicado na capital federal, um “pequeno poema do grande nicolas behr“. no e-mail, glauco, que há um ano organizou uma “roda de violão” na cobertura de seu ap, recebendo este que vos escreve, destaca que o poeta é letrista da música “nossa senhora do cerrado“, do grupo liga-tripa, gravada como “travessia do eixão” em disco da legião urbana lançado após o falecimento de renato russo. na ocasião, glauco diz ainda que tomou conhecimento do poema num dos cinco livros com que foi presenteado o amigo comum, jornalista e músico mineiro nelson luiz de oliveira, também radicado na “bras-ilha“, como diria o também amigo e também jornalista rogério tomaz jr., hoje em brasília, mas que roda mais que “juízo de doido”. a propósito, por ocasião de minha viagem, é que conheci pessoalmente glauco e nelson, com quem já trocava palavras e sons na infovia. gracias, ! (rojão eu já conhecia de quando fomos contemporâneos no banco do nordeste).

em resposta ao e-mail de glauco, nelson afirma ter sido presenteado por nicolas, por ter lhe prestado homenagem com o poema abaixo, de sua autoria:

suspiro de brasiliense

deus do céu
como é bom sonhar.
um pé de pequi
na beira do mar.

o poema de nicolas behr é este:

l2 noves fora w3 [1980]

naquela noite
suzana estava
mais w3
do que nunca
toda eixosa
cheia de l2

suzana,
vai ser superquadra
assim lá na minha cama.

[tá no livro “vinde a mim as palavrinhas“, coletânea lançada pela lge editora, de brasília, ano passado; quem fez a foto (em 8/6/2005), na musical center, foi o rojão; comigo aparece a também amiga e também paraibana, yanna nóbrega, além de um cliente não-identificado]

satisfação(ões)

modestamente, sei que há leitores que vêm ao blogue para ver o que ando “aprontando” na imprensa, já que tudo o que publico lá é pendurado aqui também. ao carinho desses leitores, devo uma satisfação quando isso não acontece. pois vamos lá!

o colunão não circulou ontem e chegará às bancas e assinantes, amanhã, terça-feira. seu editor, o jornalista walter rodrigues, adoeceu. pode parecer mera desculpa, mas não é: o colunão, dada a independência, falta de grana e motivos outros, tem uma equipe reduzidíssima (além do próprio editor, o jornalista ed wilson araújo e este blogueiro, que em contribuições ainda pequenas, tem produzido um texto semanal para a página de cultura e, iniciou recentemente a agenda cultural do semanário). então: amanhã, posto aqui o texto dessa semana.

o diário da manhã circulou. mas não sei por que, minha coluna (diário cultural), não. entreguei o texto (uma resenha fora-de-época sobre o “braseiro“, disco de estréia de roberta sá) em disquete, na sede do jornal, dentro do prazo (antes do meio-dia de sábado). enviei e-mail ao diário e estou aguardando resposta, o que não aconteceu até agora. com esse texto lá, nada produzi para amanhã, esperando a publicação do de domingo. sendo publicado ou não no diário, posto ele aqui, amanhã.

e enquanto tudo isso (não) acontecia no domingo, ó qui, ó!

até!

o almanaque jp turismo de maio já está (há muito tempo!) nas bancas

ainda lembro o dia (ou melhor, a noite) em que gutemberg bogéa, em alguma festa no bagdad café (praia grande) me deu um exemplar do primeiro número do almanaque jp turismo. na contracapa da publicação, manuscrita, a pergunta (manuscrita a pergunta, não a publicação): “zema, você gostaria de escrever na revista?”; de pronto, aceitei. faria uma coluna de meia página. começamos a pensar o nome. lembro de sugerir “etilírica paisagem”, entre outros. reza a lenda (ao menos é o que conta gutemberg) que houve uma eleição e “quintal poético” foi o nome vencedor. um nome interessante, já que meu texto sai, sempre, numa das páginas finais da publicação. a edição de maio já está nas bancas; ainda não vi/li, mas meu texto é o que segue abaixo.sobre ele, guto já comentou: “ô, broxada linda!”

Fênix

por Zema Ribeiro

Uma broxada. Como poderia ter acontecido? Logo ele? Amava a mulher até demais; não, não era esse o problema. Idade não era, era até jovem. Ao menos para broxar, pensava. Não fumava. Seria o álcool? Decidiu reduzir o consumo, drástica e imediatamente. Melhor não arriscar. Mais uma experiência para contar. Na mesa do bar. Quem é que nunca broxou?, perguntava-se. Tinha certeza de que a maioria dos amigos mentia. “Pois eu já”, diria, com um sorriso que deixaria os colegas de copo na dúvida. Mas isso não poderia virar um hábito. Não para ele. Pensou bastante no assunto e dispôs-se a começar a fazer exercícios físicos. Mas tudo isso era muito chato. E começar agora, quando toda hora é chuva? Saco! Pensou. E desistiu dos exercícios físicos, antes mesmo de começá-los. Vai ver estava mesmo era estressado, com alguns problemas no trabalho, pouco dinheiro no bolso e muitas – e altas – contas para pagar.

A esposa andava zangada. Mal falava com ele. Ao menos não jogava piadinhas, ele se consolava. E o que fazer? Já estava há alguns dias sem sexo, merecido castigo dado pela senhora. Filmes pornôs nunca o excitaram, nem quando era adolescente. “Oh!, amor, não faz isso comigo…”, choramingava pelos cantos. E ela provocava: vestia-se de forma excitante e não desistia da “greve”. Não tinham filhos. Pensou, e pensou. Manuais do tipo “‘n’ maneiras de enlouquecer uma mulher na cama” também não o apeteciam. “Pura bobagem, tipo auto-ajuda”, pensava.

O que fazer? “Benzinho, pensei que…” “Não!”, ela cortava logo, antes mesmo de saber qual seria a proposta. Isso o deixava ainda mais nervoso. E triste. Quando estava sozinho, no apartamento, que se tornava tão grande quando ela saía para trabalhar, acariciava sua fotografia, sobre a estante da sala, ainda dos tempos em que namoravam. Passava assim, muito tempo, estava de férias. Livros, discos, filmes, nada o consolava.

Traído, tinha certeza que não era. “Tu pensas mesmo nisso?”, ela perguntou, feição zangada. “Sinceramente, não… vem cá!”. Envolveu-a num longo beijo, de início a contragosto, transaram e dormiram ali mesmo, no sofá da sala. Sonhou e riu. Mesmo com todos os muitos e grandes problemas, já não havia, para ele, problema nenhum.

o primeiro diário cultural de junho

completei, dia 20 de maio, seis meses de diário cultural, com raras interrupções. o de hoje segue abaixo, quatro notinhas ligeiras; a última, sobre assunto já tratado aqui: blogues que disponibilizam música na rede [quem quiser ler a matéria da folha, pode pedir por e-mail a este blogueiro]. aos interessados: na caixa de comentários do tópico ilegal, imoral ou engorda?, há mais um endereço, e novidades que eu for descobrindo, vou postando por lá. até!

Rapidinhas

Literatura, música e teatro. Opções para todos os gostos dos leitores do Diário Cultural. Confira!

Lançamento

O poeta Bioque Mesito, que edita o blogue Central da Poesia, convida para o lançamento do livro “Argos da Matéria”, de Geane Lima Fiddan. A noite de autógrafos acontece nesta sexta-feira, 2 de junho, às 19h, na Casa do Maranhão (Praia Grande). Maiores informações no endereço acima.

Armazém de sons

O Armazém da Estrela varia a programação musical de hoje até sábado, sempre às 22h: Ruber (hoje), Sérgio Habibe (amanhã) e o saxofonista Pedro Duarte (sábado) farão as noites da casa. No domingo, a partir das 16h, é a vez do Samba de Mesa do Grupo Espinha de Bacalhau. Nas quartas-feiras, a programação fixa da noite apresenta um forró pé-de-serra, também às 22h. Maiores informações e reservas pelo telefone (98) 3231-7431.

TAA, 189

O Teatro Arthur Azevedo completa hoje 189 anos. Aqui, os parabéns da coluna ao espaço. Em comemoração, será apresentado, hoje (às 20h) e amanhã (às 16h), o Balé Dom Quixote, que tem direção de Olinda Saul, com a participação de bailarinos locais e convidados. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados com antecedência na portaria do teatro. Maiores informações pelo telefone (98) 3219-9900.

Marisa Monte e Chico Buarque vs piratas

Após longo hiato, Marisa Monte colocou recentemente dois discos novos no mercado: um, “pop”, “Infinito Particular”, outro, de sambas, “Universo Ao Meu Redor”. Os trabalhos possuem um dispositivo que impede os usuários de baixar as faixas para seu computador ou para mp3 players, para uso próprio; a alegação da “indústria fonográfica”: o combate à pirataria. Não adiantou. Matéria do jornal Folha de São Paulo de segunda-feira passada, dia 29, dava conta: “Blogs colocam na rede raridades da música brasileira”. Na verdade, não são só raridades: é possível baixar os discos novos de MM e Chico Buarque, apenas para ficar em exemplos de trabalhos que chegaram caros ao mercado (os dois primeiros custam, em média, R$ 39,99 em lojas de São Luís; o terceiro, R$ 36,99). É clicar e baixar. Os endereços: http://aisporecords.zip.net, http://aisporecords2.zip.net, http://aisporecords.opus666.com, http://brnuggets.blogspot.com, http://saravaclub.blogspot.com, http://vinilvelho.blogspot.com, http://musicadobem.blogspot.com e http://mercadodepulgas.blogspot.com

alguém se habilita?

a amiga jornalista Francinne Amarante, que em Brasília apresenta o programa Balaio Cultural, escreveu a resenha abaixo sobre o show que Suely Mesquita, parceira de Pedro Luís e Zeca Baleiro, fez na capital federal, pelo Projeto Pixinguinha. Francinne está com uma ótima idéia: trazer o show de “Sexo Puro” para São Luís e pisar por aqui para lançar seu “Constância”, livro de poemas. Algum produtor local se habilita?

***

A cantora e compositora carioca Suely Mesquita, em sua primeira apresentação em Brasília, pelo projeto Pixinguinha, no SESC Taguatinga, deu oportunidade ao público do Distrito Federal, de ter contato com sua verve poética e musical.

Durante o show, Suely se apresentou de maneira original e ousada com canções de seu “Sexo Puro”, lançado pela gravadora Duncan, além de inéditas, nada próximo do que estamos acostumados a ver/ouvir. Manteve uma presença de palco consciente, cênica e cortante como suas letras, além, é claro, de uma voz afinada e visceral, algo bem ao seu estilo.

O grande momento da noite ficou por conta das canções “Pisca”, em parceria com Zeca Baleiro, e “Sacumé Baby”, um samba cool de sua autoria. Suely estava acompanhada por músicos de altíssimo nível, os violonistas Pedro Braga e Fernando Caneca (que já gravou um disco dedicado à obra do não menos genial Canhoto da Paraíba).

[Francinne Amarante, Revista Nova]

rosa e montserrat

até eu sair de casa, às 8h, o jornal ainda não tinha chegado por lá. aqui vai o texto que eu mandei e que deve ter sido o diário cultural de hoje.

Brasil e Espanha em palcos maranhenses

Não é duelo de Copa do Mundo ou coisa parecida. A cantora maranhense Rosa Reis e a espanhola Montserrat fazem shows em São Luís, hoje e amanhã. A primeira apresenta uma espécie de avant-première do que fará na temporada junina, com músicas recolhidas em festas diversas, Brasil afora; a segunda, mostra ao público maranhense o repertório de seu primeiro disco, composto de clássicos da música latina.

Flor da mangueira: diversão e diversidade

Na contramão da música veiculada pela grande mídia, quem sobe ao palco do Teatro Arthur Azevedo hoje e amanhã, é a cantora Rosa Reis, que mostrará no show “Flor da Mangueira”, um repertó um repert Rosa Reis, que mostrar Arthur Azevedo, rio composto por diversas músicas recolhidas em terreiros populares: festa do divino, terreiro de mina, bumba-boi, festas de santos, rodas de capoeira, além de ritmos de outras localidades brasileiras, como é o caso do jongo e do maracatu.

No espetáculo de hoje, que terá a renda destinada aos Centros Assistenciais do Centro Espírita Jardim da Alma, a cantora terá como convidados os cantores Cláudio e Inácio Pinheiro; amanhã é a vez de Dona Teté do Cacuriá abrilhantar a apresentação.

As apresentações serão uma espécie de avant-première daquilo que Rosa Reis mostrará Maranhão afora durante o período junino. A “turma” escalada é formada por Jayr Torres (guitarra), Jonas Torres (baixo), Claudiomar (bateria), Júnior Gaiato (rabeca), Erivaldo Gomes, Marquinhos e Robson Serra (percussão), Cecé Ferreira, Camila, Flávia e Lucimara (vocais), Luana Brito e Rose (capoeiras), o elenco do Cacuriá de Dona Teté (dançarinos/as). “Flor da Mangueira” tem figurinos de Rosa Reis, bordados de Bárbara, cenário de Nelson Brito e Rosa Reis e iluminação de Júlio César “Jarrão”.

Com direção musical de Jayr Torres, direção-geral de Rosa Reis e realização do Laborarte, as apresentações acontecem às 21h e os ingressos custam R$ 10,00 (platéia e frisas) e R$ 8,00 (camarote, balcão e galeria).

Outro palco, outra nação

Outra cantora que sobe em palcos maranhenses amanhã é a espanhola Montserrat, que está lançando seu disco Añoranza. O espetáculo, com produção de Ópera Night, terá, no repertório, clássicos da música latina: Años (Pablo Milanéz, que participa do disco nessa faixa), Tu Me Acostumbraste (Frank Dominguez, com participação, ao piano, de Chucho Valdés), Bésame Mucho (Consuelo Velásquez) e Quizás, quizás, quizás (Oswaldo Farrés) entre outras.

O disco, que conta com influências de bossa nova, jazz e tango, foi gravado em Havana, Cuba. No palco, a cantora será acompanhada pelos músicos brasileiros Lucas Vargas (piano e acordeom), Tomas Howard (violão sete cordas), Fábio Atorino (baixo e viola caipira) e Pixú (percussão).

Vale lembrar que “Añoranza” é o disco de estréia de Montserrat. Os ingressos estão à venda no local e custam R$ 20,00 (estudantes com carteira pagam metade). Maiores informações: (98) 9992-7636.

ilegal, imoral ou engorda?

não sei responder ao título. mas sei que é possível economizar mais de cem reais, pra falar de apenas três títulos “recém”-lançados: “carioca”, de chico buarque, e “universo ao meu redor” e “infinito particular”, de marisa monte. estão todos lá. entre “clássicos” e populares, rocks e sambas, raros ou fáceis, fora de catálogo e lançamentos, diversos títulos compõem o repertório. como não sou egoísta, é só sair clicando por aí:
http://aisporecords.zip.net
http://aisporecords2.zip.net
http://aisporecords.opus666.com
http://brnuggets.blogspot.com
http://saravaclub.blogspot.com
http://vinilvelho.blogspot.com
http://musicadobem.blogspot.com
http://mercadodepulgas.blogspot.com