
Eu já escrevi aqui sobre bons motivos para não perder este show.

ainda compra discos, livros e jornais. Blogue de Zema Ribeiro. Afiliado ao Farofafá

Eu já escrevi aqui sobre bons motivos para não perder este show.
Aos órfãos do Clube do Choro Recebe, duas ótimas pedidas em São Luís podem fazê-los/nos relembrar o saudoso acontecimento semanal que deu uma sacudida na cena choro/musical ilhéu.
O primeiro, um show isolado. O segundo, uma temporada. Dizer, do primeiro, simplesmente isso, não é, no entanto, diminuir o acontecimento. Do segundo, basta dizer que torcemos para que a temporada dure ad infinitum, mesmo que nosso latim não dê pro gasto.
O que quero anunciar aqui são dois acontecimentos imperdíveis: o primeiro, o show Sambalanço, que Léo Capiba apresenta nesta quinta-feira (10), às 21h, no Danado de Bom (Cohajap); o segundo, o projeto Canto do Choro, as apresentações que vem realizando, já há dois sábados (e neste agora, 12), às 18h, no Bar Canto da Cultura (antigo Cia. Paulista, Praia Grande), o trio Bumba Jazz.

Por diversos motivos é imperdível o show de Léo Capiba: pelo raro talento do artista cearense radicado em São Luís, pelo repertório, basta lembrarmos de suas emocionadas, emocionantes, vigorosas e descontraídas interpretações para clássicos como Chiclete com banana (Almira Castilho/ Gordurinha), Espelho (Paulo César Pinheiro/ João Nogueira), Orora analfabeta (Gordurinha/ Nascimento Gomes) e Tereza da Praia (Tom Jobim/ Billy Blanco, à época do Clube do Choro cantada geralmente em duo com outro Léo, o Spirro, que acaba de lançar disco dedicado à obra de mestre Cartola, compositor da predileção de ambos), entre tantas outras que espero (re-)vê-louvi-lo cantar, além, é claro, do fino acompanhamento, que fará jus ao grande cantor e percussionista (embora ainda inédito em disco e pouco (re-)conhecido) que é Léo Capiba: o Quinteto Bom Tom, formado por Celson Mendes (violão e direção musical), Daniel Miranda (trombone), Fleming (bateria), Jeff Soares (contrabaixo) e Miranda Neto (trompete).

Também por diversos motivos são imperdíveis (embora eu tenha perdido as duas primeiras) as apresentações que o trio Bumba Jazz vem realizando aos sábados, numa iniciativa, louvável, diga-se de passagem, também, de dar alguma qualidade às apresentações musicais e ao cenário da Praia Grande em geral. Só os talentos individuais dos virtuoses que compõem a trinca já fazem valer o ingresso: Luiz Jr. (violões de seis e sete cordas), Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho) e Rui Mário (sanfona). O repertório ajuda: clássicos de nomes como Antonio Vieira, Baden Powell, Cesar Teixeira, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Josias Sobrinho, Pixinguinha e Waldir Azevedo, entre outros, recriados e virados do avesso à base de jazz, bumba meu boi e outros temperos locais, além de temas autorais dos discos solo dos dois primeiros. Vale lembrar que este trio é um excerto do Choro Pungado, grupo que além deles tinha João Neto (flauta) e Luiz Cláudio (percussão), que durou tempo suficiente para deixar saudades. Vale destacar ainda as participações especiais, a cada sábado: no passado (perdeu!), Lena Machado (voz) e Zé Carlos (percussão); neste (12, vai perder?), a diva Célia Maria (voz).
Para o show de quinta (o dia, não a categoria), os ingressos custam R$ 15,00; para o de sábado, R$ 10,00.