Você gosta d’O homem nu?

Anteontem revi O homem nu. O filme. Baseado na obra do genial Fernando Sabino. Com Cláudio Marzo e Daniel Dantas e Lúcia Veríssimo. Filmaço, muito engraçado. Com o Galo Preto fazendo uns choros na trilha sonora assinada pelo David Tygel. A primeira vez que vi O homem nu foi num dvd locado no Chico Discos, quando este ainda era um misto de bar e locadora. Ou era apenas locadora, provavelmente à época em que funcionou na Fonte do Ribeirão. Chico (ou Chiquinho, para os íntimos), o proprietário do estabelecimento, é um mestre na arte de indicar bons filmes, e nunca enganava o freguês vendendo gato por lebre: se o filme não prestava, ele dizia, mesmo ciente de que aquilo muito provavelmente lhe renderia menos uma locação. Sempre que eu estava correndo os olhos pelas prateleiras e reencontrava o filme, perguntava-lhe: “Você gosta d’O homem nu“? Ao que ele, sacando o duplo sentido da pergunta, respondia: “Do filme eu gosto”, e caíamos na gargalhada.

[Nota originalmente publicada ontem no facebook, da série #umfilmepordia; daqui pra frente, as notinhas caem acolá depois de publicadas acá no blogue]

(Quase) um filme por dia

Hoje eu dei início a meu projeto pessoal #Umfilmepordia. Explico: comentei com minha esposa que, ao término de Amor à vida (melhor fim de novela dos últimos tempos) eu abandonaria (não sei se temporariamente ou para sempre) as novelas e voltaria a assistir meus quatro episódios diários de Os Simpsons (melhor desenho animado em todos os tempos) e veria um filme por dia, meta ousada, que já nasce impossível de ser cumprida, já que um dia a jornada de trabalho impedirá, noutro a cerveja, noutro uma viagem a trabalho, noutro a pura preguiça etc. Mas foi uma meta que me impus, relaxado, sem muita pretensão de segui-la à risca, como uma dieta (o que não faço) ou exercícios físicos (idem, embora eu esteja precisando). É uma forma de ir com mais frequência ao cinema ou a locadoras de dvd (as poucas que ainda restam na cidade) e ainda de ir dando uma baixa na pilha de filmes que anda acumulada pelas estantes aqui em casa, graças à pirataria e às promoções das Lojas Americanas e que tais. O primeiro filme que assisti nessa fase é o hilário O sentido da vida (The meaning of life), da trupe do Monty Python. Lançado em 1983, ano em que venceu o prêmio especial do júri em Cannes, permanece atualíssimo na crítica a sociedade capitalista, à religião, à guerra e outras “cotidianidades” que são, para muita gente, “o sentido da vida”. Dica (embora eu não receba nada pelo comercial da loja, acho que vale a pena recomendar hora e pouco de riso fácil aos amigos): o dvd está saindo por R$ 16,90 nas Americanas.

[Nota que publiquei 6/2 no Facebook. Atendendo ao conselho do amigo Alberto Jr. e, conhecedor da babel que é o facebook, que não tem uma ferramenta decente de busca, resolvi postar no blogue, o que farei com outros breves comentários da série, que não tem compromisso com o calor da notícia, a novidade, e tudo o que move o jornalismo, particularmente o jornalismo cultural]