Conheci Frederico Luiz ao começar a trabalhar na Faculdade São Luís. O “poetário” (uma mistura de poeta e estagiário, como ele se definia) animava as tardes, quando, em meio ao trabalho, ficávamos fuçando a memória atrás de poemas e sambas antigos, dizendo-os em voz alta. Dele, um poema inédito, abaixo. O garoto é bom! E ponto.
Seus dois seios são duas serras
e cada cume tem uma teta
donde o curso de leite escorrega
pr’uma virgem mata preta
seus dois seios são dois alvos
e cada cimo tem uma roda
de centro róseo, de bordos alvos
cujo relevo me alegra a foda
seus dois seios inconhos
eu dormindo, mordo ambos
achando que são jambos
e acordando, lambo os
seus dois seios risonhos
pensando que são sonhos
Frederico Luiz
