Quando participávamos juntos de reuniões de trabalho, ainda não nos conhecíamos direito. Ali eu percebia uma inteligência fora do comum. Alguém de quem, eu me dizia, deveria aproximar-me. Um dia, descobri que ele gostava de cerveja e mandei: “rapaz, acho que tá na hora de a gente bater um papo tomando uma!”. Nem sei se ele lembra do episódio, ali pelo ano dois mil; sua resposta veio rápida, até hoje não sei se brincadeira ou se ele realmente pensava que eu era menor de idade: “eu não bebo com menores”. Eu, dezoito anos completos, saímos para beber ao fim do expediente e agendamos minha primeira viagem à mágica cidade de Alcântara. Iniciava-se ali uma das mais belas amizades que fiz. Mais que amigo: irmão, pai e, por que não?, às vezes, filho. Mais que tudo isso: mestre. Parabéns, Gildomar! Um feliz aniversário! Um brinde!
