conforme prometido aqui, eis nosso texto na primeira classe de hoje, jp turismo, jornal pequeno:

A brasilatinidade de Rodrigo Lessa
Em seu quinto disco solo, compositor une temas instrumentais de Brasil, Cabo Verde, Cuba e Caribe.
por Zema Ribeiro*
Em seu quinto disco solo, o instrumentista e compositor Rodrigo Lessa (integrante de grupos como Nó em Pingo D’água e Pagode Jazz Sardinha’s Club) parte da idéia interessantíssima de juntar num só balaio musical os semelhantes – e agora não mais ilhados, neste aspecto, o cultural – Cabo Verde, Caribe, Cuba e Brasil. Ao primeiro, o compositor viajou, em pesquisa para o repertório – completamente autoral.
“Das ilhas mestiças” [Rob Digital, 2007, R$ 19,80 em http://www.robdigital.com.br] faz claras referências à música cubana que ganhou mundo em “Buena Vista Social Club”, o já clássico filme de Win Wenders. Também dialoga diretamente com a beleza abolerada de Césaria Évora, musa musical de Cabo Verde. E é brasileiríssimo no que o Brasil tem de melhor: a descontração – ao menos é o que nos parece – de músicos tocando com alegria, num disco instrumental antes de tudo, festivo.
“A música afro-americana (…) criou uma malha de tradições interconectadas de tantas maneiras, e que com tantos curtos-circuitos internos, que faz com que qualquer ritmo seja simultaneamente pai, filho, mãe, primo de todos os outros ritmos”. O dizer do antropólogo Hermano Viana, “pescado” do encarte do disco, traduz perfeitamente seu espírito: impossível – e desnecessário – determinar, ali, onde termina a rumba e começa o choro, onde começa o samba (quase sempre, como aqui, sinônimo de alegria) e termina a melancolia. De divisão, basta a geográfica – original, pois a musical já está quebrada – e a das 13 faixas de “Das ilhas mestiças”.
*para ler mais Zema Ribeiro, acesse http://zemaribeiro.blogspot.com

Virei freguês e tomei a liberdade de indicá-lo a meus amigos mais próximos.>abraço e parabéns pela qualidade e diversidade.
isnande, obrigado. à vontade, aqui quem manda (também) é o freguês. abraço!