Detesto lojas em que vendedores/as brigam entre si. E o comércio ludovicense está empestado delas, a Vidal um exemplo clássico: é quase certo eu ver uma discussão “pública” entre vendedores/as todas as vezes em que vou ali.
Sábado, entro no Varejão dos Calçados, apenas acompanhando minha namorada, que iria comprar uma sandália – acabei saindo com um par de tênis e ela com dois pares de calçados, adianto-lhes o fim da história.
Entramos na loja e Fulana (como chamaremos a primeira vendedora que nos abordou) oferece-nos seus préstimos. “O preço que vale é o da placa”, ela diz, avisando-nos que mesmo que o preço na peça fosse maior, valia, óbvio, o menor. Continuamos olhando e minha namorada não se decidia. Quando se decidiu, Beltrana (como chamaremos uma segunda vendedora) foi buscar o que lhe foi solicitado e efetuou-nos a venda. Fulana, sem se conter – e uma discussão envolvendo duas outras Cicranas já tinha rolado – ainda nos abordou: “vocês não me procuraram”. O ó, como dizem. É claro que há lojas – de discos, quando elas existiam, por exemplo – em que prefiro ser atendido por um vendedor específico: ele já sabe meu gosto, já me indica um lançamento etc.; numa loja de sapatos, não é(ra) o caso.
Após um contato entre uma loja e outra, por telefone, ainda armaram uma troca, já que eu havia trazido um tênis que não chegaria a ficar apertado, mas também não é o necessariamente confortável para quem, como eu, costuma caminhar algo em torno de três quilômetros diários (divididos em três fatias). Cheguei na loja B e o prometido tênis não existia. Uma ligação para a loja C e nada de tênis. Voltando à loja A, disse que ia experimentar e, se fosse o caso, iria fazer a troca. “Pode me procurar”, disse Beltrana. Nesse caso, é claro que eu procuraria.
Fiquei com o tênis pelo preço, a promoção valia a pena. Só preços baixos me fazem agüentar baixarias entre vendedores/as.
Ilustra este post, capa do disco de Lô Borges que tem os tênis mais clássicos da música popular brasileira.


três quilômetros por dia?>>:O
é aproximadamente isso, embora eu nunca tenha feito um cálculo mais sério. ou como é que você acha que eu mantenho a forma?, risos… abração!