Paulo Henrique Amorim, em seu blogue Conversa Afiada, reproduziu a entrevista que o juiz (aposentado compulsoriamente) Jorge Moreno concedeu ao jornalista Manoel Santos Neto, publicada originalmente no Jornal Pequeno.
Jorge Moreno foi aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (alvo de matérias sobre escândalos e a intervenção do Conselho Nacional de Justiça pela revista CartaCapital) após denúncia de Max Barros (DEM), hoje secretário do governo biônico de Roseana Sarney. A alegação: exercício de atividade político-partidária no âmbito de suas funções. O processo tem diversas falhas, como se pode perceber na entrevista.
O caso Moreno passou “despercebido” pela sociedade e pela opinião “pública” (na verdade, a opinião privada dos meios de comunicação vinculados ao grupo político-familiar ao qual se vincula o então deputado-impetrante), certamente não por mera coincidência: o processo de cassação do governador Jackson Lago ocupava as páginas dos noticiários e ofuscava o outro processo, que corria na surdina e terminou por afastar “definitivamente” Jorge Moreno de suas funções (afastado desde janeiro de 2006 de suas funções de juiz, a sentença de aposentadoria foi proferida mês passado).
Moreno é reconhecido nacionalmente por ter conseguido erradicar o sub-registro de nascimento na comarca em que atuava, em Santa Quitéria/MA. A cidade acabou por batizar prêmio nacional de Direitos Humanos, que acabou então sendo outorgado ao juiz (2006). Atualmente a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça vive a divulgar uma campanha de erradicação do sub-registro de nascimento em todo o Estado.
Leia aqui ou aqui a entrevista de Jorge Moreno.
Maranhão: terra de contradições.

Como dizem os gaúchos e gaúchas de boa cepa, “não tá morto quem peleia”. A vitória (do Jorge e da população) contra o subregistro foi muito mais difícil do que derrotar um Max Barros e uma turma de desembargadores que sabemos bem a quem obedecem…
espero que o juiz logre êxito ao recorrer ao cnj. matéria no estado do maranhão de hoje alerta para o déficit de juízes no maranhão. maranhão: terra de contradições. abração!