
O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso ele faz ron-ron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença – é carinho.
O poeta Ferreira Gullar em Um gato chamado Gatinho (Ed. Salamandra, 2000). Sincera homenagem deste blogue à Pagu, nossa gatinha linda que ilustra este post.

&
Hoje é aniversário de meu irmão Netto e do amigo Bruno, a quem dedicamos também o post. Muitos anos de vida, cabras bons!

Nossa, amei, a poesia e a Pagu, que linda! =D
beijos querido!
gracias, jane! a pagu é mesmo uma gatinha, eheh. e o gullar, poeticamente, dispensa comentários… beijo!
Brigadão pela lembrança… Forte abraço
tu merece, puerra! abraço!
só agora vi o post do gatinho em homenagem a Pagu. Valeu pela lembrança do meu aniversário. Bruno
como disse a netto, meu irmão e também aniversariante do dia e homenageado: tu merece, puerra! abrazo!
gostei mt da poesia e do texto sobre o santos!
o santos jogando é poesia. obrigado!