Dois links novos aí do lado:

 

O Criticaria, do Dante Ieltsin, pescado do eraOdito(também linkado ao lado). Segundo a definição do próprio Dante: “Um compêndio de crítica literária dedicado aos volumes esquecidos, inusitados, famigerados ou obliterados de bibliografias oficiais, encontrados em minha viagem de dois anos por cinco continentes”. Tirem suas próprias conclusões.

O Entretanto, da Carolina Libério. Ela e Jane Maciel (já linkada desde o início) formam a minha dupla preferida de poetisas ludovicenses contemporâneas (apesar da primeira ter nascido no Rio). E sim, eu disse poetisa! Poeta, para mim, é homem. Sem preconceitos, mas “poetisa” é mais bonito.

DISSONANTE

 

Estamos na mais recente edição do zine eletrônico dos pampas, o DISSONÂNCIA. Lá escrevo sobre o disco d’Os Poetas Elétricos. Confiram, clicando aqui.

Shopping Brazil foi indicado como “um excelente blog com dicas de música do Maranhão”, por Luiz Alberto Machado no www.vaniadiniz.pro.br
Confiram!

SÁ VIANA

 

letra e música de Chico Maranhão

para os amigos da UFMA: Frederico Luiz, Patrício Neto, Reuben da Cunha, Jane Maciel e Carolina Libério;
para todos aqueles que já foram ao Bambu Bar

 

No Sá Viana

O sol se esconde atrás da universidade

Aonde quase toda cidade

Deve aprender o novo abcd

Pra se valer

Mas acontece

Que o Sá Viana também é uma aula

Que fica em outra sala de aula

Em outras alas de sala também

 

Lá se levanta mais cedo

Pra defender o emprego

Aonde a cidade precisa

De mais uma vida da periferia

E quando se chega em casa da noite cansado

Outra inquietação nos invade

Outra ansiedade infeliz

Vem nos devolver a mesma realidade

Nosso casebre será que é verdade

Está de pé e ainda guarda os trastes

De quem

Batalhou defendendo os biscates

De quem

Se matou pela outra metade

 

Maria bota os restos no cofo

A luta recomeçou de novo

Será que é destino do povo

Ou será que esse povo não vê

Que o tempo é outro

É outra lua é outro corso

A vida está no meio da rua

Aonde a gente

Faz de tudo pra não se acabar

Aonde a gente

Ainda tem que aprender a roubar

 

Mas todo vento que rola

Rola consigo uma bola

Que também dá uma volta

Revira e vem

 

Cada casebre que cai

Nossa história em que vai

Serve de aula pra outros também

 

A vigilante que cante

Com toda sua memória

O Sá Viana implora

Um samba que mostre

Seus lances de agora

 

Do LP “Quando As Palavras Vêm”, de 1991

A grafia original, no encarte do vinil, é “SAVIANA”

GIRAMUNDO

 

Luiz Cláudio retoma as atividades do projeto GIRAMUNDO neste sábado, 19/2, às 22h. Misturando discotecagem e percussão ao vivo a proposta é apresentar inovações e raridades, a exemplo de dubs jamaicanos de canções dos Beatles e Pink Floyd. Luiz Cláudio mostrará parte de seu acervo, formado por vinis e lp’s ao longo de mais de quinze anos de estrada. Participações especiais de Dj Juarez (ClãNorDestino) e Luiz Lobo, do Tambor de Siribeira. Couvert artístico individual: R$ 3,00

SOM NA LATA

O percussionista Luiz Cláudio está a frente de outro projeto bastante interessante: o grupo Som na Lata, que já está com disco na praça. Meninos fabricam seus instrumentos (de percussão) e tiram um som que viaja entre hip hop, tambor de crioula, lelê e outros ritmos tipicamente maranhenses. É luxo no lixo! É lata na luta!

ESCURINHO

 

Um dos bons discos que ouvi ano passado, apresentado pelo amigo Glauco Barreto, foi o do pernambuco-paraibano ESCURINHO. Um disco dançante e ao mesmo tempo, inteligente.

Recebemos da amiga Ester Rolim, uma boa notícia: o percussionista apresenta-se com sua banda Labacé, nesta sexta-feira, dia 18/2, às 22h, no Bar dos Artistas (Teatro Santa Roza), em João Pessoa-PB.

Quem estiver por lá, vale a pena conferir!

BANCO DO NORDESTE

O Banco do Nordeste lançou seu edital para financiamento de projetos culturais nas áreas de música, literatura, artes cênicas e artes plásticas. A quem interessar possa receber edital e ficha de inscrição, basta enviar-me e-mail.

MISTURA FINA apresenta Rhaí Barroso

Release recebido da produtora Lena Vido

 

 

 

Rhaí Barroso, multiinstrumentista, intérprete e compositor, apresenta-se nesta sexta-feira, a partir das 22h, no Projeto Mistura Fina, no Bar 3º Piso, Royal Center, Cohama.

Maranhense radicado há 19 anos em São Paulo, Rhaí cursou três conservatórios, herdando o talento musical natural da família e já tocou ao lado de grandes nomes da música brasileira, a exemplo de Antonio Carlos e Jocafi, Paulinho Nogueira e Roberto Sion, entre outros; por dois anos tocou como convidado na escola de samba Unidos de Viradouro, no Rio de Janeiro.

 

O QUÊ: Show com Rhaí Barroso

DATA:   Sexta-feira, 18 de fevereiro

LOCAL:  3º Piso do Royal Center – Cohama

HORA:  a partir das 22h

OLHO DE BOI

 

 

Alguns amigos que me lêem não moram no Maranhão, por isso esta “explicação”.

Olho de Boi é o nome de uma música de Gildomar Marinho que batiza seu primeiro disco (ainda inédito). Como sempre fui pretensioso (no bom sentido, como também afirmo abaixo) pensei em criar um canal alternativo (era a proposta da extinta lista e é a do presente blog) para difusão da cultura maranhense.

O Bumba-meu-boi é (tido como) a maior manifestação da cultura popular do Estado. O Olho é o que observa. Então, os espaços que propus e venho editando ao longo do tempo, têm como pretensão (pura pretensão!) de funcionar como um “observador da cultura do Maranhão”.

Abaixo a letra de Olho de Boi, composta no terceiro quarto da década de 90, quando seu autor morava em Fortaleza-CE.

 

Dança, dança, dança, meu boizinho preto

Dança, dança, meu boi

Dança, pendurado num cordão de sonhos

Dança, dança, meu boi

Dança, que daqui eu te espio

Balançando pra São Pedro e São João

 

Um olho de boi chegou lá do Maranhão

E trouxe um recado, um bilhete, uma saudade colorida

Faz lembrar da noite que São João mandou rebuliçar

 

E toma conta da noite folia

E manda de lá

Uma bandeira, um brinquedo

Por decerto eu vou

Pro meu boi bumbar

 

Dança, meu boi, ê boi

Dança, pr’eu espiar

Dentro desse teu olho de boi

Um folguedo de beira mar

Quero ver tua alegria de boi

Nas terras do Ceará

 

Gildomar Marinho

 

(isso não é um poema: é a letra de uma música; portanto, nada de julgamentos como se se classificasse como o primeiro)

O SHOPPING MUDOU DE ENDEREÇO. MAS O PREÇO DA PASSAGEM ATÉ LÁ É O MESMO.

 

 

  1. Uma seleção para bolsista de nível médio me leva ao Banco do Nordeste. Lá, durante o estágio conheço Gildomar Marinho. O compositor de Olho de Boi (a música batiza seu primeiro disco, ainda inédito) batiza-me Zema numa viagem a Alcântara.

Sempre fui um cara pretensioso, no bom sentido. Achava (e ainda acho) pouca a divulgação da cultura do Maranhão. Arregacei as mangas e saí com a primeira idéia para a web: a lista eletrônica Olho de Boi, hoje extinta; durou 14 meses (entre outubro de 2002 e dezembro de 2003).

Em janeiro de 2004 saí do Banco do Nordeste, vindo parar naFaculdade São Luís. Mantive as velhas amizades, fiz novas. E outra idéia surgiu: a partir de abril daquele ano, comecei a editar o blog Shopping Brazil (link ao lado: A outra casa de Zema Ribeiro); o nome, uma homenagem a Cesar Teixeira; é este o título de seu primeiro (e ótimo, nunca é demais repetir) disco.

Shopping Brazil vem cumprindo seu papel: difundindo cultura, misturando jornalismo, poesia, recortes de obras de amigos e devaneios do blogueiro (ninguém é de ferro!). As críticas e insatisfações (por vezes minhas mesmo!) vieram: cadê o espaço para comentários? cadê ilustrações? cadê links?, e por aí vai.

Para resolver alguns desses problemas (os outros, um dia a gente resolve), estamos inaugurando essa casa nova. Melhoramos as instalações (pelo menos acho!). O serviço continua o mesmo.

Garçom, uma cerveja gelada e dois copos, por favor!