maria madalena na vila dos preás (hic… hic…)

no primeiro dia útil deste mês de todos os santos, endiabrados escritores tomaram conta de um famoso bar na vila madalena para lançar coletivamente diversos libros escritos em portunhol selvagem: douglas diegues, joca reiners terron, ronaldo bressane e xico sá, entre outros. ontem, rolou relançamento. o bar em questão, a mercearia são pedro, é espaço que desperta as vontades etílicas deste blogueiro das plagas do bar do léo.

‘tou em são luís, sábado vou pro chico canhoto. mas aos amigos que estiverem em sampa, aviso: a banda maria preá se apresenta na vila madalena, conforme cartaz abaixo (clica nele pr’ampliar). s’embora!

eu juro que tento ser um cara legal…

… mas quando vejo uma not(íci)a como essa, minhas maiores (e piores) cargas de preconceito vêm à tona.

abaixo, algumas colocações (emocionadas, risos de deboche) sobre os três parágrafos do text(ícul)o. aos possíveis zêmicos detratores, um avisinho, quiçá desnecessário: são observações minhas e somente minhas.

1) tomara que wagner moura não aceite. grande ator que é, pode colocar a carreira a perder representando um personagem “menor”.

2) “esse cara é o melhor desta geração”, afirma belo, den’do texto. não sei se o melhor, mas certamente um dos grandes, um dos maiores desta geração. por isso, reforço o dito no item anterior.

3) a cine-biografia de belo, segundo o próprio, novamente den’da nota, “será algo tão tocante quanto 2 filhos de francisco“. de novo, minha velha carga de preconceito: taí um filme que eu não vi e não gostei, este sobre zezé di camargo e luciano. outro do tipo será este que ainda será gravado, sobre o pagodeiro.

sandi(ni)ce

“eu acho e tenho certeza que só uma pessoa tem o direito de ser contra ou a favor, que é deus

da deputada federal nice lobão (dem), em depoimento ao bom dia maranhão (tv difusora, a dos lobão) de hoje sobre ser contra ou a favor (ela se disse contra, noutro trecho que não anotei) da legalização da prática do aborto no país.

a repercussão do choro

embora apartidário, o projeto “clube do choro recebe” ganhou repercussão (nacional) nos sites do deputado federal flávio dino e de seu partido, o pc do b. e você? aparece lá este sábado?

o caralho do anão

de quinta a domingo, até o próximo dia 2 de dezembro (para maiores detalhes, cliquem no caralho do anão), fica em cartaz, no auditório apolônia pinto (museu histórico e artístico do maranhão – mham, rua do sol, nº. 302, centro), a peça “o assassinato do anão do caralho grande“, de plínio marcos, com a coteatro, direção de tácito borralho.

resolva este segundo mistério: quem matou o anão? o primeiro, já resolvemos aqui: o “c…” do título da peça. alguns pensaram em coturno, outros em cabelo, outros em chapéu. é caralho, porra! acho que eu ainda ‘tou sob o efeito da estética do palavrão gratuito de “baixio das bestas“, que tá em cartaz no cine praia grande, mas essa é uma outra história.

notas

a i feira de livros de são luís (felis) tem como patrono o escritor maranhense josué montello. entre os diversos homenageados está o poeta e fotógrafo josé maria nascimento, com sua série de fotografias dos mirantes ludovicenses. duas do adirson veloso, presidente da fundação municipal de cultura de são luís, em entrevista a um jornal na tve, anteontem (cito de memória, o bloquinho não estava à mão): “este é um evento cosmopolita, não é um evento chinfrim”. “essa feira, inclusive, servirá para que os que pensam que mirante é só um canal de televisão e rádio saberem o que é realmente um mirante”. só faltou falar dos banheiros que atendem não sei quantos homens por minuto.

a felis é, certamente, um evento que merece destaque, por sua grandiosidade, ineditismo etc. sem dúvidas é importante termos contato com um ariano suassuna, um ignácio de loyola brandão, uma nélida piñon. mas por que não foram convidados nomes da (nem tão) nova literatura brasileira: joca reiners terron, ronaldo bressane, daniel galera, paulo scott, joão paulo cuenca, ivana arruda leite, cecília giannetti, ademir assunção e outros e outros e outros?

a feira começou ontem (18) e vai até o dia 27 de outubro na praça maria aragão e arredores (praça gonçalves dias, antigo espaço cultural, circo para aulas-show etc.).

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reuben avisou-me tardiamente (só ontem, nunca é tarde): desde sábado passado escreve no suplemento galera, de o estado do maranhão. sobre cinema. seu texto de estréia versou sobre o já retirado de cartaz (provavelmente pouco público para os padrões e exigências do box) “saneamento básico”, de jorge furtado. começou bem o moço que recentemente defendeu monografia cujo título é “o pesadelo no espelho: reflexos da escrita de william s. burroughs no cinema de david cronenberg”.

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a banda pedra polida faria show amanhã (20) no chez moi (praia grande). faria. por motivo de força maior – o baterista andré grolli está impossibilitado de tocar após ter fraturado uma mão; pedro venâncio (guitarrista) não me disse se a direita ou esquerda e esta informação realmente não importa – o trio, que se completa com o baixista eduardo duduca monteiro, fica com as atividades suspensas por um – espera-se – curto intervalo – bastante longo, certamente, para os fãs da banda.

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aos que não leram o post de ontem, não deixem de fazê-lo.

nota

Avançar na Luta – A chapa “Avançar na Luta”, que concorre à Diretoria do Conselho Regional de Serviço Social do Maranhão (CRESS/MA 2ª Região) na eleição de novembro próximo, promove nesta sexta-feira (19), a partir das 20h, um jantar de adesão. O encontro acontece no Picuí Tábua de Carne (Ponta d’Areia) e terá animação do músico Chico Nô. Maiores informações e convites para o evento podem ser obtidos com a presidente da chapa, Andréia Everton, pelo telefone (98) 9602-0651 e/ou e-mail avancarnaluta@gmail.com. Visite o blogue da chapa: http://avancarnalutacressma.blogspot.com

a redundância do samba

vi ontem o tão esperado paulinho da viola acústico, na mtv [mtv brasil, 14/10/2007, 20h30min]. e aí reside a redundância (neste caso, um elogio): desde a sua estréia não foi (quase) sempre paulinho da viola, acústico? entre sambas antigos (e atualíssimos) e coisas novas, gostei do que (ou)vi, a timidez (calculada?) do gênio se alternando entre o violão e o cavaquinho, instrumentos que bem poderiam lhe ter batizado, acompanhado de um time de músicos de primeiríssima, não listo para não correr risco nenhum, o bloquinho não estava à mão. making of antes, show depois, acústico ou sim, paulinho da viola é paulinho da viola, sempre, muito embora infelizmente relegado a um segundo plano dentro da eme-pê-bê, samba não é eme-pê-bê? quero rever, reouvir, e você?

testemunhas de jeová, não batam!

assim mesmo, sem um delicado “por favor”. é isso o que eu gostaria de, num adesivo, colar à porta de casa: “testemunhas de jeová, não batam!”. é domingo de manhã e três batidas à porta (à frase talvez eu acrescentasse um “nem toquem a campainha”) me interrompem a audição do “chorinhos e chorões”. estou sozinho em casa e nem chego a abrir completamente a porta e um trio de testemunhas de jeová nem me pergunta se tenho tempo, se estou disposto, nada, abrem a bíblia e começam a ler e passam de um livro a outro, de uma citação a outra, talvez nem se importem se ouço ou não, se presto atenção ou não, para depois me oferecer um curso bíblico pelo qual eu não pagaria nada e poderia fazer no horário que eu pudesse/quisesse: “não, obrigado, não tenho interesse”, talvez eu devesse ter sido mal-educado, mas nem querendo consigo.

intolerância minha? de jeito nenhum. tenho minha religião, vou à igreja semanalmente. agora: perturbar domingo de manhã cedo, toc, toc, toc na casa alheia? pelamordedeus…

manamauê!

depois de (quase) confinada (não por sua culpa, sabemos) ao paraisinferno dos shows cancelados em são luís, a banda pernambucana nação zumbi finalmente se apresentará na ilha. a banda fará um passeio por “clássicos” de seu repertório e apresentará uma faixa do novo trabalho, completamente inédito, “fome de tudo“, que será lançado no final do mês, com participações especiais de céu e júnio barreto e produção de mário caldato jr.

para ver/ouvir o afinado time formado por lúcio maia, jorge du peixe, pupilo, dengue, gilmar bola 8 e toca ogan, os ingressos custam r$ 20,00 (à venda na rede de lanchonetes bobs e no ceprama) e r$ 10,00 (estudantes com carteira).

em resumo, ao que interessa: depois de toda a lenga-lenga produzida por picaretas, digo, produtores locais, até que enfim a nação zumbi tocará num palco ilhéu. fãs da banda, órfãos de chico science e toda uma fauna de curiosos em geral poderão se deliciar ao som dos tambores dos malungos. o show acontece dia 11 de outubro (quinta-feira, véspera do feriado), às 22h, no ceprama. haverá discotecagem com pedro sobrinho e andrezinho vibration e a banda negoka’apor faz o show de encerramento.

e eu deixo aqui os meus abraços para kátia cesana, produtora da nação, que muito já se esforçou para que isso rolasse, e ópera night, que sempre batalhando por bons nomes em palcos ludovicenses, realiza mais esta super-produção.

e quem ganha são vocês, meus poucos-mas-fiéis leitores que irão ao ceprama.

espaço aberto

o nome da (infelizmente) extinta livraria de josias sobrinho, que batiza este post, dá nome também a um programa de entrevistas do edney silvestre. aqui, ele conversa com o escritor barbudo (e careca). o bate-papo foi gravado lá onde o cuenca lançará seu novo livro.

três

vou beber aqui hoje (e esta é uma dica para os amigos de são luís). e abaixo deixo duas dicas para os amigos do rio (terça e quinta): show de flávia bittencourt e lançamento do novo livro do joão paulo cuenca. cliquem nelas para ampliar.

taxistas não sabem de nada

tidos como aqueles conselheiros que opinam sobre tudo, com propriedade, taxistas já não merecem tanta confiança assim. não acompanho futebol e foi justamente este o assunto que aquele taxista puxou após eu indicar a direção. acabei dizendo-lhe que tinha apostado vinte reais no são paulo contra o flamengo, ao que ele rebateu: “esses vinte aí tão garantidos. ninguém bate o são paulo”. eu também acreditava nisso. acreditava, repito. mas o taxista estava (me) engana(n)do.