de já um clássico (mutaréllico)

“O cheiro que você ‘tá sentindo é do ralo”, diz o protagonista de “O cheiro do ralo[em cartaz no Cine Praia Grande, diariamente às 20h30min; ingressos: R$ 4,00, R$ 2,00 (para estudantes com carteira e maiores de 60 anos); aos domingos, R$ 1,00 para todos], filme de Heitor Dhalia, com roteiro dele e de Marçal Aquino (“O invasor”) baseado na obra homônima de Lourenço Mutarelli. Diz e repete. E repete. E repete. Obsessivamente. Por todo o filme. Lourenço (Selton Mello) é um comprador de quinquilharias, antiguidades e visões de bundas (ele paga para ver bundas, foi o que eu quis dizer), outra obsessão sua – a propósito, é a bunda da garçonete a primeira coisa que se vê no filme, num shortinho curto (diminutivo dos diminutivos, redundância das redundâncias, meu texto, claro, que no filme não há lugares para “issos”), passos apressados até o local de trabalho.

É engraçado vê-lo vendo (redundância de novo?) a bunda da garçonete da lanchonete onde ele faz suas refeições ordinárias. É engraçado ver Lourenço Mutarelli de vermelho e de vigia. Quem o conhece, magro e careca, talvez estranhe. Ou não, pois provavelmente todo mundo já viu este filme antes de mim, não? Não?!?!?!?! Ta esperando o quê, rapá? É engraçado ver Xico Sá tentando vender um objeto a Lourenço (Senton Mello, não Mutarelli) e receber uma resposta negativa, um dos poucos “nãos” ouvidos dele ao longo do filme. Até agora me pergunto de onde é que o “maníaco” tirava (tanto) dinheiro para comprar tanta buginganga, já que não o vi vendendo nada ao longo da trama – vilge!, estraguei?.

É sem dúvidas um dos melhores filmes que o cinema brasileiro produziu nos últimos anos, assim como é Mutarelli um dos melhores escritores da literatura brasileira contemporânea. Ele mesmo parece um personagem criado por ele, se é que vocês me entendem – aqui, lembro de uma matéria numa Trip dazantigas, assinada por Ronaldo Bressane, que depois virou posfácio ou coisa que o valha de “O Natimorto” (DBA Editora). O título da matéria, cito de memória, perdão se ela falhar, era “O bife que desenha” e contava coisas mutaréllicas – como um personagem seu – como o litro e meio de café consumido diariamente (assim ele venceu uma úlcera), o vício em comprimidos tranqüilizantes (ou coisa que os valham) e o uso de algo para apoiar sua mão – que não para de tremer – enquanto desenha. Novamente: são citações de memória, não estou com a revista em mãos, nem com meu exemplar de “O Natimorto”.

A propósito, ouvi falar (ou sonhei?) que este mais recente mutaréllico título será filmado ainda em 2007. É coisa para me deixar ansioso, ou para deixar assim qualquer um que tenha lido qualquer coisa do homem ou visto “O cheiro do ralo”. Ou sentido. “Esse cheiro que você ‘tá sentindo… é do ralo”.

notas atrasadas (mas em tempo)

‘cabei de ler matadouro 5, de kurt vonnegut. aí eu me pergunto: por que é que eu nunca tinha lido nada do homem?

*

boa surpresa na blogosfera maranhense: itevaldo junior em blogue solo. já linkado ao lado, bem-vindo, camarada!

*

reuben, poesia da boa, zunindo na zunái.

*

foi minha namorada quem pegou o buquê após o casamento de laura e luis (de quem fomos padrinhos). um animado forró pé-de-serra com chico nô e banda (o xaxados e perdidos sem sua porção feminina) animou os presentes à bela noite de sábado na vila nova. emoção total. ao novo casal, mais votos nossos de muitas felicidades. sempre.

ah, o feriad(ã)o…

sete de setembro e eu ainda em casa. daqui a pouco, saio para fazer uso de coisa que condeno: procurar um hipermercado aberto para comprar cds virgens. sim, condeno: e o feriado dos que garantem que o hipermercado esteja aberto quando um esquecido (ocupado demais?) precisa comprar cds virgens?

apesar do anúncio e dele não querer chororô, foi estranho não achar mais o blogue do joca. não substitui, é claro, além de tudo por ser temporário, mas o do mutarelli tá no ar, direto de nova york, pelo amores expressos.

ouço o bom disco novo de vanessa da mata, “sim”. amanhã laura e luis dizem “sim” um ao outro. eu e minha namorada somos padrinhos. é mais ou menos como se eu fosse um moleque que vê um ídolo (da platéia), depois aprende a tocar guitarra (pode substituir por seu instrumento predileto) e vira ídolo e é visto da platéia. ano que vem “é nóis”.

da série “conceitos antecipados”

dias doidos e doídos. correria. muito trabalho. mas sem reclamação. mas é tanto trabalho, que às vezes até me atrapalho e deixo de fazer algum trabalho. se é que vocês me entendem.

acabei esquecendo de avisar por aqui das sessões de o cheiro do ralo no cine praia grande. então, hoje é o último dia. da sessão às 16h30min. o bom é que durante toda a semana que vem, o filme baseado no livro de lourenço mutarelli fica em cartaz às 20h30min.

os “conceitos antecipados” do título do post? ah, sim. raramente vou ao box. e iria fazer o esforço, pois tenho certeza (a minha certeza, óbvio!) que o cheiro do ralo vale a pena (apesar de não ter lido este livro do mutarelli; o natimorto, outro título dele, é muito, muito bom!). testemunhas me garantiram que em suas sessões no box, o filme tinha sete, oito pessoas em meio-mundo de poltronas superconfortáveis e vazias. o jornal o estado do maranhão tem batido na tecla: o dono do mar (na sala ao lado) é um sucesso. sessões cheias e o caralho a quatro. sinceramente, não entendo (não, não vou dizer que não acredito. meus “conceitos antecipados” são outros).

“conceitos antecipados” é uma forma bonitinha (talvez) de dizer “preconceitos”. li pouco mutarelli e li nenhum sarney, mas tenho absoluta certeza (a minha certeza, repito) de que a literatura do primeiro é infinitamente superior à do segundo.

é claro que se um dia eu for assistir ao filme baseado no romance do senador pelo amapá, já irei com a opinião pronta. mas dyl pires me economizou deste trabalho.

bom, levantem daí e vão ver o cheiro do ralo, que eu não vou lhes contar. e mesmo ainda não tendo assistido, de já, garanto: é bom!

da série "conceitos antecipados"

dias doidos e doídos. correria. muito trabalho. mas sem reclamação. mas é tanto trabalho, que às vezes até me atrapalho e deixo de fazer algum trabalho. se é que vocês me entendem.

acabei esquecendo de avisar por aqui das sessões de o cheiro do ralo no cine praia grande. então, hoje é o último dia. da sessão às 16h30min. o bom é que durante toda a semana que vem, o filme baseado no livro de lourenço mutarelli fica em cartaz às 20h30min.

os “conceitos antecipados” do título do post? ah, sim. raramente vou ao box. e iria fazer o esforço, pois tenho certeza (a minha certeza, óbvio!) que o cheiro do ralo vale a pena (apesar de não ter lido este livro do mutarelli; o natimorto, outro título dele, é muito, muito bom!). testemunhas me garantiram que em suas sessões no box, o filme tinha sete, oito pessoas em meio-mundo de poltronas superconfortáveis e vazias. o jornal o estado do maranhão tem batido na tecla: o dono do mar (na sala ao lado) é um sucesso. sessões cheias e o caralho a quatro. sinceramente, não entendo (não, não vou dizer que não acredito. meus “conceitos antecipados” são outros).

“conceitos antecipados” é uma forma bonitinha (talvez) de dizer “preconceitos”. li pouco mutarelli e li nenhum sarney, mas tenho absoluta certeza (a minha certeza, repito) de que a literatura do primeiro é infinitamente superior à do segundo.

é claro que se um dia eu for assistir ao filme baseado no romance do senador pelo amapá, já irei com a opinião pronta. mas dyl pires me economizou deste trabalho.

bom, levantem daí e vão ver o cheiro do ralo, que eu não vou lhes contar. e mesmo ainda não tendo assistido, de já, garanto: é bom!

xangai na ilha

xangai é uma das boas memórias musicais de minha infância. lembro da primeira vez que ouvi o baiano cantar. era “ai deu sodade“, engraçada música mais conhecida como “abc do preguiçoso”, gravada por ele no cantoria, dividido com elomar, geraldo azevedo e vital farias; o cantoria tem mais um volume com os quatro e um terceiro volume com elomar solo.

talvez o “abc do preguiçoso”, tema de domínio público, seja o maior sucesso de eugênio avelino, ele, xangai, de quem já vi, em são luís, dois ou três shows.

num deles, comprei um disco que já tinha em casa para colher o autógrafo: “zema, procê com amizade”. o disco era o “xangai canta cantigas, incelenças, puluxias e tiranas de elomar“, que traz na capa uma pintura de portinari. a propósito, num show do compositor das faixas daquele disco, descobri que seu filho, joão omar, que tocou violão nele todo, tinha apenas quinze anos de idade à época. quem ouvir, entenderá meu espanto.

noutro show, ouvi(a) uns chatos, lá pela segunda ou terceira música, gritando: “toca o abc do preguiçoso!”. xangai aguentou umas poucas vezes calado e logo soltou: “ela está no roteiro. é a última música. mas se quiserem, eu toco agora. querem?”. e fez o show numa boa.

nos dois (ou três), a participação especial de erivaldo gomes, seu parceiro.

amanhã, xangai ‘tá na ilha novamente. às 21h, no teatro arthur azevedo. produção de ópera night.

eu e cb, cb e eu

na torre do desterro
no beco da bosta
na boca do boqueirão
na forca de bequimão: inveja
no sino da sé às seis
no hino de bandeira tribuzi
na classe média de merda: inveja
nos fulanos de tal, donos de danos
nos poetastros, beletristas de chás e ceias
nas praças de alimentação dos shoppings
nos desfiles de moda do sofitel
nos cartões postais do aeroporto do tirirical
nas duzentas colunas sociais de cada jornal: inveja
nos trinta dinheiros dos iscariotes ilhéus

*

não sei quando celso borges escreveu o acima. li este trecho quando, arremedo de mestre de cerimônia(s) (sem cerimônia nenhuma), chamei o poeta para compor a mesa do lançamento do plano editorial secma 2007, terça passada. eu estava vestido numa camisa branca com a inscrição (em vermelho) “a posição da poesia é oposição” (a última palavra, de cabeça pra baixo), poema seu (pintado na camisa por este blogueiro). peguei cb de surpresa e ele me disse que gostou. no música, quem interpreta o poemúsica acima é o t. a. calibre 1, entre a pegada forte de seu som, o poema furioso de cb e (tr)ec(h)os de nauro machado.

bebemos (pouco) juntos na quarta, na feira, e ainda nos encontra(re)mos antes dele voltar a “emaranhar em sampa”.

se o itaú prorrogar as inscrições (prazo final: hoje, ao menos até agora), é sobre cb que eu vou escrever.

e-mail

o abaixo não é um release. mas é o texto integral de um e-mail que recebi do flávio reis.

*

31 de agosto, 16h, Praça Deodoro

Ato público contra a violência policial e a impunidade

Prof. Flávio, Gerô.
Sabe-se lá quantas Maria e quantos José.
A violência atinge a todos nós.
A violência policial é a mais grave de todas, orque autoriza a truculência nas ruas, estabelecendo a insegurança pública.
Quando o policial tortura, mata injustamente, é o Estado, encarnado nele, que pratica um ato ilícito.
A impunidade legitima essa desordem.

Violência e Impunidade. Esses males têm que ser combatidos.
Não podemos encarar essas mortes como normais.
Precisamos nos indignar e tomar atitudes diante dessas práticas corrompidas.

Faça a sua parte.
Reenvie essa mensagem aos amigos e venha manifestar a sua indignação.

clube do choro recebe

releases e algos parecidos, nestes últimos dias. foi legal o lançamento do plano editorial, ontem. talvez eu escreva sobre, depois. release? abaixo, mais um. e devo dizer: este blogue é licenciado em creative commons. isto é: você pode pegar a informação daqui, colar no seu e-mail e distribuir ao mundo ou imprimir e sair pregando por aí, enfim. você não paga nada. então? e apareça(m) sábado, lá, ó!

já tá no overmundo, viu?

@

À boca da noite, o Clube do Choro recebe Léo Espirro

Com o propósito de integrar chorões de novas e antigas gerações, tem início neste sábado, às 18h30min, no terraço do Chico Canhoto Bar e Restaurante (por trás do Hiper Mateus da Cohama), os saraus do Clube do Choro do Maranhão.

A idéia é possibilitar um espaço para o encontro e troca de experiências dos mais tradicionais chorões com os chorões mais jovens. Em São Luís, depois da fundação do Clube do Choro, têm surgido vários grupamentos de choro, na sua maioria, integrados por jovens. Os grupos Um a Zero, Toque Brasileiro e Chorando Calado são exemplos dessa jovialidade que o choro experimenta, que vai além da idade dos seus integrantes, mas se expressa na forma de tocar da garotada, no estilo que incorpora novas informações e novas influências.

No interior do estado já se tem notícias do interesse da juventude pelo gênero. Bequimão, cidade da baixada maranhense, já se orgulha da existência do mais jovem grupo de choro do Maranhão, o Naquele Tempo, integrado por meninos e meninas entre 14 e 18 anos.

Tudo isso, somado aos já tradicionais Regional Tira Teima e Instrumental Pixinguinha, que há muito vêm desenvolvendo e fortalecendo a movimentação da cena choro no estado, revelam a força e a capacidade de resistência e renovação do gênero em terras maranhenses. Isso sem falar nos diversos instrumentistas espalhados pela capital e interior do Maranhão que cultivam o gosto e a prática dessa linguagem instrumental tão brasileira. Hoje, por exemplo, já é possível encontrar rodas de choro na Ilha quase todos os dias da semana. Mas não é só isso. A força do gênero vai além.

O Choro, enquanto gênero e influência musical, está presente nas criações dos nossos grandes compositores. Figuras como Chico Maranhão, Josias Sobrinho, Cesar Teixeira, Joãozinho Ribeiro, Chico Saldanha, Chico Canhoto, Antônio Vieira, Lopes Bogéa, Cristóvão Alô Brasil, Bibi Silva, e muitos outros, têm em suas obras, influências chorísticas muito claras. Seja criando choros assumidamente ou incorporando elementos do gênero em suas composições e sobretudo, adotando a base instrumental típica do gênero.

Daí a necessidade de fortalecer também a relação do gênero Choro com a produção da música popular no Maranhão. Os saraus de sábado à boca da noite trazem essa estratégia. Todos os sábados, além dos diversos grupos e chorões outros, haverá sempre a presença de um convidado especial da nossa música popular cantada. Léo Espirro, uma das maiores vozes da nossa música, será o primeiro grande homenageado das rodas de choro de sábado.

Espirro é nome consagrado no meio musical e boêmio da Ilha, já tendo participado da gravação de vários discos, como o de Músicas de Escolas de Samba e o Memória – Música no Maranhão. Foi ainda premiado como melhor intérprete em diversos festivais comunitários de música. Dentre os gêneros que Léo Espirro gosta de cantar estão o Samba-canção, a Bossa Nova e o Choro.

Serviço

O quê: Clube do Choro recebe Léo Espirro em grande roda de choro com representantes de vários grupos e chorões;
Onde: Chico Canhoto Bar e Restaurante (Residencial São Domingos, por trás do Hiper Mateus da Cohama);
Quando: Sábado, 1º. de setembro, às 18h30min;
Quanto: Couvert artístico de R$ 3,00 por pessoa;
Informações: pelo e-mail ricochoro@hotmail.com ou celular (98) 9128-6278 (com Ricarte).

literatura e até a noite!

Serviço

O quê: Lançamento do Plano Editorial Secma 2007 – Prêmio Gonçalves Dias de Literatura.
Quando: hoje (28), às 19h.
Onde: Auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite (Praça do Pantheon, s/nº., Centro).
Quem: os escritores Adalberto Franklin (Ética Editora, Imperatriz/MA), Alberico Carneiro (Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante, Membro do Núcleo de Literatura da Secma), Celso Borges (poeta e jornalista maranhense radicado em São Paulo), Joãozinho Ribeiro (Secretário de Estado da Cultura) e Grupo Poiesis (recital poético).
Quanto: entrada franca. Aberto ao público. Será servido coquetel aos presentes.

@

[abaixo, o texto de joãozinho ribeiro publicado na edição de hoje do jornal pequeno]

Maranhensidade e literatura

Joãozinho Ribeiro*

São Luís já carregou o epíteto de Atenas Brasileira. O Maranhão já se orgulhou de falar o português mais correto do Brasil. Uma das mesas-questões do V Fórum Municipal de Cultura de São Luís, realizado em 2004, indagava, sobre a capital: Jamaica, Atenas ou Apenas Brasileira?

Que o Maranhão sempre foi berço de grandes nomes da Literatura Brasileira – e por que não dizer mundial –, todos sabemos. Só não conseguimos entender os descaminhos por onde a literatura maranhense enveredou, um problema infelizmente não exclusivo daqui. Nunca foi tão fácil publicar um livro (embora entendamos que a literatura e seus processos não se resumam ao ato de publicar) e nunca se publicou tanto no país. Na contramão, nunca houve tão poucos leitores.

Dando continuidade ao processo de democratização do acesso à cultura – sob todos os aspectos – e a implementação de uma gestão democrática, repito, plural, transparente e inclusiva, a Secretaria de Estado da Cultura tem a honra de lançar hoje (28), às 19h, no Auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite (Praça do Pantheon, s/nº., Centro), o Plano Editorial Secma 2007 – Prêmio Gonçalves Dias de Literatura.

O edital que será apresentado é fruto do trabalho do Núcleo de Literatura da Secma, composto por Alberico Carneiro, Antonio Ailton, José Maria Nascimento, Nauro Machado, Wilson Martins e Zema Ribeiro, que desde abril vêm discutindo a adequação do Plano Editorial aos princípios que têm norteado as ações da Secma, garantindo a possibilidade de participação de qualquer maranhense que deseje fazê-lo. São nove categorias: romance, novela, conto, crônica, poesia, literatura infantil e juvenil, teatro, ensaio e engenho e arte, esta última, voltada para processos criativos não contemplados nas oito primeiras categorias, de forma que não contradigamos o documento “Maranhão Cultural: a imaginação a serviço da cidadania e do desenvolvimento”.

As inscrições para o Prêmio Gonçalves Dias de Literatura iniciam-se já na quarta-feira que se segue ao lançamento e seguem até o dia 11 de outubro. As comissões de leitura, em fase de definição, terão nomes de todo o Maranhão e divulgarão os resultados em 19 de novembro. O regulamento pode ser consultado no site da Secma.

Outra novidade do Prêmio é o seu nome: a cada ano será homenageado um escritor maranhense de reconhecida importância para a literatura do estado. Nesta primeira edição da retomada deste importante processo, a obra “Brasil e Oceania”, de autoria de Gonçalves Dias, será republicada. Trata-se de um estudo antropológico pouco conhecido, que só por fugir da vertente mais divulgada da obra do autor da “Canção do Exílio”, já merece atenção.

Merece também destaque a iniciativa da deputada Graciete Lisboa, que pretende transformar o Plano Editorial da Secma em Lei, garantindo assim sua realização anual, independentemente das gestões que se sigam. Ainda há muito por ser feito, e disso temos plena consciência, mas, sem dúvidas, um importante primeiro passo está sendo dado.

Diante do exposto, temos a grata satisfação de convidar cada um dos leitores desta coluna e do Jornal Pequeno para participar do Lançamento do Plano Editorial Secma 2007 – Prêmio Gonçalves Dias de Literatura. A festa terá recital com o Grupo Poiesis, que vem agitando a cena poético-literária na capital maranhense. Este Secretário dividirá uma mesa com os escribas Adalberto Franklin (Ética Editora, Imperatriz/MA), Alberico Carneiro (Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante, encartado quinzenalmente neste jornal, e membro do Núcleo de Literatura da Secma) e Celso Borges (poeta e jornalista maranhense radicado em São Paulo, que na ocasião autografa “Música”, seu mais recente livro-disco). Cada um falará brevemente de suas experiências literárias. Um delicioso coquetel será servido aos presentes.

Esta festa da literatura acontecerá, torno a dizer, no Auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite, localizada na Praça do Pantheon, s/nº., Centro, a partir das 19h de hoje (terça-feira, dia 28 de agosto). É aberta ao público, espero encontrá-los neste debate-papo literário.

*Joãozinho Ribeiro é Secretário de Estado da Cultura e escreve às segundas-feiras no Jornal Pequeno.

(mais) literatura

Literatura em pauta

Plano Editorial da Secretaria de Cultura será lançado terça-feira e contará com a participação de importantes nomes no cenário da literatura maranhense.

Será lançado nesta terça-feira (28) o Plano Editorial Secma 2007 – Prêmio Gonçalves Dias de Literatura. A idéia do concurso, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, é descobrir novos talentos das letras maranhenses. A solenidade de lançamento acontece às 19h, no Auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite (Praça do Pantheon, s/nº., Centro).

“O Prêmio Gonçalves Dias de Literatura é o resultado de um trabalho de meses, desenvolvido pelo Núcleo de Literatura da Secma e busca ser abrangente, tanto com relação às categorias pensadas quanto ao atingir o Maranhão como um todo”, afirma Zema Ribeiro, membro do Núcleo.

São nove categorias: romance, novela, crônica, conto, poema, ensaio, literatura infantil e juvenil, teatro e engenho e arte. “Esta última categoria foi pensada para contemplar processos criativos que não se enquadrem nas demais. É uma forma de não limitarmos a criatividade de nossos autores, fazendo valer o documento que norteia as ações dessa gestão: a imaginação a serviço da cidadania e do desenvolvimento”, afirmou o Secretário de Estado da Cultura Joãozinho Ribeiro.

Duas grandes novidades envolvem o Plano Editorial Secma 2007: ele leva o nome de Gonçalves Dias, conhecidíssimo escritor maranhense – que terá uma obra pouco conhecida reeditada no plano: “Brasil e Oceania”, um dos primeiros estudos antropológicos feitos no país – e a cada ano homenageará um escritor maranhense; a outra é que o Plano Editorial será transformado em Lei Estadual, tendo sua realização garantida anualmente. “Nunca se pensou, aqui, em uma política pública voltada para a literatura. A transformação do plano em lei não é tudo, mas é, sem dúvidas, um bom começo. Isso garantirá a realização do concurso, independentemente das trocas de gestores”, afirmou Zema Ribeiro.

O lançamento do Plano Editorial Secma 2007 terá recital de poemas com o Grupo Poiesis, que vem agitando a cena na capital maranhense, e reunirá importantes nomes da literatura maranhense: o Secretário de Estado da Cultura, Joãozinho Ribeiro, que também é poeta e publicou ano passado o livro “Paisagem Feita de Tempo”; o poeta e jornalista maranhense radicado em São Paulo, Celso Borges que, na noite, autografa seu “Música”, livro-disco bem aceito pela crítica; Alberico Carneiro, membro do Núcleo de Literatura da Secma e editor do Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante, atualmente o único do gênero no Maranhão; e o editor Adalberto Franklin, que por sua Ética Editora, de Imperatriz, já publicou mais de duzentos títulos, de 1991, para cá, um marco para a produção de livros no Estado. Todos farão breves falas sobre suas experiências literárias.

O Núcleo de Literatura da Secretaria de Estado da Cultura procurou seguir os princípios que têm norteado as ações da Secma em todos os campos de atuação da mesma: inclusão, pluralidade, interiorização e criatividade. O Núcleo é composto por Alberico Carneiro, Antonio Ailton, José Maria Nascimento, Nauro Machado, Wilson Martins e Zema Ribeiro. As comissões de leitura, que irão analisar as obras – que podem ser inscritas na Secma (Rua Portugal, 303, Praia Grande) a partir de quarta-feira (29) – irão também contemplar estes critérios e estão sendo definidas.

O regulamento do Prêmio Gonçalves Dias pode ser consultado no site da Secma. As incrições vão até o dia 11 de outubro e os resultados serão publicados no site e na imprensa a partir do dia 19 de novembro. A premiação para cada categoria é de dez salários mínimos, mais a publicação da obra.

*

[os trechos em itálico fazem parte do release encaminhado à imprensa. os três primeiros parágrafos foram publicados na edição de hoje do jornal pequeno, com o título plano editorial da secma será lançado na terça-feira]

literatura

há uns sábados, bebi com marcelino freire e cesar teixeira, na feira da praia grande. conversa vai, conversa vem, minha monografia será sobre o segundo. e falávamos disso. e cesar achou uma coisa importante de ser colocada no trabalho. e começou a contar (o blogueiro recordando de memória, que anotou nada, fez foto nenhuma, no dia):

“quando eu terminei o curso [de jornalismo], na ufma, para o bem ou para o mal, peguei uma tuberculose. fiquei meses em casa, só lendo”.

eu apontei para marcelino:

“esse aqui queria ser tuberculoso. tem até um texto muito bonito sobre isso”.

gargalhadas na mesa, mais uma cerveja.

“é, o menino que queria ser tuberculoso, sobre quando eu tomei contato com a obra de manuel bandeira. e eu queria ser tuberculoso para ser igual a ele e ficar em casa, lendo”, marcelino contou.

*

isso é literatura, na prática.

*

terça-feira (28), às 19h, no auditório da biblioteca pública benedito leite (praça do pantheon, s/nº., centro): lançamento do plano editorial secma 2007 – prêmio gonçalves dias de literatura. haverá recital com o grupo poiesis, falas de joãozinho ribeiro (secretário de estado da cultura, autor de paisagem feita de tempo), adalberto franklin (ética editora, imperatriz/ma), alberico carneiro (editor do suplemento cultural e literário jp guesa errante e membro do núcleo de literatura da secma) e celso borges (poeta e jornalista maranhense radicado em são paulo, que autografa seu “música“, na ocasião), sobre suas experiências literárias. será servido um coquetel aos presentes. maiores detalhes no site da secma.

o piauí não é só uma revista

foi no mínimo curioso (para não dizer engraçado), comprar, hoje, os dois volumes de torquatália, que reúnem as obras completas de torquato neto (foto).
como é que o piauí não faria falta se não existisse?
ó, paulo zottolo (as quatro ou cinco últimas letras do sobrenome dizem tudo), diretor da philips, autor da frase infame sobre o estado vizinho, lá nasceram o carinha aí da foto (ídolo) e a gisele brasil (grandessíssima amiga).
e há muito mais, pode acreditar! zottolo, você já foi ao piauí?

filme delicado (e bonito)

Se há uma frase que pode traduzir Crime Delicado, o filme (é válido frisar, já que se trata de adaptação do livro homônimo de Sérgio Sant’anna), é “o amor sempre vence”.

Um dos personagens, por detrás do balcão de algum comércio (para não dizer boteco), diz, tentando definir sua vida em uma frase, uma só palavra: “eu não preciso de uma frase. Preciso de uma palavra. Errei”.

É impagável ver Xico Sá sentado entre dois travecos (sem preconceitos, prezados politicamente corretos), trocando juras de amor com um deles, enquanto toma mais um copo (mais Xico fora do jornalismo, aqui e aqui).

O filme fica em cartaz no Cine Praia Grande (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho) até o dia 2 de setembro. Sessões: 16h30min, 18h30min e 21h. Ingressos: R$ 4,00 (R$ 2,00 para estudantes com carteira); R$ 1,00 para todos, aos domingos.