Show em Anajatuba marca encerramento da sétima temporada da oficina Trilhas e Tons

O instrutor Nosly durante abertura de mais uma turma da oficina Trilhas e Tons, hoje, em Arari - foto divulgação
O instrutor Nosly, em sala de aula, durante oficina Trilhas e Tons – foto: divulgação

A Praça da Cruz, no Centro de Anajatuba/MA, será palco do show de encerramento da oficina Trilhas e Tons de teoria musical aplicada à música popular, realizada até esta sexta (18), no município, fechando a sétima temporada do projeto – o show acontece sábado (19), às 19h.

Ministrada por Nosly, com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy, músicos de reconhecida trajetória no cenário cultural maranhense, a formação de 20 horas-aula certifica os cursistas e o show é um momento de culminância e celebração, entre a equipe do projeto e quem participa da oficina, além do oferecimento de um espetáculo musical à população local.

Como o material didático utilizado na oficina, o show também é gratuito, com caráter de formação de plateia e prática do aprendizado em sala de aula. As atividades têm patrocínio do Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com realização da Zarpa Produções e Ministério da Cultura (MinC), do Governo Federal.

Anajatuba foi o quinto município a que a oficina chegou em 2025. “A sensação é, ao mesmo tempo de dever cumprido, mas também suscita a necessidade de que cheguemos a mais municípios e retornemos a outros. A demanda é grande, como nossa disposição e nossa alegria em trocar conhecimentos com gente tão interessada no assunto que nos move: a música popular”, afirma Nosly.

Show de encerramento da oficina Trilhas e Tons em Arari acontece neste sábado (12)

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O instrutor Nosly durante abertura de mais uma turma da oficina Trilhas e Tons, hoje, em Arari - foto divulgação
O instrutor Nosly e alunos da oficina Trilhas e Tons em Arari – foto divulgação

O show de encerramento da oficina Trilhas e Tons de Teoria Musical Aplicada à Música Popular, com Wilson Zara, Nosly e alunos da oficina, será realizado neste sábado, 12 de julho, às 18h, na Praça Major Pestana, no bairro Cruzeiro. A entrada é gratuita. Trilhas e Tons tem patrocínio do Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e realização de Zarpa Produções, Ministério da Cultura (MinC) e Governo Federal.

“O projeto Trilhas e Tons não é só uma oficina – é um movimento de fortalecimento da nossa identidade musical. Ele mostra para Arari e para o Maranhão que nossa música tem valor, que merece estudo, respeito e investimento. Fico muito feliz com o retorno da oficina ao município e tenho certeza de que os frutos desse projeto vão ecoar por muito tempo por aqui”, afirma a poeta Samara Volpony, coordenadora local do projeto.

Na próxima semana, entre os dias 14 e 18 de julho, a oficina chega ao município de Anajatuba, onde será realizada na na Câmara de Vereadores (Manoel Rosa Mendonça). As inscrições e o material didático utilizado são gratuitos.

Arari e Anajatuba são as próximas paradas da oficina Trilhas e Tons

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Formação em teoria musical aplicada à música popular tem 20 horas-aula e é oferecida gratuitamente

O instrutor Nosly durante abertura de mais uma turma da oficina Trilhas e Tons, hoje, em Arari - foto divulgação
O instrutor Nosly durante abertura de mais uma turma da oficina Trilhas e Tons, hoje, em Arari – foto divulgação
Oficina Trilhas e Tons iniciou nesta segunda (7) em Arari - foto: divulgação
Oficina Trilhas e Tons iniciou nesta segunda (7) em Arari – foto: divulgação

A oficina Trilhas e Tons de teoria musical aplicada à música popular terá duas edições nas próximas semanas, a serem realizadas nos municípios de Arari e Anajatuba. Com patrocínio do Instituto Cultural Vale, o projeto é realizado pela Zarpa Produções e pelo Ministério da Cultura (MinC), através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A formação tem 20 horas-aula e é ministrada por Nosly, com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy, todos músicos de reconhecida trajetória na música popular brasileira produzida no Maranhão.

Em Arari a oficina acontece no Centro de Ensino Arimatéa Cisne (Praça Major Pestana), de 7 a 11 de julho. Em Anajatuba será de 14 a 18 de julho, na Câmara de Vereadores (Manoel Rosa Mendonça). A cada município por onde passa, a oficina é encerrada com um show, que congrega os artistas que oferecem a formação, cursistas certificados e artistas locais, numa verdadeira mostra de talentos.

“É a culminância do projeto, onde a gente vê a aplicação prática daquilo que a gente troca em cinco dias. E a gente sempre lembra que não é preciso ser músico nem ter conhecimento prévio de música para participar. Desde as aulas até o show, o projeto Trilhas e Tons é pautado pela alegria destes encontros e destas trocas”, afirma o cantor e compositor Nosly.

As inscrições, o material didático utilizado nas oficinas e a entrada nos shows são totalmente gratuitos. Em seu sétimo ano, Trilhas e Tons já certificou mais de 1.500 cursistas nas cidades por onde passou, em todas as regiões do Maranhão.

Oficina Trilhas e Tons chega à Itapecuru-Mirim e Pindaré-Mirim nas próximas semanas

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O músico Nosly ministra a oficina Trilhas e Tons - foto: acervo do projeto
O músico Nosly ministra a oficina Trilhas e Tons – foto: acervo do projeto

Em sua sétima edição, a oficina Trilhas e Tons de teoria musical aplicada à música popular chega aos municípios de Itapecuru-Mirim e Pindaré-Mirim, nas próximas semanas. Para o primeiro, as vagas já estão preenchidas; para o segundo, as inscrições seguem abertas. Em 2025 o projeto tem patrocínio do Instituto Cultural Vale (ICV) e realização do Ministério da Cultura (MinC) e Zarpa Produções, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Em Itapecuru-Mirim a formação de 20 horas-aula acontece na Escola de Música Joaquim Araújo, de 2 a 6 de junho. A oficina é ministrada pelo músico Nosly, com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy. As inscrições e o material didático utilizado são gratuitos.

“A oficina itinerante Trilhas e Tons é um projeto de extrema importância educacional e cultural, à  medida em que une o estudo da teoria musical aliado à prática, tendo como foco a música popular em suas diversas vertentes. Acredito que os alunos de música do nosso município terão uma grande experiência com o professor Nosly”, acredita o professor Márcio Alves Pereira, coordenador local da oficina.

Em Pindaré-Mirim a oficina acontece no Centro Cultural Engenho Central, de 9 a 13 de junho, com coordenação local de Cosme Sat. “O Engenho Central de Pindaré realiza e recebe eventos culturais das mais variadas linguagens artísticas. Receber o projeto Trilhas e Tons, para nós, é potencializar o conhecimento e a prática musical, arte milenar e universal, no Vale do Pindaré. Aproveitamos a oportunidade para agradecer a oportunidade de sediar esta importante oficina e show musical com os artistas Nosly e Wilson Zara. Acrescentamos que estamos sempre disponíveis para possibilitar ao público da região do Vale do Pindaré projetos importantes como o Trilhas e Tons”, pontua Edilson Brito, gestor geral da U. V. Engenho Central de Pindaré.

Cada turma da oficina é encerrada com a certificação dos concludentes e um show que reúne Nosly, Wilson Zara e Mauro Izzy, além de cursistas e artistas locais, oportunizando intercâmbio e mostra de talentos. As apresentações também são gratuitas, oportunizando formação de plateia a cada município porque o projeto passa. Em Itapecuru-Mirim a apresentação acontece no Espaço da Criança (Rua João Pedro Pereira, 55), dia 7 de junho (sábado), às 19h; e em Pindaré-Mirim no Centro Cultural Engenho Central, dia 14 de junho (sábado), no mesmo horário.

Show de encerramento da oficina Trilhas e Tons em Grajaú tem sabor de memória e reencontro

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A primeira vez que Wilson Zara participou de um festival foi no município; “Zaratustra”, música que defendeu e ganhou prêmio de melhor letra, acabou por lhe dar sobrenome artístico

Até a próxima sexta-feira (21) o Centro Educa + Integral, em Grajaú, recebe a primeira edição da sétima etapa da oficina itinerante Trilhas e Tons, de teoria musical aplicada à música popular. Ministrada por Nosly, com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy, a formação tem 20 horas aula.

Trilhas e Tons VII tem patrocínio do Instituto Cultural Vale (ICV), com realização do Ministério da Cultura (MinC) e Zarpa Produções Artísticas, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e conta ainda com apoio da Prefeitura Municipal de Grajaú, através da Secretaria Municipal de Cultura.

Como já é tradição nos municípios por onde passa, o encerramento da oficina, com certificação dos cursistas, será marcado por um show com Nosly, Wilson Zara e Mauro Izzy, além das participações de Luis Carlos Pinheiro e Jessé Zanara, entre outros artistas locais, inclusive cursistas que participaram da formação. A apresentação acontece na Praça Raimundo Simas, às 20h, aberta ao público.

Em Grajaú a apresentação terá um sabor especial: foi lá que Wilson Zara participou pela primeira vez de um festival. No final da década de 1980, sua “Zaratustra” (parceria com Gilvandro Martins e Bebé), inspirada em “Assim Falou Zaratustra”, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, ficou em terceiro lugar e venceu melhor letra. “Foi a primeira vez que eu participei de um festival, a primeira vez que eu ganhei um prêmio. Eu fiquei feliz”, lembra Zara, que então era bancário e estudante de Letras e, a partir da música, adotou o sobrenome artístico.

Após Grajaú, a oficina passará ainda pelos municípios de Arari, Itapecuru-Mirim, Anajatuba e Pindaré-Mirim, em datas e locais a serem definidos.

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Panorama da fotografia baiana é apresentado em São Luís

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"Afonjá" - foto: Tacun Lecy/ reprodução
“Afonjá” – foto: Tacun Lecy/ reprodução

Será inaugurada amanhã (19), às 18h30, na galeria Espaço Chão SLZ (Rua do Giz, Praia Grande), a exposição “Panorama da 3ª. Geração da Fotografia da Bahia”, que fica em cartaz até 17 de maio. A coletiva reúne 104 fotos de 26 fotógrafos baianos e integra o projeto Ecologia de Sentidos, que percorre estados nordestinos após premiação com a Bolsa Funarte de Artes Visuais Marcantonio Vilaça 2023.

O panorama é fruto da pesquisa do curador Marcelo Reis, coordenador do Instituto Casa da Photografia, e homenageia o fotógrafo Akira Cravo (in memoriam), neto do escultor Mário Cravo Júnior e filho do também fotografo Mário Cravo Neto.

Na coleção de imagens é possível perceber influências decoloniais, de resistência contra violências de gênero e raça, atravessando as temáticas do corpo, da memória e do sagrado. A mostra é organizada em três núcleos temáticos: corpo (com obras de Akira Cravo, Alex Oliveira, Ananda Nunes, Edgar Azevedo, Emanoel Saravá, Isabel Ramos, Lucas Moreira e Renan Benedito), memória (Adalton Silva, Adriano Machado, Cristina Cenciarelli, Helen Salomão, Juh Almeida, Ivã Coelho, Paulo Coqueiro, Raimundo Cavalhier e Shai Andrade) e sagrado (Andrea Fiamenghi, Arthur Seabra, Elis Tuxá, Ismael Silva, Gilucci Augusto, Hugo Martins, Leila Chandani, Tacun Lecy e Vinicius Xavier).

Após o vernissage, a programação da exposição inclui as oficinas “A costura da memória: um fio enorme para puxar” e “Fotografia de terreiro”, ministradas por Shai Andrade e Arthur Seabra, respectivamente, que acontecem também no Espaço Chão SLZ, quinta (20) e sexta-feira (21), das 9h às 12h e das 14h às 18h, com 20 vagas cada. Informações e inscrições pelo telefone (98) 98116-8844.

Grajaú é a primeira parada da sétima etapa da oficina Trilhas e Tons

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O cantor e compositor Nosly ministra a oficina Trilhas e Tons de teoria musical aplicada à música popular - foto: divulgação
O cantor e compositor Nosly ministra a oficina Trilhas e Tons de teoria musical aplicada à música popular – foto: divulgação

A primeira parada da sétima etapa da oficina itinerante Trilhas e Tons é o município de Grajaú. As inscrições para a oficina de teoria musical aplicada à música popular já estão abertas e podem ser feitas no Centro Educa + Integral (antigo Colégio Mecenas Falcão, localizado na Praça Hilda Falcão, Porto das Pedras), em horário comercial. Qualquer interessado/a pode se inscrever, tendo ou não conhecimento prévio de música. Menores de 18 anos devem ser inscritos por seus pais ou responsáveis legais.

Com 20 horas aula de duração, a oficina acontece de 17 a 21 de março, ministrada por Nosly, com coordenação geral de Wilson Zara, assistência de Mauro Izzy e coordenação local de Luiz Carlos Pinheiro – todos artistas reconhecidos na cena cultural maranhense.

Trilhas e Tons VII tem patrocínio do Instituto Cultural Vale (ICV), através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e realização do Ministério da Cultura (MinC) e Zarpa Produções Artísticas Ltda. 

Servidor da secretaria de cultura do município de Grajaú, o cantor e compositor Luiz Carlos Pinheiro, coordenador local da oficina, relembra passagens importantes da vida cultural da cidade e destaca a importância de o município receber um evento como a oficina Trilhas e Tons VII. “Grajaú é uma cidade centenária que sempre cultuou arte, inclusive com a influência dos frades franciscanos. Possui a Banda Municipal, fundada em 10 de janeiro de 1985, ainda em atividade, sendo também Escola de Música. O Projeto Trilhas e Tons vem iniciar alunos na leitura e prática musical e incrementar a didática dos alunos da Escola de Música”, afirma o artista, que lançou o cd “O Grajaú da gente” (2017) e tem três livros publicados. 

“O projeto Trilhas e Tons VII tem grande importância para Grajaú  por promover o intercâmbio cultural, a integração social e, sobretudo, revelar talentos musicais adormecidos ou mesmo invisíveis”, destacou o secretário municipal de Cultura de Grajaú Sérgio Limeira, que tem dado todo o apoio para tornar a iniciativa possível.

Após Grajaú, Trilhas e Tons VII passará ainda pelos municípios de Arari, Itapecuru-Mirim, Anajatuba e Pindaré-Mirim, em datas e locais a serem definidos.

Com patrocínio do Instituto Cultural Vale, Oficina “Trilhas e Tons” volta a percorrer municípios maranhenses

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Certificação em Codó, após oficina realizada no município em edição anterior do projeto - foto: divulgação
Certificação em Codó, após oficina realizada no município em edição anterior do projeto – foto: divulgação

A Oficina “Trilhas e Tons”, de teoria musical aplicada à música popular, após três anos, volta a percorrer municípios maranhenses levando formação prática a músicos e curiosos em geral.

Com patrocínio do Instituto Cultural Vale (ICV), através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e realização do Ministério da Cultura (MinC), a oficina é ministrada pelo cantor e compositor Nosly, com coordenação do músico Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy, todos eles artistas reconhecidos na cena cultural maranhense.

Com carga horária de 20 horas-aula, distribuídas em cinco encontros ao longo de uma semana, a oficina percorrerá os municípios de Grajaú, Arari, Itapecuru-Mirim, Anajatuba e Pindaré-Mirim, oferecendo 30 vagas em cada um deles.

O projeto retoma uma estrada comprida, que vem sendo pavimentada por experiências de trocas, entre sua equipe e cada um/a que se inscreve para uma nova etapa. Já foram mais de 50 oficinas realizadas, com mais de 1.000 cursistas certificados.

“Estamos muito contentes em poder retomar este trabalho, de voltar a levar uma formação rápida, que estimula o fazer artístico e aprimora o trabalho de quem já tem algum envolvimento com este meio. São números que nos dão orgulho, porque a gente sabe das dificuldades para torná-los realidade. A gente não quer lamentar o tempo em que ficamos parados por motivos de força maior, mas somar mais empenho por mais alunos concluindo esta formação, porque a gente já percorreu uma estrada grande e bonita, mas ainda há muito por fazer”, projeta Nosly.

A cada município, encerrando as oficinas, Nosly, Wilson Zara e Mauro Izzy apresentarão um show, gratuito e aberto ao público em geral, com a participação de artistas locais e de cursistas que concluíram as atividades, num momento de comunhão e demonstração prática dos conhecimentos adquiridos.

A primeira oficina desta nova etapa acontecerá em Grajaú/MA, entre os dias 17 e 21 de março – o local de inscrições e realização da oficina serão divulgados em breve. As inscrições, oficinas e material didático são gratuitos.

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Maracatu Quebra-Baque celebra 20 anos “Pelos Trilhos da Vale”

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O Maracatu Quebra-Baque. Foto: divulgação
O Maracatu Quebra-Baque. Foto: divulgação

O projeto “Quebra-Baque – 20 Anos – Pelos Trilhos da Vale”, celebra os 20 anos de trajetória do grupo pernambucano Maracatu Quebra-Baque. A circulação é apresentada pelo Ministério da Cultura (MinC), com patrocínio do Instituto Cultural Vale (ICV), através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e é uma realização da Atos Produções Artísticas, de Recife/PE.

A cada cidade por que passar, será realizada uma oficina de três horas de percussão em material reciclável – com tradução simultânea em Libras, a Língua Brasileira de Sinais – e um cortejo aberto ao público. O Quebra-Baque inicia a circulação por São Luís, no próximo dia 10 de abril – depois o grupo vai ao Pará (Parauapebas, dias 12 e 13; Marabá, 16 e 17; e a capital Belém, 19 e 20). Toda a programação é gratuita.

A oficina ensina a transformar material reciclável em instrumentos de percussão. O material é fornecido pelo projeto aos inscritos (basta chegar ao local com meia hora de antecedência) e alunos da oficina participam do cortejo a cada cidade visitada. O projeto alia entretenimento, formação de plateia, educação musical e ambiental, envolvendo crianças e adolescentes de escolas públicas.

O Grupo de Percussão Maracatu Quebra-Baque está em atividade desde 2003 e por suas fileiras já passaram mais de 900 pessoas. Apesar do gênero musical genuinamente pernambucano que lhe dá nome, o grupo tem sido importante no resgate de ritmos tradicionais como coco de roda, caboclinho, xaxado e ciranda, além do maracatu.

O percussionista Tarcísio Resende à frente do Maracatu Quebra-Baque. Foto: divulgação
O percussionista Tarcísio Resende à frente do Maracatu Quebra-Baque. Foto: divulgação

O Quebra-Baque foi fundado por Tarcísio Resende, um dos mais destacados percussionistas da cena pernambucana, autor dos livros “Batuque Book Maracatu”, “Batuque Book Cacoclinho” e “Batuque Book Forró”, frutos de sua pesquisa voltada a ritmos da cultura popular de Pernambuco.

O grupo tem se mostrado um importante veículo de inclusão sociocultural através da música, além de ser responsável também pela difusão de ritmos pernambucanos no Brasil e no mundo – já tendo se apresentado em países como Áustria e França. Os ensaios regulares do grupo acontecem sempre no segundo semestre, aos sábados, na Rua Tomazina, 129, no bairro do Recife Antigo.

Em São Luís, a oficina acontece dia 10 (quarta-feira), às 9h, no Auditório do Convento das Mercês (Rua da Palma, Desterro); o cortejo tem início às 18h, com concentração também no Convento das Mercês. A programação completa da circulação pode ser conferida no instagram @quebrabaque.

Serviço

O quê: “Quebra-Baque – 20 Anos – Pelos Trilhos da Vale”
Quem: Grupo de Percussão Maracatu Quebra-Baque
Quando: dia 10, às 9h (oficina) e 18h (cortejo)
Onde: Convento das Mercês (Rua da Palma, Desterro)
Quanto: grátis
Patrocínio: Instituto Cultural Vale e Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura

SaGrama celebra 25 anos (+2) com circulação musical e pedagógica

O grupo SaGrama. Foto: divulgação

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Grupo pernambucano chega à São Luís este mês, com oficina e espetáculo musical em duas sessões

O grupo pernambucano SaGrama, um dos mais importantes da música instrumental brasileira em atividade, chega à São Luís nos próximos dias 26 e 27 de maio, em circulação originalmente programada para 2020 – quando completou 25 anos de atividade –, interrompida pela pandemia de covid-19.

A circulação inclui espetáculos musicais e atividade formativa, e é patrocinada pelo Instituto Cultural Vale, com incentivo do Ministério da Cultura (MinC), através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio do Sesc Maranhão, Rádio Universidade e Rádio Timbira. A realização é da Atos Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução.

História – O SaGrama surgiu em 1995, por iniciativa do flautista e professor Sérgio Campelo, no Conservatório Pernambucano de Música. O grupo se equilibra na linha tênue entre a música erudita e a música popular, valorizando as tradições culturais nordestinas.

Em 1998 o grupo gravou a trilha sonora original da série/filme “O Auto da Compadecida”, de Guel Arraes, baseada na obra de Ariano Suassuna (1927-2014), veiculada pela Rede Globo. O SaGrama realizou diversas outras trilhas sonoras, dividiu palcos no Brasil e no exterior, com artistas como Alceu Valença, Antonio Nóbrega, Maestro Spok, Silvério Pessoa, Quinteto Violado e Elba Ramalho – cujo cd/dvd “Cordas, Gonzaga e Afins” (produzido por Sérgio Campelo e Tostão Queiroga), de 2015, venceu o 27º. Prêmio da Música Brasileira nas categorias melhor álbum e melhor cantora no ano seguinte e foi indicado ao Grammy latino na categoria Música de raízes em 2017.

Formação – O grupo tem 10 cds lançados, sendo o mais recente “Na Trilha de Uma Missão” (2022), com o cantor Gonzaga Leal, com canções baseadas na pesquisas das Missões Folclóricas (1938) do escritor e musicólogo Mário de Andrade (1893-1945). Atualmente o grupo é formado por Sérgio Campelo (flautas, arranjos e direção artística), Ingrid Guerra (flautas), Crisóstomo Santos (clarinete e clarone), Cláudio Moura (viola nordestina, violão, arranjos e codireção), Aristide Rosa (violão), João Pimenta (contrabaixo acústico), Antônio Barreto (marimba, vibrafone e percussão), Tarcísio Resende (percussão), Dannielly Yohanna (percussão) e Isaac Souza (percussão).

Programação em São Luís – Dia 26 de maio (sexta-feira), das 15h às 18h, o percussionista Tarcísio Resende ministra a oficina “O mundo da percussão reciclável”, no novo prédio do Curso de Música da Universidade Estadual do Maranhão (Uema, Rua da Palma, 316, Praia Grande).

Dia 27 (sábado), é a vez de o SaGrama fazer duas apresentações musicais, no Teatro Sesc Napoleão Ewerton (Condomínio Fecomércio, Av. dos Holandeses, qd. 24, s/nº, Jardim Renascença II): às 16h e às 20h. A primeira sessão é exclusiva para escolas públicas e instituições que trabalhem a inclusão social através da cultura; a segunda, aberta ao público, com o ingresso sendo trocado por um livro (para doação a bibliotecas comunitárias), a partir de duas horas antes do início do espetáculo.

Após a primeira sessão, integrantes do grupo conversam sobre ritmos nordestinos com a plateia (professores e alunos de escolas públicas e instituições que trabalhem com inclusão social através da música), permitindo um maior mergulho do público na obra do SaGrama e nos diversos ritmos tocados pelo grupo. Serão abordados ainda a trajetória, as fontes de referência e a diversidade e riqueza dos ritmos musicais do Nordeste brasileiro. A conversa é, obviamente, ilustrada musicalmente, para identificação e assimilação dos referidos ritmos – o encontro foi pensado como contrapartida social do projeto.

Serviço – SaGrama em São Luís

O quê: Oficina “O mundo da percussão reciclável”
Quem: Tarcísio Resende, percussionista do SaGrama
Quando: 26 de maio (sexta), das 15h às 18h
Onde: novo prédio do Curso de Música da Universidade Estadual do Maranhão (Uema, Rua da Palma, 316, Praia Grande).
Quanto: grátis

O quê: apresentações musicais
Quem: SaGrama
Quando: 27 de maio (sábado), às 16h e 20h
Onde: Teatro Sesc Napoleão Ewerton (Av. dos Holandeses, qd. 24, s/nº, Jardim Renascença II)
Quanto: primeira sessão gratuita (para escolas públicas e instituições que trabalhem a inclusão social através da cultura); segunda sessão, troca de ingresso por um livro (para doação a bibliotecas comunitárias) a partir de duas horas antes do início do espetáculo.

Patrocínio: Instituto Cultural Vale, com incentivo do Ministério da Cultura (MinC), através da Lei Federal de Incentivo à Cultura
Apoio: Sesc Maranhão, Rádio Universidade e Rádio Timbira
Realização: Atos Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução.

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Ouça “Na Trilha de Uma Missão”, de SaGrama e Gonzaga Leal:

Com quase 200 inscritos, Trilhas e Tons encerra sua sexta temporada

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Oficina percorreu sete municípios maranhenses em 2021

O instrutor Nosly ministra oficina em São Luís Gonzaga. Foto: divulgação

“É como se fosse um caminho, para nós que já temos conhecimento, mesmo que seja pouco, para que possamos absorver muito mais da música, que é um universo infinito. Para mim foi muito bom, foi muito gratificante participar dessa oficina”. É o que diz Eduardo Paulino, um dos alunos certificados pela oficina “Trilhas e Tons – Teoria musical aplicada à música popular” em São Luís Gonzaga, sétima cidade percorrida pelo projeto em 2021, com patrocínio da Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

Além de São Luís Gonzaga, a oficina visitou também os municípios de Vitorino Freire, São Luís, Paço do Lumiar, Matinha, Açailândia e Lagoa Grande do Maranhão, com 195 cursistas inscritos e 165 certificados ao fim da jornada.

Marilene de Sousa Jerônimo Apoliano, secretária municipal de Cultura de São Luís Gonzaga, reconhece a importância de Trilhas e Tons: “De grande relevância para o nosso município, a equipe envolvida é super competente e muito cuidadosa, o material didático é excelente e o instrutor utiliza uma ótima metodologia. Os alunos ficaram agradecidos pela oportunidade de termos recebidos essa oficina na nossa cidade. Nosly, Zara e Mauro são excelentes profissionais. São Luís Gonzaga agradece pela oficina”, declarou.

Para Nosly, instrutor da oficina, “é sempre recompensador fazer essa troca. As aulas nunca acontecem no automático, por que em cada cidade são pessoas diferentes, com experiências diferentes, níveis de conhecimento diferentes. A gente ensina, mas também aprende, percebendo na prática o ensinamento de Paulo Freire, num tempo em que o patrono da educação brasileira sofre tantos ataques. A nossa oficina soma educação e cultura, ferramentas necessárias para que a gente possa vislumbrar um horizonte melhor para nossa gente”.

A maior parte dos que assistiram às 20 horas aula da oficina em cada município é formada por estudantes (60%), seguida por professores (18%), agricultores (4%), autônomos (3%) e funcionários públicos (2%); outras profissões somam 13%. No recorte por faixa etária, alunos de 16 a 20 anos somam 32%, seguidos por alunos de 21 a 40 anos (27%), até 15 anos (25%), de 41 a 60 (10%) e acima de 60 anos (6%).

“Eu fui indicado para participar do projeto pela diretora da escola Roseli Nunes, escola do MST, que ensina em tempo integral. Eu sempre fui da música; eu sou filho da terra, lavrador, e para mim foi muito fascinante. É um pouco rápido, mas abre um leque de possibilidades; não ensina tudo de música, mas os princípios básicos, que nos dão um degrau, pra que a gente suba e aprenda muito mais. Eu já tinha um certo conhecimento, mas era pouco perto do que eu aprendi na oficina”, reconhece o aluno Wanderson Moreira, de Lagoa Grande.

“Oportunidades como essa a gente não deve deixar passar. O professor deu de si o melhor para nós. Eu agradeço a equipe organizadora, que se empenhou para transmitir para nós um belo conhecimento, na música, nos instrumentos”, agradece Gilvan Martins, também cursista em São Luís Gonzaga.

Moisés Cruz é professor de música em São Luís Gonzaga. “As aulas trazem uma abordagem sobre assuntos como harmonia, melodia, aborda todos os temas musicais. A gente aproveitou para aprofundar alguns temas, relembrar outros assuntos que estudamos e acabam ficando pra trás. Para mim foi uma oportunidade de ter uma experiência mais ampla, o que tem sido para mim um momento especial, único. A gente não tinha muito essa chance de ter esse conhecimento mais próximo da gente. Eu vou levar isso para minha vida, para minha sala de aula, para meus alunos”, afirma.

Ministrada por Nosly, coordenada por Wilson Zara, com assistência de Mauro Izzy, três nomes bastante reconhecidos no cenário da música produzida no Maranhão, a oficina “Trilhas e Tons – teoria musical aplicada à música popular” já percorreu, desde 2013, 59 cidades maranhenses, certificando 1.498 cursistas (de um total de 1.535 inscritos). Ao final de cada turma, sempre há um show com a equipe do projeto e a participação de cursistas, com entrada franca.

“O projeto vem se consolidando, os alunos aprendem, e a gente vai aprendendo também. Estamos mais maduros. No início do projeto, lá em 2013, a gente tinha dificuldades em estabelecer parcerias para chegar aos municípios, e hoje a gente é procurado, o que demonstra a demanda crescente pela formação e qualificação de nossos músicos. A oficina, como toda atividade artística e cultural, foi afetada pela pandemia. Nestes sete municípios visitados pelo projeto este ano, todos os cuidados foram tomados, e a gente aproveita para salientar a importância da existência de mecanismos como a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, através da qual Trilhas e Tons recebe o patrocínio da Equatorial Maranhão. A gente vai continuar trabalhando para levar formação e entretenimento a todo o Maranhão”, finaliza Wilson Zara.

“Trilhas e Tons” chega a Matinha colhendo frutos

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Produtor local da oficina foi seu aluno em cidade vizinha e já colaborou com outras edições da formação

De aluno a produtor: Zeca está prestes a se formar em Licenciatura em Música. Foto: divulgação

José Manoel Lindoso Mendes, o Zeca, como é mais conhecido, participou da oficina “Trilhas e Tons: Teoria musical aplicada à música popular”, quando a formação ministrada por Nosly com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy passou pela cidade de Viana, em 2016.

“Eu me sinto honrado e agradeço imensamente por tudo o que aprendi durante o curso, pois através desse conhecimento a mais eu consegui passar no vestibular da UemaNet, onde estou concluindo o curso de Licenciatura em Música”, conta, orgulhoso.

“Sinto-me muito feliz de ter sido um aluno da turma da oficina e poder ajudar a levar a outros municípios”, afirma. Depois de receber o certificado, ele já foi produtor local de Trilhas e Tons em Penalva, onde mora, e assume a tarefa mais uma vez, desta feita em Matinha, onde a oficina aporta semana que vem, de 25 a 29 de outubro.

Em Matinha as inscrições já estão abertas e podem ser feitas na Secretaria Paroquial da Igreja São Sebastião, ao lado da praça, em Matinha. As aulas acontecerão no Salão Paroquial, ao lado da Igreja São Sebastião, das 14h às 18h. Trilhas e Tons tem carga horária de 20 horas aula e as inscrições e material didático utilizados na oficina são gratuitos. A formação tem patrocínio da Equatorial Maranhão através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

“Estou à disposição em poder fazer por outras pessoas o que Trihas e Tons fez por mim”, entusiasma-se ele, que trabalha com música em um projeto filantrópico em Viana, juntamente com seu irmão Fernando, outro que frequentou a oficina, em Penalva, no caso.

Zeca desenvolve ainda outros projetos musicais pela região e cita-os: “com a banda marcial, o projeto Eu posso Aprender mais e Música na Escola. E na cidade de Matinha, na Escola Estadual Aniceto, com o projeto Música na Escola”.

“Zeca é um exemplo do poder da música aliado a seu próprio potencial. É um aluno que virou parceiro, que mete a mão na massa, se envolve. Isso tudo dá um gás danado na gente, nos incentiva a continuar, deixa toda equipe de Trilhas e Tons muito contente”, elogia o coordenador Wilson Zara.

SERVIÇO

O quê: oficina “Trilhas e tons – Teoria musical aplicada à música popular”
Quem: o instrutor Nosly, o coordenador Wilson Zara e o assistente Mauro Izzy
Quando: de 25 a 29 de outubro
Inscrições: já abertas
Onde: inscrições na Secretaria Paroquial da Igreja São Sebastião, ao lado da praça, em Matinha; aulas no Salão Paroquial, ao lado da Igreja São Sebastião
Quanto: grátis (inscrições, aulas e material didático)
Patrocínio: Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão
Informações: contatowilsonzara@gmail.com, (98) 999753999, facebook.com/trilhasetons

São Luís recebe oficina “Trilhas e tons” semana que vem

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Formação em Teoria musical aplicada à música popular será realizada entre os dias 4 e 8 de outubro, na Escola Municipal de Música de São Luís

Wilson Zara, Mauro Izzy e Nosly estão de volta à estrada com a oficina “Trilhas e Tons”. Foto: divulgação

Literalmente na estrada desde 2013, a oficina “Trilhas e Tons: teoria musical aplicada à música popular” teve sua trajetória interrompida ano passado, diante das restrições sanitárias impostas pela pandemia de covid-19. Mesmo ainda em meio à crise, a oficina retomou suas atividades no último dia 27 de setembro, em Vitorino Freire/MA, observando todas as normas de segurança sanitária: uso de máscaras, distanciamento social adequado, uso de álcool em gel.

A próxima parada da formação ministrada por Nosly com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy é a capital maranhense. Em São Luís, “Trilhas e Tons” será realizada entre os próximos dias 4 e 8 de outubro, na Escola Municipal de Música de São Luís (Emmus, Rua do Giz, 53, Praia Grande), no turno vespertino (das 14h às 18h), para interessados/as em geral, a partir de 14 anos – as inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no local; o material didático utilizado na oficina também é distribuído gratuitamente.

“Essa oficina vem como um presente para a Escola Municipal de Música de São Luís, para que a gente, dentro da nossa proposta de formação e linguagem musical, possa levar, não só para os profissionais da rede pública municipal, mas também para a comunidade esse contato com a música, tons, melodia, com a construção dessa poesia que a gente com certeza também vai trabalhar. Vai ser um momento muito legal para nós da Emmus, principalmente para aquelas pessoas que estão no exercício da atividade musical e que não têm esse conhecimento”, declara a diretora da Emmus Maria Alice Bogéa.

“Acho que vai ser um aprendizado muito expressivo. Liderada por Nosly, que aqui dentro de nosso estado e no país, é um nome que a gente tem muito apreço, é uma pessoa que tem uma expressão dentro da música muito forte, tanto na questão da composição quanto na parte de produção, além de Wilson Zara e Mauro Izzy, que também dispensam apresentações. Isso nos enche de alegria, é meu sentimento enquanto gestora da Emmus”, continua.

“Trilhas e tons: Teoria musical aplicada à música popular” tem patrocínio da Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

Serviço

O quê: oficina “Trilhas e tons – Teoria musical aplicada à música popular”
Quem: o instrutor Nosly, o coordenador Wilson Zara e o assistente Mauro Izzy
Quando: de 4 a 8 de outubro
Inscrições: já abertas
Onde (inscrições e aulas): Escola Municipal de Música de São Luís (Emmus, Rua do Giz, 53, Praia Grande)
Quanto: grátis (inscrições, aulas e material didático)
Patrocínio: Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão
Informações: contatowilsonzara@gmail.com, (98) 999753999, facebook.com/trilhasetons

Sexta temporada da oficina “Trilhas e tons” começa dia 27 em Vitorino Freire

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Uma das edições de Trilhas e Tons, realizada no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho. Foto: Acervo Trilhas e Tons. Divulgação

Após certificar mais de 1.000 cursistas em mais de 50 municípios maranhenses, a oficina “Trilhas e tons: Teoria musical aplicada à música popular” chega este ano a sua sexta temporada, mais uma vez com patrocínio da Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

Desta vez serão sete municípios maranhenses contemplados e o roteiro desta edição do projeto inicia seu trajeto pelo município de Vitorino Freire, onde a oficina acontece entre os próximos dias 27 de setembro e 1º. de outubro – as inscrições estão abertas e podem ser feitas na Escola de Música Maestro Zé Mitonho, onde também acontecerão as aulas. São oferecidas 30 vagas por turma, com inscrições e material didático gratuito.

“Trilhas e tons” tem carga horária de 20 horas aula, distribuídas em cinco dias de formação. A oficina de teoria musical aplicada à música popular é ministrada pelo cantor e compositor Nosly, com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy, todos nomes reconhecidos por sua atuação de longa data na cena da música popular brasileira produzida no Maranhão.

Em Vitorino Freire, “Trilhas e tons” conta com parcerias locais, estabelecidas com o Coletivo Cultural de Vitorino Freire, Feeling Assessoria de Comunicação e Marketing, Secretaria Municipal de Cultura, Mulher e Turismo, além da própria Escola de Música Maestro Zé Mitonho.

Morador de Lago da Pedra, por onde a oficina já passou em edição anterior do projeto, foi o carioca Hugo Lima quem colocou o Coletivo Cultural e a produção em contato. “Fazer a ponte entre o projeto “Trilhas e Tons” e o Coletivo Cultural de Vitorino Freire foi apenas uma forma de contribuir para o fomento da cultura e expansão de apresentação de um estilo musical que vem sendo esquecido no nosso país”, declara.

Ele relembrou a passagem da oficina pelo município em que mora: “O acontecimento movimentou positivamente a cidade. “Trilhas e Tons” deixou mais que conhecimento musical na cidade: o projeto fomentou escola de música e loja de instrumentos musicais também; os frutos dessa iniciativa linda são colhidos até hoje em Lago da Pedra”.

“É a primeira vez que Vitorino Freire tem a honra de receber um projeto de música, teórico e prático, com direito a dar certificado aos participantes. É muito grandioso para nós, fazedores de cultura, e para nós, vitorinenses, recebermos o projeto que já tem uma visibilidade nacional. Nós conhecemos o trabalho do Wilson Zara e entendemos que ele tem muito a colaborar com todos nós. É um abraço, é um apoio a mais que Wilson Zara e o projeto “Trilhas e tons” estão trazendo para a juventude de Vitorino Freire alavancar um pouco mais nas suas ideias de músicos. Nós temos certeza que em Vitorino Freire há muitos músicos em potencial, que precisam apenas de um empurrão, de um incentivo, como esse que o projeto “Trilhas e tons” está trazendo ao município. Nós ficamos muito gratos”, afirmou o jornalista Salis Chagas, membro do Coletivo Cultural de Vitorino Freire e articulador local do projeto.

A oficina chega ao município logo após as comemorações do aniversário da cidade, dia 25 de setembro. “Vai ser também um presente para o município”, continua Salis, bastante entusiasmado com a iniciativa.

Serviço

O quê: oficina “Trilhas e tons – Teoria musical aplicada à música popular”
Quem: o instrutor Nosly, o coordenador Wilson Zara e o assistente Mauro Izzy
Quando: de 27 de setembro a 1º. de outubro
Inscrições: já abertas
Onde (inscrições e aulas): Escola de Música Maestro Zé Mitonho
Quanto: grátis (inscrições, aulas e material didático)
Patrocínio: Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão
Informações: contatowilsonzara@gmail.com, (98) 999753999, facebook.com/trilhasetons

O crítico

O jornalista Pedro Alexandre Sanches está em São Luís a convite do Sesc/MA. Ele ministra desde sexta-feira (22) até amanhã uma oficina de Escrita e Crítica Cultural, dentro da programação da Mostra Nape – Napoleão Ewerton, que acontece no Condomínio Fecomércio (Av. dos Holandeses, Renascença).

Sanches é um dos idealizadores do Farofafá, site especializado em jornalismo musical, e atualmente é um dos editores de cultura da revista semanal CartaCapital, ao lado dos jornalistas Eduardo Nunomura e Jotabê Medeiros, seus parceiros também de Farofafá.

Ex-crítico do jornal Folha de S. Paulo e ex-colunista da revista Caros Amigos, é ainda autor dos livros Tropicalismo: decadência bonita do samba (2000) e Como dois e dois são cinco: Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa) (2004), ambos publicados pela Boitempo e fora de catálogo há algum tempo.

No carro, entre o almoço e a visita ao Sesc, antes do primeiro dia de oficina, ele conversou com exclusividade com Homem de vícios antigos.

À esquerda, Pedro Alexandre Sanches em ação durante a oficina de Escrita e Crítica Cultural. Exercício prático com a turma: entrevista coletiva com Vicente Melo (ator que interpreta João do Vale) e Celso Brandão (diretor do Teatro Arthur Azevedo e idealizador do musical “João do Vale: o gênio improvável”). Foto: Marla Batalha

Como e quando surge a ideia do Farofafá? O nome vem da música do Mauro Celso. Por que ela e não outra?
Essa semana mesmo eu estava ouvindo Farofafá, estou escrevendo um livro falando de vários discos da música brasileira e o disco do Mauro Celso é um dos que eu falo. É uma música muito maravilhosa. Farofa é aquela refeição que tem uma base básica, de farinha, e você coloca o ingrediente que você quiser, cada um coloca a seu gosto. A sua farofa é diferente da minha, minha farofa pode ter Mauro Celso, a sua pode ter Joelma, e de qualquer maneira a farofa é um alimento popular, talvez as elites não apreciem tanto por que valem ingredientes chulos, digamos assim, azeitona, sei lá o quê. Mas a ideia é isso, estou brincando, mas falando sério: todos os ingredientes fazem parte da música popular brasileira, tudo o que você quiser comer e for gostoso pro seu paladar. Então a ideia original do Farofafá é essa. Ele nasceu no seguinte contexto: meu segundo emprego tinha sido a CartaCapital, eu saí de lá em 2009, fiquei fazendo frila, e o Eduardo Nunomura, meu parceiro, meu colega, meu amigo, desde que a gente fez faculdade de jornalismo juntos, falava: “você tem que ter seu site, você tem que ter seu site, você tem que ter seu site”. E ele foi me ajudar a fazer meu site, e a gente foi tentar uma Lei Rouanet pra esse site. No processo a gente foi chegando a várias conclusões: não deveria ser o site do Pedro Alexandre Sanches, que devia ser uma coisa mais legal, podia ter uma ideia por trás, um conceito. E meio assim, no susto, na garra, a gente ganhou essa Lei Rouanet, nunca conseguiu captar um centavo sequer, então o Farofafá se mantém desde 2011, estreou no dia 13 de maio de 2011, data não casual, é o dia da libertação dos escravos, tem oito anos, e nunca viu um centavo até hoje. Viu alguns, alguns centavos a gente conseguiu, mas não foram muitos.

Hoje o Farofafá é tocado pelo trio de editores de cultura da CartaCapital. Como é que Jotabê chega e como é a relação do site com a revista?
A gente começa eu e o Edu apenas, ficamos juntos uns três anos, no começo a gente era bem ativo, tem umas matérias bem legais, tipo, Mano Brown é o principal intelectual brasileiro, é uma matéria do Eduardo, uma dissertação de mestrado que defendia essa bandeira, tem muita visualização, é um dos textos mais lidos do Farofafá até hoje. Fomos indo, fomos fazendo dentro desse princípio da mistura musical, pode falar de brega, pode falar de rap, pode falar de forró, axé, tudo. E o Jota é um parceiro desde sempre. Eu era o jornalista de música da Folha, ele era o do Estadão, a gente se conhecia pouco, se cruzava por aí nas pautas da vida e o Edu, na verdade, não sei se estou deixando de citar algum amigo do Edu, mas meio que eu e Jotabê éramos os melhores amigos do Edu, que era amigo do jornalista de música da Folha e do jornalista de música do Estadão. E aos poucos ele começou a tentar unir os dois, nunca houve, que eu saiba, nenhum empecilho para que eu e Jotabê fôssemos amigos, mas o Edu sacramentou isso. E isso foi por volta de 2014, portanto, o Farofafá já tinha uns três anos. O Jotabê vinha enfrentando dificuldades de emplacar matérias importantes no Estadão, onde ele trabalhava e a gente começou a publicar umas matérias de política cultural, que Jotabê ou fazia ou ajudava a gente a fazer, que foram matérias muito importantes também, naquele momento que a Dilma tinha acabado de ser eleita e nomeou a Ana de Holanda ministra da cultura, o que era um despropósito, uma pessoa totalmente despreparada, mal sabíamos nós que viriam pessoas muito mais despreparadas para a cultura, mas aquilo já era intolerável pra gente, então a gente fez umas matérias bem engajadas, por que a Ana de Holanda chegou destruindo tudo o que o Gilberto Gil [ministro da Cultura nos governos Lula] e o governo Lula tinham feito. Foram matérias que o Jotabê fez, que repercutiram muito e a partir desse momento o Jotabê ficou mais unido com a gente, mais colado. Eu não sei te dizer exatamente a sequência das coisas, mas os anos passaram, o Jotabê saiu do Estadão, nós levamos adiante o Farofafá, já os três nessa ocasião, e surgiu a oportunidade de a gente editar a cultura da CartaCapital. Foi uma coisa muito sem querer. O Farofafá funcionou independente por uns dois anos e depois a CartaCapital passou a ancorar, isso por que a gente já tinha uma relação anterior, eu já tinha trabalhado lá, tinha uma boa relação com eles, a gente acabou levando o Farofafá pra lá, dentro de um processo deles de congregar um monte de blogues progressistas, essa coisa toda. A gente estava nesse momento e pintou a chance de a gente se responsabilizar pelo conteúdo da revista também, que é um arranjo bem maluco, bem novos tempos, precariado. A gente não é funcionário da CartaCapital mas cuida de todo conteúdo [de cultura] da revista, que são oito páginas semanais. Tem dado super certo, a gente está super feliz, a gente adora o Mino [Carta, jornalista, fundador da CartaCapital], tem altos embates com ele, de concepções de cultura e tal, mas por enquanto está dando certo. Fizemos dois anos no final do ano.

Você está vindo à São Luís novamente para ministrar um curso pelo Sesc. Fala um pouco desse curso e de tuas expectativas em relação à participação dos inscritos.
Se não me engano eu vim três ou quatro vezes para São Luís. A primeira com Rita Ribeiro, hoje Rita Benneditto, lá nos anos 90, foi maravilhoso. Depois eu vim no festival BR-135, foi louquíssimo por que eu aproveitei a vinda e voltei pela BR-135. Vim pro festival e voltei de ônibus, percorrendo o Brasil por dentro, sem ser pelo litoral, percorrendo o Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul. Agora volto, sei lá, vamos dar um laboratório de jornalismo cultural, seja lá o que isso for. Acho que assunto não falta, o jornalismo está em crise, o Brasil está em crise, está tudo em crise, a cultura está em crise, Bolsonaro está querendo matar de inanição principalmente a cultura, mas acho que o jornalismo também, então eu acho que não falta assunto pra gente debater, teremos uma turma de 20 pessoas, espero que seja uma turma bem bacana, pra gente dar asas à imaginação.

Você falou que o jornalismo está em crise. Como você avalia a produção em jornalismo cultural no Brasil e, fora vocês três da CartaCapital, que outros nomes você destacaria, que têm te chamado a atenção? Da nova e da velha guarda, gente que fez tua cabeça e continua escrevendo, ou gente que surgiu agora…
Houve realmente uma dizimação. Eu sou mais do jornalismo musical, muitas vezes eu vou entrevistar ou fazer matérias sobre músicos e é recorrente, todos eles dizem a mesma coisa: “acabou a crítica musical, não existe mais”.

Acabou qualquer crítica, na verdade, não é?
É, eu tenho dúvidas. É um bom assunto pra gente debater lá no curso. A crítica não acabou, ela migrou para a famigerada caixa de comentários. Quando tinha blogue, o blogue tinha caixa de comentários, hoje em dia os portais ainda têm, é aquela carnificina, mas aquilo ali, assim como eu em 1997 falava horrores do Caetano Veloso, do Djavan, na Folha de S. Paulo, hoje em dia o cidadão comum fala horrores sobre o Lula ou a Dilma ou o Bolsonaro no espaço que ele tiver, pode ser a caixa de comentários da Folha, pode ser o facebook ou o twitter. Na verdade, os formatos esfacelaram, houve uma explosão e estilhaços pra tudo que é lado. O que era concentrado, você podia ir no jornal ou na revista e encontrar a crítica nossa de cada dia, hoje em dia ela está por todos os lugares. Então, na cultura, fica essa impressão de que ela acabou. E aí entram outras questões, a gente estava conversando sobre isso no almoço: aparece o youtuber, que é o crítico dos novos tempos, que é um cara que também vai lá e dá um monte de opinião, é o bonzão, e fala e acontece, e tem milhões de espectadores, e algum dia alguém descobre que esse cara está recebendo para falar de um livro sem ter lido o livro. E aí se descobre que não só é um crítico como é um mau crítico, por que ele não ouve o disco, ele não lê o livro, ele só recebe uma quantia de dinheiro para escrever alguma coisa e dar publicidade para aquilo. Essas coisas não são crítica cultural, muito embora elas frequentem, assim como a azeitona frequenta a farofa, o youtuber frequenta a crítica cultural.

Mas isso que você está dizendo não acaba por corroborar com essa tese da morte da crítica? Comentarista de portal não é crítico, embora ele emita uma opinião sobre uma obra, assim como o youtuber não é um crítico por que ele nem lê o que está comentando. Do ponto de vista da qualidade da crítica, da credibilidade e da seriedade da crítica.
Mas veja: eu também não era. Essa é a outra volta do parafuso. Por que eu fiz jornalismo. No jornalismo eu estudei história do jornalismo, sociologia, teorias sobre o jornalismo televisivo, eu estudei um monte de coisa, mas eu não estudei crítica, não aprendi a ser crítico na faculdade, foi uma coisa meio no fazer diário. Chegar na Folha de S. Paulo e entender que a Folha gostava que todo mundo falasse mal de tudo, aí eu comecei a falar mal dos cantores, e funcionou, eu fiquei 10 anos lá. Mas não era uma coisa científica ou estudada ou, sei lá, então, na verdade, eu acho que toda geração tem críticos mal formados, eu fui o da minha geração, pelo menos lá no comecinho eu fui, em algum momento eu fui.

Mas em algum momento você aprendeu.
Essa é uma questão: talvez eles nunca aprendam. Ou talvez eles aprendam e a gente vai queimar nossa língua.

O que esperar da mordaça do governo Bolsonaro?
Acho que não vai funcionar. O Bolsonaro só vai fazer mordaça se ele merecer, se a gente se acovardar. São três meses, é muito pouco tempo, mas assim, todo mundo está falando o que quiser. Quem está falando muito é por que quer falar muito, quem está falando pouco é por que quer falar pouco. Quem estiver acovardado, com medo de criticar ou de fazer cultura ou de fazer peça, ou de gravar um disco falando mal do Bolsonaro, eu acho que a sociedade que se autoamordaça [se interrompe]. Eu próprio, confesso, estava com muito medo, que ele ia reprimir geral, tudo. Seja dita a verdade, ele está reprimindo no sentido econômico, ele está tirando a grana, aí a gente vai ter que dizer se precisa de grana pra criticar ele ou se pode criticar de graça.