Chorinhos e Chorões passa a ser veiculado em cadeia pelas rádios Universidade e Timbira a partir deste domingo (30)

O sociólogo e radialista Ricarte Almeida Santos produz e apresenta o dominical Chorinhos e Chorões. Foto: Zeqroz Neto/ Divulgação
Da esquerda para a direita: Tiago Fernandes, Wendell de la Salles, Rui Mário e Marquinhos Carcará, o Quarteto Crivador. Foto: divulgação
Da esquerda para a direita: Tiago Fernandes, Wendell de la Salles, Rui Mário e Marquinhos Carcará, o Quarteto Crivador. Foto: divulgação
O cantor e compositor Claudio Lima. Foto: Zeqroz Neto/ Divulgação
O cantor e compositor Claudio Lima. Foto: Zeqroz Neto/ Divulgação
No palco ou na plateia, o poeta Celso Borges participou de diversas edições de RicoChoro ComVida na Praça e será homenageado no Chorinhos e Chorões deste domingo (30). Foto: Zeqroz Neto/ Divulgação
No palco ou na plateia, o poeta Celso Borges participou de diversas edições de RicoChoro ComVida na Praça e será homenageado no Chorinhos e Chorões deste domingo (30). Foto: Zeqroz Neto/ Divulgação

Na última quinta-feira (27) a Rádio Timbira estreou uma nova programação, com vistas à migração para FM, que acontecerá este ano. Programas como o “Fala, Mermã”, sobre o universo feminino, apresentado por Letycia Oliveira (de segunda a sexta, às 17h), e o “Radiola Timbira”, por este que vos escreve (aos domingos, ao meio-dia), passam a compor o novo quadro. O Balaio Cultural, que produzo e apresento com Gisa Franco (sábados, das 13h às 15h), está mantido.

Outras novidades dominicais são o “Alvorada” (das 7h às 9h), com Vanessa Serra, e o Chorinhos e Chorões (das 9h às 10h), com Ricarte Almeida Santos, que permanece na Universidade FM, sua casa original, há 36 anos no ar, e passa a ser veiculado em cadeia com a Timbira.

Para a edição de estreia, Ricarte receberá o Quarteto Crivador, em uma roda de choro ao vivo. O grupo é formado por Tiago Fernandes (violão sete cordas), Wendell de la Salles (bandolim), Rui Mário (sanfona) e Marquinhos Carcará (percussão).

A roda de choro será transmitida ao vivo, a partir do estúdio Lauro Leite, da Rádio Timbira, na Rua da Montanha Russa, 75, Centro. “A ideia é de festa mesmo, de marcar este novo momento, tanto da Timbira, quanto do Chorinhos e Chorões. A veiculação em cadeia com a Universidade vem somar, estamos muito felizes com a oportunidade, em um domingo recheado de boas companhias, começando cedo com Vanessa Serra, passando pelo decano Frank Matos, com o Timbira Espetacular, até chegar ao Radiola Timbira, contigo, a Timbira terá a trilha ideal para todo tipo de ouvinte: o que vai à praia, o que aproveita para fazer uma faxina ou lavar o carro, o que prepara o almoço, e é motivo de grande honra fazer parte desta trilha, deste cardápio”, declarou Ricarte Almeida Santos a Homem de Vícios Antigos.

Além do Quarteto Crivador, o Chorinhos e Chorões deste domingo (30), quando estreia na Rádio Timbira, receberá também o cantor Cláudio Lima, para uma homenagem ao poeta e jornalista Celso Borges (1959-2023), falecido no último domingo (23), Dia Nacional do Choro. Não por acaso, Cláudio Lima foi convidado do sarau RicoChoro ComVida na Praça, realizado no Largo da Igreja do Desterro, Centro Histórico da capital maranhense, por ocasião do lançamento de “Lembranças, Lenços, Lances de Agora: Memórias e Sons da Cidade na Voz de Chico Maranhão” (Palavra Acesa, 2022), de Celso Borges, obra em que ele se debruçou sobre os bastidores da gravação do antológico elepê “Lances de Agora” (1978), de Chico Maranhão, produzido por Marcus Pereira, gravado na sacristia da secular Igreja do Desterro.

Timbira e Universidade, que já possuíam uma “parceria campeã” – como reza o slogan das transmissões em cadeia – no esporte e eventualmente na transmissão de grandes eventos, como as festas juninas, ampliam a tabelinha. Pelo visto, o Chorinhos e Chorões aprofunda essa parceria já fazendo história desde o início.

Santo de Casa lança três inéditas de Chico Saldanha

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

O compositor Chico Saldanha, 70, anunciou para ainda este ano o lançamento de Plano B, seu quarto disco. O aguardado sucessor de Emaranhado (2007) está praticamente pronto.

“Quando voltar de uma viagem vou colocar as últimas vozes, Zeca [Baleiro] gravará sua participação e vamos para as fases de mixagem, masterização e prensagem”, anunciou Saldanha, com exclusividade, ao blogue. Ele irá à Suíça, acompanhar o nascimento de uma neta.

Um disco novo de Chico Saldanha é sempre um acontecimento. O intervalo entre um e outro ajuda a explicar o esmero com que cada álbum é feito. Intitulado Chico Saldanha, seu vinil de estreia, gravado em São Paulo, quando o artista morou lá, foi lançado em 1988, e emplacou ao menos um hit: Itamirim, interpretada por Tião Carvalho.

Aquele álbum trazia também Linha puída, sua canção mais regravada. O segundo disco, Celebração, foi lançado 10 anos depois. O álbum começa com uma homenagem à sua cidade natal, Parabéns, Rosário (Ribamar Marques), que remonta às origens do sotaque de orquestra do bumba meu boi.

Em Emaranhado ele contou com as participações especiais de Zeca Baleiro, Josias Sobrinho, Gerude, Inaldo Bartolomeu e Lenita Pinheiro. Este terceiro disco transita por uma veia pop, sem tirar o pé do brega (Mara), passando por bolero (Babalu), bumba meu boi (a faixa título), blues (Cover de blues) e choro (Branco).

Hoje (23), amanhã (24) e segunda-feira (27) o programa Santo de Casa, na rádio Universidade FM (106,9MHz) apresentará em primeira mão três faixas de Plano B, todas de autoria de Saldanha: Afeganistão, carinhosa e divertidíssima homenagem a um saudoso bar da Madre Deus, bastante frequentado por ele, este blogueiro e outros bambas, Ella, homenagem a Ella Fitzgerald, diva do jazz, e Buriti, em que homenageia os “geniais artífices” do interior do Maranhão que transformam a fibra dessa palmeira em obras de arte. A faixa tem participação especial da cantora Lena Machado.

As três faixas enviadas pelo artista à rádio têm execução de Luiz Jr. (violão, guitarra e arranjos), Mauro (contrabaixo), Rui Mário (sanfona e teclados) e Wanderson (percussão). Afeganistão tem sopros de Daniel Miranda, Daniel Cavalcanti e Elton Nascimento.

O Santo de Casa vai ao ar de segunda a sexta às 11h, com produção de Paula Brito e apresentação de Gisa Franco.

O rádio, Parafuso e eu

Começo de setembro passado, a trabalho em Brasília/DF, meu celular toca. Era Valéria Santos, produtora da Rádio Universidade FM. Disse-me rapidamente que estavam produzindo um Janela Cultural em homenagem ao mestre José de Ribamar Elvas Ribeiro, mais conhecido como Parafuso. De cara topei dar um depoimento e ela gravou na hora, pelo telefone. Ela tornaria a ligar, já que as operadoras de telefonia não ajudam e a ligação caiu.

No dia em que o programa foi ao ar, eu estava novamente viajando. Hoje, com o amigo Alberto Jr., fui ao Santo de Casa, na mesma Universidade FM, falar com Gisa Franco no quadro Roda de Conversa sobre a relação entre a blogosfera e a difusão da música do Maranhão. O papo rolou agradabilíssimo. Reencontrei amigos e amigas e conheci Valéria pessoalmente. Ela me avisou que o programa dedicado a Parafuso estava disponível, na íntegra, no youtube.

Lembro que o lendário sonoplasta havia lançado recentemente, em concorrida noite de autógrafos no Bar do Léo, o livro Memórias de um Parafuso, de título autoexplicativo.

A quem interessar possa, aí está o programa: