dilema, decisão e preferência masculina

como já anunciado aqui, o colunão está “temporariamente suspenso”. como todo mundo tá falando de copa do mundo, não resisti, e cometi o fraquinho [fraquíssimo, eu diria] texto abaixo. e minha coluna no diário da manhã de ontem saiu assim, “coluna do zema“, com uma foto minha, risos.

O dilema masculino em plena época de Copa do Mundo: o futebol ou ela? Às vésperas do dia dos namorados, o “ópio” toma conta das mentes e corações dos brasileiros. Por pelo menos um mês, acreditamos – e seguimos à risca – o ensinamento cristão de que “somos todos irmãos”.

“O colunista está assistindo a algum jogo da Copa do Mundo” ou “O colunista foi ao comércio – a esta altura um verdadeiro inferno – comprar o presente da namorada”. Estes bem poderiam ser “avisos” ou “justificativas” que o leitor encontraria aqui, neste domingo, véspera de dia dos namorados, Copa do Mundo rolando, ruas tomadas de verde e amarelo, datas eminentemente comerciais.

Ou talvez por isso, não. O colunista tentaria ser original e mudar de assunto, já que todo mundo só fala disso: “onde você vai ver o jogo do Brasil?”, “onde é que vamos comemorar/bebemorar?”, “já decidiu o que comprar?”, “já comprou o presente da namorada?” etc., etc., etc. Em vez disso, segue o curso e o discurso comum e se faz/refaz, e faz aos leitores a mesma pergunta.

E como conciliar namoro com Copa do Mundo? Ela detesta futebol e não entende como é que um homem pode se devotar a outros – com os bolsos cheios de dinheiro, vida ganha, e você, com a vida por ganhar – correndo atrás de uma bola, ô coisinha idiota. Ela, no fundo certa, sempre certa.

Mas o ópio do povo acontece de quatro em quatro anos e você “passou uma vida” esperando por isso. As ruas ganham bandeirinhas verdes e amarelas que se unem ao azul e branco do céu e parecem anunciar o hexacampeonato. “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!”, “Eu te amo, meu Amor, eu te amo!”.

Arrebenta, Brasil! Entre feijoadas, churrascos e cervejas, por vezes nem lembramos detalhes dos jogos: o importante é saber o placar final – às vezes nem isso, a depender do grau etílico – e comemorar mais uma vitória. Arrebenta, coração! Aqui, a memória precisa funcionar melhor – independentemente do etilírico grau e/ou tempo do que quer que seja, namoro, casamento: experimente esquecer uma data festiva, um aniversário… aí, quem se arrebenta é você.

É hora de esquecer os problemas, ao menos enquanto o Brasil pinta na tela de tantas outras (eternas) ilusões. É hora de criar um novo problema – será?: “eu ou o futebol?!”, beicinho, caras, bocas e decotes provocadores, ela, irresistível, “claro que é você, meu amor!”. Indiscutivelmente.

Independentemente dos prognósticos futebolísticos, aposte sempre no amor. Quem ganha é você. Sempre. Aí é correr pro abraço, pro beijo e pro mais, muito mais, todo o mais…

5 respostas para “dilema, decisão e preferência masculina”

  1. zema: o kleber albuquerque participa do disco novo de cb, musicando um poema de sérgio natureza, um fado.eu tinha esse o centro está em todas as partes, mas perderam pra mim.abraçõ.

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