[Coluna do Zema de ontem]
A Coluna do Zema a(i)nda em clima de copa do mundo. Música, sexta-feira, no Armazém da Estrela. Breve comentário sobre o novo disco de Chico Buarque. E a relação D2-Ronaldo. Que o Brasil melhore na competição!
Hilton Assunção no Armazém da Estrela
Hilton Assunção, violonista maranhense radicado no Rio de Janeiro, fará show nesta sexta-feira, dia 16, às 22h, no salão de eventos do Armazém da Estrela. De férias na terra natal, o músico será acompanhado por sua esposa, Ana Luiza, ao piano. No repertório, clássicos da música brasileira e clássica internacional, dos repertórios de Tom Jobim, Pixinguinha, Villa Lobos e Bach, entre outros. O couvert artístico custa R$ 12,00. Reservas e maiores informações pelo telefone (98) 3231-7431.
Uma ligeira impressão de “Carioca”
A crítica está dividida entre gostar e não gostar – ou ainda gostar “mais ou menos” – do novo disco de Chico Buarque, “Carioca” (Biscoito Fino, 2006). Algo natural. É de se esperar que do autor de clássicos da música brasileira – “A Banda”, “Quem Te Viu, Quem Te Vê”, “Apesar de Você”, “Construção” e “O Meu Guri”, entre inúmeros outros – surjam novos “clássicos” a cada disco. Mas Chico já não tem – e nem deve, mesmo – essa obrigação. Dividido entre a música e a literatura, não precisa cumprir prazos, contratos e outras chatices impostas pela burocracia deste mundo veloz. Curte a vida entre o futebol, alguns drinks e a serenidade, típica. Chico Buarque já provou que é muito mais que um “belo homem de olhos verdes oriundo de família intelectual”. Não esperem – fãs, críticos – que Chico vá, quarenta anos depois, escrever “A Banda” novamente. “Carioca” é um belo disco, sem dúvidas. Algo a altura da genialidade de Chico.
Marcelo D2 e Ronaldo
A nova tiragem de “Meu Samba É Assim”, novo disco de Marcelo D2, que chega às lojas, traz uma faixa bônus, em homenagem ao jogador Ronaldo. D2 é dos artistas brasileiros que mais “evoluíram”, se é que assim se pode falar, na música brasileira produzida recentemente. Prova disso é ouvir e comparar seus primeiros trabalhos solos ao bem sucedido Acústico MTV (2004). Já Ronaldo, a julgar pela atuação que teve na estréia brasileira na Copa, caminha, no futebol, no sentido oposto ao tomado por D2 na música. Algo talvez natural. Espero, sinceramente, que o Brasil faça valer as expectativas – não só dos brasileiros, mas mundiais – e que a homenagem de D2 a Ronaldo, “fenômeno”, tenha sido merecida.

chutes pr’hoje:>argentina 3×0 sérvia e montenegro>holanda 2×0 costa do marfim>méxico 1×0 angola>>dia 17/6:>portugal 2×0 irã>república tcheca 1×0 gana>itália 1×1 estados unidos>>dia 18/6:>japão 1×1 croácia>brasil 3×0 austrália>frança 1×0 coréia do sul>>dia 19/6:>togo 0x1 suíça>ucrânia 1×1 arábia saudita>espanha 2×1 tunísia
Não, Zema, não. Só vou gostar de Chico Buarque quando eu for um suíço do século xix. E D2 está se transformando num guru do hibridismo musical, e não há praga maior na música brasileira hoje. Aliás, um beijo pra ti.
chico é bom. ainda não ouvi o disco novo de d2, mas seu acústico mtv é algo muito, muito bom.
Erasmo Dibell mandou-me, pelo celular, a seguinte mensagem: “Nesta sexta, 16/6, a partir das 21h30min canto no Armazém da Estrela e espero você por lá. Abraço do Erasmo Dibell”.
Outra: quando terminar de ouvir, me empresta a trilha de No direction home?
Ê rapaz, eu te mando a faixa do disco de CB na qual Kleber Albuquerque participa. Tu só não pode espalhar ou dizer pra CB, hehe.
reuben, brilhante o segundo texto na clara. abraço!
reuben, respostas aos dois comentários: você mesmo disse pra cb, que vez em quando lê isso aqui. vou te fazer uma cópia (duas, já que o disco é duplo, ahah), tu só não pode dizer pra dylan. abraço!