(des)água

“em uma novela, não lembro qual, um personagem, não lembro qual, repetia sempre: “que situação! que situação!””, comentei com um vizinho que descia a ladeira, um balde em cada mão.

“e não é, rapaz? sabes a previsão?”, ele perguntou, rima não intencional.

“mentindo os jornais, hoje finzinho de tarde comecinho da noite, ‘tá tudo resolvido”, dei-lhe esperanças.

“ah! menos mal… já tinha ouvido que só amanhã”

seguimos nossos caminhos, eu com uma sacola com uma toalha, um desodorante e uma cueca limpa para tomar banho na casa de uma tia, próxima.

a situação era de caos, outros moradores desfilavam com baldes, bacias e recipientes outros, em busca da água que faltava. “lata d’água na cabeça”, eu podia ouvir a canção.

nem mesmo a barbearia onde costumo cortar os cabelos abriu. das duas, uma: ou seu djalma não conseguiu tomar banho para sair de casa ou não teria água suficiente para cumprir seu expediente.

3 respostas para “(des)água”

  1. 1. até mesmo a rua grande estava mais vazia: provavelmente as pessoas não conseguiram tomar banhos para sair de casa;2. sobre o post anterior, como “suspeitei desde o princípio”, como diria o super-herói, nem uma linha n’o estado do maranhão.

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